Você vai ler na coluna hoje: AlmapBBDO apresenta unidade dedicada ao out-of-home, Dia dos Pais: Parrilla Uruguaia de Martín Mesa apresenta prato exclusivo para a data, Bill Gates, fundador da Microsoft: “Quanto mais você aprende, mais amplo se torna o cenário onde você pode encaixar o conhecimento”, WhatsApp Anuncia Novos Recursos para Grupos, Como foi construída a estratégia da Ypê pós-crise?, Entenda o Hikikimori, Fenômeno de Isolamento Social entre Jovens, Psicólogo explica por que a Geração Z abandona o emprego sem pensar duas vezes.
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AlmapBBDO apresenta unidade dedicada ao out-of-home
Vista, liderada por Bia Carmel, busca aprofundar criativamnte projetos em out-of-home
Por Thaís Monteiro (Meio & Mensagem)
Seguindo uma tendência no mercado publicitário, a AlmapBBDO também empreendeu na criação de um hub dedicado totalmente à mídia out-of-home (OOH).
Denominada Vista, a unidade é comandada por Bia Carmel, que assume o cargo de head de OOH da agência. A executiva trabalhava até então na Altermark, agência especializada no meio. Antes disso, passou por Visa Infinite, Qatar Airways, Mondelez, APAS, Novo Nordisk e Stellantis.
A AlmapBBDO começou a planejar a estrutura em setembro de 2025, mas só começou a colocá-la em prática este ano, com a contratação de Bia. Com a unidade, a estrutura busca consolidar a aposta no OOH, evoluir seus projetos na mídia com profundidade estratégica, inteligência de mídia, inovação, criatividade e tecnologia e propor experiências de marca que dialoguem com o contexto e espaço urbano.
A unidade também permitirá que o out-of-home esteja em pauta desde o início do processo criativo visando relevância, impacto cultural e de negócios e conexão entre marcas e consumidores. Esse é, na visão da head de OOH, o diferencial principal de ter uma unidade interna ao invés de terceirizar o trabalho para agências especializadas no meio.
“O maior diferencial é eu ter o todo. Consigo fazer um desenho contínuo, eu não pego um pedaço de algo e transformo em OOH, usando a criatividade, o texto e a arte de uma agência, usando o texto de uma agência. Se você tem a agência full fazendo tudo o que envolve aquele cliente, o cliente ganha e nós também”, propõe.
A visão da Vista para o out-of-home
Conforme Bia, a criação da unidade é uma resposta ao crescimento do OOH no share de mídia. Atualmente, o meio concentra 14% do bolo publicitário, conforme o Cenp-Meios. “É um canal que precisa de um olhar cuidadoso sobre o tema, com uma criação dedicada, diferente por como você adapta para um formato do digital para o físico. OOH não é sobre adaptação, exige sensibilidade, técnica, regras, pontos importantes de limites de palavras, de localização, qualidade de cor. Nós nos deparamos muito com isso, de ensinar ao cliente que a eficiência do OOH depende muito dessa técnica”, diz.
A Vista atenderá exclusivamente aos clientes da agência, que somam 35 atualmente. Conforme a head de OOH, a operação iniciou uma aproximação dos clientes que têm uma demanda maior do meio ou que já mantêm um foco especial na mídia exterior. Eventualmente, o objetivo da operação é atender a todos. O contrato e termos dessas relações não mudarão a partir da criação da Vista. “Nós só verticalizamos para dar a devida importância de especialistas e o tamanho em cifras e entregas que o meio exige”, explica.
A executiva afirma que a unidade não deve terceirizar funções para demais agências especializadas.
A equipe da Vista é composta por colaboradores dedicados exclusivamente à unidade e funcionários que ocupam outras cadeiras na agência e participam dos projetos, como os diretores de mídia. Conforme Bia, a AlmapBBDO já conta com uma estrutura de colaboradores com conhecimento robusto do tema. Atualmente, o time da Vista conta com um gerente de projetos para o out-of-home e redatores exclusivos, além da head. Há vagas abertas para contratações que componham a Vista.
A área responde à Rafaela Alves, chief operation officer da agência, que lidera as áreas de operações, mídia, retail e martech.
Retomada do OOH nas agências full service
Assim como a AlmapBBDO, Galeria, Africa e Crispin anunciaram verticais ou hubs especializados em OOH. Para Bia, o movimento reforça a importância do meio. “Não enxergo de jeito nenhum como concorrência. É agregadora ao meio. Todo mundo cresce junto”, afirma.
