Na era do consumidor mais saudável, a nova corrida da indústria de alimentos acontece nos ingredientes – 16.09.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Campanha da Expointer 2026 do Banrisul é da Matriz, Na era do consumidor mais saudável, a nova corrida da indústria de alimentos acontece nos ingredientes, Zillennials: a microgeração entre millennials e geração Z, A Conta chegou, De onde vem as dividas dos brasileiros?, De faxineiro a criador da Zara: o modelo por trás do império de Amancio Ortega, Magalu transforma logística em negócio, A métrica não é mais o clique, é a reputação na busca generativa, O futuro dos painéis de LED passa por eficiência, tecnologia e presença local, KFC assina after exclusivo da Pabllo Vittar e transforma evento em plataforma de experiência da marca.

 

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Campanha da Expointer 2026 do Banrisul é da Matriz

A bela campanha do Banrisul para a Expointer 2026, que destacamos na abertura da coluna do dia 3 de setembro, tem a assinatura da Agência Matriz.

A criação traduz o clima da maior feira agropecuária do Rio Grande do Sul e reforça a presença da marca em um dos principais eventos do calendário gaúcho. Fica aqui o registro e o devido crédito à equipe da Matriz pelo trabalho.

Confira aqui “Agricultura Familiar: valores que vêm da terra.”

Na era do consumidor mais saudável, a nova corrida da indústria de alimentos acontece nos ingredientes

Por Raquel Brandão (Investnews)

A indústria de alimentos está tentando descobrir como vender para um consumidor que come menos, procura mais proteína e se afasta dos ultraprocessados.

No caminho, quem ganhou importância foi uma cadeia menos visível mas não menos importante: a de ingredientes, aromas e tecnologias que tornam possível reformular os produtos. Com um desafio maior do que parece.

Uma cientista ouvida pelo podcast The Journal, do Wall Street Journal, contou que seria possível formular uma pizza com 120 gramas de proteína. O problema é que o produto consumiria praticamente o limite diário de calorias de uma pessoa. Outro protótipo, um burrito com 40 gramas de proteína, foi abandonado porque a tortilha não conseguia comportar tanto recheio.

A cena resume o momento vivido pela indústria. Não basta colocar mais proteína, fibras ou vitaminas em uma receita. É preciso preservar sabor, textura, praticidade, preço e, claro, a disposição do consumidor de comprar o produto novamente.

Durante décadas, essas empresas ajudaram a indústria a tornar os alimentos mais saborosos. Agora, precisam fazê-los também mais funcionais.

E isso virou um negócio ainda maior e que tem garantido o apetite de investidores no setor, enquanto os grandes conglomerados de fabricantes de alimentos industrializados patinam.

Os papéis da IFF, por exemplo, avançam 30% na Bolsa de Nova York em um ano. Na outra ponta, as ações da General Mills, dona dos sorvetes Häagen-Dazs e das massas congeladas Pillsbury, caem 28% no mesmo período.

As mudanças nos pratos dos consumidores têm sido aceleradas pelo avanço dos medicamentos à base de GLP-1, usados para tratamento de diabetes e perda de peso, como Ozempic e Mounjaro.

Analistas do JP Morgan estimam que esses medicamentos possam retirar entre US$ 30 bilhões e US$ 55 bilhões em receita anual da indústria de alimentos e bebidas até 2030.

No Brasil, analistas do UBS estima que o mercado de GLP-1 passe dos atuais R$ 11 bilhões para R$ 22,6 bilhões em 2030, uma expansão anual composta de aproximadamente 16%.

A consultoria Frost & Sullivan identifica uma migração para porções menores, produtos mais densos nutricionalmente e soluções com proteínas, fibras, probióticos e outros ingredientes funcionais.

Menos embalados, mais alimentos frescos

A transformação já aparece nos balanços e nos planos das grandes fabricantes. A gigante americana do molhos Kraft Heinz, por exemplo, reportou queda de 1,4% nas vendas no segundo trimestre, na comparação anual. E não é de hoje: nos últimos 11 trimestres, as vendas da Kraft Heinz caíram em dez.

