Inadimplência é 40% maior entre clientes que apostaram em bets, aponta Sicredi – 22.09.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Inadimplência é 40% maior entre clientes que apostaram em bets, aponta Sicredi, A propaganda da Converse que foi retirada por ser ‘profundamente perturbadora’ e acusada de racista, Quem são as bets que patrocinam o futebol brasileiro?, Velocidade da Geração Z no consumo do vale-alimentação chama atenção em pesquisa, Teleton começa a jornada de 2026 com 30 marcas, Crédito caro, endividamento e inflação travam consumo em SP, apesar do emprego, Record une conteúdo, experiência e marcas em projetos na Expointer e no Acampamento Farroupilha, Smart TVs mudam a relação entre tecnologia, conteúdo e publicidade, MACUCO MEDIA é manchete de capa do Meio & Mensagem desta semana.

 

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Inadimplência é 40% maior entre clientes que apostaram em bets, aponta Sicredi

Levantamento analisou 1,3 milhão de associados com operações de crédito ativas
Por ICL Notícias

A inadimplência entre associados do Sicredi que fizeram apostas online em 2025 é 40% maior do que entre clientes que não utilizaram as bets no mesmo período, segundo levantamento realizado pela instituição financeira.

A pesquisa analisou 1,3 milhão de associados com operações de crédito vigentes em julho de 2026 e cruzou essas informações com os registros de apostas realizadas entre janeiro e dezembro do ano passado.

Os resultados também apontaram uma relação entre a intensidade das apostas e o atraso no pagamento de dívidas. Entre os apostadores, a inadimplência aumenta conforme crescem a frequência e os valores destinados aos jogos.

Levantamento ainda é preliminar

Os resultados mostram uma associação entre apostas e dificuldades financeiras, mas não permitem concluir, isoladamente, que as bets sejam responsáveis pelo aumento da inadimplência.

A análise ainda está sendo aprofundada e não apresenta recortes por renda, localização, atividade econômica ou perfil dos apostadores. Também não detalha a quantidade de apostas realizadas por cada grupo nem a participação dos clientes em linhas específicas de financiamento.

O resultado encontrado pelo Sicredi é superior ao identificado em outro estudo, realizado pelo Insper em parceria com a Stone. Nesse levantamento, a proporção de pessoas com pagamentos atrasados foi, em média, 20% maior entre apostadores.

Os dados do Sicredi foram apresentados ao Banco Central, que acompanha os possíveis efeitos das apostas online sobre o endividamento das famílias brasileiras.

Banco Central acompanha impacto das bets

A autoridade monetária também avalia a relação entre apostas e operações vinculadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), linha de crédito destinada a pequenos produtores rurais.

O tema já vinha sendo abordado publicamente pelo Banco Central. Em evento do setor financeiro realizado em setembro, o diretor de Fiscalização da instituição, Aílton de Aquino, afirmou que as bets têm participação relevante no endividamento das famílias e disse que o BC acompanha o assunto.

A expansão das apostas online também ocorre em um momento de elevado comprometimento da renda das famílias com dívidas, aumentando a preocupação sobre a capacidade de pagamento de consumidores que destinam parte de seus recursos aos jogos.

Governo discute novas restrições

O impacto das bets sobre a renda e o endividamento também entrou no debate sobre novas regras para o setor.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender publicamente na sexta-feira (18) restrições mais duras às plataformas. O presidente já afirmou que, por sua vontade pessoal, encerraria as operações das bets no país, embora o governo ainda não tenha anunciado uma medida nesse sentido.

Entre as possibilidades discutidas estão novas limitações à publicidade e ao patrocínio de casas de apostas. Empresas do setor argumentam que restrições às plataformas regulamentadas podem favorecer sites clandestinos, que operam fora das exigências estabelecidas pela legislação brasileira.

O Ministério da Fazenda afirma que ainda não há uma decisão sobre novas medidas.

O Sicredi reúne mais de 90 cooperativas de crédito e 10,5 milhões de associados em todos os estados. Em julho, a instituição administrava R$ 502 bilhões em ativos e mantinha uma carteira de crédito de R$ 297 bilhões.

A propaganda da Converse que foi retirada por ser ‘profundamente perturbadora’ e acusada de racista

Por Amy Walker (BBC)

A marca americana de calçados Converse, famosa pelos tênis All Star, retirou do ar um anúncio que, segundo usuários das redes sociais, evocava imagens da Ku Klux Klan. Ao anunciar a retirada, a empresa reconheceu: “erramos”.

