Você vai ler na coluna hoje: Gabriel Disconzi Barboza é o novo gerente de marketing da Poker Esportes, PJ ultrapassa CLT e vira modelo de contratação mais usado na área da comunicação, Tema da próxima FRICÇÃO: Porque algumas marcas criam fãs e outras só clientes?, IA nas empresas: o que realmente gera ROI, segundo estudo da Prosus, Litoral Norte tem 3 cidades entre as maiores arrecadações de IPTU por habitante do Brasil, Midialand expande atuação para rodovias do Paraná, Sinapro-RS lança campanha para fortalecer o primeiro Buscador de Agências do Rio Grande do Sul, A geração Z não tem condições de pagar o aluguel, mas muito em breve 38% dos jovens serão a geração mais rica da história, Na crise, parar de anunciar pode ser o primeiro passo para afundar, Retração da indústria brasileira se aprofunda em agosto, mostra PMI.
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Gabriel Disconzi Barboza é o novo gerente de marketing da Poker Esportes
A Poker Esportes, marca esportiva reconhecida internacionalmente por seus produtos, tem um novo nome à frente da área de marketing. Gabriel Disconzi Barboza assume como novo gerente de marketing da empresa.
Com uma trajetória profissional marcada por experiências em diferentes áreas e um currículo de destaque, Gabriel chega à Poker Esportes com o desafio de contribuir para o fortalecimento da marca, ampliar sua presença no mercado e acompanhar os movimentos de um segmento cada vez mais competitivo.
A chegada do novo gerente reforça a estratégia da Poker de seguir investindo em comunicação, posicionamento e relacionamento com seus públicos, mantendo a marca conectada às transformações do mercado esportivo.
Reconhecida por sua atuação no setor e pela presença de seus produtos em diferentes mercados, a Poker Esportes passa a contar com a experiência de Gabriel Disconzi Barboza para dar continuidade ao trabalho de valorização da marca.
PJ ultrapassa CLT e vira modelo de contratação mais usado na área da comunicação
Levantamento feito pelo site trampos.co revela que a pejotização saltou de 49% para 60% em cinco anos em agências
Por Publicitários Criativos
O mercado de comunicação vive uma virada silenciosa na forma como contrata talento. O que antes era exceção em processos seletivos virou regra, e a mudança se espalhou por praticamente todas as funções da área, do planejamento à criação.
O estudo “O Retrato da Pejotização no Mercado de Comunicação”, realizado pela trampos, analisou 36.597 vagas publicadas entre 2021 e 2025 e identificou o PJ saltando de 49% para 60% do total. O crescimento acompanha diretamente a senioridade da posição: nas vagas júnior o modelo ainda é minoria, mas cresce até virar maioria absoluta entre os sêniores, que costumam negociar mais flexibilidade em troca do formato.
Planejamento e social media já giram perto de 80% PJ, enquanto administrativo e tecnologia seguem bem mais equilibrados entre os dois regimes.
Porque algumas marcas criam fãs e outras só clientes?
Essa é a provocação do próximo FRICÇÃO, da Escala, com Márcio Callage- CMO da Vulcabras – em uma conversa com mediação de Renata Schenkel – Sócia & Co-CEO da Escala – sobre marca, comunidade e pertencimento — e o que o varejo pode aprender com o marketing esportivo.
Data: 09/09 | Das 9h às 10h30
Local: WeWork Carlos Gomes | 7º andar – Porto Alegre/RS
Evento gratuito | Vagas limitadas
👉 Inscreva-se aqui pelo Sympla.
IA nas empresas: o que realmente gera ROI, segundo estudo da Prosus
Estudo PROSUS faz pergunta simples para medir ROI real da IA: o que aconteceria se deletássemos esse agente hoje à noite?
Por Pyr Marcondes
Parece lógico.
PROSUS é acionista do … iFood, Decolar, OKX, Sympla, Creditas, Tencent, Just Eat e PayU, entre dezenas de outras.
Relatório:The Coming Age of AI Colleagues
Realização: Prosus
Base: mais de 60.000 agentes de IA criados por mais de 40.000 funcionários em empresas do portfólio Prosus, via plataforma interna Toqan.
Data: maio de 2026.
10 achados/dicas principais
1. Agentes de IA seguem uma “power law”. Cerca de 2% dos agentes ativos geram impacto desproporcional. A dica: não tente otimizar tudo; encontre os poucos agentes que realmente mexem receita, custo ou produtividade.