Na análise da head, esse é um movimento de retomada das agências full service, que buscam reconquistar as contas de OOH dos clientes diante da valorização do meio. “Durante um tempo, as agências full perderam essa conta, não era um meio tão valorizado e as especializadas encontraram essa brecha. Antes, as especializadas tinham tempo para se dedicar e ir atrás dos veículos pelos País e fazer essa entrega. Agora, com a digitalização e a quantidade de fornecedores e telas no País, não tenho essa necessidade de ter alguém olhando para as telas. Tenho a necessidade de ter alguém com dados, inteligência criativa, o projeto completo para poder entregar e fazer esse desenho”, argumenta.
Dia dos Pais: Parrilla Uruguaia de Martín Mesa apresenta prato exclusivo para a data
Neste Dia dos Pais, o convite é para compartilhar um almoço especial em família com o melhor da gastronomia platina. Além dos cortes e sabores já tradicionais da Parrilla Uruguaia assinada pelo chef Martín Mesa, a data contará com uma receita criada especialmente para a ocasião.
Prato Especial
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Menu: Costelinha suína com batata-doce caramelizada
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Valor: R$ 95
Serviço
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Data: Domingo, 09 de agosto
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Horário: A partir das 12h
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Endereço: Rua Octávio Corrêa, 39 – Cidade Baixa
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Estacionamento: Entrada pela Av. João Pessoa, 827
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Informações e Reservas: (51) 9238-4243
Bill Gates, fundador da Microsoft: “Quanto mais você aprende, mais amplo se torna o cenário onde você pode encaixar o conhecimento”
O hábito curioso do fundador da Microsoft ganhou respaldo científico, mas sua rotina atual revela uma estratégia ainda mais ampla
Por Matheus Sarro (Diário do Litoral)
Durante anos, Bill Gates tem sido uma referência obrigatória quando o assunto é produtividade, aprendizado contínuo e hábitos saudáveis. É comum ver o seu nome em vídeos e publicações sobre como manter a mente ativa após os 40 ou 50 anos. Quase sempre, essas dicas vêm acompanhadas de uma anedota que virou lenda: o hábito do magnata de estudar enquanto caminha em uma esteira. E o que parecia ser apenas uma excentricidade de bilionário acabou encontrando sólido respaldo na ciência.
A história ganhou fama logo após a sua saída do comando da Microsoft. Em reportagens do The New York Times e do programa 60 Minutes, Gates abriu as portas da sua rotina diária e revelou um dos seus costumes mais peculiares.
“Quanto mais você aprende, mais amplo se torna o cenário onde você pode encaixar o conhecimento.” – Bill Gates
O método da esteira: conhecimento em movimento
Todas as manhãs, Gates dedicava cerca de uma hora caminhando na esteira da sua academia particular enquanto assistia a palestras do The Great Courses, uma famosa coleção de aulas magnas sobre disciplinas variadas, como história, matemática, geologia e ciência. A sua filosofia era simples: aproveitar um tempo que, de outra forma, poderia ser monótono, para continuar aprendendo.
O mais interessante é que esse hábito foi comprovado cientificamente anos depois. Em 2014, pesquisadores da Universidade Goethe de Frankfurt, na Alemanha, realizaram um estudo para testar se o exercício moderado durante o aprendizado realmente favorece a memória.
Como funcionou o estudo:
- Participantes: 49 voluntários.
- Desafio: Memorizar uma lista de 40 palavras em polonês.
- Dinâmica: O teste foi feito em duas situações distintas: caminhando em uma esteira e permanecendo sentados em uma cadeira.
- O Resultado: No dia seguinte, todos passaram por uma prova de memorização. Cerca de 63% dos participantes obtiveram resultados significativamente melhores com as palavras que aprenderam enquanto caminhavam.
A pesquisa apontou que a atividade física leve pode favorecer determinados processos cognitivos ligados ao aprendizado e à consolidação da memória.
Pickleball: o verdadeiro foco físico aos 70 anos
Contudo, reduzir o estilo de vida de Bill Gates apenas a essa imagem da esteira seria simplificar demais as coisas. Aos 70 anos, o fundador da Microsoft mantém uma rotina de exercícios muito mais completa. Hoje, o verdadeiro protagonista do seu condicionamento não é a caminhada, mas o pickleball — um esporte que mistura elementos do tênis, do padel e do badminton, e que virou uma autêntica febre entre pessoas com mais de 50 anos nos Estados Unidos.
