Como a saída da conta da PepsiCo impacta o Omnicom? – 08.09.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Como a saída da conta da PepsiCo impacta o Omnicom?, Número de idosos supera o de crianças no mundo, Duas farmácias rivais se uniram e construíram um império de 6 bilhões, Quem manda em quem? As reflexões de Miguel Nicolelis sobre IA, máquinas e humanos, Novas gerações desafiam marcas a repensarem estratégias, Ranking dos estados com os melhores indicadores de inovação em 2026, Redes sociais mais usadas por cada geração, Negócios e esportes: a nova parceria entre Exame e Lance, Ministro da Fazenda culpa juros altos e mudanças de hábito pela crise do varejo.

 

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WIND BANNERS (ou Winds Flags): CIDADES COM RUAS PERIGOSAS SENDO SUJAS, PERIGOSAS, CAÍDAS A TODA HORA COM VENTOS E CHUVAS.

Impedindo a visão e causando mortes.

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AUDITÓRIO ARAÚJO VIANNA

Continua e será sempre um sucesso, pois a experiência, a modéstia e a empatia com o público fazem dos sócios uns vencedores e de olhares mais consistentes e menos deslumbrantes.

Não adianta achar que tem uma grande divulgação e a melhor quando o que tens a apresentar não satisfaz o povo.

Uma das coisas importantes é ter noção de que momento estamos vivendo na economia. Nem tudo são shows para muito money.

Para assistir ao melhor e ter toda a segurança, o Araújo Vianna é imbatível.

 

MENTIR NÚMEROS

Dar entrevista querendo mostrar aos jornalistas números que não são verdadeiros e demonstrando completo desconhecimento do que eles representam na Expointer. Pensei que já tinham sido aprendidos durante os 49 anos.

Verdadeiros são a agricultura familiar e o público presente, mas o restante, que representa a vida do agro, são anteriores e promessas, além de serem planos governamentais.

Tá na hora de se dizer a verdade e não pousar para a fotografia sem ter foto.

Valorizar a existência, cooperar e valorizar a grandeza da feira é, sim, mais importante.

Como a saída da conta da PepsiCo impacta o Omnicom?

Holding perde um de seus três principais clientes de mídia em meio à reestruturações após fusão com o IPG

Por Ewan Larkin, com E.J. Schultz e Brian Bonilla, do Ad Age

A decisão da PepsiCo de transferir sua conta global para o Publicis Groupe, tomada sem uma concorrência formal, enfraquece uma das relações cliente-agência mais duradouras do setor e tira parte do brilho do novo Omnicom.

Ainda que significativamente reduzida, a relação da holding com a PepsiCo não acabou. O Omnicom segue apoiando as áreas de criação, relações públicas e marketing esportivo do cliente, afirmou a gigante de alimentos e bebidas.

Ainda assim, o Omnicom Media Group perdeu um de seus três principais clientes, com um investimento global de US$ 1,7 bilhão no ano passado, segundo a COMvergence. O montante representa uma perda financeira considerável. Somente nos Estados Unidos, o OMG emprega cerca de 130 pessoas para atender a PepsiCo, conforme apuração do Ad Age.

A agência, por sua vez, recusou-se a comentar sobre possíveis cortes decorrentes da mudança.

“A PepsiCo já vinha sendo cada vez menos fiel em criatividade, trabalhando regularmente fora do Omnicom”, diz um ex-executivo da PepsiCo sob a condição de anonimato. “O grupo tolerava essas infidelidades porque o planejamento e a compra de mídia eram as mais valiosas. Agora, essa fortaleza se foi e, com ela, uma parceria que durou décadas.”

O Omnicom poderia se recuperar dessa perda, e já conquistou contratos com marcas como Adidas, IBM, Subway e Novo Nordisk este ano. Em um comunicado, um porta-voz da holding afirmou que a decisão da PepsiCo foi “de um cliente em um ano no qual o Omnicom Media ganhou enorme impulso como líder em diversas categorias”.

“Após uma parceria extraordinariamente longa e bem-sucedida, a PepsiCo decidiu transferir suas operações de mídia para outra agência. Temos orgulho do trabalho que realizamos juntos ao longo de três décadas como parceiros em inovação e impacto”, afirmou o porta-voz. “Nada da última decisão muda isso.”

No entanto, em última análise, o prejuízo vai além da questão financeira, de acordo com especialistas.