2. As empresas acabam criando os mesmos casos de uso. A Prosus identificou 20 usos recorrentes: churn, vendas, triagem de mensagens, previsão de demanda, assistente de cliente, análise de fraude, contratos, relatórios internos, marketing e onboarding.
3. Data analytics e inteligência de mercado lideram. São 18% dos agentes ativos, seguidos por operações, com 15%, e assistentes pessoais, com 14%. Onde há muito dado e decisão repetitiva, a IA entra primeiro.
4. Agentes têm “senioridade”. Há agentes tipo estagiário, júnior, pleno e sênior. Os mais complexos atraem mais usuários, mas os simples sustentam o uso diário. Ou seja: a empresa precisa dos dois.
5. ROI deve vir de baixo para cima. Prosus recomenda estimar valor com as áreas de negócio, não só com engenharia ou estratégia. Métricas centrais: horas economizadas, receita incremental e redução de custo fixo.
6. O melhor teste de ROI é brutalmente simples: “o que aconteceria se deletássemos esse agente hoje à noite?” A resposta força o gestor a traduzir valor em impacto real.
7. A maioria economiza pouco, mas importa. 82% dos agentes de produtividade economizam menos de 20 horas/mês. 17% chegam até o equivalente a 1 FTE. Menos de 1% faz trabalho de milhares de horas.
8. Modelo de IA não é tudo. Depois de certo ponto, muitos modelos ficam “bons o suficiente”. O impacto maior passa a ser custo, estabilidade e escolha correta do modelo para cada tarefa.
9. Custo de IA é difícil de prever. A solução da Prosus foi criar dois níveis: uso livre até certo limite e “Production Tier” aprovado e pago pela área de negócio. Isso evita desperdício sem matar experimentação.
10. Adoção é mudança organizacional, não instalação de software. Funciona quando há CEO patrocinando, OKR de IA, integrações com sistemas internos, embaixadores por área, treinamento de prompt, hackathons, vídeos, agente de co-criação e marketplace interno dos melhores agentes.
Litoral Norte tem 3 cidades entre as maiores arrecadações de IPTU por habitante do Brasil
Xangri-Lá aparece em 1º lugar no ranking, enquanto Arroio do Sal e Capão da Canoa também estão entre os dez municípios com maior arrecadação de IPTU em relação à população.
Por Litoral Mania – Confira reportagem completa aqui
Xangri-Lá aparece em 1º lugar no ranking, enquanto Arroio do Sal e Capão da Canoa também estão entre os dez municípios com maior arrecadação de IPTU em relação à população em 2025.
Um levantamento exclusivo do Litoralmania revela a força do Litoral Norte gaúcho na arrecadação de IPTU por habitante. Dos 23 municípios da região, nove aparecem entre os 100 maiores resultados encontrados no Brasil, considerando a receita de IPTU realizada em 2025 dividida pela população estimada pelo IBGE.
O destaque absoluto é Xangri-Lá. O município aparece na 1ª posição nacional, com R$ 5.713,15 de IPTU arrecadado por habitante.
O resultado também coloca Arroio do Sal em 4º lugar e Capão da Canoa em 8º no ranking nacional. Com isso, três municípios do Litoral Norte estão entre os dez maiores resultados do país.
O Litoral Norte no topo do ranking brasileiro
O levantamento mostra uma concentração de municípios da região nas primeiras posições.
Posição no Brasil Município IPTU por habitante
1º Xangri-Lá R$ 5.713,15
4º Arroio do Sal R$ 3.102,45
8º Capão da Canoa R$ 2.075,72
18º Imbé R$ 1.664,21
30º Torres R$ 1.449,82
48º Balneário Pinhal R$ 993,66
52º Cidreira R$ 930,81
74º Osório R$ 789,73
94º Tramandaí R$ 731,68
Três cidades do Litoral Norte estão no Top 10 do Brasil
O dado mais expressivo do levantamento está nas primeiras posições. Xangri-Lá, Arroio do Sal e Capão da Canoa aparecem entre os dez maiores valores de IPTU por habitante encontrados na base nacional analisada.
Xangri-Lá ocupa a primeira posição, com aproximadamente R$ 96,8 milhões em IPTU realizado em 2025. Com população estimada em 16.949 habitantes, o indicador chega a R$ 5.713,15 por morador.
Arroio do Sal aparece na quarta colocação, com cerca de R$ 35,4 milhões arrecadados e indicador de R$ 3.102,45 por habitante.