Gates já reconheceu diversas vezes que pratica esse esporte com frequência porque ele exige muito mais do corpo, trabalhando diretamente:
- A resistência cardiovascular.
- A coordenação motora.
- A força muscular.
Em suma, é o exercício que realmente o ajuda a se manter em excelente forma física.
A lição definitiva sobre produtividade e saúde
A conclusão dessa trajetória é interessante porque desmonta parte do discurso que costuma cercar os “gurus da produtividade”.
Aprender enquanto se faz um exercício leve pode ser uma excelente estratégia para estimular o cérebro e melhorar a retenção de informações, mas isso não substitui uma atividade física completa. Paradoxalmente, o homem que passou a vida inteira buscando otimizar cada minuto do seu tempo descobriu que um dos seus melhores aliados para envelhecer com saúde é um hobby onde, justamente, não há espaço para livros, conferências ou documentários.
WhatsApp Anuncia Novos Recursos para Grupos; Saiba Como Usar
Aplicativo lançou função que permite mencionar todos os membros de um grupo de uma só vez e aprimorou as enquetes
Por Redação Forbes (Forbes Tech)
O WhatsApp soma mais de 3 bilhões de usuários globalmente, sendo 178 milhões apenas no Brasil, o segundo país que mais usa o aplicativo. Segundo Mark Zuckerberg, os brasileiros estão entre as pessoas mais ativas do mundo na plataforma, sendo os que mais enviam figurinhas, mensagens de voz e participam de enquetes.
Foi pensando nisso que o WhatsApp anunciou novos recursos para grupos dentro do aplicativo. As atualizações incluem aprimoramentos nas enquetes para agilizar a tomada de decisões, menções @todos para chamar a atenção dos integrantes e uma maneira mais simples de criar novas conversas a partir de grupos já existentes.
Enquetes: Uma atualização que traz três melhorias. Agora é possível definir um horário de encerramento da votação, ocultar os nomes dos votantes para os demais membros e editar as perguntas da enquete em até 15 minutos.
@todos: Ao usar o recurso @todos, os contato que fazem parte do grupo serão notificados ao mesmo tempo. Isso evita ter que marcar pessoa por pessoa ao precisar mudar planos de última hora, por exemplo. Em grupos com mais de 32 pessoas, a funcionalidade é restrita a administradores. O alerta funcionará mesmo em conversas silenciadas, mas o usuário mantém o controle, podendo desativar as notificações de @todos nas configurações.
Criação de conversas a partir de outros grupos: É possível iniciar instantaneamente um novo chat com membros de um grupo existente. É a opção ideal para coordenar eventos ou discutir assuntos específicos em um bate-papo paralelo, sem sobrecarregar a conversa principal.
No início deste ano, o WhatsApp atualizou os bate-papos em grupo com o lançamento do histórico de mensagens do grupo, etiquetas de membros e lembretes de eventos.
Como foi construída a estratégia da Ypê pós-crise?
Companhia desenvolveu campanha com mensagem de agradecimento e reforça relacionamento com os consumidores
Por Taís Farias (Meio & Mensagem)
Em julho, Ypê estreou a campanha “Obrigada por escolher Ypê todos os dias”. Criado pela DPZ, o filme reforça a confiança do consumidor no relacionamento com a marca.
“Você escolhe a Ypê todos os dias, ano após ano. E é por isso que estamos aqui para te dizer: obrigado”, diz o filme. No mesmo mês, a companhia colocou no ar a 12ª edição da promoção anual Meu Ypê Premiado que inaugura uma mecânica inédita.
Entre 1º de julho e 11 de novembro, os consumidores de produtos Ypê podem cadastrar seu cupom fiscal na plataforma e descobrir instantaneamente se ganharam a um dos 10 carros zero km pagos em dinheiro ou a um dos dois mil vouchers de R$500. Ao final da campanha, todos os participantes também concorrem ao sorteio de um milhão de reais.
Juntas, a campanha e a ação promocional marcam o retorno de Ypê à mídia após a crise envolvendo a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de recolhimento e a suspensão da fabricação, venda e distribuição de mais de 20 itens Ypê, entre lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes.
Em 29 de maio, pouco mais de três semanas após a determinação, a Anvisa autorizou a Química Amparo, fabricante dos produtos Ypê, a retomar de forma imediata as suas atividades após uma reinspeção realizada em conjunto com os órgãos de vigilância sanitária estaduais, regionais e municipais.
