Você vai ler na coluna hoje: “Ação de marca é oportunidade de negócio”: quarta edição do Paim Talks reúne Tiago Pinto para discutir as oportunidades da Copa Feminina de 2027, Faltou I.A. no Ecommerce Brasil 2026, Qual veículo de notícia os brasileiros mais consomem?, R$5 milhões em 88 minutos e meio, O que uma empresa deixa para o mercado depois que conquista a liderança?, A FIFA escolherá 6 mil voluntários para atuar nas oito cidades-sede do mundial feminino, Protarget inaugura parceria com o Instituto Caldeira.
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“Ação de marca é oportunidade de negócio”: quarta edição do Paim Talks reúne Tiago Pinto para discutir as oportunidades da Copa Feminina de 2027
O encontro destacou por que a Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade estratégica para marcas e anunciantes ampliarem a relevância, a conexão com o público e a geração de negócios
A Paim United Creators promoveu, nesta segunda-feira (4), mais uma edição do Paim Talks, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. O encontro recebeu Tiago Pinto, fundador da The Brand Academy Miami, para uma conversa sobre os principais aprendizados comerciais e criativos da Copa do Mundo de 2026 e sobre as oportunidades que se desenham para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.
Durante a palestra, Tiago destacou como grandes eventos esportivos vão muito além da visibilidade e devem ser encarados como plataformas de negócios. Entre os principais insights apresentados, esteve a importância de enxergar o esporte como um investimento estratégico de longo prazo, capaz de gerar posicionamento, conexão com o público e receita. “O brasileiro não gosta de esporte; ele gosta de ganhar. Nós tivemos duas Copas no Brasil e perdemos. A Copa Feminina vem com grandes expectativas de mudar esse cenário”, comentou Tiago Pinto.
Um dos temas centrais foi a mudança de percepção em torno do futebol feminino. Tiago reforçou que muitas das dúvidas levantadas antes da Copa do Mundo de 2026 foram superadas pelos resultados de audiência, engajamento e impacto cultural, reforçando a percepção de que o Brasil pode repetir, em 2027, o sucesso observado nos Estados Unidos em termos de audiência, engajamento e oportunidades para as marcas.
Entre as provocações compartilhadas durante o encontro, duas mensagens resumiram a importância da preparação estratégica: “Ação de marca é oportunidade de negócio.” e “Quem tem tempo, faz as coisas com inteligência. Por isso, é preciso enxergar as oportunidades de marca para a Copa muito antes.”
A apresentação também trouxe exemplos de ativações de marcas durante a Copa do Mundo de 2026, mostrando como empresas utilizaram experiências, conveniência, conteúdo e presença nos territórios do evento para fortalecer a conexão com o público e impulsionar resultados de negócio.
Entre os exemplos apresentados, Tiago destacou dois cases para ilustrar como o planejamento antecipado pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma estratégia de marca em grandes eventos. Como case de sucesso, Tiago citou a Hugo Boss. Mauricio Pochettino ganhou destaque durante a Copa do Mundo de 2026 ao usar uma sobre camisa azul-marinho da marca, que rapidamente esgotou nas lojas. A peça, avaliada em US$ 499, tornou-se um dos símbolos do torneio, demonstrando como uma marca preparada pode transformar um momento espontâneo em oportunidade de negócio.
Já como exemplo de uma ação que enfrentou desafios, Tiago mencionou a campanha da Coca-Cola com figurinhas da Copa. A empresa precisou substituir parte das embalagens do refrigerante após o aumento de furtos de rótulos que continham os cromos colecionáveis. A ação gerou grande repercussão, mas também trouxe prejuízos operacionais e financeiros para a empresa.
Ao final, o principal recado foi claro: o investimento em esporte não deve ser tratado apenas como uma ação de marketing, mas como uma estratégia de negócios. Em um cenário de grandes eventos globais chegando ao Brasil, as marcas que começarem a construir relevância desde agora terão mais chances de transformar presença em impacto e oportunidades comerciais.
Realizado mensalmente no Instituto Caldeira, o Paim Talks reúne profissionais e especialistas para debater os principais temas da comunicação, da criatividade e dos negócios. A próxima edição acontece no dia 15 de setembro e terá como tema “IA na mídia: além do hype”, com Leonardo Takai, diretor de mídia geral na Suno.
Sobre a PAIM: A Paim United Creators é uma agência de publicidade fundada em 1991, em Porto Alegre, com atuação nacional. Reconhecida por unir criatividade, estratégia e negócios, a agência tem como propósito inspirar pessoas e desenvolver uma comunicação competitiva, relevante e saudável. Com mais de três décadas de mercado, atende clientes como a Grupo Renner, ENGIE Brasil, Shopping Eldorado, Grupo Argenta, Phyto Parfums e Camicado. Seu principal diferencial está na força das pessoas e na pluralidade de suas ideias.
Faltou I.A. no Ecommerce Brasil 2026
Por Jonatas Abbbot, CEO e sócio da Dinamize
Mas não faltou público. Foram mais de 60 mil pessoas em 3 dias de evento. Nem empresas expositoras. Foram mais de 300 estandes. Nem negócios. 2.5 bilhões de reais em oportunidades de negócios geradas.