Capão da Canoa, por sua vez, arrecadou aproximadamente R$ 137,5 milhões em IPTU e alcançou R$ 2.075,72 por habitante.
O resultado também chama atenção dentro do Rio Grande do Sul
A concentração fica ainda mais evidente quando o recorte é feito apenas entre os municípios gaúchos.
Xangri-Lá ocupa o 1º lugar do Rio Grande do Sul, Arroio do Sal aparece em 2º e Capão da Canoa em 3º.
O Litoral Norte domina as primeiras posições: oito dos dez primeiros municípios gaúchos do ranking estão na região.
O indicador utilizado pelo Litoralmania não representa quanto cada morador pagou de IPTU.
Trata-se de uma relação entre a arrecadação municipal e a população residente: o valor bruto de IPTU realizado pelo município em 2025 é dividido pela estimativa populacional do IBGE para o mesmo ano.
Por isso, municípios com grande quantidade de imóveis em relação à população residente podem apresentar um resultado per capita elevado.
No caso do Litoral Norte, essa característica merece uma investigação mais aprofundada, especialmente diante do peso do turismo, das residências de veraneio e do mercado imobiliário na economia de diversos municípios.
Como o levantamento foi feito
O Litoralmania cruzou os dados financeiros municipais do Siconfi/FINBRA, do Tesouro Nacional, com a estimativa populacional municipal de 2025 do IBGE.
Na base financeira, foi considerada a Receita Bruta Realizada da conta de IPTU. O indicador foi calculado pela divisão da arrecadação de IPTU pela população municipal.
O Tesouro Nacional informa que o Siconfi/FINBRA fornece os dados dos entes que enviaram suas contas anuais ao sistema. O IBGE, por sua vez, disponibiliza as estimativas municipais de população com referência em 1º de julho de 2025.
Para o cruzamento nacional, os municípios foram relacionados pelo código oficial do IBGE, evitando problemas causados por diferenças na grafia dos nomes.
Midialand expande atuação para rodovias do Paraná
Empresa de mídia conquista cinco concessões rodoviárias, instalando 800 faces publicitárias no estado
Por Thaís Monteiro (Meio & Mensagem)
A empresa de mídia out-of-home Midialand iniciou a veiculação de anúncios em rodovias do estado do Paraná. A empresa conquistou cinco concessões para exploração publicitária dos seis lotes rodoviários do Estado. Os lotes somam 2,8 mil km de estrada, cerca de 85% do total de concessões de rodovias do Paraná.

Midialand já veicula campanhas público nas rodovias do Paraná (Crédito: Divulgação)
As concessões são da EPR Litoral Pioneiro, EPR Iguaçu, EPR Paraná, Via Araucária e Via Campo. Os contratos com EPR duram 30 anos, enquanto os com Via Araucária e Via Campo estão previstos para durar 20 anos. Desde 1998, a mídia dos trechos era operada pela Ampla Mídia Exterior, que está retirando os ativos instalados até então. A concessão anterior teve fim em 2022.
Midialand detalha formatos e uso das novas faces
A empresa trabalha na instalação de 800 faces publicitárias nos trechos. Os formatos incluem painéis digitais e estáticos, espaços publicitários em praças de pedágio, com até 80 metros de comprimento, projetos especiais em passarelas e túneis e outros formatos de mídia. As faces poderão ser utilizadas pelas concessionárias das rodovias para comunicar alertas diversos, como campanhas educativas, condições de tráfego, obras e intervenções e demais recados.
A Midialand já realizou a instalação de painéis digitais na BR-277, entre Curitiba e Campo Largo, espaço operado pela Via Araucária, e nas cancelas da praça de pedágio de São José dos Pinhais e São Luiz do Purunã, na BR-277. As praças de pedágio já recebem campanhas da Prefeitura de Curitiba, 99Food, Ram, Chevrolet, Peugeot, Citroën, BYD, Guaraná e The Walt Disney Company.
Estratégia de expansão e investimentos da Midialand
Até então, a Midialand atuava apenas em Curitiba e Porto Alegre em ruas (grandes formatos e painéis estáticos e digitais) e com exclusividade no transporte público. Com a conquista das concessões, a empresa passa a dialogar com diversos territórios do estado, como o litoral, cidades portuárias, como Paranaguá, e turísticas, como Foz do Iguaçu, e divisas com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, e com o Paraguai, e demais polos importantes, como Maringá. Assim, a empresa se torna ponto de contato estratégico entre o Centro-Oeste e Sul.