A estratégia pós-crise
Em um balanço dos pouco mais de dois meses desde episódio, Marcela Mariano, chief marketing officer da Ypê, conta que todos os protocolos de organização necessários já faziam parte do calendário de Ypê e que a companhia não precisou passar por mudanças operacionais.
“Nós continuamos seguindo os protocolos, seguindo todo o plano de desenvolvimento da marca e da empresa, investindo nas categorias, em tecnologia e em novas máquinas para poder, de fato, atender à demanda que está super grande aqui para nós”, descreve a CMO.
A companhia já acompanhava indicadores como saúde, tracking de marca e social listening antes da crise e manteve o mapeamento durante a determinação da Anvisa. Segundo a executiva, apesar do período desafiador, os dados trazem indícios de que a marca sairia desse momento endossada pelos consumidores.
“Conseguimos fazer essa crise com muito respeito aos órgãos, à Anvisa e aos consumidores. Conseguimos, de fato, ir deixando claro e mostrando nossa transparência. Em nenhum momento escondemos as informações. Nós abrimos as portas e os consumidores entenderam isso”, aponta Mariano.
Entre os desafios, estava a necessidade de atender os consumidores afetados. Isso porque, em seu comunicado inicial, Anvisa aconselhava que todos os consumidores com produtos dos lotes especificados suspendessem o uso e entrassem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa.
A companhia precisou adicionar quatro centrais de atendimento ao consumidor e acelerou o processo de digitalização do SAC de Ypê. “O grande desafio foi ampliar uma operação enorme em 48 horas”, conta Mariano.
Plataforma de comunicação
Já quando o assunto é a estratégia de comunicação, a escolha foi, de um lado, por manter a programação prevista. A promoção Meu Ypê Premiado já fazia parte do calendário da companhia e não foi alterada. “A promoção já estava prevista, já estava desenhada porque esse tipo de promoção tem liberações, aprovações anteriores nos órgãos”, explica a CMO.
A campanha que fala sobre confiança, em contrapartida, teria nascido do desejo de responder aos relatos dos consumidores – colhidos pelo social listening – e celebrar os 75 de relacionamento com a marca.
“Essa campanha veio com o grande insight de, de fato, agradecer quem esteve conosco, quem está e que fazem dessa marca o sucesso que é. Também foi uma grande homenagem para os nossos funcionários. Na campanha, grande parte são nossos funcionários. Gravamos na própria fábrica. É uma grande homenagem também para esse time que trabalha muito com essa paixão, dentro dos valores da Ypê”, afirma Mariano.
Além de parte da plataforma de comunicação, a promoção Meu Ypê Premiado, com seus quatro meses de duração, é um ponto estratégico do calendário da marca em termos de performance. Tanto a ação promocional quanto a narrativa sobre confiança devem seguir sendo exploradas no segundo semestre.
“Essas duas mensagens serão perenes até o final do ano porque retratam exatamente o momento em que estamos. Um momento de profunda gratidão aos consumidores e de, de fato, reforçar nossos valores, de confiança, proximidade, presença e de fazer a diferença na vida dos consumidores”, resume a executiva.
Entenda o Hikikimori, Fenômeno de Isolamento Social entre Jovens
Condição descrita no Japão envolve fatores psicológicos, sociais e comportamentais, com impacto crescente na saúde mental
Por Agência Einstein
Uma parcela de jovens tem trocado a convivência social por um isolamento profundo, num tipo de comportamento extremo que alerta para a saúde mental. Batizado como síndrome de hikikomori, o fenômeno foi descrito pela primeira vez no Japão e daí vem o nome: em tradução livre, significa “isolado em casa”. A condição se refere a casos em que adolescentes e adultos jovens passam semanas, meses ou até anos reclusos em um único ambiente, evitando todo tipo de interação presencial e mantendo contato com o mundo quase exclusivamente por meio de telas.
O quadro é observado em diversos países e foi um dos temas abordados durante o congresso Encéphale 2026, que ocorreu em janeiro na França. “É uma situação grave. No Japão, chega a atingir de 1% a 2% dos adolescentes. No restante do mundo, ainda não há uma estimativa epidemiológica bem estabelecida”, explica o psiquiatra Alfredo Maluf, do Einstein Hospital Israelita.
Do ponto de vista clínico, o hikikomori ainda não tem uma classificação própria em manuais diagnósticos, como a Classificação Internacional de Doenças (CID) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), sendo normalmente enquadrado dentro de condições relacionadas à dependência de internet ou jogos.