A foto, publicada na conta do Instagram da empresa, recebeu críticas online depois que alguns comentários descreveram a iluminação da imagem como semelhante a um capuz branco pontiagudo — semelhante ao do grupo supremacista branco Ku Klux Klan.

Um par de sapatos, pendurado na imagem, também foi comparado à imagem de uma vítima de linchamento por usuários das redes sociais.

Em um pedido de desculpas, divulgado inicialmente na sexta-feira, a Converse afirmou que a foto foi removida de seus canais de mídia social e que está trabalhando para removê-la de outras plataformas. “Isso não deveria ter acontecido e faremos melhor”, declarou a empresa.

O comunicado também dizia: “Pedimos desculpas. Entendemos por que essa imagem é profundamente perturbadora e reconhecemos que erramos”.

A foto fazia parte de uma campanha promocional do tênis Chuck 70 X, lançado internacionalmente em 27 de agosto.

A campanha conta com a participação da cantora sul-coreana Karina, do grupo de K-pop Aespa, que aparece em uma série de anúncios dos calçados.

Fundada em Massachusetts no início dos anos 1900, a popularidade da Converse disparou desde que seu tênis Chuck Taylor foi apresentado pela primeira vez nas quadras de basquete dos EUA em 1917.

Quem são as bets que patrocinam o futebol brasileiro?

Patrocínios milionários fazem das casas de apostas a principal fonte de receita dos clubes do futebol brasileiro

Por Larissa Santiago (Meio & Mensagem)

O comunicado em conjunto dos clubes de futebol brasileiro a respeito da possível Medida Provisória (MP) que restringiria a atuação das bets sinaliza a importância financeira que as empresas do segmento adquiriram no cenário esportivo nacional.

Levantamento feito pela reportagem de Meio & Mensagem aponta que, dos 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, 13 têm, atualmente uma empresa de apostas esportivas como seu patrocinador máster, ocupando a área principal dos uniformes e, também, fornecendo os maiores investimentos (veja mais abaixo).

Entre os clubes da Série A do Brasileirão, apenas três contam com empresas de outros segmentos como patrocinadores máster. São elas: FoxLux (Coritiba), Red Bull (Bragantino) e Bebidas Poty (Mirassol).

Já outros quatro clubes estão sem patrocinadores másters no momento. Alguns deles, no entanto, já tiveram acordos pontuais ou até mesmo tiveram alguma bet ocupando o espaço máster de sua camisa no passado.

Veja, abaixo, a lista dos 20 clubes que disputam a Série A, na ordem de colocação atual no campeonato, e sua respectiva patrocinadora máster.

Flamengo – Betano

Palmeiras – Sportingbet

Athletico Paranaense – sem patrocínio

Bahia – sem patrocínio

Fluminense – Superbet

Cruzeiro – Betnacional

Atlético Mineiro – H2Bet

Coritiba – FoxLux

Bragantino – Red Bull

Santos – Novibet

Botafogo – Vbet

São Paulo – Superbet

Vitória – Bet7k

Corinthians – Esportes da Sorte

Mirassol – Bebidas Poty

Grêmio – Sem patrocínio

Vasco – Sportingbet

Internacional – Sem patrocínio

Remo – VaideBet

Chapecoense – ZeroUm

Patrocínios elevam receitas dos clubes

O Flamengo tem o maior contrato de patrocínio máster do futebol brasileiro. Firmado com a Betano em 2025, o acordo prevê R$ 268,5 milhões por temporada e é válido até o fim de 2028.

Em fevereiro deste ano, o Corinthians renovou com a Esportes da Sorte até 2029. O contrato estabelece R$ 150 milhões fixos por temporada, com bônus que podem elevar o valor anual a R$ 200 milhões.

O Palmeiras mantém contrato com a Sportingbet até 2027, com R$ 100 milhões fixos por ano e bônus que podem levar o valor a R$ 170 milhões por temporada.

O São Paulo, por sua vez, renovou com a Superbet até 2030. O acordo pode chegar a R$ 113 milhões por ano, considerando a parcela fixa e os bônus previstos.

O Atlético-MG mantém contrato com a H2bet por três anos, com R$ 60 milhões fixos por temporada. Já o Botafogo tem acordo com a VBet até o fim de 2027, com R$ 55 milhões fixos por ano e possibilidade de chegar a R$ 70 milhões com bônus.