A suíça Nestlé também está reformulando seu portfólio global, com venda de ativos e maior foco nos segmentos mais ligados à nutrição e saudabilidade.

No Brasil, a empresa anunciou recentemente um investimento de R$ 1,6 bilhão até 2028 para ampliar a área de nutrição e saúde. O plano inclui uma nova fábrica de fórmulas infantis em Minas Gerais, a modernização da unidade de Araçatuba (SP) e a expansão da produção de whey protein.
A companhia prevê aumentar em 15% a fabricação de whey até 2029.

É uma reação, porque a mudança de comportamento também aparece no carrinho de compras. De 2022 a 2025, as vendas de biscoitos caíram mais de 10%, segundo a Scanntech, enquanto as vendas de frutas in natura cresceram 34%, e as de ovos, 24,3%.

Vitor Fagá, CEO do Cencosud, controlador das redes de supermercados Giga Atacadão, Prezunic e Bretas, disse ao InvestNews que o grupo percebeu maior demanda por perecíveis e passou a dar mais destaque a essas categorias.

Belmiro Gomes, CEO do Assaí, também tem relatado menor procura por alimentos industrializados e maior demanda por carne fresca, a tal ponto que o atacarejo vem ampliando a presença de açougues em suas lojas.

Do remédio ao laboratório

O consumidor está disposto a consumir industrializados que prometam entregar mais nutrientes. Uma pesquisa da Innova Market Insights mostra que a proteína lidera a intenção de consumo, com 58% das respostas. Vitaminas aparecem com 53%, e fibras, com 48%.

Além disso, 42% dos consumidores já consumiram alimentos ou bebidas fortificados. Os lançamentos com algum atributo de proteína associado a outro benefício cresceram 32%.

O mercado mundial de aditivos alimentares, segundo a Grand View Research, movimentou US$ 127,2 bilhões em 2025 e pode chegar a US$ 203,4 bilhões em 2033. No Brasil, a consultoria estima um mercado de até US$ 5,23 bilhões em 2030.

E a proteína é apenas uma parte dessa indústria. O mercado inclui adoçantes, sabores, enzimas, emulsificantes, estabilizantes, substitutos de gordura, probióticos, prebióticos e fibras.

“A fibra vai ser a nova queridinha da indústria de alimentos. Com o avanço dos medicamentos GLP-1, a demanda por saciedade e saúde intestinal tende a crescer, e a fibra aparece como um ingrediente importante para atender a esse consumidor”, afirma Adilson Dias, diretor comercial da DR Aromas & Ingredientes.

A empresa, antiga Duas Rodas Industrial, tem fábricas no Brasil, no México e no Chile, escritório nos Estados Unidos e operações em mais de 70 países. Fundada em 1925, desenvolve mais de 5.000 soluções para alimentos, bebidas e suplementos.

Para criar todas essas formulações, a DR tem cerca de 400 profissionais na área técnica, entre engenheiros químicos, engenheiros de alimentos, nutricionistas, farmacêuticos e flavoristas.

E conta cada vez mais com ciência de alta tecnologia. Segundo Dias, projetos que antes levavam de 40 dias a seis meses podem ser desenvolvidos em até dez dias com o apoio de inteligência artificial.

A companhia cresce a taxas superiores a 10% ao ano e tem como meta dobrar o faturamento entre 2025 e 2028. Em 2023, último ano divulgado, a DR acumulou R$ 1,6 bilhão em vendas.

Para dobrar esse montante bilionário, a estratégia da multinacional brasileira passa pelo exterior. Cerca de 20% da receita já vem de outros países, e a empresa pretende ampliar essa participação.

Mas o mercado brasileiro também ganha relevância na estratégia dos grandes grupos globais, especialmente pela oferta de ingredientes e insumos naturais.

A IFF mantém operações industriais e centros de inovação na América Latina, incluindo um hub de cocriação em Barueri, em São Paulo. A empresa trabalha com enzimas, fermentação, probióticos, culturas e bioingredientes.