A relação entre o Omnicom e a PepsiCo tem sido uma exceção em um setor conhecido pela alta rotatividade de clientes, e especialmente rara dada a natureza integrada e o tamanho da conta. Como resultado, a mudança repentina afetará a moral e a imagem da empresa tanto quanto seus resultados financeiros.

Executivos do grupo foram oficialmente informados sobre a transferência da conta de mídia na manhã da última quarta-feira, 2, apontam pessoas familiarizadas com o assunto.

A PepsiCo é uma “conta de destaque” para o Omnicom, opina Ruben Schreurs, CEO da consultoria de mídia Ebiquity, ao comparar a mudança da PepsiCo à perda da conta da Coca-Cola América do Norte pela WPP para a Publicis no ano passado. “Era uma conta de altíssimo nível, certo? Cada agência tem apenas algumas dessas, e a PepsiCo era definitivamente uma delas para o Omnicom.”

Embora não seja exatamente um endosso ao negócio, alguns especialistas do setor evitam considerar a decisão da PepsiCo como uma condenação da aquisição do Interpublic Group por US$ 8,9 bilhões. Eles indica que as evidências eram anedóticas demais para tirar conclusões definitivas, especialmente considerando que a busca do Publicis pela conta pode ter ocorrido antes da fusão.

Contudo, Jay Pattisall, vice-presidente e principal analista da Forrester, afirma que a mudança não representa um “forte voto de confiança na proposta integrada que o Omnicom vem desenvolvendo” desde a aquisição do IPG.

“Isso sugere que a integração com a Acxiom ainda está em andamento”, acrescentou Pattisall. “A perda de um cliente em particular, embora seja significativa em termos de tamanho, não é de forma alguma uma crítica à estratégia de aquisição e integração da Acxiom, mas pode indicar que ela ainda não está concluída.”

Ao anunciar a nomeação do Publicis, a PepsiCo enfatizou a necessidade de reunir “dados, identidade conectada e tecnologia em todos os mercados”.

Tanto o Omnicom quanto o Publicis “se posicionam como líderes em mídia, tecnologia, dados — e IA para facilitar tudo isso — e a Pepsi escolheu aquela que considera ter a oferta superior neste momento”, salienta Pattisall.

Um porta-voz do Omnicom aponta para “aproximadamente US$ 4 bilhões em faturamento de mídia conquistados neste ano por meio de uma combinação de novas conquistas e retenções” como uma “prova de que sua oferta está tendo boa aceitação”.

“Todas essas decisões foram precedidas por processos de revisão minuciosos, que duraram meses e incluíram as principais empresas controladoras, submetendo as organizações concorrentes a um teste rigoroso de suas capacidades em dados e análises, tecnologias de IA e transformação”, comenta o porta-voz.

Número de idosos supera o de crianças no mundo

População de 65 anos ou mais ultrapassou o grupo de 0 a 5 anos em 2023 e deve chegar a 19,6% do total em 2060

Por Poder360

A população de 65 anos ou mais passou a representar uma parcela maior da população mundial do que as crianças de até 5 anos em 2023. Os dados são do relatório An Aging World: 2025, divulgado pelo Departamento de Censo dos Estados Unidos. A participação na população global quase dobrou, passando de 10,5% para 19,6%.

A mudança se dá durante a queda da taxa de fecundidade. Em 2023, mais de 71% da população mundial vivia em sociedades com taxa de fecundidade igual ou inferior ao nível de reposição, que é de 2,1 filhos por mulher. Em 2013, o percentual era de 45%.

Quanto aos 2 países mais populosos do mundo, a China registrou 1,06 filho por mulher em 2023. A Índia ficou abaixo de 2,1 filhos em 2022, segundo o relatório.

MUDANÇA POR REGIÃO

A Ásia, a América Latina e o Caribe são as regiões que devem envelhecer mais rapidamente. Na Ásia, a parcela da população com 65 anos ou mais deve passar de 10,2% em 2025 para 23,4% em 2060. Na América Latina e no Caribe, a alta será na mesma proporção: de 10,2% para 23,4%.

A Europa continuará a ser a região mais envelhecida, passando de 21% para 30,8%.

Entre os países e áreas com pelo menos 1 milhão de habitantes em 2025, o Japão é o mais envelhecido atualmente, com 29,7% da população com 65 anos ou mais. Na sequência aparecem Alemanha (24,1%), Grécia e Itália (ambos com 24%) e Finlândia (23,8%).

Em 2060, a liderança deve mudar para a Coreia do Sul, quando 41% da população do país será idosa. Taiwan (39,3%), Japão (38,8%) e Hong Kong (38,7%) vêm em seguida.