Ele pode se manifestar de duas formas:
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Primária: quando ocorre de maneira isolada, sem associação com outros transtornos mentais;
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Secundária: quando está ligado a condições como depressão, ansiedade, fobia social, esquizofrenia ou transtornos do neurodesenvolvimento.
“É uma condição difícil de diagnosticar. Quando o paciente preenche critérios para outras patologias, o hikikomori passa a ser considerado um quadro secundário”, afirma Maluf.
Psicólogo explica por que a Geração Z abandona o emprego sem pensar duas vezes: “Não gostam do trabalho, viram as costas e vão embora”
Especialista aponta que jovens priorizam propósito, flexibilidade e qualidade de vida, enquanto empresas precisam rever estratégias para manter esses profissionais
Por Gabriel Yuri Souto (Portal 6)
A Geração Z no mercado de trabalho tem provocado mudanças na forma como empresas contratam, desenvolvem e retêm profissionais. Mais conectados às próprias expectativas, muitos jovens não hesitam em deixar uma vaga quando não encontram identificação com a função ou com a cultura da organização.
O psicólogo Jadson Medeiros, que possui MBA em Desenvolvimento Humano, Psicologia Positiva e Bem-estar nas Organizações, relaciona esse comportamento ao desapego dessa geração em relação a carreiras lineares.
Segundo ele, os jovens lidam melhor com mudanças e não enxergam a permanência longa em uma empresa como obrigação. Por isso, quando a experiência deixa de fazer sentido, muitos preferem procurar outra oportunidade.
Geração Z prioriza a vida pessoal
A Geração Z reúne, de modo geral, pessoas que nasceram entre meados da década de 1990 e o início dos anos 2010. Esse grupo cresceu em um cenário de internet, redes sociais e mudanças rápidas.
Por isso, esses profissionais costumam comparar oportunidades com mais facilidade. Além disso, avaliam remuneração, rotina, flexibilidade, ambiente e propósito antes de decidir permanecer em uma vaga.
Enquanto gerações anteriores valorizavam estabilidade e ascensão dentro da mesma companhia, muitos jovens preferem proteger o tempo livre. Dessa forma, eles tendem a rejeitar jornadas que prejudicam a saúde ou a vida pessoal.
Esse comportamento não significa falta de compromisso. Na prática, a lealdade costuma depender do alinhamento entre os valores do trabalhador e os valores da empresa.
Cargos de liderança perderam parte do apelo
Outro ponto destacado pelo especialista envolve o interesse por posições de gestão. Muitos jovens observam que cargos mais altos trazem cobrança, pressão e jornadas maiores.
Consequentemente, parte desse público não enxerga a promoção como uma recompensa automática. Em alguns casos, o salário adicional não compensa o aumento das responsabilidades.
Além disso, a ideia tradicional de sucesso profissional perdeu força. Para a Geração Z, uma carreira satisfatória também pode incluir autonomia, tempo livre e equilíbrio emocional.
Por esse motivo, empresas que oferecem apenas um cargo mais alto podem não conseguir engajar esses trabalhadores. Antes disso, precisam mostrar quais benefícios acompanham a nova função.
Jovens também oferecem vantagens às empresas
Apesar das críticas frequentes, Jadson destaca que a Geração Z possui características importantes para o ambiente corporativo. Entre elas estão a flexibilidade, a facilidade com tecnologia e a adaptação a mudanças.
Esses profissionais também costumam questionar processos antigos. Assim, podem ajudar a empresa a identificar tarefas desnecessárias, falhas de comunicação e modelos que perderam eficiência.
Além disso, muitos jovens desenvolvem várias habilidades ao mesmo tempo. Eles transitam entre plataformas, aprendem ferramentas digitais com rapidez e aceitam testar novas formas de trabalho.
No entanto, o engajamento aumenta quando existe conexão com o propósito da organização. Caso contrário, o vínculo tende a permanecer superficial.
Empresas precisam explicar o propósito
Para reduzir a rotatividade, o primeiro passo começa ainda no processo seletivo. A empresa precisa apresentar a função com clareza e evitar promessas que não correspondem à realidade.
Além disso, o candidato deve entender como seu trabalho contribui para os resultados da equipe. Esse sentido ajuda a criar pertencimento e reduz a sensação de executar tarefas sem importância.
Na Yutá Inc., onde Jadson atua como gerente de Recursos Humanos, 35% dos colaboradores têm até 30 anos. Por isso, a companhia desenvolveu ações voltadas à integração desse público.
Uma das iniciativas é o Projeto Cumbuca, que funciona como um clube de leitura ligado ao desenvolvimento pessoal e profissional. A empresa também trabalha com planos de carreira e acompanhamento individual.