Segundo Deia Vilela, vice-presidente da IFF Health & Biosciences para a América Latina, a biotecnologia pode ajudar a reduzir a dependência de insumos importados.

Em uma região sujeita a variações de safra, custos logísticos e oscilações cambiais, enzimas podem ajudar a padronizar farinhas e compensar perdas de rendimento ou textura, por exemplo.

O desafio é transformar essa base em ingredientes e moléculas de maior valor agregado, em vez de exportar apenas commodities.

Apetite para compras

Se as mudanças no consumo têm aumentado a demanda da indústria de alimentos por ingredientes e aromas, quem desenvolve tudo isso também entrou no radar do mercado – aquecendo as operações de fusões e aquisições.

Em maio, a IFF anunciou a venda de sua divisão de Food Ingredients para fundos assessorados pela CVC Capital Partners. A operação avaliou a unidade em aproximadamente US$ 4,3 bilhões, ou cerca de dez vezes o Ebitda (o resultado operacional).

O negócio faturou quase US$ 3,1 bilhões em 2025. A IFF manterá uma participação de 10% na empresa, que fornece texturizantes, emulsificantes, soluções para alimentos à base de plantas e outros ingredientes especiais.

Em junho, a Ingredion anunciou a compra da Tate & Lyle por £ 2,7 bilhões em dinheiro. A operação criará um grupo com receita de US$ 9,9 bilhões.

A combinação reúne tecnologias de redução de açúcar, fibras, fortificação, textura, desenvolvimento de receitas e sistemas com múltiplos ingredientes.

Dados da S&P Global reforçam o interesse dos investidores por essa transformação. As transações envolvendo produtoras de alimentos embalados e carnes somaram US$ 5,92 bilhões até julho de 2026, próximas dos US$ 6,75 bilhões de todo o ano de 2025.

O capital está escolhendo empresas ligadas a alimentos funcionais, proteínas, fibras e produtos considerados mais saudáveis.

No Brasil, algumas gigantes também investiram de olho nessa tendência.

A JBS criou a Genu-in em 2022, com um investimento de R$ 400 milhões, para transformar pele bovina em peptídeos de colágeno e gelatina. A fábrica de Presidente Epitácio, no interior paulista, já opera próxima do limite e exporta para mais de 20 países.

A MBRF, por sua vez, comprou 50% da Gelprime por R$ 312,5 milhões. A companhia anunciou mais R$ 187,5 milhões para ampliar a fábrica de Londrina, em um investimento total de R$ 500 milhões.

A meta é mais que triplicar a capacidade da unidade, para 30 mil toneladas anuais, e alcançar cerca de 5% da produção global de colágeno e gelatina.

Nos dois casos, as empresas aproveitam uma vantagem que já possuíam: acesso à matéria-prima animal e escala industrial. A pele, antes destinada a aplicações de menor valor, passa a ser transformada em ingrediente para alimentos, bebidas, suplementos, cosméticos e medicamentos.

A indústria de alimentos está mudando sua composição, mas tenta preservar a aparência, o sabor e a textura que o consumidor já conhece para que um sorvete “turbinado” continue parecendo sorvete, por exemplo.

O que muda é o que está por trás do produto: uma indústria discreta para o consumidor, mas cada vez mais importante para as fabricantes… e especialmente mais valiosa para investidores.

Zillennials: a microgeração entre millennials e geração Z

Por  Diario do Centro do Mundo

O termo zillennial identifica uma microgeração situada na fronteira entre millennials e geração Z. Não há consenso científico sobre as datas que delimitam o grupo, mas estudos o associam principalmente aos integrantes mais jovens dos millennials e aos mais velhos da geração Z.

Para a psicóloga e pesquisadora em cyberpsicologia Juliana Taha, a experiência compartilhada pesa mais do que o ano de nascimento. “É sobre o tipo de vivência e experiência que a pessoa teve nessa questão de ter nascido em um mundo analógico, mas ter crescido na adolescência nessa fase mais digital”, afirma.

