Sinapro-RS discute em Porto Alegre mudanças em editais para agências de publicidade e outros artigos da semana – 14.05.2025

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp

Nos artigos que publicamos hoje, você vai ler sobre: Workshop do Sinapro-RS sobre a nova Lei de Licitações reúne mais de 120 pessoas na Famurs, Geração Z prefere trabalho alinhado a valores a ser influencer, Quanto tem que ganhar para ser de classe média alta no Brasil?, Gabriela Borges, da Publicis: “Não é a criatividade pela criatividade”, Quer crescer? Comece dizendo não para alguns clientes

 

Workshop do Sinapro-RS sobre a nova Lei de Licitações reúne mais de 120 pessoas na Famurs, em Porto Alegre

Por Adriana Schio

O auditório da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), em Porto Alegre, lotou na manhã desta terça-feira (13/05) para receber o público para o Workshop Dica Legal, promovido pelo Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS). Mais de 120 pessoas entre representantes de prefeituras gaúchas, câmaras de vereadores, órgãos públicos, entidades de classe, conselhos profissionais, agências de propaganda e veículos de comunicação do Rio Grande do Sul ouviram com atenção e debateram as principais mudanças e exigências da nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021), que passou a ser obrigatória a partir de 1º de abril de 2024 e traz impactos nos editais para contratações dos serviços de publicidade.

O assunto foi conduzido com maestria por duas grandes autoridades nacionais no tema: Dudu Godoy, VP da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), VP do Sinapro-SP e VP do Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário (CENP); e Paulo Gomes de Oliveira Filho, consultor jurídico do Sinapro-SP e do Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário (ABAP), atuante nas áreas de propriedade intelectual, direito administrativo, direito da comunicação e defesa do consumidor.

Permearam a pauta das discussões questões importantes e que geram dúvidas sobre a nova Lei, entre elas as particularidades dos processos licitatórios envolvendo os serviços de publicidade; licitação de forma eletrônica e presencial; ampliação do objeto com assessoria de imprensa, relações públicas, eventos e serviços digitais; contratação direta sem licitação e seus limites; como compor a subcomissão técnica: chamamento público ou convite a critério do órgão público; além de prazos e momentos recursais.

O presidente do Sinapro-RS, Juliano Brenner Hennemann, abriu os trabalhos destacando a relevância do evento para repassar atualizações importantes sobre a modernização dos editais e as novas exigências do processo. “É uma oportunidade importante para a gestão pública, veículos, agências e todos os players da indústria criativa entenderem como fazer, pois desenvolvendo um edital da forma correta, todos ganham, principalmente o cidadão”, ponderou. Em seguida passou a palavra ao convidado Dudu Godoy, que fez um breve apanhado histórico sobre a caminhada para a autorregulamentação do setor e passou dicas e informações valiosas sobre como conduzir os editais e participar de licitações publicitárias.

Com mais de 50 anos de experiência na área jurídica especializada nas questões do setor publicitário, Paulo Gomes de Oliveira Filho se encarregou de explanar e detalhar as questões mais técnicas sobre as mudanças na legislação. Ele ressaltou que a nova geral Lei de Licitações atua com aplicação de forma complementar para regular pontos específicos da Lei nº 12.232/2010, que define as regras específicas para a contratação de agências de publicidade pela Administração Pública. A nova legislação traz aprimoramentos para fortalecer a integridade nos processos licitatórios e a gestão e fiscalização dos contratos, por meio de mudanças como o fim da carta-convite e da tomada de preços e novas exigências como a obrigatoriedade da concorrência pública e a vedação ao fracionamento de despesas de publicidade, exigindo que tudo que entra na rubrica de publicidade deva ser tratado de forma única e, no caso de ultrapassar o limite de dispensa, requer concorrência. Outras alterações no texto legislativo incluem a exigência de planejamento detalhado de contratação, com estudos técnicos preliminares e estruturação de gestão de riscos, registro nacional das licitações e novos prazos para recursos. “Apesar de mais recente, a nova Lei trouxe algumas incompatibilidades, o que pode gerar dúvidas. Por exemplo, verificamos que na publicidade é absolutamente impossível que o processo licitatório se torne preferencialmente eletrônico. Na própria licitação, a agência é contratada por meio de uma campanha simulada, é um processo apócrifo e a contratação pelo processo eletrônico quebraria o sigilo. Por isso, é fundamental que todos os envolvidos no processo licitatório busquem atualização e compreensão das novas exigências para a mitigação de riscos, aperfeiçoamento das práticas e sua correta aplicação”, destacou.