Em 2025, a Midialand destinou R$ 13 milhões para a implementação. Para os próximos três anos, a empresa estima investimento de R$ 40 milhões. As peças em rodovia já representam 40% da receita da empresa. O restante está dividido entre painéis de rua (também 40%) e peças em ônibus e terminais de ônibus (20%).
“Na maioria dos outros produtos na cidade, você tem concorrentes que atuam mais ou menos da mesma forma. Como essa é uma concessão, nós temos exclusividade, já nos destacamos. Isso fecha também bastante o nosso mix de produtos, porque hoje nós trabalhamos com mídia também exclusiva de ônibus e nos terminais de Curitiba. Essa conquista nos coloca em outro patamar com relação a crescimento, credibilidade e atuação”, diz Marcela Mattos, diretora comercial da Midialand.
Sinapro-RS lança campanha para fortalecer o primeiro Buscador de Agências do Rio Grande do Sul
Ação publicitária mostra os benefícios do uso da ferramenta que é pioneira e única no Estado no setor da indústria criativa, conectando empresas às melhores agências gaúchas
“As melhores agências do Rio Grande do Sul a um clique de distância.” Com esse conceito, o Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS) coloca na rua uma campanha para fortalecer, multiplicar o uso e evidenciar os benefícios do Buscador de Agências do RS. Pioneira e única no Estado na cadeia da indústria criativa, a ferramenta tem se mostrado um completo e qualificado canal para os interessados pesquisarem e encontrarem agências de acordo com as suas demandas e perfis de interesse.
A busca utiliza-se das expertises de cada empresa cadastrada. A plataforma oferece filtros como porte da agência/número de pessoas na equipe, segmentos atendidos e serviços prestados, trazendo uma breve descrição e direcionando os interessados para o site, Instagram e Linkedin das agências cadastradas. O Buscador conecta marcas e empresas às melhores agências de propaganda do Estado, oferecendo uma busca ágil e sob medida para empreendedores, profissionais de marketing e gestores de marca encontrarem a parceria estratégica ideal para cada negócio.
As peças da campanha lançada pelo Sinapro-RS ajudam na compreensão da mensagem ao evidenciar a funcionalidade e relevância da ferramenta para o mercado e vão direto ao ponto, mostrando um smartphone com o conceito “As melhores agências do RS a um clique de distância”. Para o público geral foram criados spot de rádio, anúncio, mídia OOH e redes sociais; e a comunicação direta com as agências ganhou reforço de e-mail marketing e card para Whatsapp.
“Até hoje, o Buscador do Sinapro é a única ferramenta de pesquisa de agências no mercado gaúcho. Ele é utilizado por veículos, estudantes, fornecedores e empresas, pois já recebemos o retorno de várias agências que foram contatadas por causa do Buscador”, destaca Karine Morais, gestora executiva do Sinapro-RS. Ela reforça que a plataforma é mais um benefício que a entidade coloca à disposição das associadas, oferecendo um canal adequado e qualificado para clientes e o mercado buscarem agências com boas referências e de acordo com o seu perfil e demandas. “É um espaço para conectar quem quer fazer acontecer com quem sabe como”, complementa a gestora.
Agências que ainda não são associadas podem entrar no Buscador fazendo a sua associação ao Sinapro-RS. A ferramenta é encontrada no link.
A geração Z não tem condições de pagar o aluguel, mas muito em breve 38% dos jovens serão a geração mais rica da história
Por Fabrício Mainenti
Não só há alguma esperança para a Geração Z, como, apesar de estudos mostrarem que eles maltratam seus chefes, são forçados a rejeitar empregos, se tornaram um grupo superqualificado e 95% dos jovens se esquivam do trabalho, os dados mais recentes sugerem que eles se tornarão a maior e mais rica geração da história. E isso acontecerá muito mais cedo do que imaginamos.
O estudo, conduzido pelo Bank of America, o segundo maior e mais influente banco do mundo, analisou o que o futuro reserva para a Geração Z, que hoje não consegue comprar uma casa, pagar aluguel ou se manter com o custo de vida atual. E, felizmente para todos esses jovens, a mudança está próxima.