Os zillennials costumam recorrer primeiro às ferramentas digitais, mas sem depender exclusivamente delas. A relação com trabalho também tende a combinar a busca por propósito e qualidade de vida com maior disposição para permanecer em situações profissionais difíceis. Na saúde mental, cresceram em um período de maior abertura para discutir ansiedade, burnout e terapia, sem que isso signifique sofrer menos do que outras gerações.

A conta chegou

Os indicadores mais recentes de 2026 mostram um cenário de forte pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. Segundo a CNC, 82% das famílias estão endividadas, o maior nível da série histórica, enquanto 29,8% estão com contas em atraso — quase 3 em cada 10 lares.

A inadimplência também alcança uma parcela expressiva da população. Dados da Serasa apontam que 50,9% dos adultos brasileiros estavam com o nome negativado em junho, ou seja, mais da metade da população adulta.

No setor público, a Dívida Bruta do Governo Geral também permanece em patamar elevado. O indicador, calculado pelo Banco Central, considera as dívidas dos governos federal, estaduais e municipais.

Os números ajudam a dimensionar o cenário, mas também reforçam uma questão que começa dentro de casa: organização financeira. Quando o orçamento perde o controle, o crédito passa a ocupar o espaço da renda e não existe uma reserva para imprevistos, a conta tende a chegar — e pode ficar cada vez mais difícil de administrar.

Por isso, antes de pensar em investir ou aumentar o patrimônio, o primeiro passo é colocar a vida financeira em ordem: entender quanto entra, quanto sai, quais dívidas existem e onde é possível reorganizar o orçamento.

De onde vem as dividas dos brasileiros? E as Bets??

O cartão de crédito continua sendo a principal origem das dívidas dos brasileiros, respondendo por cerca de 42% dos casos de inadimplência. O uso recorrente do crédito para complementar a renda e cobrir despesas do dia a dia tem aumentado o risco de atraso nos pagamentos.

Em seguida aparecem os empréstimos bancários, crediários de lojas e contas básicas como água, luz e gás. Esses compromissos financeiros representam uma parcela significativa das dívidas acumuladas pelas famílias brasileiras.

Os dados mostram que a inadimplência está cada vez mais relacionada ao custeio de despesas essenciais e à dificuldade de equilibrar o orçamento doméstico diante do aumento do custo de vida e da renda limitada.

Fonte: CNDL/SPC Brasil, Serasa Experian e Banco Central do Brasil (2025).

De faxineiro a criador da Zara: o modelo por trás do império de Amancio Ortega

Amancio Ortega começou a trabalhar ainda adolescente e passou por funções como entregador e auxiliar em uma loja de roupas. Foi ali que começou a observar, na prática, o comportamento dos clientes e o que fazia uma peça vender ou encalhar.

Anos depois, ao lado da esposa, abriu uma pequena fábrica. Quando um pedido importante foi cancelado, a solução foi vender diretamente ao consumidor. Nascia a primeira loja Zara.

O diferencial veio do modelo de operação: produzir em pequenas quantidades, testar, observar a demanda e repor rapidamente. Em vez de apostar grandes volumes em coleções com muita antecedência, a empresa construiu uma cadeia integrada entre criação, produção e distribuição.

A estratégia transformou velocidade e logística em vantagem competitiva. A Zara passou a renovar constantemente suas lojas e a responder rapidamente ao que os consumidores estavam procurando.

Outro ponto chamou atenção: a empresa historicamente investiu menos em publicidade tradicional do que muitos concorrentes, direcionando recursos para lojas, produto e operação.

O caso da Zara mostra que vantagem competitiva nem sempre está em gastar mais para aparecer. Muitas vezes, está em construir um sistema que o concorrente tenha dificuldade de copiar.

Magalu transforma logística em negócio

Enquanto o varejo enfrenta a queda nas vendas, o Magalu vem transformando uma estrutura criada para o próprio negócio em uma nova fonte de receita: a logística.

São 11 mil entregadores próprios, 6 mil veículos por dia, 21 centros de distribuição, 153 bases operacionais e cerca de 1.200 lojas usadas como apoio logístico, alcançando 3.800 municípios.