 

Lançamento de campanha focada em editais e curso do CENP

Durante o evento, o presidente do Sinapro-RS, Juliano Brenner Hennemann, aproveitou para comunicar os participantes sobre o lançamento da campanha de editais, que deverá ser lançada pela entidade gaúcha nos próximos 20 dias. E aproveitou também para indicar o curso “Gestão de Publicidade na Administração Pública” realizado pelo CENP por meio do CENP Educa. Desenvolvido em quatro módulos, o curso explora as particularidades da comunicação e publicidade governamental, os processos de contratação, o desenvolvimento e a avaliação de campanhas, além da dinâmica de relacionamento com órgãos públicos.

Ao final do workshop, Hennemann comemorou o êxito do Dica Legal realizado no Rio Grande do Sul. “Foi um sucesso, com presença massiva de prefeituras representadas por assessores de comunicação e responsáveis pelas contratações dos serviços publicitários, assim como grupos de comunicação, veículos e agências. Tivemos auditório cheio e conteúdo muito relevante. Mais uma vez o Sinapro-RS cumpriu com sua missão de levar conhecimento e atualização para contribuir com a gestão das agências e o fortalecimento de todo o setor.”

Os painelistas destacaram a qualidade do público presente, dividido entre as agências de publicidade contratadas e os órgãos públicos contratantes. “Esse equilíbrio é muito importante, porque temos sempre que pensar que a Administração Pública é uma mão de duas vias. Se quem contrata e quem é contratado estão em sintonia, é melhor para o poder público e para as coisas públicas, trazendo mais ética, transparência e sustentabilidade para a relação”, afirmaram.

A iniciativa contou com apoio do CENP e da Famurs. O Workshop Dica Legal é uma das ações do Ecossistema Sinapro/Fenapro que está percorrendo o Brasil para levar conteúdo imersivo e prático baseado na nova Lei de Licitações e seus reflexos nos novos editais para contratação de agências de propaganda.

 

Geração Z prefere trabalho alinhado a valores a ser influencer, diz estudo

Por  Matheus Oliveira

 

Jovens da Geração Z, nascidos entre 1996 e 2010, afirmam preferir trabalhos nas áreas de tecnologia, saúde e empreendedorismo, segundo pesquisa publicada pelo Infojobs.

O levantamento contou com 1.003 participantes e rompe com a ideia geral de que jovens querem seguir carreira de influenciador digital em redes sociais.

Os jovens da Geração Z preferem áreas como Tecnologia (34,5%), Saúde e Bem-estar (23,1%) e Empreendedorismo/Startups (18,8%). Em outra ponta, 34,6% dos entrevistados escolheram a opção “outras áreas”, que indica uma busca mais por propósito e identidade profissional.

“A Geração Z prioriza se sentir bem em relação às suas escolhas profissionais. Não basta apenas um bom salário, eles precisam se conectar com o propósito do que fazem e, por isso, hoje é comum pesquisarem mais sobre as empresas antes de aceitarem fazer parte delas”, afirma Ana Paula Prado, CEO do Infojobs.

 

O que a Geração Z espera do trabalho?

Flexibilidade (trabalho remoto e horários flexíveis): 56,2%

Remuneração competitiva e benefícios diferenciados: 50,7%

Bem-estar e saúde mental: 41,6%

Desenvolvimento acelerado: 37,1%

 

Geração Z e o mercado de trabalho

Segundo o estudo, 60,3% da Geração Z entrevistada não está trabalhando atualmente. Entre os que estão no mercado de trabalho (39,5%), a maioria (65,1%) pretende mudar de área nos próximos 10 anos. O dado escancara a instabilidade e a insatisfação desses jovens diante do mercado atual.

“O mercado precisa parar de subestimar essa geração. Afinal, é a nossa força de trabalho atual. Eles estão em busca de crescimento, propósito e bem-estar, e rejeitam modelos de trabalho ultrapassados. Não é sobre descompromisso, é sobre uma mudança no modo de encarar suas carreiras e repriorizar seus objetivos”, afirma Ana Paula Prado, CEO do Infojobs.

O fator mais decisivo para a escolha de uma carreira é, sem surpresas, o salário e a estabilidade financeira, apontado por 70% dos jovens como prioridade. Mas a remuneração não vem sozinha: equilíbrio entre vida pessoal e profissional (49,4%) e oportunidades de crescimento (48,2%) aparecem logo em seguida, mostrando uma geração que quer evoluir no trabalho, mas não às custas da saúde ou da qualidade de vida.