O relatório projeta que 132 países ou áreas terão pelo menos 21% da população com 65 anos ou mais em 2060. Em 2025, eram 33.

Duas farmácias rivais se uniram e construíram um império de 6 bilhões

A história que ninguém conta nas faculdades de negócios

Por Mentores Visionários

Por décadas, a Panits e a Velgos disputaram cada cliente em Porto Alegre. Eram inimigas declaradas, com raízes culturais diferentes — uma italiana, outra alemã — e orgulho demais para ceder um centímetro ao rival.

Mas as duas tinham um problema silencioso que corroía as duas ao mesmo tempo: a indústria farmacêutica cobrava o preço que queria, e nenhuma das duas tinha volume suficiente para negociar. Sozinhas, estavam presas.

Em 1967, fizeram o que quase ninguém no Brasil teria coragem de fazer. Em vez de tentar destruir a concorrente, sentaram à mesa e criaram juntas uma central de compras. O inimigo de décadas virou sócio estratégico.

Seis anos depois, as duas marcas se fundiram de vez. O Pan de Panits com o Vel de Velgos viraram Panvel. Nasceram com 33 lojas e já eram a segunda maior rede do país. Foram para a bolsa, para a internet, emitiram a primeira nota fiscal eletrônica do Brasil e captaram 1 bilhão em 2020.

Em 2024, uma enchente histórica isolou a sede inteira. Eles mudaram a operação de lugar em 24 horas e terminaram o ano com 659 lojas e quase 6 bilhões de receita.

Tudo isso começou quando duas famílias decidiram que o problema era grande demais para ser resolvido sozinho. Às vezes, o maior obstáculo para crescer não é o mercado — é o orgulho de não querer dividir com quem está do outro lado da rua.

Quem manda em quem? As reflexões de Miguel Nicolelis sobre IA, máquinas e humanos

O neurocientista questiona a submissão à tecnologia e alerta para uma inversão entre criador e criatura, na segunda edição do Encontro Futuro Vivo.

Por Karina Pastore (Neofeed)

O mais jovem dos titãs, Cronos, senhor do tempo, teve seis filhos com sua irmã Reia. Para evitar que se cumprisse a profecia de que um deles o destronaria, devorava-os ao nascer. Engoliu todos, exceto Zeus, o caçula — salvo pela mãe, que entregou ao marido uma pedra enrolada em um pano no lugar do bebê.

Criado longe do pai, Zeus voltou já adulto para enfrentá-lo. Fez Cronos vomitar os irmãos, liderou a guerra contra os titãs e tornou-se o soberano dos deuses do Olimpo. São muitos os mitos em que o criador acaba subjugado pela criatura. E é sob essa perspectiva que o neurocientista Miguel Nicolelis olha para a inteligência artificial — ou “Nina”, como ele prefere chamá-la; “nem inteligente e nem artificial”.

Professor emérito de neurobiologia da Duke University, nos Estados Unidos, e apontado pela Scientific American, em 2004, como um dos 50 líderes em ciência e tecnologia, Nicolelis fez da provocação um dos pontos de partida de sua participação na segunda edição do Encontro Futuro Vivo, promovido pela Vivo na semana passada, em São Paulo.

Até aqui, diz ele, as ferramentas criadas pelo homem eram assimiladas pelo cérebro como extensões de nós mesmos. Agora, pela primeira vez, “criamos uma tecnologia que nos absorve, que nos assimila”. Uma inversão que busca “nos convencer que Deus é uma máquina e nós somos autômatos que o servem — e não o contrário”.

Nicolelis compara a IA aos Borgs, personagens de Star Trek. Na série de sci-fi, os seres cibernéticos absorvem outras formas de vida conectando-as a uma consciência coletiva. Ao encontrar uma nova civilização, anunciam: “The resistance is futile” — “A resistência é inútil”. “Na realidade, ela não é”, defende o neurocientista. “A resistência está em nossas mãos.”

A apresentação foi mediada pelo psiquiatra Rodrigo Bressan, livre-docente da Unifesp, professor no King’s College London e presidente do Instituto Ame Sua Mente. Ao longo do encontro, os dois passaram por cérebro, mente, consciência, educação, memória e terceirização emocional.

Assista abaixo ao vídeo completo da conversa e, na sequência, confira os principais trechos da participação de Nicolelis, editados para dar concisão e clareza às falas.

Afinal, o que são cérebro, mente e consciência?