O Fluminense também renovou com a Superbet neste ano, em contrato válido até 2029. São R$ 53 milhões fixos por temporada, com até R$ 33 milhões adicionais em bônus.

Na Região Sul, Grêmio e Internacional estão sem patrocinador máster fixo. O Grêmio encerrou o contrato com a Alfa Bet em dezembro de 2025, enquanto o Internacional rescindiu com a empresa em janeiro de 2026. Os dois clubes seguem em busca de novos acordos para a principal propriedade da camisa.

No Nordeste, o Bahia rescindiu em janeiro o contrato com a Viva Sorte Bet. Em abril, fechou um acordo temporário de três meses com a Esportiva Bet para a posição de máster. E o Vitória mantém contrato com a Bet7K, com R$ 16 milhões fixos por temporada e possibilidade de chegar a cerca de R$ 20 milhões com variáveis.

O Santos fechou, em fevereiro de 2026, contrato de três temporadas com a Novibet para o patrocínio máster. O acordo prevê R$ 35 milhões fixos por ano, com possibilidade de chegar a R$ 85 milhões por temporada considerando as receitas variáveis.

O Cruzeiro passou a estampar a Betnacional como patrocinadora máster em dezembro de 2025, substituindo a Betfair. A mudança não alterou o contrato vigente, que prevê R$ 43 milhões por temporada e é válido até dezembro de 2026.

Já o Vasco anunciou a Sportingbet como nova patrocinadora máster em julho de 2026. O acordo é válido até o fim de 2027, com opção de renovação por mais um ano. Os valores não foram divulgados pelo clube.

O Athletico-PR encerrou a parceria com a Viva Sorte Bet em fevereiro de 2026 e está até o momento sem um patrocinador principal.

A Chapecoense mantém a parceria com a ZeroUm, que passou a estampar a parte frontal da camisa em 2025, e o Remo oficializou a VaideBet como máster em contrato de um ano, com valor fixo de R$ 12 milhões, além de bônus vinculados ao desempenho esportivo.

O Coritiba, por sua vez, encerrou o vínculo com a Reals Bet e, em setembro de 2026, anunciou a Foxlux como nova patrocinadora máster.

Série B

Na Série B, a predominância de casas de apostas entre os patrocinadores também é alta: dos 20 clubes da competição, 11 tem uma bet como patrocinadora máster.

Na segunda divisão do Brasileirão, quatro clubes são patrocinados por empresas de outros segmentos: Vila Nova (Fatal Fans), Operário-PR (Espaço Smart), São Bernardo (Magnum Bank) e Ponte Preta (Mansão Maromba).

Outros cinco clubes estão, atualmente, sem um patrocinador máster em seu uniforme. Veja, abaixo, a lista:

Novorizontino – Pagol.bet

Juventude – Sem patrocinador máster

Vila Nova – Fatal Fans

Fortaleza – Sem patrocinador máster

Criciúma – Bolão de Aposta

Atlético Goianiense – Blaze

CRB – Bolsa de Aposta

Operário-PR – Espaço Smart

Sport – Betnacional

Athletic Club – Betnacional

Cuiabá – Sem patrocinador máster

Goiás – Viva Sorte

São Bernardo – Magnum Bank

Náutico – Esportes da Sorte

Ceará – Esportes da Sorte

Botafogo-SP – Sem patrocinador máster

Avaí – 1pra1.bet.br

Londrina – Sem patrocinador máster

América-MG – Bet.bra

Ponte Preta – Mansão Maromba

Governo prepara MP sobre bets

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste mês que o governo federal deve tomar uma decisão mais drástica em relação ao setor de apostas.

A preocupação do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda envolve o endividamento da população de baixa renda, o impacto das perdas financeiras sobre o consumo de itens básicos e os efeitos das apostas sobre a saúde mental e a dependência.

Em agosto, o Ministério da Fazenda informou que o sistema de bloqueio de apostadores impedidos também alcançava beneficiários de programas de renegociação de dívidas e pessoas que contrataram empréstimo pelo Fies. A restrição já valia para beneficiários do Bolsa Família e do BPC desde 2025.

Agora, o governo prepara uma Medida Provisória (MP) com novas restrições ao setor. O texto ainda está em discussão, mas uma das possibilidades em análise é a proibição dos jogos de cassino on-line, enquanto as apostas esportivas poderiam ser mantidas. Também estão em debate mudanças nas regras de publicidade e outras medidas para limitar a atuação das plataformas.