Desenvolvimento precisa aparecer na prática
A Geração Z valoriza oportunidades de aprendizado, mas costuma cobrar resultados concretos. Portanto, treinamentos isolados não bastam quando a empresa não oferece espaço para aplicar o conhecimento.
Líderes também precisam dar retornos frequentes. Enquanto avaliações anuais podem parecer distantes, conversas mais curtas ajudam o jovem a entender o próprio desempenho.
Além disso, planos de carreira precisam indicar etapas, critérios e possibilidades reais. Quando tudo permanece vago, o profissional pode buscar crescimento em outro lugar.
A transparência também importa durante mudanças internas. Afinal, jovens acostumados a receber informações rapidamente tendem a rejeitar ambientes com comunicação limitada.
Liderança influencia a permanência
Muitos pedidos de demissão não surgem apenas por causa do salário. Frequentemente, a relação com a chefia pesa na decisão.
Gestores que centralizam tarefas, ignoram sugestões ou usam a pressão como principal método de cobrança afastam profissionais mais jovens. Por outro lado, lideranças abertas ao diálogo fortalecem o vínculo.
Isso não significa eliminar metas ou cobranças. No entanto, a equipe precisa compreender o motivo das demandas e receber condições adequadas para cumpri-las.
Além disso, o reconhecimento deve ocorrer durante o processo. Pequenos retornos podem mostrar que a empresa acompanha o esforço do colaborador.
Flexibilidade virou critério de escolha
Horários flexíveis e modelos híbridos ganharam importância após a pandemia. Para muitos jovens, essa liberdade representa uma forma de conciliar produtividade e vida pessoal.
Ainda assim, nem todas as funções permitem trabalho remoto. Nesse caso, a empresa pode oferecer alternativas, como escalas mais previsíveis e possibilidade de ajuste de horários.
Benefícios relacionados à saúde mental, capacitação e bem-estar também chamam atenção. Porém, eles precisam funcionar de verdade, e não apenas aparecer em campanhas institucionais.
Quando o discurso não combina com a rotina, a frustração cresce. Consequentemente, o jovem pode decidir sair antes mesmo de completar um longo período na função.
Mudanças rápidas fazem parte da trajetória
A Geração Z entrou no mercado durante crises econômicas, avanços tecnológicos e mudanças no formato das relações profissionais. Por isso, muitos jovens aprenderam a não depender de uma única empresa.
Além disso, plataformas digitais facilitam a busca por vagas, cursos e trabalhos independentes. Dessa maneira, pedir demissão parece menos arriscado do que parecia para gerações anteriores.
Essa facilidade, contudo, também pode estimular decisões precipitadas. Trocas frequentes sem planejamento podem dificultar a construção de experiência e estabilidade financeira.
Por isso, especialistas recomendam avaliar cada saída com cuidado. O ideal é analisar perspectivas, reserva financeira e objetivos antes de deixar o emprego.
Caso mostra busca por identificação profissional
A assistente de marketing Renata Elvira de Andrade Carvalho, de 27 anos, exemplifica essa busca por identificação. Ela concluiu um curso técnico em Radiologia, mas não encontrou afinidade com a área.
Depois de perder o emprego durante a pandemia, Renata começou a trabalhar como recepcionista. Posteriormente, passou por funções comerciais até chegar ao setor de marketing.
A trajetória mostra que muitos jovens não enxergam a primeira formação como um caminho definitivo. Em vez disso, testam funções até encontrar uma atividade mais compatível com seus interesses.
Programas internos de desenvolvimento ajudaram Renata a compreender melhor o próprio papel. Além disso, a rotina dinâmica reforçou sua intenção de continuar na área.
Retenção exige adaptação dos dois lados
As empresas precisam compreender as expectativas da Geração Z. No entanto, os jovens também enfrentam o desafio de desenvolver paciência, disciplina e visão de longo prazo.
Nem toda insatisfação exige uma saída imediata. Em alguns casos, uma conversa com a liderança pode corrigir problemas e abrir novas possibilidades.
Por outro lado, permanecer em um ambiente sem perspectiva também pode gerar desgaste. Portanto, a decisão exige equilíbrio entre persistência e respeito aos próprios limites.
A Geração Z no mercado de trabalho não representa apenas um desafio para as empresas. Ela também força organizações a repensarem lideranças, jornadas, comunicação e oportunidades de crescimento.