Essa é a pergunta de US$ 1 trilhão de dólares. Que Sam Altman não nos ouça, porque é capaz de ele querer dizer que sabe a resposta.

A neurociência é uma disciplina muito jovem. Tem pouco mais de 120 anos. Tive um professor, um dos maiores neurocientistas do século passado, que dizia: “Quando você não sabe a resposta, você começa dizendo o que não é”.

O cérebro não é um computador. Nunca foi, nunca será — a menos que a gente queira virar zumbis digitais e restringir a nossa inteligência natural à inteligência da nossa criatura. O computador é a nossa criatura.

Os fundadores da era digital, Alan Turing, Claude Shannon, John von Neumann, Norbert Wiener, sabiam disso. Ninguém cita porque não é conveniente.

O cérebro não pode ser entendido como sendo hardware e software, por exemplo. Ele opera com matéria orgânica. Cada encontro que ele tem com a natureza, com outro ser humano, com animais… com toda sorte de eventos com os quais nos deparamos ao longo da vida, altera a sua estrutura microscópica.

O cérebro é como um rio. Você nunca passa pelo mesmo rio na segunda vez.

A mente é uma propriedade emergente do cérebro que habita um corpo, que habita um planeta e que convive com outras mentes. Ela não é um algoritmo, ela não é computável.

O próprio Alan Turing sabia disso. Em seu paper mais famoso, de 1936… foi ele que criou o termo não computável quando percebeu que certas coisas não podem ser previstas pela máquina de Turing.

“O cérebro é como um rio. Você nunca passa pelo mesmo rio na segunda vez”

E o que ele dizia? Quando um fenômeno não computável ocorre, eu tenho de chamar um oráculo para tomar a decisão. Quem é o oráculo? Nós.

Turing é o pai da era digital. Não é nenhum jogador do Palmeiras; é o cara que criou toda a era que nós vivemos.

A consciência, eu nem me arrisco porque se eu for abrir a boca para falar qualquer coisa, eu perco minha carteirinha da Sociedade Internacional de Neurocientistas. A definição de consciência é o cálice sagrado da área. Ela desafia todos nós.

Todas as civilizações humanas têm mitos em que o criador é devorado pela criatura. Até esse momento, nós tínhamos criado ferramentas que o nosso cérebro assimila como extensões de nós. Machado, avião, bicicleta, bola de futebol…

Pois bem, esse é o primeiro momento da história em que nós criamos uma tecnologia que nos absorve, que nos assimila.

É como se os Borgs, de Star Trek, tivessem chegado aqui e dito para nós: “The resistance is futile“. Mas, na realidade, ela não é. A resistência está nas nossas mãos.

A tecnologia piora o aprendizado?

Em 2006, eu fui convidado para dar uma palestra em Davos. Havia lá um senhor do Media Lab do MIT chamado [Nicholas] Negroponte, o pai da ideia de um computador para cada criança na escola.

Ele meteu o pau no Brasil porque o Brasil tinha rejeitado o projeto dele. Mas ele esqueceu que tinha um espírito de porco palmeirense da Bela Vista no palco.

E eu comecei falando para ele: “O senhor não tem nenhuma prova científica de que pôr um computador na mão de toda criança vai melhorar o aprendizado. E se piorar?”.

“As crianças estavam perdendo vocabulário, criatividade, capacidade de interpretação de texto e de se relacionar em grupo”

Pois bem, a Finlândia, que é quem realmente pensa em educação com seriedade… Em 2019, fui dar uma palestra na Escola de Educação da Universidade de Helsinque. Os caras falaram: “Nós fizemos um estudo de 30 anos, porque fomos os primeiros a introduzir computadores na sala de aula e vamos tirar”.

As crianças estavam perdendo vocabulário, criatividade, capacidade de interpretação de texto e de se relacionar em grupo. Seis meses atrás, a Suécia chegou à mesma conclusão.

Agora vou dar os dados americanos. Dos anos 1950 até agora, os alunos do último ano do high school perderam 30% do vocabulário. Eles começam a pular palavras das sentenças para tentar acelerar… a tal da rapidez, sem lucidez.

Por que a IA não é inteligente nem artificial?

Eu chamo a inteligência artificial de Nina — nem inteligente e nem artificial.

A inteligência é propriedade da vida orgânica. É a otimização das estratégias de sobrevivência dos seres vivos.

