Nos artigos que publicamos hoje, você vai ler sobre: O Melhor Comercial do Brasil, O Rádio Acabou na Suíça!, Metade dos polos EAD deve ser fechada: uma reconfiguração necessária no ensino superior brasileiro?, Jovens: digitais, sim; tecnológicos, não e DeepSeek se tornou a empresa de IA da moda.
Hoje completa 31 anos da partida de um dos maiores símbolos da cidade de Porto Alegre e um dos maiores poetas da história brasileira, o grande Mário Quintana. Nossa homenagem a ele se traduz no artigo abaixo, com sua biografia, obras, poemas e frases inesquecíveis.
Mario Quintana
Por Daniela Diana
Mario Quintana, conhecido como o “poeta das coisas simples”, foi um escritor modernista, jornalista e tradutor brasileiro. Ele é considerado um dos maiores poetas do século XX.
Em 1980, Mario recebeu o “Prêmio Machado de Assis” da Academia Brasileira de Letras (ABL). No ano seguinte, o poeta recebeu o “Prêmio Jabuti” de Personalidade Literária do Ano.
Biografia
Mario de Miranda Quintana nasceu em Alegrete, Rio Grande do Sul, no dia 30 de julho de 1906. Era filho do farmacêutico Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana.
Viveu sua infância em sua cidade natal, donde iniciou seus estudos na Escola Elementar Mista de Dona Mimi Contino.
Com 13 anos, mudou-se para a capital do Estado, Porto Alegre. Ali, estudou no Internato “Colégio Militar de Porto Alegre”.
Desde a adolescência, Mario começou a escrever. Já na revista da escola publicou seus primeiros trabalhos.
Durante alguns meses, trabalhou na editora e livraria “O Globo”. Chegou a trabalhar na farmácia de seu pai.
Mais tarde, atuou como jornalista e colaborador no Estado do Rio Grande, Diário de Notícias de Porto Alegre, Revista do Globo e Correio do Povo.
Além de jornalista, trabalhou como tradutor chegando a traduzir muitas obras de escritores renomados: Proust, Balzac, Virginia Woolf, Maupassant, Voltaire, dentre outros.
Em 1926, sua mãe falece, e no ano seguinte, seu pai. Continuou seu trabalho nos jornais e como literato.
Em 1930, passou a morar no Rio de Janeiro sendo voluntário do “Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre”.
Ficou na cidade maravilhosa somente 6 meses, retornando ao Rio Grande do Sul onde permaneceu o resto de sua vida.
Mario não casou e nem teve filhos. Viveu grande parte de sua vida em quartos de hotéis.
O lugar onde morou cerca de 15 anos em Porto Alegre, chamado “Hotel Majestic”, é atualmente um centro cultural chamado “Casa de Cultura Mario Quintana”.
Faleceu em Porto Alegre dia 5 de maio de 1994, vítima de problemas cardíacos e respiratórios.
Curiosidade: Você Sabia?
Maria Quintana concorreu três vezes para a vaga de literato na Academia Brasileira de Letras (ABL), mas nunca conseguiu ganhar. Convidado para se candidatar pela quarta vez, o poeta se recusou.
Obras
A linguagem que Quintana utiliza em seus textos é simples, fluida, introspectiva e, muitas vezes, irônica. Temas como o amor, o tempo, a natureza são os preferidos do poeta.
Mario foi um ávido leitor e escritor. Escreveu obras poéticas, além de obras infanto-juvenis, sendo que as principais são:
A Rua dos Cataventos (1940)
Canções (1945)
Sapato Florido (1947)
Espelho Mágico (1951)
Batalhão das Letras (1948)
O Aprendiz de Feiticeiro (1950)
Poesias (1962)
Pé de Pilão (1968)
Quintanares (1976)
Esconderijos do Tempo (1980)
Nova Antologia Poética (1982)
Nariz de Vidro (1984)
Baú de Espantos (1986)
Preparativos de Viagem (1987)
Velório sem Defunto (1990)
Poemas
Seguem abaixo alguns dos poemas mais conhecidos de Mario Quintana.
A Rua dos Cataventos
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meus cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverá de arrancar a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Os Poemas
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…
Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!
