Computadores Quânticos e outros artigos da semana – 29.04.2025

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp

Nos artigos que publicamos hoje, você vai ler sobre: Computadores quânticos podem descriptografar em segundos documentos que os atuais demorariam milênios, Psicólogo explica sobre impactos da geração Z no meio corporativo: “não gostam do trabalho, viram as costas e vão embora”, A importância das habilidades de liderança e agilidade organizacional em 2025, Tecnologias para e-commerces precisam ser selecionadas com foco no resultado – e não só nas tendências do momento e MEC estima que metade dos polos EAD será fechada com novas regras para o setor

 

Computadores quânticos podem descriptografar em segundos documentos que os atuais demorariam milênios

Por Fantástico

 

O Fantástico deste domingo (27) mostrou que o computador quântico promete resolver problemas que achávamos insolucionáveis e desvendar mistérios que ainda nem sabemos formular.

Você já recebeu uma mensagem dizendo: essa conversa é criptografada? Quer dizer que até chegar na gente, as mensagens são totalmente embaralhadas. Se alguém consegue interceptar, só vai ver um monte de coisa misturada e não vai conseguir ler.

“Toda a economia digital é baseada em criptografia. Além de segredos de governo e todos os tipos de informações pessoais que você não quer que sejam descriptografadas”, afirma Scott Crowder.

Descriptografar qualquer coisa é possível. Mas um computador quântico pode vir a fazer em segundos o que os atuais demorariam milênios. Cientistas da China, por exemplo, anunciaram em outubro de 2024 terem descriptografado documentos secretos de inteligência militar usando um computador quântico. Quem tiver essa tecnologia primeiro pode ter acesso a segredos de Estado e controlar a economia no mundo todo.

Veja a reportagem completa AQUI!

 

 

Psicólogo explica sobre impactos da geração Z no meio corporativo: “não gostam do trabalho, viram as costas e vão embora”

Por Davi Galvão

 

Por mais que a geração Z – formada por jovens nascidos entre 1995 e 2010 – tenha ganhado uma “má-fama” no ambiente corporativo, não há muita escapatória e as empresas já estão tendo de se adaptar a essa nova força de trabalho.

Tanto é que, a té o fim de 2025, a geração Z representará 30% dos empregados globais, segundo dados da consultoria McKinsey. Atualmente, esse grupo já corresponde a 25% dos profissionais ativos no mundo.

Conforme estudos, os Z´s tendem a promover uma disruptura em relação a outras gerações e o mercado de trabalho. Isso porque, há uma tendência que esse público priorize a vida pessoal em detrimento da ascensão profissional.

Por conta disso, cerca de 62% deles não desejam ocupar cargos de gestão, além de também serem marcados pelo imediatismo:

“E eles não tem muito problema quanto a mudanças, se não deu certo, não gostaram do trabalho, viram as costas e vão embora. São desapegados”, diz Jadson Medeiros, psicólogo com MBA em Desenvolvimento Humano, Psicologia Positiva e Bem-estar nas organizações.

Apesar dos desafios de adaptação, Jadson destaca que os Z’s têm muito a oferecer. “Eles se engajam profundamente quando existe alinhamento de valores com a empresa. São multitarefas, lidam bem com mudanças e têm uma mentalidade mais flexível, diferente da geração X, que é mais resistente por ter crescido em um mundo com transformações mais lentas”, compara.

 

E na prática?

Na Yutá Inc., onde Jadson atua como gerente de RH, 35% dos colaboradores têm até 30 anos e a empresa já desenvolve estratégias para acolher esse público.

“O primeiro passo é conectar o colaborador ao propósito da organização, ainda no processo seletivo. Esse alinhamento é incentivado pela própria liderança, que também é jovem”, afirma.

Entre as práticas internas da Yutá está o Projeto Cumbuca – um “clube do livro” voltado ao autodesenvolvimento pessoal e profissional. A companhia também aposta em planos de carreira e desenvolvimento individual. “O objetivo é engajar os jovens tanto com o propósito da empresa quanto com o seu próprio”, pontua Jadson.

A assistente de marketing Renata Elvira de Andrade Carvalho, 27 anos, é um exemplo da integração da geração Z ao ambiente de trabalho da Yutá.  Após se formar em radiologia técnica sem grande afinidade com a área, ela perdeu o emprego durante a pandemia. Foi então que ingressou na empresa como recepcionista, passando por funções comerciais até chegar à equipe de marketing.

“Participar do Projeto Cumbuca me ajudou a entender meu papel e me conectar com a empresa”, afirma. Hoje, ela se sente realizada com a rotina mais dinâmica e planeja seguir na área. “Trabalhar com algo que a gente não gosta é péssimo. Quando não nos identificamos com a função, não faz sentido continuar”, resume.

 

 

A importância das habilidades de liderança e agilidade organizacional em 2025

Por Rodrigo Araújo

 

A adaptabilidade e a agilidade organizacional são fundamentais para os líderes brasileiros e latino-americanos que buscam sucesso em cenários globais. Esses não apenas facilitam a navegação em competências complexas, mas, também, destacam esses líderes como ativos valiosos em qualquer organização.