A minha jabuticabeira do quintal aqui em São Paulo tem mais inteligência do que qualquer app de inteligência artificial. É só você ver como é que ela floresce e como as abelhinhas vão de uma flor para outra… Quando a abelhinha completa a polinização de uma flor, as outras desaparecem para salvar energia para que você tenha jaboticaba.

Isso é inteligência. E não é computável. Não sei se vocês viram alguma jaboticaba de silício.

A Nina não é inteligente, ela não é artificial porque ela depende de milhões de seres humanos trabalhando a custo de alguns centavos de dólar nas regiões mais miseráveis do mundo para marcar dados, para treinar algoritmos, para remover conteúdo. Isso não é artificial, isso é humano, é orgânico.

“Se você treina a IA em tudo o que já foi publicado e a solução não está lá, você só vai produzir um futuro sem futuro”

A primeira função da inteligência artificial é convencer todos nós que somos inferiores à máquina. É remover do ser humano a confiança de que ele é capaz de resolver os problemas humanos.

Nenhuma IA vai curar o câncer, por favor. Se você treina a IA em tudo o que já foi publicado e a solução não está lá, você só vai produzir um futuro sem futuro.

A segunda função da Nina está ocorrendo nos Estados Unidos nesse instante. Existe um movimento da sociedade civil para eliminar as câmaras de vigilância contínua de uma empresa chamada Flock, que combina câmeras que tiram fotos da placa dos seus carros com a inteligência policial para rastrear os movimentos de toda a população. Não quem cometeu o crime, quem é suspeito de crime… Todo mundo está sendo rastreado.

E aí os caras começaram a descobrir que os policiais estavam usando isso para rastrear as ex-namoradas, as ex-mulheres… Um delegado rastreou 3 mil vezes a ex-mulher em um único dia.

O segundo grande impacto, portanto, é a vigilância completa. Que nós, com um sorriso nos lábios, estamos permitindo, usando esses baratinhos aqui [ele mostra o celular].

E o terceiro é a automação. Eu e os meus amigos neurocientistas a chamamos de “o primeiro grande papagaio estatístico digital”.

Ela nada mais é do que uma máquina estatística de completar a próxima palavra ou realizar os seus desejos de vídeo, de imagem… mas ela não cria nada.

O que acontece quando terceirizamos o cérebro?

A University College London fez um estudo brilhante. Antigamente, os motoristas de táxi de Londres tinham o exame mais difícil para virar motorista profissional: ir para qualquer lugar da cidade sem nenhum auxílio.

Meus amigos começaram a fazer ressonância magnética nesses caras e descobriram que o hipocampo deles, uma área muito importante no mapeamento espacial, era maior do que a média da população.

Eu estive lá antes da pandemia e sugiri: “Vocês têm de fazer o oposto. Têm de medir o cérebro da molecada que usa só o Waze”.

Eles não fizeram, mas recentemente um grupo nos Estados Unidos fez. O hipocampo dessas pessoas é menor do que a média da população controle.

“Ela [a IA] não só é um parasita global, porque precisa de data centers consumindo água, eletricidade, mas porque tem o grande potencial de degradar a mente humana”

Acontece que o hipocampo está envolvido em memória de curto prazo e memória de longo prazo. Se o seu hipocampo diminui, você começa a perder a memória.

Ou seja, o quarto mandamento da grande Nina… Ela não só é um parasita global, porque precisa de data centers consumindo água, eletricidade, mas porque tem o grande potencial de degradar a mente humana.

O estudo do MIT que saiu ano passado… A pesquisadora separou os alunos em três grupos. Um fazia redação sem consultar nada, outro podia consultar o Google e o terceiro podia usar o ChatGPT.

Pois bem, 30 minutos depois da prova, 80% das pessoas do terceiro grupo não conseguiam citar uma única sentença da sua redação, enquanto o primeiro grupo citava parágrafos inteiros.

A conclusão é óbvia. O cérebro é que nem o músculo. Se você ficar sentado o dia inteiro, o músculo atrofia. O cérebro também.

Ainda há esperança?

Neil Postman, que é um cara que eu gosto muito de ler, diz o seguinte: “Nenhuma tecnologia é subtrativa ou aditiva. Ela é ecológica”. E a história que ele reproduz, contada pela primeira vez por Lewis Mumford, é a história do vidro.

Quando as fornalhas de vidro de Murano, em Veneza, na Itália, começaram a se espalhar pelas cidades medievais, a primeira coisa foi pôr vitrais nas igrejas, para que o cidadão que entrasse tivesse um grau “X” de transcendência e ele passasse a acreditar no divino. Era uma luz que ele nunca tinha visto.