E quando o trabalho não vai bem, eles não hesitam em mudar. O principal motivo para pensar em deixar uma empresa, segundo 71,6% dos respondentes, é um ambiente tóxico ou uma cultura organizacional desalinhada com seus valores. A falta de reconhecimento (45,2%) e a ausência de equilíbrio (36,5%) também pesam na decisão.

“Eles não aceitam mais o discurso de que ‘é assim mesmo’, questionam e querem melhorar. Essa geração entendeu que respeito, inclusão e transparência são pilares fundamentais para a vida, incluindo a rotina de trabalho”, finaliza Ana Paula.

 

 

Quanto tem que ganhar para ser de classe média alta no Brasil?

Por Redação O Antagonista

 

No Brasil, a definição de classe média alta é frequentemente baseada em critérios econômicos e sociais. A renda é um dos principais indicadores utilizados para categorizar as classes sociais. No entanto, outros fatores, como nível educacional, ocupação e acesso a bens e serviços, também desempenham um papel significativo.

O conceito de classe média alta pode variar dependendo da região e do custo de vida local. Em áreas metropolitanas, onde o custo de vida é mais elevado, a renda necessária para ser considerado de classe média alta pode ser significativamente maior do que em regiões menos urbanizadas.

 

Qual é a renda necessária para ser considerado de classe média alta?

Determinar a renda exata que define a classe média alta no Brasil pode ser desafiador, pois ela varia conforme a fonte de dados e o método de cálculo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média mensal de uma família de classe média alta costuma ser várias vezes superior ao salário mínimo vigente.

Em 2025, considerando o aumento do custo de vida e a inflação, estima-se que uma família precisa ter uma renda mensal superior a R$ 20.000 para ser classificada como classe média alta em grandes centros urbanos. Essa quantia pode ser menor em cidades do interior, onde o custo de vida é mais baixo.

 

Quais são os fatores que influenciam a classificação de classe social?

A classificação de classe social no Brasil não depende apenas da renda. Outros fatores, como educação, ocupação e patrimônio, são igualmente importantes. Pessoas com níveis educacionais mais elevados e ocupações em setores como tecnologia, finanças e saúde tendem a ser classificadas em classes sociais mais altas.

Além disso, o acesso a bens e serviços, como saúde de qualidade, educação privada e moradia em áreas valorizadas, também são indicadores de pertencimento à classe média alta. Esses fatores contribuem para uma melhor qualidade de vida e maior segurança financeira.

 

Como a classe média alta se diferencia das outras classes?

A classe média alta se diferencia das outras classes principalmente pelo poder de compra e estilo de vida. Indivíduos dessa classe têm maior capacidade de consumo, acesso a produtos e serviços de luxo e maior segurança financeira. Isso se reflete em viagens internacionais, educação superior de qualidade e investimentos em imóveis e ações.

Além disso, a classe média alta costuma ter maior estabilidade no emprego e melhores oportunidades de ascensão profissional. Isso se deve, em parte, ao acesso a redes de contatos e recursos que facilitam o crescimento pessoal e profissional.

 

Quais são os desafios enfrentados pela classe média alta no Brasil?

Apesar das vantagens, a classe média alta no Brasil enfrenta desafios significativos. A alta carga tributária e a inflação são preocupações constantes, afetando o poder de compra e a capacidade de poupança. Além disso, a instabilidade econômica e política pode impactar negativamente os investimentos e a segurança financeira.

Outro desafio é a manutenção do padrão de vida, que exige planejamento financeiro cuidadoso e adaptação às mudanças econômicas. A busca por educação de qualidade e saúde privada também representa um custo significativo para as famílias de classe média alta.

 

 

Gabriela Borges, da Publicis: “Não é a criatividade pela criatividade”

Por Amanda Schaider

 

Em um cenário global desafiador, marcado principalmente pela alta competitividade e por mudanças constantes no comportamento dos consumidores e nas soluções tecnológicas, a Publicis Braisl, com 28 anos de histórico no mercado nacional, tem se reinventado.

No ano passado, a receita da agência obteve aumento de 28% em relação ao ano anterior. “A Publicis Brasil, seguindo a tendência do Publicis Groupe, tem apresentado resultados positivos, que refletem nosso compromisso com a inovação e a eficiência em resultados”, diz Gabriela Borges, que assumiu o cargo de managing director da agência há pouco mais de um ano, após a saída de Eduardo Lorenzi, que ocupava o posto de CEO desde 2019.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, Gabriela comenta sobre o bom momento dos negócios e da criatividade da agência em meio à reestruturação do Publicis Groupe, que, no início de 2025, unificou as redes Leo Burnett e Publicis Worldwide sob um único comando global, mas que decidiu manter as operações da Publicis Brasil e da Leo independentes no País.