Uma recente pesquisa da Korn Ferry, a Talent Trends 2025, destacou que as habilidades de liderança são percebidas como as mais críticas para as organizações em 2025, segundo 70% dos entrevistados.

Nesse contexto, a dimensão da agilidade organizacional se sobressai como a mais relevante, pois envolve a capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças, inovar continuamente e responder de forma eficaz às demandas do mercado. A agilidade organizacional é essencial para navegar em um ambiente de negócios cada vez mais complexo e dinâmico, características marcantes no ambiente organizacional atual.

 

Componentes da agilidade organizacional

A agilidade organizacional se sustenta em pilares como a adaptabilidade, que confere a capacidade de ajustar estratégias e operações de acordo com as necessidades do cenário. Além disso, temos que a inovação desempenha um papel crucial ao fomentar uma cultura que impulsiona a competitividade.

A resiliência também se destaca, permitindo a manutenção da eficácia e da motivação mesmo diante de tempos desafiadores. Por fim, uma habilidade de tomada de decisão rápida, baseada em informações relevantes, complementa os componentes essenciais da agilidade organizacional.

Estudos recentes e arquétipos de liderança mostram que, quando analisamos os fatores que levam as lideranças brasileiras e latino-americanas a serem consideradas para cargas globais e/ou regionais, a adaptabilidade se destaca como crucial para gerenciar equipes diversas e navegar em mercados internacionais. Essa adaptabilidade se manifesta em diversos aspectos:

Sensibilidade cultural: Investir tempo para entender a cultura local, construir relacionamentos fortes e navegar nas diferenças culturais de forma eficaz.

Flexibilidade e criatividade: Essenciais na resolução de problemas.

Respeito às posições: Compreensão e respeito pelas estruturas hierárquicas em diferentes culturas corporativas.

Interação face a face: Priorizar a construção de conexões fortes para facilitar negociações, valorizando interações pessoais.

 

Capacidades que diferenciam as lideranças brasileiras e latino-americanas

Habilidades de liderança: Essenciais para operar em cenários econômicos desafiadores e contextos de alta volatilidade.

Habilidades multilíngues: Domínio de idiomas como português, inglês e espanhol, fazendo com que os líderes comuniquem iniciativas em diversas regiões.

Pensamento estratégico : Abordagens inovadoras para desafios empresariais, altamente valorizadas em cargas globais.

Experiência em mercados emergentes: Fornecer insights exclusivos sobre estratégias aplicáveis ​​a outras regiões em desenvolvimento.

 

Desafios

Porém, identificamos oportunidades de desenvolvimento e pontos de atenção para essas lideranças que são necessárias para garantir uma melhor adequação e, principalmente, para aumentar a efetividade das contribuições e impacto para os negócios e contextos em que são inseridos.

Dentre esses pontos, as barreiras linguísticas podem representar desafios, assim como a necessidade de ajustes nos estilos de comunicação para se adequarem às normas locais. Agora, no que tange aos estilos de liderança, é importante equilibrar abordagens colaborativas com estruturas hierárquicas.

Um outro desafio é a construção de confiança em novos ambientes que, também, se mostra vital, assim como a gestão do tempo, considerando possíveis conflitos com a pontualidade e o agendamento rigorosamente. Sendo assim, entende-se que a preferência por métodos informais na resolução de conflitos pode não se alinhar com processos mais estruturados.

 

 

Tecnologias para e-commerces precisam ser selecionadas com foco no resultado – e não só nas tendências do momento

Por Renato Avelar

 

O comércio eletrônico nunca teve à disposição tantos recursos tecnológicos quanto agora. De soluções estratégicas em inteligência artificial a automação de marketing, passando por chatbots, análise de dados em tempo real e sistemas logísticos inteligentes. O setor vive um momento de evolução acelerada. E os dados comprovam: segundo a Nuvei, as vendas do e-commerce devem saltar dos US$ 26,6 bilhões de 2024 para US$ 51,2 bilhões em 2027 – uma alta de 92,5% no período, o que é impulsionado pelo avanço da transformação digital e pelo desejo crescente de personalização na jornada de compra.

Mas diante de tantas opções, surge a pergunta importante: quais ferramentas realmente valem o investimento? Em tempos de margens competitivas, os diretores de marketing, tecnologia ou inovação devem adotar uma visão centrada na rentabilidade. Ou seja, a prioridade é proteger o resultado final — aquela última linha do demonstrativo financeiro que revela o lucro da empresa. Nesse sentido, a escolha de novas tecnologias deve estar diretamente atrelada ao impacto mensurável que não gera nenhum negócio.

Muitas empresas cometem o erro de investir em ferramentas que não se alinham com sua realidade operacional ou que são inovações de forma apressada e sem planejamento. O resultado? Tempos sobrecarregados, dados descentralizados e uma série de processos emperrados que dificultam uma tomada de decisão. Por isso, um caminho mais eficaz — especialmente para pequenas e médias empresas — é escalar com estratégia: adotar uma tecnologia de cada vez, com foco na resolução de problemas reais e específicos.