A estratégia ganhou força com acordos com grandes marketplaces. Em 2024, com a AliExpress. Em 2026, com Amazon e Mercado Livre. Na prática, concorrentes passaram a utilizar uma infraestrutura construída pelo próprio Magalu.

A aposta faz sentido especialmente para produtos de grande porte, como eletrodomésticos, segmento em que a empresa possui experiência logística.

A lógica é transformar um ativo interno em produto: a logística que sustentava o varejo agora também é um negócio.

A pergunta para o mercado é simples: sua empresa está apenas reagindo à queda nas vendas ou encontrando novas formas de monetizar o que já construiu?

A métrica não é mais o clique, é a reputação na busca generativa

Por Andrea Assef (Valor)

A inteligência artificial mudou a forma como uma empresa precisa se posicionar no ambiente digital. As ferramentas de IA pesquisam prioritariamente o que o mercado chama de mídia espontânea, conteúdo publicado pelos veículos de comunicação e pelos formadores de opinião com credibilidade.

A avaliação é de Regina Moura, que dirige a comunicação corporativa da Roche Farma Brasil. “A métrica não é mais o clique. É a reputação. E a reputação, na busca generativa, se constrói pela qualidade das fontes que te citam, que te referendam, que falam sobre o tema que você domina”, afirma a executiva. Moura observa que na lógica do SEO, sigla para Search Engine Optimization (otimização para mecanismos de busca), vencia quem tinha mais volume de conteúdo e palavras-chave bem otimizadas. Agora, na busca generativa, com o GEO (Generative Engine Optimization), o que importa é a confiança. A seguir, a entrevista ao Valor.

“Confiança não é atributo de marca. É condição para operar”

Regina Moura

Valor: De que forma a inteligência artificial está presente na rotina de comunicação de uma empresa farmacêutica?

Regina Moura: A IA está sendo testada e estudada de diferentes maneiras. Em uma empresa como a Roche, por exemplo, é utilizada desde o início da cadeia, na pesquisa e desenvolvimento de novas moléculas. Na comunicação, a adoção veio no início de 2023. Naquele momento já havia o entendimento claro de que quem não dominasse aquela ferramenta ficaria para trás. Hoje ela está no dia a dia, na estruturação de textos, na resposta a e-mails, na produção de vídeos para comunicação interna, em apresentações, no monitoramento de marca. Para mim é uma espécie de “assistente de pensamento”.

Valor: Como assim?

Moura: A IA ajuda a pensar a partir do momento que desafia suas perguntas, aponta perspectivas que você não havia considerado, levanta riscos de comunicação que o olho humano pode ter perdido. É quase um treino executivo disponível o tempo todo. O time se concentra no conteúdo, que é o que faz a diferença.

Valor: A IA muda a forma como uma empresa precisa estar presente no ambiente digital?

Moura: Completamente. Na lógica do SEO, vencia quem tinha mais volume de conteúdo e palavras-chave bem otimizadas. Na busca generativa, o que importa é confiança. As ferramentas de IA buscam prioritariamente o que o mercado chama de mídia espontânea, conteúdo publicado pelos veículos de comunicação e pelos formadores de opinião com credibilidade. Uma pesquisa publicada recentemente na “Vogue” americana mostrou que 80% das respostas da IA generativa às buscas dos usuários vieram desse tipo de conteúdo. O GEO, Generative Engine Optimization, está sendo chamado de o novo SEO. A métrica não é mais o clique. É a reputação. E a reputação, na busca generativa, se constrói pela qualidade das fontes que te citam, que te referendam, que falam sobre o tema que você domina.

Valor: O setor farmacêutico opera sob restrições rígidas de divulgação publicitária no Brasil. Como a comunicação constrói presença de marca nesse contexto?