Mas faltou I.A. é claro. Primeiro porque já faz dois anos que coachs do Instagram ameaçam a mim e o meu mercado de SAAS que nossas empresas serão substituídas pela Inteligência Artificial. Segundo porque esses mesmos coachs afirmam que as pessoas serão substituídas por agentes de I.A. Faltou eles combinarem com os 60 mil profissionais que passaram pelo evento fazendo dele o maior e mais importante do Brasil não apenas em ecommerce mas no digital em geral. Faltou combinar com as mais de 300 empresas expositoras que gastam, em média, mais de 300 mil reais em 3 dias para estar ali.
Mas o pior mesmo (alô organização) faltou I.A. na entrada do evento. Estamos em 2026. 32 anos atrás eu pisava pela primeira vez para expor e vender (computadores na época) no Distrito Anhembi em São Paulo, o maior e mais importante centro de exposições e eventos do Brasil. Em 1994 eu entrei numa fila gigantesca para retirar um crachá de papelão e poder circular no evento.
Surpresa!! Em 2026, 32 anos depois eu, eu, eu entrei numa fila gigante para pegar um crachá de papelão e poder circular pelo evento. Sim, me cadastrei mais de um mês antes. Sim, recebi um QR CODE por email. Mas não, não pude entrar com ele no evento. Apenas depois de pegar um crachá de papelão e colocar uma prosaica e inútil pulseira que por 3 dias fui orientado a não remover do pulso.
Na era da Inteligência Artificial e de uma ameaça permanente da morte de tudo e de todos 60 mil pessoas circularam por 33 estandes e assistiram a mais de 700 palestras numa vibe meio anos 70 sabe ? Porque essas empresas são facilmente encontradas online, os conteúdos também.
Por que alguém pega um avião, um taxi/uber, fica 40 min no trânsito de São Paulo, fica de pé numa fila, pega um crachá de papelão e circula durante horas numa experiência off line para poder vender melhor online ?
Se esperava uma resposta minha me desculpe. Pergunte para a Inteligência Artificial. Eu estou ocupado negociando o estande do evento do ano que vem.
Qual veículo de notícia os brasileiros mais consomem?
Por Hugo Rodrigues
Se eu perguntar “qual veículo de notícia os brasileiros mais consomem?”, a resposta muda dependendo de onde você olha. E essa dobradinha de gráficos do Digital News Report 2026 (Reuters Institute) deixa isso bem claro.
A UOL aparece em segundo lugar no digital (31%) sem ter TV, sem ter jornal impresso, sem nada de “legado” segurando ela. É puramente nativa digital, e mesmo assim compete de igual para igual com marcas que têm décadas de emissora e redação por trás (o Grupo Globo, aliás, aparece com três frentes diferentes no ranking online: G1, Globo.com e O Globo online).
Isso é prova de que audiência digital não se herda, se conquista. Redação forte + distribuição digital nativa consegue, sim, brigar com quem já nasceu com audiência de televisão.
E olha o pano de fundo desse cenário: redes sociais já lideram a TV como fonte semanal de notícia no Brasil (com folga de 9 pontos percentuais), e 33% da população busca notícia direto com criadores e influenciadores.
Para quem trabalha com marca e comunicação, a pergunta não é mais “estamos na TV” ou “estamos no jornal”, é “a nossa marca é forte o suficiente pra ser procurada direto no digital, sem depender de um veículo legado te carregando”?
Vocês consomem mais notícia pela TV, pelo digital, ou já nem procuram mais direto na fonte e recebem tudo pelas redes?


R$5 milhões em 88 minutos e meio
Por Augusto (Guto) Rocha
Toda liderança gera benefícios.
Mas será que ela também gera responsabilidades?
Quando uma empresa conquista a liderança de um mercado, normalmente celebramos os resultados dessa trajetória.
Maior participação de mercado. Mais clientes. Mais influência. Mais reconhecimento.
Tudo isso é consequência de um trabalho consistente.
Mas existe uma pergunta que tenho me feito com frequência.
O que o mercado passa a esperar de uma empresa depois que ela se torna líder?
Todos os mercados convivem com desafios que nenhuma empresa consegue resolver sozinha.
Alguns precisam superar gargalos históricos. Outros precisam acelerar a inovação. Outros precisam formar profissionais, ampliar sua competitividade ou preparar o setor para o futuro.
São questões que influenciam o desenvolvimento de todo um mercado.
E isso me leva a outra pergunta.
Quem deveria ajudar a impulsionar essas discussões?
As entidades representativas? As universidades? Ou também as empresas que conquistaram a liderança e conhecem esse mercado melhor do que ninguém?
Talvez a maior contribuição de uma empresa líder não seja apenas aquilo que ela constrói para si.
Mas aquilo que ela ajuda a construir para o mercado.
Porque liderança é uma conquista.