Essa abordagem permite acompanhar com precisão o impacto de cada solução, fazendo ajustes sempre que necessário. Além de preservar recursos, essa estratégia favorece o aumento do retorno sobre o investimento (ROI) e reduz o risco de desperdício.

Outro ponto importante é a adequação das ferramentas ao contexto local. É comum que empresas brasileiras adotem soluções recomendadas por matrizes internacionais que, embora consolidadas globalmente, não se encaixem nos processos regulatórios e operacionais do Brasil. Isso gera altos custos em dólar, sem retorno proporcional. Nesses casos, o gestor local precisa assumir um papel mais ativo e demonstrar que as soluções desenvolvidas por empresas nacionais podem ser mais eficazes, mais rápidas e financeiramente mais viáveis.

Importante destacar que buscar eficiência não significa abrir mão da inovação. Chatbots, por exemplo, são soluções comprovadas na redução de custos com atendimento, com potencial de corte de até 30% dessas despesas. Porém, a automatização deve ser usada com equilíbrio — o excesso pode levar à desumanização da experiência do cliente. Por isso, o planejamento é tão essencial quanto a ferramenta em si.

No mesmo comentário, o modelo de arquitetura composable , que permite combinar diferentes ferramentas para criar soluções personalizadas, é extremamente promissor — desde que venha acompanhado de claros nos objetivos e maturidade digital. Seguindo essa lógica, o ideal é buscar soluções que atendam às múltiplas necessidades com o menor número possível de contratos. Isso reduz o esforço de integração, simplifica o gerenciamento e melhora a eficiência operacional. Soluções externas à experiência do cliente — como plataformas de personalização e automação de marketing — geralmente entregam retorno mais rápido. Já tecnologias mais robustas, como análise preditiva e sistemas de otimização logística, podem ser adotadas em fases posteriores, conforme o negócio avançado.

Em resumo, a tecnologia deve ser uma alavanca de crescimento, não um fardo financeiro ou operacional. O segredo está em fazer escolhas conscientes, baseadas em dados, objetivos claros e na operação real de cada empresa. Nem tudo o que está disponível no mercado é aplicável a todos os negócios. O importante é identificar o que realmente movimenta os indicadores e, a partir disso, crescer com inteligência.

 

 

MEC estima que metade dos polos EAD será fechada com novas regras para o setor

Por Renata Cafardo

 

Metade dos 50 mil polos de ensino superior a distância do País deve deixar de funcionar conforme estimativa do Ministério da Educação (MEC). Segundo o diretor de Regulação de Educação Superior da pasta, Daniel Ximenes, as novas normas para o setor vão estabelecer uma “estrutura mínima” desses locais, o que levará ao fechamento de muitos deles.

Os polos são ambientes que teoricamente garantiriam espaço pedagógico para o aluno de EAD em cidades onde não há uma estrutura de faculdade, mas a legislação de 2017 permitiu que eles fossem criados sem autorização prévia ou mesmo avaliação do MEC. O governo sequer visita esses locais para que possam funcionar e atualmente há polos que se resumem a salas em cima de padarias ou de postos de gasolina.

“No modelo de hoje, a gente visita os municípios por aí e eles são salas comerciais”, diz Ximenes, ao participar de um evento no Semesp, entidade que reúne instituições de ensino superior particulares, em São Paulo, nessa quinta-feira, 24.

Segundo ele, as normas farão parte do decreto presidencial elaborado pelo MEC e que aguarda análise da Casa Civil para ser publicado. A expectativa é de que ele seja publicado nas próximas semanas, após sucessivos adiamentos.

Segundo a reportagem apurou, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia qual a melhor forma de fazer a comunicação das mudanças, já que o EAD atende majoritariamente a população mais pobre. Como o Estadão mostrou, o governo diz que vetará cursos 100% online nas Engenharias e na área da Saúde, em cursos como Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia e Nutrição.

O EAD é apontado como uma alternativa para tornar o ensino superior mais acessível para a população mais pobre e em áreas remotas. Por outro lado, motiva críticas de especialistas sobre a qualidade da oferta – sobretudo em áreas consideradas prioritárias, como a saúde e a formação de professores (em que graduações totalmente online já foram totalmente barradas).

 

‘Há um exagero de polos’

“O decreto orientará qual deve ser a estrutura mínima de polo, que é um espaço para acolhimento com laboratórios, conectividade, coisas que parecem óbvias, mas que não estão devidamente reguladas”, afirmou.

Os polos também passarão a ser avaliados, diz o diretor. “Não é o que o MEC vai sair fechando, mas naturalmente haverá saneamento dessa quantidade, ajustes, hoje há um exagero de polos”, afirma.

“Não se trata de perseguir o setor privado, é uma lógica de qualidade”, afirmou. Ximenes fez questão de enfatizar várias vezes durante sua palestra no evento para representantes das faculdades que o ministério quer um “pacto pela credibilidade da EAD no País”. Reforçou também que o MEC “é defensor da EAD” e disse que o modelo é uma “tendência irreversível” no mundo atual, mais dinâmico e tecnológico.

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Rolar para cima

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência de acordo com a nossa
Política de Privacidade ao continuar navegando você concorda com estas condições.