Você vai ler na coluna hoje: Se todas entidades trabalharem por seus associados poderemos recuperar o crédito, Band RS realiza o primeiro debate na TV aberta com os candidatos ao Governo do Estado, Etarismo: trocar profissionais 50+ por jovens foi uma economia… ou um prejuízo para as empresas?, 50+ não é sinônimo de competência. Sub-30 não é sinônimo de descompromisso, Temos visto “jovens com 50 anos” bem mais produtivos do que “velhos de 25”, O sucesso da cazétv pode ser justamente o que vai quebrá-la, A Maior Fábrica de Carros do Brasil Nasceu Onde Ninguém Esperava e Já Fez 18 Milhões de Veículos, A mulher de cinquenta anos que o marketing insiste em não conhecer, Toda empresa diz que QUER um time comercial de ALTA PERFORMANCE, Como Tornar as Reuniões Mais Raras, Curtas e Eficientes.
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Se todas entidades trabalharem por seus associados poderemos recuperar o crédito
Combate à inadimplência empresarial passa por soluções de crédito personalizadas
O Rio Grande do Sul continua a enfrentar um cenário econômico complexo, onde a inadimplência de empresas, apesar de um leve recuo recente, ainda se mantém em patamares historicamente elevados. Dados da CDL Porto Alegre, elaborados com base em informações da Equifax BoaVista, revelam que, em junho, o percentual de empresas com restrições no estado caiu de 17,38% para 16,26%, e em Porto Alegre, de 17,42% para 16,05%. Embora seja a terceira queda consecutiva e a maior redução mensal desde junho de 2022, o Rio Grande do Sul ainda ostenta o maior índice de inadimplência empresarial do País, superando significativamente a média nacional de 11,5%.
É neste contexto de desafios persistentes que a CDL Porto Alegre reforça seu compromisso com a sustentabilidade dos negócios gaúchos, com sua Consulta Pessoa Jurídica. Desenvolvida em parceria com a Equifax BoaVista, esta ferramenta surge como um suporte crucial para as empresas B2B, oferecendo personalização e precisão inéditas na análise de crédito, essenciais para navegar com segurança em um mercado ainda volátil.
“Nossa Consulta Pessoa Jurídica foi concebida para oferecer às empresas a capacidade de personalizar suas análises de crédito. Isso não só otimiza recursos, mas, fundamentalmente, minimiza riscos e protege o capital de giro em um ambiente que ainda apresenta incertezas e desafios, como a desaceleração econômica e as pressões inflacionárias”, afirma Daiana Guimarães, gestora comercial da CDL Porto Alegre.
A principal inovação da Consulta PJ reside na sua capacidade de personalização e em um novo modelo de score de crédito, que proporciona uma visão aprofundada do risco com tecnologia em nuvem, garantindo até 23% mais de performance nos resultados. Além disso, a ferramenta permite disponibilizar limites de crédito baseados na comparação com empresas similares do mercado e analisar restritivos na política para gerar uma decisão mais rápida, pautada na capacidade real de pagamento do cliente.
“Agora, as consultas podem ser feitas exatamente como a empresa precisa, com linguagem acessível e sinergia entre dados, potencializando a tomada de decisão e contribuindo para a resiliência do nosso empresariado”, conclui Guimarães.
A Consulta PJ representa o trabalho da CDL Porto Alegre no apoio à resiliência econômica do estado, fornecendo às empresas as ferramentas necessárias para navegar com mais segurança e inteligência em um cenário de incertezas.
Band RS realiza o primeiro debate na TV aberta com os candidatos ao Governo do Estado
O futuro do Rio Grande do Sul estará no centro das discussões do primeiro debate na TV aberta entre os candidatos ao Governo do Estado, promovido pela Band Rio Grande do Sul.
No mesmo dia em que o Grupo Bandeirantes de Comunicação realiza debates nas capitais brasileiras, a Band RS mobiliza mais de cem profissionais para a cobertura do encontro. O debate acontece no domingo, dia 09 de agosto, com transmissão ao vivo na TV a partir das 20h para todo o Rio Grande do Sul.
Durante duas horas, os candidatos terão a oportunidade de apresentar suas propostas, discutir os principais problemas enfrentados pelo Estado e mostrar quais soluções pretendem colocar em prática para promover o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul.