“E é essa a grande missão dos tempos modernos da inteligência artificial, nos convencer que o Deus é uma máquina e nós somos autômatos que o servem”

Quando as vidraças caíram de preço, começaram a ser postas nas casas. A luz natural começou a estar mais presente na vida das pessoas e o raquitismo começou a diminuir na Europa.

O vidro deu origem às lentes. As lentes permitiram que pessoas com problemas de visão voltassem a ler quando a indústria de impressão começou a publicar livros em massa. O vidro mudou a educação na Europa e permitiu a Renascença. Ou seja, o vidro mudou tudo.

Quem fala do vidro? Ninguém.

Lewis Mumford dizia: “O que a humanidade não se deu conta é que antes da mecanização feita pelas máquinas, foi preciso mecanizar a mente humana. Foi preciso convencer o ser humano que ele tinha de funcionar como um autômato”.

E a maior invenção da história, segundo ele, não é a máquina a vapor. É o relógio. Quando o relógio entra na vida dos monastérios beneditinos e começa a regrar a hora de comer, de dormir, de trabalhar, a mente humana começou a se acostumar a ser uma máquina.

E é essa a grande missão dos tempos modernos da inteligência artificial, nos convencer que o Deus é uma máquina e nós somos autômatos que o servem — e não o contrário.

É mudar a equação, é fazer com que a criatura domine o criador. E isso é que nós não podemos deixar de forma alguma acontecer.

Novas gerações desafiam marcas a repensarem estratégias

Estudo da Kidscorp destaca pertencimento, tecnologia e proteção de dados como pilares da relação com jovens

Por Meio & Mensagem

Pesquisa desenvolvida pela Kidscorp em parceria com a GoAd Media mostra que a Geração Z e a Geração Alpha já não são apenas consumidores de mídia: eles constroem um ecossistema de entretenimento formado por games, Youtube e comunidades.

O Estudo “Da Gen Z à Gen AI” mostra que no Brasil, 1 em cada 3 pessoas conectadas à internet tem menos de 18 anos, ou seja, mais de 50 milhões de usuários digitais ainda não atingiram a maioridade. Atualmente Geração Alpha soma cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo e são responsáveis por US$ 28 bilhões em gasto anual só nos Estados Unidos.

O levantamento também reforça que as marcas precisam estudar e entender como entrar na cultura do público infanto-juvenil de forma relevante. Segundo o estudo, essa “economia do pertencimento” se apoia em três pilares: cultura, comunidade e confiança.

A partir deles, o estudo identifica três macrotendências: os games como espaços de convivência, identidade e criação; o YouTube como plataforma de aprendizagem e participação; e as comunidades como espaços de pertencimento e cocriação, em que fãs assumem um papel mais ativo na relação com as marcas.

O que marcas precisam considerar ao falar com novas gerações

A partir desse diagnóstico, a Kidscorp montou cinco princípios para orientar marcas e agências na construção de relações relevantes e responsáveis com o público dessas gerações:

Infraestrutura: Entenda como a inteligência artificial está transformando o ecossistema de mídia e as experiências do público.

Ubiquidade: Use a tecnologia de forma natural e integrada à experiência, sem torná-la o centro da comunicação.

Cultura: Compreenda os códigos culturais que orientam seus comportamentos, além da sua idade.

Autoria: Envolva as comunidades na criação e permita que elas também tenham voz na construção das marcas.

Participação: Conquiste a atenção de forma contínua, priorizando relevância e relacionamento em vez de ações pontuais.

Por fim, o estudo destaca que o ECA Digital não proíbe a publicidade para menores de 18 anos, mas restringe práticas como rastreamento comportamental e coleta excessiva de dados. Como alternativa, a Kidscorp defende estratégias baseadas em segmentação contextual, privacy-by-design e inventário adequado às diferentes faixas etárias.

Ranking dos estados com os melhores indicadores de inovação em 2026!

Por CLP Brasil

O pilar de Inovação conta com peso de 7,1% na nota final do Ranking. Ele contempla 7 indicadores: Pesquisa Científica, Investimentos Públicos em P&D, Patentes, Bolsa de Mestrado e Doutorado, Estrutura de Apoio à Inovação, Informação e Comunicação, e Empresas de alto crescimento.

A inovação é um elemento central para o crescimento de longo prazo de um país. Ela contribui para o ganho de produtividade: produz-se mais e melhor, a um custo menor.