Meio & Mensagem — Como essa reestruturação da holding impacta as operações e a estratégia da Publicis Brasil, que continua a operar de forma independente?

Gabriela Borges — Na verdade, esta é uma mudança que, especialmente para o Brasil, é um impacto muito mais da porta para dentro do que para fora, porque seguimos com operações independentes. Tanto Publicis quanto Leo, que são duas marcas muito icônicas e muito fortes aqui na cultura do Brasil. Não faria sentido, até pelo portfólio de clientes, essa unificação. Da porta para fora muda-se pouco, mas, da porta para dentro, o que temos é realmente essa constelação de profissionais que estão criando e conectando, para a elevação da barra criativa. Tanto Publicis Brasil comoa Leo fazem parte desta constelação global que está sendo criada. Da porta para dentro ganhamos, porque fazemos parte de um grupo que está mais forte, mais robusto, com profissionais incríveis. Mas, na verdade, o impacto na operação do dia a dia vem muito mais em forma de reinvenção de trabalho do que efetivamente uma coisa de burocracia ou de operação. O que acontece é que criou-se um board. E esses profissionais fazem parte dessas discussões, desses conselhos. Tem uma reorganização dessa estrutura, que é um fortalecimento da operação, da entrega, do crivo criativo, tudo isso. Mas os profissionais se mantêm, eles são os líderes.

M&M — Qual é o status dos negócios da Publicis Brasil após essas mudanças?

Gabriela — Tivemos muitas conquistas recentes, entre final do ano passado e começo desse ano. Entre elas, temos a conta de RedBull, a chegada de Nivea, a Clínica Seven, Suntory. Vivemos um momento muito importante para fora, de fortalecimento e crescimento, mas também dos nossos clientes que já são nossos clientes por muito tempo. O ano passado foi um ano muito feliz para nós, crescemos mais de 200% dentro da conta de Nestlé, que já é um cliente nosso há muito tempo. Tivemos um crescimento exponencial em Procter e em Opela, antiga empresa da Sanofi. No ano passado, crescemos 28%, o que, para uma agência do tamanho da Publicis, é muito. Tivemos um crescimento duplo dígito acelerado, que vem muito dessas duas coisas que falei: do como crescemos nos nossos clientes e do como temos encantado novos anunciantes. E também de como estamos, através dos bons resultados que geramos para os clientes, aumentando investimento em mídia. O ano passado crescemos em receita e em margem. Seguimos a tendência do mercado, que realmente acelerou.

M&M — De que forma a Publicis está mantendo a força de sua marca presente em meio a essas reorganizações?

Gabriela — A Publicis tem como cultura o entendimento profundo do negócio do cliente. Temos um papel muito responsável nas marcas que cuidamos. Essa cultura do cliente no centro, de uma comunicação e um trabalho muito responsável, nos faz ter escolhas muito sérias. O outro lado é que a Publicis é feita majoritariamente por pessoas que vão crescendo com ela. Colocamos também as nossas pessoas no centro. Quanto mais crescemos, mais trazemos os profissionais para a nossa cultura, para crescimento junto conosco, e, quanto mais temos pessoas advogando em prol dessa cultura e mantendo todo esse legado que começa na França, há tanto tempo, conseguimos não nos perder pelo caminho. Quando se tem uma cultura muito bem fomentada e pessoaspreparadas para o porte dos clientes que operamos, é fácil manter, é uma forma de darmos segurança de que essa marca vai ser blindada, assim como a blindamos os nossos clientes.

M&M — Desde que assumiu a direção-geral da Publicis Brasil no início do ano passado, quais foram os principais desafios e conquistas da agência sob a sua liderança?