Moura: O mercado de medicamentos de prescrição é extremamente regulado, e isso não é uma limitação, é algo fundamental. Imagine um paciente oncológico sendo influenciado por uma campanha publicitária a pedir determinado medicamento ao médico. Quem tem condições de avaliar o subtipo do câncer, a linha de tratamento adequada, o perfil do tumor, é o médico, não o marketing. A cadeia é clara: a empresa comunica a ciência, o médico interpreta e leva ao paciente. Em oncologia, em hemofilia, em doenças neurológicas raras, a seriedade do quadro clínico já tornaria imprópria qualquer campanha voltada diretamente ao consumidor. Confiança, aqui, não é atributo de marca. É condição para operar.

O futuro dos painéis de LED passa por eficiência, tecnologia e presença local

Por Odair Tremante

O mercado brasileiro de painéis de LED vive uma transformação que vai muito além do aumento do número de telas instaladas. Estamos diante de uma mudança na forma como essa tecnologia é desenvolvida, comercializada e incorporada aos projetos. O LED avança sobre aplicações antes ocupadas por monitores, video walls, projetores e comunicação estática e, ao mesmo tempo, evolui para responder a uma questão que será cada vez mais importante para o setor, a eficiência energética.

A velocidade dessa mudança fica evidente quando observamos o mercado brasileiro nos últimos anos. A demanda aumentou, novas aplicações surgiram e projetos que anteriormente esbarravam em questões como custo, peso, consumo de energia ou complexidade de instalação passaram a ser tecnicamente e economicamente mais viáveis.

Mas existe outro fator importante nessa evolução. Não basta disponibilizar equipamentos. Quanto mais a tecnologia avança, maior é a necessidade de conhecimento técnico em toda a cadeia. Fabricantes, distribuidores, integradores e clientes precisam trabalhar de maneira muito mais próxima.

Essa estrutura de suporte faz diferença principalmente em projetos de maior complexidade. Engenharia, treinamento, assistência técnica, disposição de peças de reposição, desenvolvimento conjunto de soluções e acompanhamento dos parceiros ajudam a reduzir erros de especificações, acompanhar a real necessidade do projeto e permitem explorar melhor as possibilidades da tecnologia. A presença de equipes especializadas no próprio país também contribui para amadurecer o mercado e acelerar a adoção de novas soluções.

Tenho acompanhado essa transformação de perto no Brasil e vimos o LED deixar de ocupar apenas espaços muito específicos para chegar ao varejo, à mídia out of home, aos ambientes corporativos, às salas de controle, aos eventos e a diversas outras aplicações. Em muitos desses segmentos, a discussão já não é se o LED será utilizado, mas qual solução oferece a melhor relação entre desempenho, durabilidade, consumo e custo total ao longo da vida útil.

E é justamente nesse ponto que acredito estar uma das discussões mais relevantes para os próximos anos.

Embora a tecnologia tenha avançado significativamente em eficiência, o consumo energético continua sendo um aspecto importante, especialmente diante da multiplicação das telas e do aumento de suas dimensões..

Uma das respostas da indústria está no avanço do MicroLED e de tecnologias como o MicroLED in Package, conhecido pela sigla MIP. Esse desenvolvimento permite reunir características importantes para a próxima geração de displays, como maior eficiência energética, brilho e contraste, além de contribuir para produtos mais leves e com maior longevidade.

É uma evolução especialmente relevante porque atua justamente sobre alguns dos pontos que historicamente pesavam na decisão de adoção do LED. Conforme essas barreiras diminuem, novas aplicações tornam-se possíveis e mercados que ainda utilizam tecnologias anteriores passam a considerar a substituição.

Essa transformação também muda a maneira de avaliar um projeto. O preço inicial continuará sendo importante, evidentemente, mas a decisão tende a considerar cada vez mais o ciclo completo da solução. Consumo de energia, manutenção, vida útil, facilidade de instalação, qualidade da imagem e disponibilidade de suporte técnico passam a compor a mesma conta.

O Brasil ocupa uma posição interessante nesse cenário. Temos um mercado que vem assimilando rapidamente novas aplicações e que, ao mesmo tempo, está se tornando mais exigente. O crescimento observado nos últimos anos mostra que empresas e usuários compreenderam que o painel de LED deixou de ser uma tecnologia restrita a grandes instalações ou projetos excepcionais.