O Ranking de Competitividade dos Estados é publicado pelo CLP desde 2011 e conta com a pesquisa técnica da @tendencias_consultoria

Pódio nacional em Inovação:
🥇 Rio Grande do Sul · 🥈 Santa Catarina · 🥉 Alagoas

Líderes de cada região:
🏅 Rio Grande do Sul (Sul) · 🏅 Alagoas (Nordeste) · 🏅 São Paulo (Sudeste) · 🏅 Amazonas (Norte) · 🏅 Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste)

Redes sociais mais usadas por cada geração

Percentual de respondentes que usaram as seguintes redes sociais nos últimos 3 meses

Por @marthagabriel

As redes sociais são USADAS por muitos, mas isso não significa que todos estejam no MESMO LUGAR.

Segundo dados da Statista Consumer Insights, diferentes GERAÇÕES vivem hoje em universos digitais PARALELOS.

YouTube e Facebook ainda são os grandes PONTOS de ENCONTRO entre faixas etárias: pelo menos 7 em cada 10 usuários de redes sociais nos Estados Unidos, em todos os grupos geracionais, usaram as duas plataformas nos últimos três meses.

Mas, quando olhamos para Instagram, TikTok, Snapchat e X, a DISTÂNCIA entre gerações fica muito mais clara:

A Geração Z DISTRIBUI sua presença por VÁRIAS plataformas, enquanto usuários mais velhos tendem a CONCENTRAR o uso em Facebook e YouTube.

O caso mais marcante é o Snapchat: 69% dos usuários da Geração Z dizem usar a plataforma, contra apenas 8% dos Baby Boomers e 27% da Geração X.

O resultado é um ecossistema digital cada vez menos HOMOGÊNEO, onde idade não define só preferências, mas também LINGUAGENS, FORMATOS e formas de PERTENCIMENTO.

Negócios e esportes: a nova parceria entre Exame e Lance

Marcas firmam acordo editorial com newsletters semanais e projetam expansão para novos produtos no futuro

Por Manuela Gregório (Meio & Mensagem)

O Grupo Lance! e a Exame fecharam um acordo editorial para intercâmbio de conteúdo a partir deste mês de setembro. A parceria prevê uma troca semanal de newsletters: a redação do Lance! passa a produzir um boletim dedicado à cobertura esportiva para a base de leitores da Exame, enquanto a equipe da Exame assinará um boletim focado em mercado, gestão e finanças do esporte para os leitores do Lance!.

A iniciativa pretende aproveitar o atual momento de transformação estrutural na indústria do esporte no Brasil, impulsionada pela expansão das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), entrada de fundos de investimento, reorganização dos direitos de transmissão e atração de grandes eventos ao País, como a Copa do Mundo Feminina de 2027. O objetivo das empresas é integrar a cobertura de campo com as dinâmicas do mercado corporativo.

Mudança no perfil do leitor e valor estratégico

Segundo os executivos dos dois veículos, a cooperação responde ao interesse crescente por pautas que conectam negócios e desempenho esportivo. Para o CEO do Lance!, Gustavo Mota, o debate sobre finanças e administração de clubes tornou-se parte do cotidiano dos torcedores.

“A parceria nasce de uma percepção muito clara de que esporte e negócios estão cada vez mais conectados. O torcedor mudou muito. Ele quer saber a escalação ou quem o clube vai contratar, mas passou também a discutir dívida, orçamento, SAF, patrocínio e capacidade de investimento. As decisões financeiras passaram a ter impacto evidente dentro de campo. O torcedor não quer se transformar em analista financeiro, mas quer entender o negócio por trás do clube que acompanha”, pontua Mota.

Do lado da Exame, a leitura do mercado esportivo é vista como fundamental para executivos e tomadores de decisão. O diretor de redação do veículo, Lucas Amorim, destaca que o setor deixou de ser uma pauta secundária no ambiente de negócios.

“O esporte hoje é muito mais do que entretenimento. Ele movimenta investimentos, marcas, mídia, tecnologia, infraestrutura e novos modelos de negócio. Para o público da Exame, acompanhar essa transformação é entender também como as empresas estão criando valor e encontrando novas oportunidades em um mercado cada vez mais profissionalizado. Uma curadoria especializada ajuda justamente a conectar esses movimentos e traduzir o que acontece no esporte em informação relevante para quem toma decisões no mundo dos negócios”, explica Amorim.