Tic-tac
Esse tic-tac dos relógios
é a máquina de costura do Tempo
a fabricar mortalhas.
Envelhecer
Antes, todos os caminhos iam.
Agora todos os caminhos vêm
A casa é acolhedora, os livros poucos.
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.
Relógio
O mais feroz dos animais domésticos
é o relógio de parede:
conheço um que já devorou
três gerações da minha família.
Hai-Kai de Outono
Uma borboleta amarela?
Ou uma folha seca
Que se desprendeu e não quis pousar?
Frases
“A amizade é um amor que nunca morre.”
“Tão bom morrer de amor… e continuar vivendo.”
“A indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém.”
“O verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê.”
“Não faças da tua vida um rascunho. Poderás não ter tempo de passá-la a limpo.”
“Uma vida não basta ser apenas vivida: também precisa ser sonhada.”
O Melhor Comercial do Brasil
Por SBT via Linkedin
A partir deste ano, o Melhor Comercial do Brasil passa a fazer parte do Troféu Imprensa.
Ter o reconhecimento do mercado publicitário é bom, mas ser premiado ao lado dos principais artistas do país em rede nacional é ainda melhor.
Os comerciais veiculados no SBT a partir de 01/01/2025 já estão concorrendo na categoria “O Melhor Comercial do Brasil” em 2026.
Veicule seu comercial no SBT até 31/12/25 e participe.
O Rádio Acabou na Suíça!
Por Fernando Morgado via Linkedin
Foi o que muitos portais disseram por aí.
Mas calma! Não foi o rádio que acabou. Foi o sinal analógico.
O que aconteceu lá foi parecido com o que vivemos no Brasil com a TV: sai o sinal analógico e entra o digital.
Agora que os novos dados de audiência começaram a sair, a resposta é clara: o público migrou e continua ouvindo rádio.
Então, não se deixe levar por manchetes caça-clique.
O rádio segue forte, só mudou o jeito de ser consumido.
E isso vale pra Suíça, pro Brasil e pro mundo.
Metade dos polos EAD deve ser fechada: uma reconfiguração necessária no ensino superior brasileiro?
Por Emilio Rodrigues Junior
A estimativa divulgada pelo MEC — de que cerca de 50% dos polos de Educação a Distância poderão ser descredenciados com a nova regulamentação — sinaliza não apenas uma mudança de normas, mas uma virada de chave na qualidade da oferta educacional no Brasil.
As novas diretrizes, a ser publicada, exigem estrutura física mínima, bibliotecas, laboratórios e equipe presencial qualificada nos polos de apoio presencial. O objetivo é claro: alinhar a expansão da EAD à garantia de condições reais de aprendizagem e suporte ao estudante.
Essa medida, embora impactante, responde a uma preocupação legítima: a proliferação descontrolada de polos sem estrutura adequada, que comprometem a formação de milhares de estudantes. Com a nova regra, o foco se desloca da quantidade para a qualidade e responsabilidade social das IES.
Para as instituições que desejam se manter competitivas e em conformidade, será preciso repensar estratégias, investir em infraestrutura e fortalecer a articulação entre ensino, pesquisa, extensão e atendimento presencial.
Mais do que um “corte”, vejo essa medida como uma oportunidade para reposicionar o modelo de EAD no Brasil com mais seriedade, credibilidade e compromisso formativo.
O medo de perder o emprego para a IA
Por Ester Morgan
O medo de perder o emprego para a IA (inteligência artificial) é uma preocupação legítima, mas é importante entender que a IA não vai necessariamente destruir empregos, mas sim, vai transformá-los e ainda criar novos postos de trabalho.
É preciso trocar o medo pela curiosidade em aprender como usá-la a seu favor, e quem não se apropriar desta nova tecnologia, seguramente ficará sem emprego.
Já existem diversas ferramentas que podem facilitar absurdamente nosso trabalho, desde assistentes pessoais como o ChatGPT que surpreendentemente supera o Google nas pesquisa, trazendo soluções e projetos completos alinhados com o nosso perfil individual, até aplicativos mais técnicos e complexos.
Como perder o medo e aproveitar melhor a IA:
– Investir em educação e capacitação:
É fundamental atualizar as qualificações e adquirir novas habilidades para estar preparado para as mudanças do mercado de trabalho.