Acredito que os próximos anos serão marcados justamente por essa combinação. Teremos painéis mais eficientes, leves, duráveis e capazes de entregar qualidade visual cada vez maior, enquanto a tecnologia continuará avançando sobre aplicações hoje atendidas por outras soluções.

O futuro do LED, portanto, não será definido apenas por telas maiores ou imagens mais impressionantes. Será determinado pela capacidade da indústria de entregar melhor desempenho que tenham a preocupação sobre o ciclo de vida do produto e oferecer conhecimento técnico para que todo esse potencial seja efetivamente aproveitado.

Quando tecnologia, eficiência e suporte evoluem juntos, deixa de existir apenas um mercado de telas. Surge uma infraestrutura visual cada vez mais presente na maneira como empresas se comunicam, operam e se relacionam com as pessoas.

 

KFC assina after exclusivo da Pabllo Vittar e transforma evento em plataforma de experiência da marca

Única rede de alimentação da festa, marca aposta em ativações que a aproximam da cultura pop, consolidando seus baldes e descontos no app como a recompensa oficial dos festivais

Em uma ativação inédita, o KFC Brasil foi a única marca de alimentação a patrocinar o Club Vittar, after party exclusivo da cantora Pabllo Vittar realizado no último sábado (12), no Museu do Amanhã, após a participação da artista no Rock in Rio. A ação reuniu 600 convidados no Rio de Janeiro e integra a campanha “Festival KFC”, criada pela Squid para conectar a rede à cultura de shows e festivais no país.

Com Pabllo Vittar no centro da narrativa, a estratégia transformou os descontos no app e o icônico balde do KFC em itens indispensáveis da experiência dos festivais. A ação conecta a marca à rotina de fãs e artistas, reforçando a intenção do KFC de estar presente em cada etapa dessa jornada: seja de quem passa em uma das lojas para garantir o “esquenta” perfeito antes de ir para o show, ou de quem prefere curtir a transmissão no conforto do sofá e pedir pelo delivery. A iniciativa reforça a plataforma “Você Merece Mais”, criada para aproximar e fortalecer a relação do KFC com o consumidor brasileiro.

“Foi incrível subir ao palco do Rock in Rio com a Demi Lovato e depois fazer uma edição do Club Vittar no Museu do Amanhã! Dividir esse momento com o KFC foi muito especial. KFC tem as tiras de frango perfeitas para recarregar as energias antes e depois de um show. Estou muito feliz com essa parceria e espero que a gente possa viver muitas outras experiências juntos”, conta Pabllo Vittar.

“Essa primeira parceria com a Pabllo é fundamental para o diálogo da nossa marca com os jovens, principalmente no território relacionado à música. Unimos o apoio à artista com uma forte estratégia de conversão: oferecemos condições especiais de desconto e reforçamos o conceito de indulgência com custo-benefício, gerando um fluxo de novos usuários para o nosso app”, afirma Fernanda Harb, Diretora de Marketing e Vendas do KFC Brasil.

Como desdobramentos da marca, além do Club Vittar – evento produzido por MTDRS e InHaus -, e do publieditorial com a Pabllo reforçando as ofertas exclusivas no aplicativo do KFC durante o fim de semana do festival, outros criadores de conteúdo, como welkermaciel, erijakson e camilleadrt, registraram momentos reais de consumo dos icônicos baldes de frango frito e sanduíches como a recompensa ideal pós-shows.

“Nosso principal desafio foi colocar o KFC no centro das conversas do maior festival de música do país de forma 100% orgânica, conectando a marca à jornada real do público. Na Squid, entendemos que influência não é apenas sobre alcance, mas sobre inteligência cultural e comunidade. Por isso, criamos o ‘KFC Crew’ e o resultado foi uma campanha em que o KFC deixou de ser apenas um produto para se tornar a recompensa oficial de quem vive a verdadeira maratona de shows”, destaca Afonso Henrique, Executivo Comercial da Squid.

 

 

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