Pautas em alta e estratégia de audiência

A aproximação entre os veículos busca criar uma ponte entre a audiência esportiva e o público focado em economia e gestão. Amorim ressalta que os temas de maior interesse no ambiente corporativo envolvem a interseção entre capital, tecnologia e visibilidade de grandes propriedades esportivas.

“Existe um interesse crescente por investimentos e transações, profissionalização da gestão de clubes e ligas, direitos de transmissão, patrocínio e novas arenas. Também há uma curiosidade maior sobre o movimento de grandes grupos e investidores internacionais em direção ao mercado brasileiro. Além disso, a Copa Feminina de 2027 no Brasil é uma pauta de crescente interesse para os leitores e o mercado publicitário”, afirma o diretor da Exame.

Para Gustavo Mota, a troca de conteúdos permite que o Lance! amplie sua presença no meio digital sem perder sua identidade editorial.

“O Lance! nasceu como jornal, mas hoje é uma plataforma digital. Queremos falar de esporte em toda a sua dimensão: o jogo, negócios, entretenimento e tecnologia. Queremos apresentar o conteúdo do Lance! para uma audiência qualificada que talvez não consuma esporte diariamente. Ao mesmo tempo, oferecemos ao nosso leitor uma visão mais aprofundada sobre os negócios que movimentam essa indústria”, avalia o CEO do Lance!.

Evolução orgânica e novos formatos

Embora o acordo comece focado na distribuição de boletins semanais, ambos os executivos projetam a possibilidade de expandir a parceria caso o engajamento das audiências responda positivamente.

“A newsletter é o primeiro passo para testar essa complementaridade. Mas enxergamos potencial na aproximação. Esporte e negócios oferecem possibilidades para projetos especiais, eventos, podcasts e iniciativas comerciais”, projeta Mota.

Lucas Amorim reforça que novos desdobramentos devem ocorrer gradualmente, com foco na qualidade do conteúdo oferecido aos leitores.

“O intercâmbio de newsletters é um primeiro passo. A ideia é começar aproximando as audiências e identificando os temas em que existe maior complementaridade entre as duas marcas. A partir daí, naturally podem surgir outras possibilidades, como conteúdos especiais, projetos editoriais, eventos e podcasts. Queremos que essa evolução aconteça de forma orgânica, sempre preservando a independência editorial e entregando valor para as nossas audiências”, conclui Amorim.

Ministro da Fazenda culpa juros altos e mudanças de hábito pela crise do varejo

Dario Durigan citou ainda a perda de receita financeira com o cartão das próprias empresas, que competem agora com as fintechs

Agência o Globo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a crise em algumas empresas do varejo é causada por três fatores. Ele citou os juros elevados, a mudança de hábito dos consumidores, que têm preferido comprar pela internet, e a perda de receita financeira com o cartão das próprias empresas. Segundo ele, empresas aumentaram a dependência das vendas físicas.

As pessoas passaram a consumir muito mais pela via digital do que indo nas lojas desses varejistas. Isso mostra que tem uma dinâmica dentro do setor que existe, afetada pela taxa de juros, o que prejudica algumas empresas. Um terceiro elemento é o cartão que essas empresas ofereciam aos seus clientes e eles podiam usar para comprar um determinado sofá, por exemplo.

“A varejista ganhava a receita na venda do sofá e tinha uma receita financeira, porque ela também ganhava com alguns juros que cobrava nesse crediário, nesse cartão”, disse o ministro em entrevista ao Jormal da Record.

Ele mencionou a concorrência entre operadores desses cartões com as fintechs:

“Os cartões hoje que são utilizados para essas compras não são mais os cartões dessas lojas. Então elas tiveram uma redução muito drástica dessa receita financeira, passando a depender muito fortemente da venda física.”

Vem ocorrendo no país uma série de pedidos de recuperação judicial, como das redes Casas Bahia e Marabraz, o que vai gerar milhares de demissões.

O ministro comemorou a aprovação de dois projetos pelo Senado na quarta-feira, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e o programa do Redata, Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter.

“Isso é muito positivo porque projeta a oportunidade de futuro para o brasileiro. O Redata é basicamente um programa de estímulo aos data centers sustentáveis no Brasil. Quando a gente fala de mineral crítico, eles são alguns minerais que não são comuns. Nós não estamos falando do minério de ferro, do cobre; nós estamos falando de terras- raras, nós estamos falando de outras coisas que, no mundo de hoje, são usados para você fazer celular, bateria elétrica, imã, chip. Em toda essa discussão de inteligência artificial, você consome mineral crítico”, destacou Durigan.

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