Gabriela — Fizemos um trabalho bem complexo na cadeia toda. Tivemos desde a renovação das lideranças, que foi um movimento de reconhecer quem eram as pessoas que, de fato, precisavam de reconhecimento. Também fomos para um lado de implodir o sistema, de remodelar nosso posicionamento. Voltamos a usar o Love the Change. A Publicis usou por muitos anos o Lead the Change, depois fizemos uma mudança e voltamos a usar, porque é isso que nos move. Mais do que liderar mudanças, é preciso se apaixonar para que essas mudanças aconteçam. Entramos num trabalho bastante profundo com cada cliente, de entender “o que está bom, o que está ruim, qual é o objetivo de negócio, estamos fazendo tudo que podemos fazer por você?”. Fomos criando estratégias para, de fato, virar a agência que está ali junto com ele, não importa o que acontecer. Também fizemos mudanças na nossa estrutura à luz dessas conversas com os clientes, para entregar, de fato, o que eles esperam. Remontamos as áreas de mídia, para que, de fato, usássemos o melhor das nossas capabilities e ferramentas. Lançamos o Publi, área ultra integrada entre planejamento, criação, dados, que fomenta insight e always on bem-feito — e que coloca toda a parte de entrega de conteúdo muito culturalmente alinhada ao que cada marca precisa e a como o mundo hoje enxerga isso. Foi um combo: da cultura ao reconhecimento das pessoas, até trazer novas e melhores pessoas, ouvir o nosso cliente e devolver para ele aquilo que ele vinha solicitando. Foi uma jornada mesmo. Esse ano valeu por dez anos para nós.

M&M — Qual é o atual momento criativo da Publicis após suas mudanças recente no board e na criação?

Gabriela — A nossa transformação e a chegada do Mauro (Ramalho) foi muito sobre isso. Ele tem vários dos rituais que cria com o time dele. Tem uma sexta-feira em que fazemos os briefings, em que as pessoas levam ideias, mas cuidamos para que seja conectado ao momento. Muito embora isso pareça óbvio, numa agência do porte da Publicis, onde tanta coisa acontece, se não tem ritual para fazer a criatividade se mover da forma correta, ela é morta pelo caos do dia a dia, pelo briefing que entrou de última hora, por aquele job que não cumpre o prazo. Reorganizamos tudo isso e estamos colhendo os frutos. Temos tido resultados legais com os nossos clientes, voltamos a crescer ganhando escopos de social, conteúdo. Essa transformação toda nos ajudou demais, e estamos colhendo os frutos dela, mas não fizemos isso sem deixar a tecnologia de lado. Óbvio que a IA é importante, que estamos olhando para que mais ferramentas sejam colocadas, que fazemos toda a parte de automação, de desdobramento de criativos, mas realmente somos muito fortes e muito intencionais nos rituais que diferenciam os clientes para os quais trabalhamos.

M&M — Diante das mudanças no mercado publicitário e da crescente importância da criatividade, qual é a visão da Publicis Brasil para o futuro? Como a agência pretende se destacar nesse cenário?

Gabriela — Não é a criatividade pela criatividade, mas queremos ser uma agência inovadora na forma de resolver os problemas dos nossos clientes. A criatividade passa por isso, mas ela, muitas vezes, vem de como vamos retrabalhar mídia ou como, de fato, temos uma campanha no TikTok. Nosso DNA é o da inovação. Queremos inovar através da criatividade. Obviamente, o que fomentamos e o que entregamos no fim do dia é, sim, criatividade, mas expressada das mais diversas formas possíveis, não – e isso é uma coisa que estimulamos muito dentro da Publicis – através de um egocentrismo criativo, mas através de como criamos um grupo potente de profissionais e é por isso temos muitos hubs dentro da Publicis. Temos, inclusive, as unidades de negócio que fazemos para os clientes, como temos em Honda. Por que fizemos uma unidade de negócio para a Honda? Porque tínhamos problemas que eram muito específicos para lá e que, sim, ora passam por criatividade, ora passam por questão de geração de lead. Acreditamos na inovação do formato, na criatividade no centro, expressa das mais diversas formas possíveis.

M&M — Por fim, de que forma a Publicis tem trabalhado e pensa para o futuro a questão do ESG?