“Fim do futebol brasileiro”

Em resposta, a Federação Paulista de Futebol (SP), a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (RJ), a Federação Mineira de Futebol (MG), a Federação Amapaense de Futebol (AP), a Federação Bahiana de Futebol (BA), a Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (ES), a Federação Goiana de Futebol (GO), a Federação de Futebol do Estado de Rondônia (RO) e a Federação Catarinense de Futebol (SC) divulgaram um manifesto na quinta-feira, 17, em defesa da manutenção do mercado regulado de apostas.

No comunicado, os clubes afirmaram que mudanças nas regras do setor poderiam afetar as receitas e a capacidade de investimento das equipes. O documento também classifica a publicidade das bets como uma fonte relevante de recursos para o futebol brasileiro.

“Os rumores sobre mudanças abruptas na regulamentação do mercado de apostas têm gerado enorme preocupação em todos os clubes, federações e entidades de administração do esporte. Uma mudança abrupta nas regras reduziria a capacidade de investimento dos clubes e criaria desequilíbrios dentro e fora do País”, diz uma parte da nota. Leia a íntegra aqui.

Velocidade da Geração Z no consumo do vale-alimentação chama atenção em pesquisa

Levantamento da Caju com 1,3 milhão de usuários mostra que a Gen Z consome benefícios corporativos mais rápido que qualquer outra geração e gasta, em média, R$ 57 por refeição

Por André Groh

A Geração Z concentra 30,4% de todo o gasto mensal em benefícios corporativos nos cinco primeiros dias após o recebimento, quase um terço do saldo consumido antes da primeira semana acabar. Os dados são de um levantamento da Caju, empresa de tecnologia para benefícios, despesas corporativas e gestão de benefícios, feito com mais de 1,3 milhão de usuários ativos da plataforma.

Enquanto a Gen Z “queima” o saldo nos primeiros dias, os Baby Boomers distribuem os gastos de forma mais uniforme, concentrando apenas 24,7% no mesmo período e levando, em média, 15,4 dias para consumir os valores recebidos. A Geração Z também tem o maior volume de transações mensais entre todas as faixas etárias, com diferença de até 9,7% em relação à geração menos ativa.

“Um dado também interessante da Geração Z é que os jovens fazem mais transações por mês com um valor unitário menor, sendo o ticket médio dos jovens 13,4% abaixo da média geral. Um padrão de consumo fragmentado, com muitas compras pequenas em vez de poucas compras grandes. Para as empresas, entender os hábitos de consumo e as diferenças geracionais é importante para pensar benefícios que acompanhem a forma como o trabalhador verdadeiramente necessita. Ter esse tipo de levantamento na Caju é o que nos guia para a melhor experiência com nossos mais de 70 mil clientes, como a marca de benefícios mais recomendada do país, segundo a Opinion Box”, destaca Lucas Fernandes, CHRO da Caju.

Entre os colaboradores da Geração Z, o auxílio-alimentação concentra 42,3% das transações, reflexo do maior aporte das empresas nessa categoria. Nas demais modalidades, transporte representa 15,4%, seguido por alimentação (15,3%) e refeição (12,8%). O gasto médio com uma refeição usando cartão de benefício é de R$ 57 entre os jovens de 14 a 29 anos.

Os jovens também preferem o digital, e o cartão virtual já representa 59,2% das transações com benefícios entre 14 e 29 anos, único grupo em que o digital supera o cartão físico. As carteiras digitais respondem por 44,2% das compras, e o volume movimentado por esse canal cresceu 122,5% frente ao ano anterior.

O Brasil tem hoje 32,9 milhões de pessoas entre 14 e 24 anos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Desse total, 13,9 milhões estão ocupadas, 4,3 milhões conciliam estudo e trabalho, 12,8 milhões só estudam, e 6,2 milhões não estudam nem trabalham, chegando a 18,7% da população jovem do país.

Teleton começa a jornada de 2026 com 30 marcas

Campanha solidária da AACD e SBT planeja arrecadar R$ 30 milhões com o programa, que acontece nos dias 6 e 7 de novembro

Por Bárbara Sacchitiello (Meio & Mensagem)

Nesta segunda-feira, 21, a AACD, em parceria com o SBT, dá início à edição de 2026 da campanha Teleton. que, mais uma vez, visa arrecadar recursos para custear os tratamentos e atendimentos prestados pela instituição em várias cidades brasileiras.