A transmissão será realizada pela Band TV, Rádio Bandeirantes 94,9, BandNews FM 99,3 e pelas plataformas digitais da Band RS: YouTube BandRS, Instagram e Twitter.
Pela primeira vez, o debate contará com convidados e autoridades presentes na plateia. O evento será realizado na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, a FIERGS.
Cobertura especial começa às 18h
A cobertura do debate começa às 18h nas rádios do Grupo Bandeirantes, acompanhando a chegada dos candidatos e apresentando as expectativas para o encontro.
Logo após a transmissão, a programação continua com os depoimentos dos participantes e a análise dos jornalistas sobre as propostas apresentadas, os principais temas discutidos e os caminhos apontados para o futuro do Estado.
Para Guilherme Macalossi, gerente de Jornalismo das Rádios, o debate é uma oportunidade para aprofundar a discussão sobre os desafios do Rio Grande do Sul.
“Mais do que acompanhar o posicionamento dos candidatos, o ouvinte precisa compreender quais são as propostas para enfrentar os problemas do Estado. As rádios cumprem um papel fundamental ao ampliar essa discussão, ouvir diferentes opiniões e oferecer programas especiais que ajudem a população a avaliar as ideias apresentadas.”
Experiência na condução do debate
A apresentação será de Oziris Marins, jornalista que já comandou inúmeras edições de debates em rádios e televisões.
Para Oziris, o encontro representa um dos momentos mais importantes da campanha eleitoral.
“O debate permite que o eleitor conheça, de forma direta e transparente, as propostas de cada candidato para o Governo do Estado. É o momento de confrontar ideias, discutir os problemas do Rio Grande do Sul e avaliar quem apresenta as soluções mais consistentes. O debate da Band abre essa discussão e ajuda a definir os principais temas da campanha.”
O gerente de Jornalismo da Band TV, Luiz Eduardo Rezende, destaca a importância do debate para que a população conheça os projetos apresentados para o Estado.
“Estamos em um ano eleitoral decisivo para o Rio Grande do Sul. Os candidatos precisam apresentar novas propostas, apontar soluções para os problemas enfrentados pela população e também explicar como pretendem dar continuidade aos projetos que são fundamentais para o desenvolvimento do Estado. A Band está preparada para entregar à audiência um grande debate, marcado pela discussão de ideias, propostas e soluções.”
Lisiane Russo, diretora-geral da Band RS, ressalta a tradição do Grupo Bandeirantes nas coberturas eleitorais e o compromisso da emissora com a sociedade.
“O Grupo Bandeirantes é referência em cobertura eleitoral porque acredita que o debate de ideias fortalece a democracia. Nosso papel é oferecer informação imparcial e correta, criando um espaço para que os candidatos apresentem seus projetos para o Governo do Estado e para que a população possa refletir sobre os melhores caminhos para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e de seus municípios.”
Serviço
Debate para Governador do Estado do Rio Grande do Sul
Dia: 09 de agosto
Horário: 18h abertura nas rádios Bandeirantes 94,9 e BandNews FM 99,3
Horário: 20h na TV
Transmissão: TV, Rádios e Canais Digitais do Grupo Bandeirantes.
Cobertura da imprensa
- Credenciamento de até dois profissionais por veículo;
- Informar nome completo e número de documento pelo e-mail lmvieira@band.com.br, com cópia para lerezende@band.com.br.
Etarismo: trocar profissionais 50+ por jovens foi uma economia… ou um prejuízo para as empresas?
Por Edmilson Riechelmann
Nos últimos anos, muitas empresas reduziram seus quadros de profissionais 50+, apostando em equipes mais jovens. Mas os números mostram que o desafio vai além da idade.
57% dos profissionais com mais de 50 anos afirmam já ter sofrido discriminação por idade em processos seletivos.
84% das empresas brasileiras ainda não possuem políticas formais de diversidade etária.
52,4% dos profissionais consideram o etarismo uma barreira para contratação e permanência no mercado.
Ao mesmo tempo, empresas enfrentam um problema crescente: a alta rotatividade dos profissionais mais jovens. Segundo levantamentos de consultorias de RH, a Geração Z apresenta índices de turnover entre 50% e 80% maiores que as gerações anteriores em diversos setores, elevando custos de recrutamento, treinamento e perda de conhecimento.