– Focar no desenvolvimento de habilidades que a IA não pode substituir:
A capacidade de resolver problemas complexos, a criatividade, o atendimento presencial e encantamento ao cliente, a comunicação e a capacidade de liderança são habilidades que serão cada vez mais valorizadas.
– Adaptar a forma de trabalhar:
A IA pode ajudar a automatizar tarefas repetitivas, mas também pode ser usada para liberar tempo para atividades mais estratégicas e criativas.⠀
– Ver a IA como uma oportunidade:
A IA pode criar novas oportunidades de negócio e aumentar a produtividade, permitindo que as empresas se concentrem no que é mais importante.
E como falo muito por aqui sobre hashtag#etarismo , fica a dica para quem tem mais de 50 anos e está procurando empregos, vale muito investir em cursos sobre IA para potencializar seu perfil e competir com mais igualdade nos processos seletivos.
Jovens: digitais, sim; tecnológicos, não
Por Vinícius de Andrade
Abrir um arquivo de Excel e procurar um nome na lista, enviar um e-mail colocando as informações corretas no corpo da mensagem e no assunto, saber entrar em um diretório no Drive e fazer o download de um arquivo para assinar: ações triviais que estão presentes em nosso cotidiano, seja no trabalho, na escola ou na universidade.
Por meio do meu trabalho, tenho contato com jovens da rede pública de todo o país. Se disser que uma parte significativa tem dificuldades para fazer essas tarefas, você, leitor, acreditaria?
Semana passada precisei liberar informações de login para um simulado, e fiz isso via Excel. Talvez tenha sido ingênuo demais, mas não poderia imaginar que muitos nem saberiam abrir o arquivo e procurar seu nome lá.
Jovens, os da era da tecnologia?
Fiquei chocado e assustado com tamanha dificuldade, e algo me veio à mente. Nós dizemos comumente que a geração atual é a da tecnologia, mas será mesmo?
Também sempre compartilhei desse senso comum. Tenho 12 sobrinhos e acompanhei claramente, do mais velho para o mais novo, o quão rápido tinham acesso ao celular para ver vídeos e jogar.
Reparem quando estiverem em algum restaurante, parque, shopping ou até mesmo no cinema. Verão vários jovens e crianças com o celular na mão, mostrando uma incrível habilidade.
Dado o contexto, é natural compartilhamos a ideia de que são os mais adaptados à tecnologia que já existiram, mas tenho pensado que não é bem assim não.
Ou será que são da era do digital?
Talvez tenha sido movido pelo cansaço de precisar explicar a mesma informação “n” vezes, mas fiquei particularmente incomodado com tanta dificuldade para abrir um arquivo do Excel e procurar seu nome. Pensei: “poxa, vivem com o celular na mão, como assim estão tendo essa dificuldade?”
Mas daí lembrei que digital e tecnológico, embora haja interseções, são conceitos diferentes.
Digital refere-se ao sistema de transmissão e processamento de dados baseado em valores binários (dígitos 0 ou 1), usado por todo computador, celular ou objeto que contenha um processador.
Tecnologia é algo mais amplo: é um conjunto de técnicas, processos e instrumentos para alcançar um objetivo ou solucionar um problema. Um relógio analógico, por exemplo, tem muita tecnologia envolvida para indicar as horas, sem usar nenhum processamento digital.
Acredito que os jovens atuais sejam os mais acostumados à era digital que já existiram, mas isso não se traduz em também serem os com maior capacidade para usar a tecnologia.
Todos sabem navegar e postar em redes sociais, gravar vídeos para os Stories, assistir a vídeos no Youtube. No entanto, a maioria não sabe enviar um e-mail, fazer o upload de um documento no Drive ou os recursos mais básicos do Excel ou do Word, atividades em geral associadas ao uso profissional de um computador.
Devemos mirar num equilíbrio
Não quero assumir um discurso conservador e subestimar avanços que vemos hoje nos jovens, como, por exemplo, o ativismo com pautas sociais e a proximidade com o mundo digital.
Também não quero culpabilizar os jovens. Acredito que o contato com o celular, alinhado ao fato de que o digital e o tecnológico se confundem, estão mascarando o problema.