A Geração Z será a mais rica da história
Enquanto outras gerações parecem estar crescendo a passos largos, com muitos Baby Boomers colocando suas casas à venda por preços astronômicos, apesar de, em comparação, parecerem tê-las comprado a preço de banana, as dúvidas sobre a viabilidade futura da Geração Z têm estado no centro do debate. Segundo o Bank of America, eles não precisarão esperar muito mais para começar a ver a luz no fim do túnel.
Dados coletados pela instituição financeira revelam que, embora atualmente precisem de 146% do salário mínimo para sobreviver, nos últimos dois anos a Geração Z global conseguiu acumular US$ 9 trilhões (cerca de R$ 46,4 trilhões), de acordo com nossa escala numérica (não confundir com o bilhão anglo-saxão).
No entanto, em apenas cinco anos, até 2030, esse valor terá saltado para US$ 36 trilhões (cerca de R$ 185,8 trilhões). Em 2040, os números do Bank of America chegam a US$ 74 trilhões (cerca de R$ 381,9 trilhões).
Em meio a essa mesma tendência de crescimento, até 2035, a Geração Z terá se tornado a maior e mais rica geração que nossa civilização já viu, representando expressivos 30% da população mundial na próxima década. A chave para entender essa mudança, apesar da atual situação socioeconômica dos jovens aparentemente apontar na direção oposta, reside no que tem sido chamado de Great Wealth Transfer.
Este termo, que poderia ser traduzido como a Grande Transferência de Riqueza, está ligado ao fato de que o crescimento da Geração Z atingiu 8% em fevereiro passado e a expectativa é de que continue nesse ritmo ano após ano. A entrada dos jovens no mercado de trabalho sem dúvida contribuiu para isso, mas o grande salto ocorrerá nos próximos 10 anos graças a esse fenômeno.
De onde virá esse dinheiro para a Geração Z?
A chave para essa Grande Transferência de Riqueza reside nos US$ 84 trilhões (cerca de R$ 433,5 trilhões) que, até 2045, fluirão das gerações mais velhas para as mais jovens na forma de heranças, chegando aos bolsos dos Millennials e da Geração Z, que aguardam ansiosamente por essa bonança. Embora a grande maioria desse dinheiro vá para a Geração X e os Millennials, 38% da Geração Z também receberá sua parte.
O fato de instituições financeiras como o Bank of America anteciparem esse momento como uma revolução se deve principalmente à forma como a situação atual da Geração Z criou o ambiente perfeito para que os jovens se tornem um motor econômico muito mais significativo do que as gerações anteriores. Analisando seus hábitos, é fácil entender por que estão tão entusiasmados.
Diante da impossibilidade de lutar contra o atual cenário econômico, a Geração Z se acostumou com os preços exorbitantes de imóveis, tanto para compra quanto para aluguel. Enquanto lidam com essa situação, acostumaram-se a se entregar a pequenos luxos e indulgências, onde poupar é impensável, formar uma família não é uma opção e os poucos prazeres que podem se dar ao luxo se dividem entre férias, compras online e mimos pessoais.
Essa é uma geração que sonha em gastar dinheiro que ainda não tem e, quando esse dinheiro finalmente chegar aos seus bolsos, quando estiverem no comando da maior força econômica, segundo um estudo do Bank of America, espera-se que sejam “uma das gerações mais disruptivas para as economias, os mercados e os sistemas sociais”. Por essa razão, especialistas acreditam que a Geração Z irá redefinir o que significa ser um consumidor.
Na crise, parar de anunciar pode ser o primeiro passo para afundar
Por Luiz Lara
Desde segunda-feira, me pego pensando sobre os recentes pedidos de recuperações judiciais dessas duas grandes varejistas do mercado que estimularam, por anos, o giro de muita coisa no nosso país.
Eu sei que é triste, porque ninguém quer ver o seu negócio morrer – ainda mais eu, que vivi o auge dos anos 80 e 90, e passei por muitas crises que nem os recém-empreendedores sonharam passar um dia.
Confesso que, naquela época, me deu um medo danado de abrir uma agência em um cenário recente de governo democrático, em que nenhum de nós sabíamos o que ia acontecer direito. Mas, uma coisa todos nós empreendedores tivemos em comum: coragem e ousadia.
Mesmo com as adversidades, não abaixamos a cabeça para nenhuma mudança de moeda, nenhum novo plano econômico, nenhuma nova ameaça estrangeira, e nenhum novo confisco de poupança.