A conclusão não é que os jovens sejam menos preparados. Eles trazem inovação, domínio tecnológico e novas perspectivas.
Mas experiência, maturidade para tomar decisões sob pressão, gestão de crises e visão estratégica não se aprendem em cursos. São competências desenvolvidas ao longo dos anos.
As empresas mais competitivas não serão aquelas que escolherem entre juventude ou experiência.
Serão aquelas que souberem integrar as duas gerações.
Experiência não tem prazo de validade. Tem valor para o negócio.
50+ não é sinônimo de competência. Sub-30 não é sinônimo de descompromisso
Por Maverick Mello
Eu tenho visto vários artigos (exagerados) sobre a competência dos NOLTs e da incompetência e falta de responsabilidade dos jovens no ambiente empresarial.
Será que podemos definir desta forma tão autocrática e conceituada? Eu penso que se medimos o valor de um profissional pelo ano da carteira de identidade, o problema não está nas gerações. Ele está na maturidade da gestão da empresa.
Temos que ser claros:
Conflito entre gerações sempre existiu. O que mudou foi a velocidade da mudança — e a disposição das novas gerações em não aceitar o que não faz sentido. Nós, NOLTS, aprendemos a aceitar tudo goela abaixo. Naquela época, não havia questionamento.
O problema não é o jovem “não querer vestir a camisa” ou o sênior “estar ultrapassado”. O problema, muitas vezes, é que a empresa não criou um ambiente onde ambos se complementam.
Tratar isso como “problema de RH” é o erro estratégico mais caro que um CEO pode cometer. Estamos falando de capital humano e que impacta diretamente no resultado do negócio.
E lógico que não podemos generalizar. Existem pessoas “difíceis” e que não estão preparadas para a sua empresa. Mas, isso vale para os dois lados.
E, qual o custo deste conflito?
Para a empresa: perda de talentos dos dois lados
Para o colaborador: frustração, descompasso no “fit empresarial” e, consequentemente, queda de performance
Para o resultado: inovação que nunca sai do papel porque o sênior sabia o ê e o júnior sabia o , mas ninguém os colocou na mesma sala. Consequência disso: impacto negativo nos resultados.
Para mitigar isso, eu costumo aconselhar as empresas a:
➡️ Pare de tratar idade como KPI. Foque e meça a entrega.
➡️ Crie pontes de mentoria reversa: autoconhecimento e entendimento do outro – os dois lados ensinam.
➡️ Desenhe o desenvolvimento de pessoas (de verdade) como estratégia de negócio, não como benefício.
Obviamente, existem várias outras ações importantes, porém, se conseguir realizar essas três etapas, a empresa estará à frente da maioria.
Agora, me diz aí: para você, o maior problema está no conflito real entre gerações ou está no fato da empresa não saber lidar com equipes heterogêneas??
Temos visto “jovens com 50 anos” bem mais produtivos do que “velhos de 25”
Rodrigo Hogera
O mercado corporativo caiu na armadilha de associar pouca idade a inovação e jogar a experiência para o escanteio, culminando em um erro estratégico brutal que custa caro às organizações.
A idade profissional não se mede pela certidão de nascimento, mas pela prontidão da mentalidade e, pelo desejo ávido de realizar, entregar, compartilhar e se reinventar.
Vemos “jovens de 50 anos” dando banho de energia, aprendendo novas ferramentas e entregando alta performance, enquanto isso, há “velhos de 25” arrastando os pés no piloto automático, reclamando o tempo todo.
De novo, produtividade é sobre atitude, foco e fome de resultado. Ter vitalidade aos 50 é somar maturidade emocional com bagagem técnica. A apatia aos 25 é o caminho direto para a estagnação.
Estudo da Harvard Business Review revela que equipes com profissionais seniores de mentalidade ágil aumentam em até 38% a resolução de crises operacionais, ou seja, a ‘casca grossa’ do tempo ensina o que nenhum curso rápido entrega.
O mercado quer saber quanto contratempo é resolvido. E para falar a verdade, vitalidade corporativa é recusar o conformismo, tenha o pequeno gafanhoto 20, 40 ou 60 anos.