Em 2026, a maratona televisiva do Teleton vai ao ar nos dias 6 e 7 de novembro, pelo SBT, reunindo, como de costume, artistas, influenciadores e pacientes reais da AACD, bem como seus familiares, para relatar suas histórias.

Antes do especial na TV, porém, a AACD e o SBT já começam a aquecer a audiência e pedir doações ao Teleton com a campanha que, desta vez, tem como mote a frase “O que te move?”

Para representar a campanha, a AACD escolheu três de seus pacientes para estrelarem a mensagem publicitária de 2026: Camila Vitória Nunes, de 12 anos; Emily Nathieli, de 23 anos, e Jurcelei Tozzarri, de 74 anos.

Como novidades deste ano, o Teleton terá a dinâmica Missão Teleton, que contará com times de influenciadores para cumprir desafios e ajudar a alcançar a meta financeira.

Outro elemento novo deste ano é o Teleton Cast, uma série de podcast comandada pela jornalista Flávia Travassos, cujos episódios serão exibidos nos canais do Youtube do SBT e do Teleton.

A edição de 2026 do Teleton contará, ainda, com seu grupo oficial de padrinhos e madrinhas: Celso Portiolli, Daniel, Eliana e Maísa Silva.

Marcas no Teleton

Além de contar com a colaboração do público, que faz as doações via PIx e também pelo telefone, o Teleton também firma parcerias com marcas dispostas a se engajarem no projeto.

Neste ano, já estão garantidos no Teleton, como parceiros, as marcas Assaí, Bradesco, Cacau Show, Chiquinho Sorvetes, Riachuelo e RD Saúde.

Já como apoiadores, o Teleton terá Atacadão, Beiersdorf, Caedu, Camil, Divino Fogão, Elytron, Fast Food Caipira, iFood, Instituto Fazendo a Diferença, Ital’in House, Klin, Lavateria, Lojas Avenida, Med Mais, N&C Planejados, Óticas Diniz, Parabank, Sodiê Doces, Tokio Marine Seguradora, Uninassau, VTV, We Pink, Zee Rucci e Zurcih.

A expectativa da AACD é fechar outras parcerias até a maratona televisiva deste ano.

Crédito caro, endividamento e inflação travam consumo em SP, apesar do emprego

Pesquisa da Fecomércio-SP aponta que, mesmo com o emprego estável, o endividamento acima de 70%, a alta dos juros e a inflação levam as famílias paulistanas a parcelar até itens essenciais e adiar bens de maior valor

Por Élida Oliveira (Infomoney)

A intenção de consumo das famílias paulistanas registrou em agosto o seu quinto recuo mensal consecutivo. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado mensalmente pela FecomercioSP, caiu 1,2% em relação a julho, atingindo 110,9 pontos. Trata-se do recuo mais intenso do indicador desde o início do ciclo de queda em abril.

Embora o índice permaneça no campo otimista (acima de 100 pontos) e acumule alta de 4,4% ante agosto do ano passado, o cenário de curto prazo revela uma conjuntura doméstica sufocada pelos juros elevados, pelo custo do crédito e pelo endividamento.

Segundo Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP, a diferença entre a desaceleração mensal e a melhora no comparativo interanual reflete a defasagem entre o ciclo de cortes da taxa Selic e o alívio efetivo no crédito.

Carvalho cita também a conjuntura econômica atual, de crédito mais caro, um alto nível de endividamento, e uma inflação que ainda corrói o poder de compra, apesar da recente desaceleração.

Ela pontua que, apesar de a taxa Selic estar recuando, o efeito dessas quedas demora a ser sentido no bolso da população, que ainda lida com restrições severas de renda.

A pressão no orçamento é tão aguda que consumidores de faixas de renda mais baixas estão recorrendo ao parcelamento no cartão de crédito para a compra de itens essenciais, como alimentos em supermercados, aponta Carvalho.

Atualmente, mais de 70% das famílias da cidade de São Paulo possuem algum tipo de dívida.

Confiança piora entre aqueles de menor renda

A pesquisa também mostra como o comportamento econômico muda de acordo com recortes demográficos e de renda.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou queda de 0,6% em agosto, chegando a 120,8 pontos.

Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, a confiança recuou 1,2%, demonstrando uma exposição maior aos custos básicos.

Em contrapartida, as famílias com renda superior a dez salários mínimos apresentaram um avanço de 0,6% no indicador.