Gabriela — Fomos essencialmente os criadores do Entre, que abriu toda essa porta para criativas femininas. Ele cresceu tanto e foi tão representativo que acabou virando um programa para o grupo, porque o justo é que ele possa ser maior e trazer mais mulheres. Temos todos os nossos pactos de diversidade, que se mantêm e eles não serão rompidos, diferente dos movimentos que ouvimos de mercado. Mas queremos fazer muito isso através do crescimento desses profissionais dentro da agência. Hoje, já temos boa parte de diversidade racial dentro da Publicis. Queremos é que esses profissionais sejam preparados e cresçam para as próximas cadeiras de liderança. Essa é uma parte muito importante. Mas, agora, também começamos, através do grupo, o movimento do programa Ampliar, que é um movimento de entrada de PCDs na agência. E estudamos outros caminhos, até mesmo os de emissão de carbono, de movimentos de futuro. É um tema que nos interessa demais, olhamos realmente por tudo isso e a parte boa é que não somos apenas nós, o grupo Publicis tem muito isso na sua essência. Mantemos e manteremos nossos pactos para esse futuro que é inquestionável importante. Não é somente sobre sermos líderes mulheres, mas sobre estarmos na transformação para aumentar a representatividade. Quando fui promovida, nem enxergava que era tão importante essa representatividade. Sempre defendi a liderança feminina, mas, às vezes, quando já se é uma líder feminina, você acha que esse é um assunto meio resolvido. De fato, melhorou, mas ainda estamos muito longe. Hoje, o meu board é majoritariamente feminino. Mais de 50% da liderança é feminina. Estamos trabalhando também em acelerar mais a presença feminina em criação, para que as mulheres se sintam cada vez mais representadas. Mais do que se sentirem representadas, é preciso que tenhamos um ambiente acolhedor para os dilemas femininos, que são definitivamente diferentes dos homens. Temos de entender como construímos um ambiente seguro para todo mundo.

 

Quer crescer? Comece dizendo não para alguns clientes

Por Fabricia Carneiro

 

Quem empreende geralmente depara com o desafio de equilibrar a sobrevivência financeira do negócio (“preciso vender”) com o propósito que o motivou a começar. E essa balança quase sempre pende para o lado de pagar as contas, o que alimenta a falsa ideia de que quanto mais clientes, melhor. Mas e se eu te disser que crescer, de verdade, exige aprender a dizer não? Seus produtos e serviços não são — e não devem ser — para todo mundo.

 

Menor Mercado Viável: foco estratégico no cliente ideal

É tentador querer agradar às massas, mas pode ser muito frustrante também. É por isso que gosto muito do conceito de Menor Mercado Viável (MMV), popularizado por Seth Godin. Ele se refere ao menor grupo de clientes que pode sustentar seu negócio. A ideia é focar em um nicho de mercado específico (um perfil de pessoas), grande o suficiente para manter sua operação, mas pequeno o bastante para que você possa atender às suas necessidades de maneira excepcional.

Para encontrar esse mercado viável, você precisa ter um entendimento claro das necessidades que seus produtos ou serviços atendem e do tipo de experiência que quer proporcionar. Que história você vai contar para se conectar com essas pessoas?

 

O posicionamento de marca começa com clareza

Imagine que seu restaurante tem capacidade para atender 300 clientes por dia. Quem são aqueles que você quer atrair e sabe que ficarão satisfeitos com o tipo de serviço e experiência que você oferece? Seus clientes buscam um atendimento rápido e um preço acessível? Eles valorizam um cardápio variado ao longo da semana?

Quando você encontrar esse elemento que diferencia você dos demais, bingo! Você será capaz de construir um posicionamento de marca que conecta sua empresa a um público-alvo ideal — um grupo de pessoas que busca exatamente aquilo que você oferece. Você saberá para quem falar e poderá se concentrar no seu melhor mercado – o das pessoas que realmente precisam dos seus produtos e serviços da forma como você oferece.

 

Foco no público certo: o caminho do crescimento sustentável

Quando você tem clareza do seu mercado, será mais fácil construir seu tom de voz, escolher os canais adequados de comunicação e criar experiências que façam sentido para o seu perfil de público.

 

Mas como chegar lá? Aqui vão algumas dicas práticas:

Pesquise seu público-alvo: Entenda quem são seus potenciais clientes, suas necessidades, desejos e comportamentos.

Defina seu diferencial: O que torna seu produto ou serviço único? Por que alguém escolheria você em vez do concorrente? Essa proposta de valor precisa estar clara para seu público.

Comunique-se de forma autêntica: Seja verdadeiro e transparente sobre o que você oferece e como pode ajudar a resolver os problemas deles.

Teste e ajuste: Não tenha medo de experimentar, mas fique atendo ao feedback do cliente. Ele é essencial para refinar sua estratégia.

Construa relacionamentos: Mais do que vender, busque criar conexões significativas com seus clientes. Um cliente satisfeito não só volta, como também recomenda sua marca para outros.

Lembre-se, seu produto não é para todos — e tudo bem. Você não precisa agradar a todos, apenas às pessoas certas. E você, já teve que dizer não para um cliente? Me conta aqui — quero saber como você lida com esse dilema.

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Rolar para cima

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de acordo com a nossa
Política de Privacidade ao continuar navegando você concorda com estas condições.