Sob a ótica da ISO 31000 (gestão de riscos), descartar a bagagem da experiência ou tolerar o desinteresse do novato são falhas graves de governança.
Isso porque a mentalidade que gera valor não envelhece e, muitas vezes não tem a ver com idade, pois existem jovens bem maduros também.
Paga-se por entregar resultado com garra e, eu, a fazer com que empresas vendam mais e melhor!
Faz sentido isso tudo?
O sucesso da cazétv pode ser justamente o que vai quebrá-la
Por Guilherme Ravache
A CazéTV tem um problema muito maior que as apostas. É um desafio existencial.
A LiveMode construiu a CazéTV comprando direitos muito mais baratos que a TV. Enquanto a Globo paga cerca de US$ 90 milhões por ano, a CazéTV desembolsava cerca de US$ 3 milhões.
O problema é que, ao defender que compete de igual para igual com a TV, também fortalece o argumento de que deve pagar o mesmo preço nas próximas negociações.
O paradoxo é simples: quanto mais a CazéTV cresce, mais cara ela pode se tornar.
A Maior Fábrica de Carros do Brasil Nasceu Onde Ninguém Esperava e Já Fez 18 Milhões de Veículos
Instalado longe do eixo automotivo do ABC Paulista, o polo de Betim (MG) completa cinco décadas com R$ 14 bilhões em investimentos previstos até 2030
Por Gilson Garrett Jr. (Forbes Motors)
Quando a Fiat decidiu instalar uma fábrica em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a indústria automotiva brasileira ainda tinha seu centro de gravidade no ABC Paulista. Meio século depois, a aposta fora do eixo tradicional de produção virou o maior complexo automotivo do país e um dos principais ativos industriais da Stellantis no mundo.
O Polo Automotivo Stellantis de Betim (nome oficial do espaço) completou 50 anos em julho de 2026 com mais de 18 milhões de veículos produzidos, mais de 4 milhões de unidades exportadas para aproximadamente 40 países e capacidade instalada para fabricar até 650 mil carros por ano. A unidade, que começou sua trajetória com o Fiat 147 em 1976, hoje produz modelos como Fiat Argo, Mobi, Pulse, Fastback, Fiorino, Peugeot Partner Rapid, Ram 700 e Fiat Strada.
A comemoração teve eventos em Belo Horizonte e em Betim no dia 22 de julho, reunindo executivos da companhia em um momento em que a fábrica mineira ganha novo peso dentro da estratégia global da Stellantis. O grupo, dono de marcas como Fiat, Jeep, Ram, Peugeot e Citroën, apresentou, em maio, um plano global de 60 bilhões de euros para os próximos cinco anos. Na América do Sul, estão previstos R$ 32 bilhões em investimentos até 2030, dos quais R$ 14 bilhões serão destinados ao polo de Betim.
A importância local também aparece em um dado simbólico: 40% dos carros da Fiat vendidos no mundo saem dessa fábrica. A unidade está em processo de contratação para o terceiro turno, movimento necessário para atingir sua capacidade máxima de produção.
De Betim para o mundo
A chegada da Fiat a Minas Gerais, em 1976, ajudou a redesenhar a geografia da indústria automotiva nacional. A decisão de produzir fora do principal eixo industrial do país criou uma nova cadeia de fornecedores, atraiu investimentos em infraestrutura e colocou Betim no centro de um projeto de longo prazo.
O primeiro produto da fábrica foi o Fiat 147, apresentado naquele ano em Ouro Preto. O modelo marcou a estreia da marca no Brasil e trouxe soluções consideradas inéditas para a indústria nacional, como motor transversal, pneus radiais e para-brisa de vidro laminado. Em 1979, o 147 também se tornou o primeiro carro movido a etanol produzido em série no mundo.
A partir dali, Betim passou a concentrar alguns dos modelos mais relevantes da história da Fiat no país, como Uno, Palio e Strada. A Strada, hoje, é o veículo mais vendido do Brasil desde 2021 e segue como um dos pilares da liderança da marca. A Fiat lidera o mercado brasileiro há cinco anos consecutivos e, em 2026, caminha para manter essa posição pelo sexto ano.
Em junho, a Strada registrou recorde de produção mensal no polo mineiro, com 19.261 unidades fabricadas, superando a marca anterior de 18.287 unidades, de setembro de 2025.