A FIFA escolherá 6 mil voluntários para atuar nas oito cidades-sede do mundial feminino
Por Aline Bordalo
A FIFA abriu, na última segunda-feira (27/7), um cadastro no seu site oficial para as pessoas que queiram ser voluntárias na FIFA Women’s World Cup™. Em apenas dois dias, foram milhares de interessados.
Nunca fui voluntária num evento tão grandioso, por estar sempre trabalhando como repórter, mas vejo esta oportunidade como uma maneira imperdível de estar inserida nos bastidores, fazendo parte de um marco histórico: a primeira Copa Feminina disputada em solo sul-americano.
O voluntário é realmente o coração do torneio. Está presente em cada etapa da experiência do torcedor e das jogadoras, desde o aeroporto, passando pelos hotéis, centros de treinamento, arredores do estádio e, claro, no palco do espetáculo. Na Copa masculina deste ano, por exemplo, vimos milhares deles pisarem no gramado levando as bandeiras gigantes das seleções que entravam em campo.
A FIFA escolherá 6 mil voluntários para atuar nas oito cidades-sede do mundial feminino. Nesta primeira fase, o candidato apenas demonstra que tem interesse. Somente no início de setembro as inscrições serão abertas. Aí sim todos devem preencher o formulário no site oficial. A seleção está prevista para os meses de outubro e novembro.
Para se inscrever, o candidato precisa ter 18 anos completos, disponibilidade para trabalhar em junho e julho de 2027 e falar português e/ou inglês. Outros idiomas são considerados diferenciais.
Os voluntários receberão uniforme, refeição durante o turno, brindes e experiências exclusivas, além de um certificado no final do evento. E claro, participarão de um treinamento.
O perfil de quem adere a este programa muda de acordo com o país. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve grande adesão dos mais veteranos, como acontece em diversos setores da economia daquele país, e também das comunidades latinas, tão comuns por lá.
Lembrando que trata-se de uma atividade não remunerada, mas com aprendizado imensurável. Estar no meio de uma competição de nível mundial, ajudando, fazendo parte da engrenagem, sem dúvida é uma experiência única.
Protarget inaugura parceria com o Instituto Caldeira
Por Annie Müller (Diretora de Negócios na Protarget)
Inauguramos nossa parceria da Protarget com o Instituto Caldeira. Agora somos membros do maior hub de inovação do RS (e pra mim o mais legal do Brasil!).
Bem, nosso propósito junto Caldeira é gerarmos mais conexões e conteúdos. Estamos animados!
Time Pro segue com entusiasmo e engajamento para promover inovação criativa junto aos nossos parceiros e agora com um espaço físico também em Porto Alegre. Vamoooos!















Até hoje, o recorde segue sendo nosso na Captable.
Mas os 88 minutos são a parte mais fácil de contar dessa história.
Eu cheguei à Zletric do jeito que quase todas as melhores oportunidades chegaram até mim: pela proximidade.
Ela ainda nem existia e a gente já falava sobre isso. Quando foi criado o nome, parece que tudo mudou: do projeto ao negócio.
Falar de carro elétrico naquela época era uma promessa quase futurista. Quem diria que, anos depois, o carro mais vendido do Brasil seria 100% elétrico? Em 2021, no meio da pandemia, eu já era sócio de uma empresa de recarga para carros elétricos, num mercado que ainda engatinhava no Brasil.
A gente precisava levantar capital para acelerar, mas ninguém queria dar dinheiro pra nós. Batemos em todas as portas. Nenhuma abriu.
Até então, acho que a maior captação da Captable tinha sido na casa de R$ 1 milhão e levou um bom tempo para chegar neste valor. Na plataforma, qualquer pessoa podia investir a partir de R$ 1 mil. Era um modelo muito interessante, mas R$ 1 milhão não mudaria a nossa vida. A gente precisava do máximo permitido pela CVM naquele momento: R$ 5 milhões.
Eu e os outros investidores já tínhamos uma tese na mão. Avaliamos o valuation, montamos a estratégia e fizemos um all-in.
Abrimos a rodada e, oitenta e oito minutos e meio depois, os R$ 5 milhões foram captados.
Parece uma daquelas coisas que aconteceram da noite para o dia. Não foi. Ninguém coloca R$ 5 milhões numa empresa por causa de uma apresentação bonita. O mercado respondeu porque já existia um problema real, uma empresa preparada e gente muito boa executando. A rodada reuniu centenas de investidores e marcou a maior e mais rápida captação de equity crowdfunding realizada no país até aquele momento.
Com o Pedro S. à frente, a Zletric usou aquele capital para acelerar. Em 2022, veio a fusão com uma empresa da Estapar. Depois, a rede ultrapassou mil estações de recarga espalhadas pelo Brasil.
Eu falo muito que oportunidade nasce do movimento e do encontro, mas exige preparação. A Zletric foi exatamente isso: muitos nãos, muito trabalho e 88 minutos que mudaram o tamanho da empresa.
Pedro, obrigado por continuar puxando essa história pra frente. Ainda tem muita coisa boa para acontecer.
O que uma empresa deixa para o mercado depois que conquista a liderança?