Mas não consigo naturalizar não saberem enviar um e-mail ou utilizar o básico do pacote Office. Sei que a relação com o emprego e com a educação estão em constante mudança, mas me preocupo que percam oportunidades simplesmente devido a esse déficit.
Eles têm uma forma de lidar com a internet bem própria e um conhecimento tácito que não pode ser desvalorizado. Não é sobre não usar mais redes sociais, mas eles têm um mundo nas próprias mãos e um acesso maior do que nós tivemos. É uma pena não terem a oportunidade de desenvolverem habilidades básicas que irão os ajudar na vida.
No entanto, esse desenvolvimento não ocorrerá sozinho. É preciso que haja políticas públicas tanto no caráter de incentivo quanto também de formação e capacitação para o uso das tecnologias digitais.
DeepSeek se tornou a empresa de IA da moda. Ao contrário das outras, ela se recusa a aceitar investimentos estrangeiros
Por PH Mota
A DeepSeek, a grande sensação de 2025 em IA, está quebrando todas as regras do ecossistema de startups não apenas por seu modelo eficiente, mas também por rejeitar o capital de risco que outros concorrentes precisam. Seu fundador, Liang Wenfeng, detém 84% da propriedade (uma anomalia na área) e não parece ter pressa em abrir mão do controle.
A empresa de tecnologia chinesa entrou no setor em janeiro com seu novo modelo de IA, mas, ao contrário de seus concorrentes, não anuncia rodadas de financiamento multimilionárias, e nem quer.
Os três motivos
Liang Wenfeng tem motivos claros para manter os investidores afastados:
1) Não quer perder o controle de sua visão de longo prazo da IA;
2) A DeepSeek possui financiamento próprio suficiente por meio de seu fundo de investimento High-Flyer;
3) Teme que investidores externos, especialmente chineses, intensifiquem as preocupações com privacidade e segurança.
Por que isso importa
Em um setor onde os concorrentes estão correndo para levantar bilhões para financiar a custosa corrida da IA, a DeepSeek aposta em um caminho alternativo.
A independência financeira também dá à DeepSeek liberdade para se concentrar em pesquisa e desenvolvimento, em vez de buscar a monetização rápida que os investidores normalmente exigem.
Nas entrelinhas
Liang não costuma esconder sua desconfiança em relação aos investidores. Em uma entrevista de 2023, ele criticou abertamente a obsessão dos fundos de capital de risco em monetizar rapidamente a IA, em detrimento da pesquisa avançada.
Essa postura simboliza um crescente ceticismo no setor de tecnologia sobre a compatibilidade do modelo de financiamento tradicional com o desenvolvimento de tecnologias transformadoras a longo prazo.
Os números
A estrutura de propriedade da DeepSeek é incomum para uma startup tão poderosa:
84% pertence a Liang Wenfeng, o fundador.
16% está nas mãos de pessoas ligadas ao seu fundo de investimento, High-Flyer.
0% é de investidores externos tradicionais.
Em detalhes
Liang financiou a DeepSeek com os lucros do High-Flyer, seu fundo de investimento quantitativo. “Dinheiro nunca foi um problema para nós; o problema está nas proibições de embarque de chips avançados”, disse ele em 2023.
Essa autossuficiência financeira permitiu que a DeepSeek se desenvolvesse sem a pressão externa usual de investidores, que geralmente se concentram em métricas de crescimento de curto prazo.
O contexto
Como uma empresa chinesa, a DeepSeek opera sob leis que dão ao governo amplo acesso aos seus dados. Isso já levou a proibições de uso em vários países e empresas privadas.
O influxo de investidores chineses pode piorar essa situação. O governo dos EUA tem um histórico de sancionar empresas de tecnologia chinesas com vínculos governamentais, como Huawei e DJI.
E agora?
A DeepSeek precisará de mais e melhores chips de IA para se manter competitiva, admitiu o próprio Liang. Esses componentes são caros e fortemente restritos na China devido aos controles de exportação dos EUA.
Sem financiamento externo, a DeepSeek pode ficar para trás na corrida tecnológica contra rivais com mais recursos, como OpenAI ou Anthropic. Claro, se alguém demonstrou engenhosidade, foi a DeepSeek.