2,2 milhões de metros quadrados
O polo de Betim ocupa uma área total de 2,2 milhões de metros quadrados, com mais de 900 mil metros quadrados de área construída. A operação reúne cerca de 19 mil colaboradores, mais de 400 fornecedores diretos e uma das maiores estruturas de engenharia automotiva da América do Sul.
A presença da fábrica também mudou a dinâmica econômica da cidade. Entre 1996 e 2007, o PIB de Betim cresceu 261,5%, segundo levantamento do Ipea com base em dados do IBGE. O município também alcançou IDHM de 0,749, classificado como alto desenvolvimento humano.
Hoje, a unidade vai além da montagem de veículos. O complexo reúne manufatura, engenharia, desenvolvimento de produtos, segurança veicular, produção de motores e tecnologias de eletrificação. O Tech Center Stellantis conta com mais de 3 mil engenheiros, designers e técnicos, além de 60 laboratórios, Safety Center, Development Center, Virtual Center e TechMobility, área dedicada a tecnologias de eletrificação de baixa, média e alta voltagem.
Em 2024, essa estrutura resultou no lançamento dos primeiros modelos híbridos desenvolvidos no Brasil. Betim também se tornou sede do chamado Hub Global Bio-Hybrid da Stellantis, voltado ao desenvolvimento dessa tecnologia para diferentes mercados.
Motores
O polo mineiro abriga o maior centro de produção de Powertrain da América Latina. Com investimentos recentes, a capacidade foi ampliada para 1,1 milhão de propulsores por ano. A unidade abastece fábricas da Stellantis e também atende à exportação de componentes.
Desde o início das operações, Betim produziu mais de 19 milhões de motores das famílias Fire, Firefly e GSE Turbo, além de mais de 17 milhões de transmissões.
O plano global da Stellantis e o peso do Brasil
A Stellantis apresentou em 2026 um plano estratégico global de 60 bilhões de euros para os próximos cinco anos. A estratégia combina investimentos em marcas, produtos, plataformas, motores e inteligência artificial, ao mesmo tempo em que prevê uma redução anual de custos de 6 bilhões de euros, com captura total esperada a partir de 2028.
Do total anunciado, 36 bilhões de euros serão destinados a marcas e produtos. No desenho geral, 60% dos recursos ficam concentrados em produtos e marcas, enquanto os 40% restantes irão para plataformas globais, motores e inteligência artificial.
A América do Sul aparece como uma das regiões em que a Stellantis espera crescer. A projeção é de alta de 10% no faturamento, com foco em picapes, SUVs e carros de entrada. Esses três segmentos ajudam a explicar por que Betim continua relevante dentro do grupo.
Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, esteve nos eventos da comemoração dos 50 anos de Betim e conhece a operação de perto. Antes de assumir o comando mundial da companhia, ele foi CEO para a América do Sul e morou em Belo Horizonte. Ao falar sobre a estratégia da empresa, afirmou que há dois caminhos de atuação: fortalecer as regiões e estreitar parcerias estratégicas.
Segundo Filosa, a Stellantis quer intensificar sua presença em segmentos como entrada e picapes, onde a concorrência é menor. Em SUVs, a ideia é usar os ativos globais da companhia para ganhar velocidade em tecnologia. “Esse plano foi desenhado para nos levar a um lucro de longo prazo”, disse o executivo ao apresentar a estratégia global.
O Argo X
O Novo Argo X será o primeiro produto inédito de Betim dentro do novo plano da Stellantis no Brasil. O modelo vai ocupar espaço na linha de entrada da Fiat e terá papel importante na estratégia comercial da marca. O Argo atual, segundo modelo mais vendido da Fiat no Brasil e quarto do mercado brasileiro em 2026, seguirá à venda.
A chegada do novo produto também está ligada à abertura de mais de 1.200 vagas de emprego na fábrica. Esse movimento reforça o objetivo de utilizar a capacidade instalada do complexo e preparar a unidade para uma nova etapa de produção.
Para Betim, o desafio dos próximos anos não será apenas manter volume. Será combinar escala, novas tecnologias, eletrificação, digitalização e eficiência industrial em um momento de transformação do setor automotivo.