Mas me parece que, agora, esse cenário está mais desafiador, pois a cadeia globalizada envolve muitas frentes que, antigamente, num cenário de economia fechada, você não enfrentava – ou seja, menos pressão, menos credores, menos preocupação…
Vários clientes meus já passaram por situações ou muito parecidas ou idênticas, e uma coisa eu sempre recomendei (nem que fôssemos pago com atraso): não parem de investir.
Vai parecer que estou puxando sardinha para o meu saco, mas a verdade é que, no meio de uma crise, parar a comunicação, parar a indústria que movimenta as outras indústrias, é a pior decisão a se tomar.
O cliente sabe que você não está bem das pernas, mas não pode sentir que isso vai afetar o pós-vendas, a distribuição, o estoque e até mesmo o contato com ele.
Imagine quem comprou numa determinada varejista de eletrodomésticos, que acabou de encerrar centenas de lojas, tendo dúvidas se vai receber o fogão que acabara de adquirir. É uma situação horripilante para qualquer um de nós.
Logo, se há uma recomendação minha diante dessa situação, é não parar de anunciar para vender, pois assim que você estimula o consumidor, estimula junto o mercado, a operação, a indústria, e aí fica menos trabalhoso e doloroso passar por uma situação complicada – porque, pelo menos, você vai estar faturando.
Além de lamentar profundamente pela situação, reforço a mensagem para todos vocês: não parem de fazer awareness. Não parem de investir em publicidade. Garantem que seus produtos estejam à disposição dos consumidores, para tentar diminuir o rombo e ganhar um pouco de margem.
Não tem problema nenhum pedir o bote de resgate. O que só não pode deixar é o barco afundar.
Retração da indústria brasileira se aprofunda em agosto, mostra PMI
O PMI da indústria, compilado pela S&P Global, caiu em agosto para 46,3, de 47,5 em julho, indicando a segunda deterioração mensal consecutiva
Por Reuters
A retração da atividade no setor industrial do Brasil se intensificou em agosto, com a produção e os novos negócios registrando as maiores quedas desde abril de 2023, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta terça-feira.
O PMI da indústria, compilado pela S&P Global, caiu em agosto para 46,3, de 47,5 em julho, indicando a segunda deterioração mensal consecutiva e a contração mais acentuada em 40 meses. A marca de 50 separa crescimento de retração.
“Os próximos meses parecem desafiadores, com os fabricantes enfrentando incertezas relacionadas às eleições presidenciais, condições frágeis de demanda e tensões geopolíticas globais contínuas”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.
Os dados da pesquisa apontaram para um enfraquecimento generalizado da demanda, com as empresas relatando vendas mais baixas, concorrência acirrada, relutância dos clientes em se comprometer com novos projetos e desafios contínuos nos setores agrícola e automotivo.
A produção caiu pelo quarto mês consecutivo, com os participantes da pesquisa citando redução no volume de pedidos, retração da demanda, pressões sobre os custos e incerteza geopolítica.
O volume de novos negócios diminuiu pelo 17º mês consecutivo, com a taxa de contração acelerando em relação a julho. Segundo a pesquisa, ficaram evidentes reduções entre os produtores de bens de consumo, bens intermediários e bens de investimento.
Os novos pedidos para exportação industrial diminuíram pelo quarto mês seguido e no ritmo mais intenso em pouco mais de três anos e meio. Os participantes da pesquisa observaram queda nas vendas para a Argentina e os Estados Unidos, em particular.
A demanda mais fraca afetou o número de funcionários e a capacidade produtiva na indústria. O emprego caiu pelo segundo mês consecutivo e na maior proporção desde outubro de 2025, com as empresas citando medidas de controle de custos, demanda moderada, condições de mercado difíceis e, em alguns casos, escassez de candidatos adequados.
A inflação dos custos de insumos e dos preços de venda continuou desacelerando pelo quarto mês seguido em agosto, recuando dos recentes picos registrados em abril e atingindo os níveis mais baixos desde fevereiro. As empresas que aumentaram seus preços citaram o repasse dos custos mais elevados aos clientes.
Os fabricantes brasileiros permaneceram otimistas em relação às perspectivas para o próximo ano, embora a confiança tenha diminuído em relação a julho. Quase 61% das empresas esperam que a produção aumente nos próximos 12 meses, enquanto apenas 3% preveem queda. A confiança foi sustentada por expectativas de condições econômicas melhores após as eleições presidenciais, investimentos em tecnologia, ganhos de produtividade, lançamentos de novos produtos e parcerias comerciais.