A assessora econômica explica que os consumidores de alta renda possuem maior capacidade de planejamento do orçamento e conseguem acessar o mercado de crédito com mais facilidade, sofrendo um impacto menor das oscilações de curto prazo da economia.

No recorte por idade, o pessimismo se mostrou mais forte entre os mais velhos: consumidores com 35 anos ou mais registraram queda de 3% no ICC, enquanto o grupo mais jovem teve alta de 0,8%.

Confiança no mercado de trabalho

Na avaliação de Carvalho, o mercado de trabalho tem funcionado como o principal amortecedor da economia paulistana para evitar um colapso no consumo. No entanto, há sinais de alerta.

O subíndice “Emprego Atual“, que avalia a percepção sobre o trabalho dos consumidores, apresentou um leve recuo mensal de 0,4%, demonstrando pouca confiança de que haverá promoções, por exemplo.

No comparativo com agosto do ano passado, o indicador teve alta de 6,3%, refletindo o mercado de trabalho aquecido. O componente foi o que atingiu maior pontuação do ICF, com 141,3 pontos.

Quando perguntados sobre a “Perspectiva Profissional“, o resultado foi um recuo de 10,5% na comparação anual e de 4,5% comparado ao mês anterior.

Carvalho atribui essa deterioração nas expectativas a uma insegurança crescente do trabalhador, impulsionada pelo fechamento de micro e pequenas empresas e pelo aumento nos pedidos de recuperação judicial.

Perspectivas para o fim do ano e 2027

Com a proximidade do último trimestre, período vitrine para o comércio em virtude da Black Friday e do Natal, o clima é de apreensão. O ano de 2026 tem se revelado desafiador, frustrando as apostas de aquecimento que o varejo havia feito com eventos como a Copa do Mundo, que não gerou a tração esperada de vendas, pontua Carvalho.

Ela destaca que o faturamento real do varejo no estado de São Paulo já opera no vermelho. Para as festas de fim de ano, a FecomercioSP projeta uma melhora residual no humor dos compradores pós-eleições, mas ressalta que as vendas devem ser menores do que as do ano anterior. Segundo a assessora econômica, o paulistano não parou de gastar, mas tornou-se seletivo, comparando preços com rigor e evitando o comprometimento com bens duráveis de alto valor.

O horizonte para 2027 exige ainda mais cautela. A especialista alerta que, mantido o cenário atual sem uma definição clara de políticas econômicas que restaurem o poder de compra das famílias, há riscos de um agravamento da crise. Frente a esta conjuntura restritiva, a recomendação é de ajuste de rotas, tanto das famílias quanto das empresas.

Para as famílias, a orientação central é o enxugamento do uso do cartão de crédito, que possui as maiores taxas de juros do mercado, além de um replanejamento financeiro focado na quitação de dívidas e na organização de longo prazo.

Já para as empresas do varejo, a FecomercioSP indica que a saída não está em conceder descontos genéricos que corrompam as margens de lucro, mas em fazer uma gestão de estoque e caixa, focando promoções em produtos encalhados e renegociando prazos com fornecedores para fugir do fantasma da recuperação judicial.

MACUCO MEDIA é manchete de capa do Meio & Mensagem desta semana

Por Pyr Marcondes

A reportagem é sobre o estudo que fiz, o MACUCO MEDIA LLM INDEX sobre o impacto das IAs nas marcas.

Em alimentos saudáveis, a invisibilidade das marcas para as IAs chega a 61%.

Hoje, cerca de 50% das buscas de consumo já passam pela IA.

Eu projeto que serão 90% até 2028.

Imagina onde pode chegar?

O que muda para o CMO?

Quando a marca não é achada, não é equívoco de mídia, é impacto direto em vendas e market share.

Nunca os CMOs tiveram que segurar diretamente essa peteca.

São R$ 8,1 bilhões por ano em valor de mercado em risco para quem continua investindo só em buscador tradicional.

A boa notícia: é possível construir uma malha de conteúdos algorítmicos com GEO/AEO que respondem certo, na hora certa, para o público certo.

Leva de 9 a 18 meses para virar autoridade nas respostas.

Quem começa agora, chega em 2028 citado.

Quem espera, chega invisível.

Ou seja, nem chega.

Obrigado à Thaís Monteiro e ao Meio & Mensagem pela reportagem.

Sua marca sabe em quantas respostas de IA ela aparece hoje?

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