A mulher de cinquenta anos que o marketing insiste em não conhecer
Por Lia Barros
Tenho uma teoria. Ela cabe inteira dentro de uma bolsa. Yep.
Abra a bolsa de uma mulher com mais de cinquenta anos (metaforicamente, por favor!) e você provavelmente vai encontrar um livro começado, um bom batom, um protetor solar, óculos para leitura, uma lista de coisas para resolver, um carregador de celular, um remédio para dor nas costas que ela espera não precisar usar, ingressos para alguma peça ou concerto, o creme para reposição hormonal se ela fizer uso, um recibo que esqueceu de jogar fora e uma quantidade impressionante de histórias que nenhum algoritmo consegue mapear.
Depois olhe para a maneira como a maioria das marcas imagina essa mesma mulher.
Ela aparece num anúncio publicitário qualquer caminhando na praia com uma camisa de linho branco estrategicamente amassada, os cabelos grisalhos perfeitamente desalinhados, a pele com maquiagem leve e pouquíssimas rugas para a idade que tem, é magra e alta, com um sorriso sereno olhando para o horizonte, como se tivesse acabado de descobrir que envelhecer é a oitava maravilha do universo.
A camisa branca de linho não tem culpa de nada, é linda e muito sexy. O problema começa quando imaginam que basta acrescentar cabelos grisalhos misturados com a tal camisa para representar uma complexidade muito maior.
A publicidade consegue envelhecer uma mulher de cinquenta anos em duas direções ao mesmo tempo: ou ela precisa parecer ter trinta ou se comportar como se já tivesse oitenta (os 80 de 20 anos atrás, bem entendido).
No intervalo entre essas duas caricaturas existe um continente inteiro de mulheres que, para o marketing, continua desabitado. E justamente aí, nesse espaço, moram as consumidoras mais interessantes que existem.
Não porque tenham dinheiro nem porque pertençam a um mercado em expansão, embora ambos argumentos sejam verdadeiros. Interessantes porque desenvolveram a melhor competência de todas: reconhecer o que sim, o que não e o que nunca.
Sim, viver muito obriga a separar o essencial do ruído.
Elas já viveram o bastante para desconfiar de qualquer discurso que tente convencer de que existe uma única forma correta de envelhecer ou que insiste em direcioná-las.
Essa mulher chega aos cinquenta maravilhosamente complexa. Ela não deseja o que o mercado deseja que ela deseje, ela deseja o que deseja desejar.
Ela não precisa que uma marca a chame de “guerreira”, “poderosa” ou “inspiradora”. Apenas espera não ser subestimada.
Agora, pensa comigo: construir com e para esse público exige uma mudança muito mais intelectual do que qualquer coisa. Antes de pensar em cores, embalagens, campanhas ou linguagem, é preciso abandonar a ideia de que envelhecer combina com falta, insistindo em conduzir essa mulher à alguma versão anterior de si mesma onde era mais jovem, porque ela finalmente aprendeu a estar confortável onde está hoje.
Essa consumidora compra coerência
E coerência é um produto caro: exige consistência antes de exigir comunicação. Ela não nasce na campanha, nem no slogan, muito menos em uma ação de marketing bem executada.
Coerência exige que aquilo que a marca promete sobreviva ao atendimento, ao produto, ao serviço, ao pós-venda e até ao silêncio. Depois de cinco décadas observando o mundo, essa mulher desenvolveu um radar muito preciso para perceber quando uma narrativa termina e exatamente onde começa a realidade.
Ela acumulou referências suficientes para comparar, contextualizar e reconhecer padrões. A memória de mercado faz o resto.
Experimente perguntar a uma mulher com mais de 50 anos o que desperta genuinamente o interesse dela e a resposta dificilmente será “dicas de como se vestir com elegância depois dos 50”. Ela procura uma marca que não a infantiliza nem a simplifica.
As mulheres com mais de 50 anos representam milhões de pessoas atravessando a fase mais interessante da própria vida, com um nível de discernimento que torna qualquer estratégia preguiçosa imediatamente visível.
Talvez por isso tantas iniciativas pareçam artificiais. Elas conhecem a idade. Mas nunca reconheceram a mulher.
Toda empresa diz que QUER um time comercial de ALTA PERFORMANCE
Por Simone Freitas
Até o dia em que esse time começa a ganhar dinheiro de verdade.
É curioso como a conversa muda.
Enquanto as vendas crescem, todos comemoram. O faturamento sobe, as metas são superadas e os resultados
aparecem.
Então chega o fechamento do mês, a comissão é calculada e alguém faz a pergunta que muda completamente o rumo da discussão:
“Será que não estamos pagando comissão demais?”
Essa pergunta revela muito sobre a cultura de uma empresa.
Em vez de olhar para o valor que aquele profissional gerou, o foco passa a ser quanto ele recebeu. Só que uma comissão alta não acontece por acaso. Antes dela, existiu uma receita ainda maior entrando no caixa.
Quando um vendedor percebe que existe um limite informal para o quanto pode ganhar, algo muda no comportamento. Ele deixa de acelerar. Afinal, por que continuar entregando mais se o reconhecimento tem um teto?
É nesse momento que muitas empresas, sem perceber, começam a perder seus melhores talentos. Não porque faltou salário, mas porque faltou perspectiva.
Um modelo de remuneração variável deveria incentivar o crescimento do negócio, não freá-lo. Se alguém é capaz de gerar mais valor para a empresa, faz sentido que também participe desse resultado.
No fim, o problema nunca foi uma comissão alta.
O problema é enxergar um vendedor de alta performance como um custo, quando ele deveria ser visto como um dos maiores investimentos para o crescimento da empresa.
Como Tornar as Reuniões Mais Raras, Curtas e Eficientes
Novo livro de comportamento organizacional ensina líderes a calcularem o impacto de cada encontro e a combaterem o microgerenciamento
Por David Cohen (Forbes)
Esta é uma notícia para quem não aguenta mais entrar e sair de reunião o dia inteiro; ou para quem acha que os debates no seu departamento ou empresa não estão levando a lugar nenhum. A especialista em comportamento organizacional Rebecca Hinds reuniu em seu primeiro livro – “Your Best Meeting Ever” (Sua melhor reunião de todos os tempos, em tradução livre) – uma série de conselhos para reduzir drasticamente o tempo gasto em discussões que não levam a nada; e tornar as reuniões que sobraram mais eficazes.
Em geral, as empresas tratam as reuniões como uma iniciativa sem custo. Quem faz a multiplicação das horas em sala pelo salário-hora dos envolvidos se assusta. E às vezes exagera na reação. A Dropbox, por exemplo, chegou a instituir uma moratória de reuniões, invadindo calendários dos funcionários para eliminar compromissos. A Shopify já fez algo semelhante.
Da mesma forma que congelamento de preços não basta para conter hiperinflação, essas soluções drásticas funcionam por pouco tempo. Hinds sugere o controle, sim, mas acompanhado de outras várias medidas, como:
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Criar um score para as reuniões, medindo esforço e impacto. Ganhou 3 em impacto e 1 em esforço? Mantenha o encontro. Ganhou 2 num quesito, 2 no outro? Reelabore objetivos.
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Criar um Roti (retorno sobre o tempo investido) para avaliar as reuniões.
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Privilegiar a ação. Em vez de “discussão do orçamento”, marque “aprovar o orçamento do terceiro trimestre”.
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Criar um “estacionamento de ideias”. Se alguém se desviar do assunto, escreva a ideia numa folha. Os temas estacionados ficam para outra ocasião.
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Reduzir o número de participantes. Vale a regra das duas pizzas, de Jeff Bezos: nenhum encontro deveria ter mais gente do que duas pizzas possam saciar.
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Aplicar o teste CEO para avaliar se a reunião é necessária. Analisar se o assunto é: C – complexo, E – emocionalmente intenso, ou O – leva a uma decisão one-way (difícil de voltar atrás). Se não atender a pelo menos uma dessas condições, não merece uma reunião.
Hinds toca ainda em diversos outros pontos, como o uso de IA para ajudar a organizar e gerir os encontros. E, talvez o melhor de todos, uma regra de ouro para reuniões “um a um”: essas conversas devem deixar o empregado mais energizado do que quando entrou na sala.
Se isso não ocorrer, não foi um exercício de liderança, foi microgerenciamento.














