Você vai ler na coluna hoje: Inadimplência é 40% maior entre clientes que apostaram em bets, aponta Sicredi, A propaganda da Converse que foi retirada por ser ‘profundamente perturbadora’ e acusada de racista, Quem são as bets que patrocinam o futebol brasileiro?, Velocidade da Geração Z no consumo do vale-alimentação chama atenção em pesquisa, Teleton começa a jornada de 2026 com 30 marcas, Crédito caro, endividamento e inflação travam consumo em SP, apesar do emprego, Record une conteúdo, experiência e marcas em projetos na Expointer e no Acampamento Farroupilha, Smart TVs mudam a relação entre tecnologia, conteúdo e publicidade, MACUCO MEDIA é manchete de capa do Meio & Mensagem desta semana.
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Inadimplência é 40% maior entre clientes que apostaram em bets, aponta Sicredi
A inadimplência entre associados do Sicredi que fizeram apostas online em 2025 é 40% maior do que entre clientes que não utilizaram as bets no mesmo período, segundo levantamento realizado pela instituição financeira.
A pesquisa analisou 1,3 milhão de associados com operações de crédito vigentes em julho de 2026 e cruzou essas informações com os registros de apostas realizadas entre janeiro e dezembro do ano passado.
Os resultados também apontaram uma relação entre a intensidade das apostas e o atraso no pagamento de dívidas. Entre os apostadores, a inadimplência aumenta conforme crescem a frequência e os valores destinados aos jogos.
Levantamento ainda é preliminar
Os resultados mostram uma associação entre apostas e dificuldades financeiras, mas não permitem concluir, isoladamente, que as bets sejam responsáveis pelo aumento da inadimplência.
A análise ainda está sendo aprofundada e não apresenta recortes por renda, localização, atividade econômica ou perfil dos apostadores. Também não detalha a quantidade de apostas realizadas por cada grupo nem a participação dos clientes em linhas específicas de financiamento.
O resultado encontrado pelo Sicredi é superior ao identificado em outro estudo, realizado pelo Insper em parceria com a Stone. Nesse levantamento, a proporção de pessoas com pagamentos atrasados foi, em média, 20% maior entre apostadores.
Os dados do Sicredi foram apresentados ao Banco Central, que acompanha os possíveis efeitos das apostas online sobre o endividamento das famílias brasileiras.
Banco Central acompanha impacto das bets
A autoridade monetária também avalia a relação entre apostas e operações vinculadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), linha de crédito destinada a pequenos produtores rurais.
O tema já vinha sendo abordado publicamente pelo Banco Central. Em evento do setor financeiro realizado em setembro, o diretor de Fiscalização da instituição, Aílton de Aquino, afirmou que as bets têm participação relevante no endividamento das famílias e disse que o BC acompanha o assunto.
A expansão das apostas online também ocorre em um momento de elevado comprometimento da renda das famílias com dívidas, aumentando a preocupação sobre a capacidade de pagamento de consumidores que destinam parte de seus recursos aos jogos.
Governo discute novas restrições
O impacto das bets sobre a renda e o endividamento também entrou no debate sobre novas regras para o setor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender publicamente na sexta-feira (18) restrições mais duras às plataformas. O presidente já afirmou que, por sua vontade pessoal, encerraria as operações das bets no país, embora o governo ainda não tenha anunciado uma medida nesse sentido.
Entre as possibilidades discutidas estão novas limitações à publicidade e ao patrocínio de casas de apostas. Empresas do setor argumentam que restrições às plataformas regulamentadas podem favorecer sites clandestinos, que operam fora das exigências estabelecidas pela legislação brasileira.
O Ministério da Fazenda afirma que ainda não há uma decisão sobre novas medidas.
O Sicredi reúne mais de 90 cooperativas de crédito e 10,5 milhões de associados em todos os estados. Em julho, a instituição administrava R$ 502 bilhões em ativos e mantinha uma carteira de crédito de R$ 297 bilhões.
A propaganda da Converse que foi retirada por ser ‘profundamente perturbadora’ e acusada de racista
Por Amy Walker (BBC)

A marca americana de calçados Converse, famosa pelos tênis All Star, retirou do ar um anúncio que, segundo usuários das redes sociais, evocava imagens da Ku Klux Klan. Ao anunciar a retirada, a empresa reconheceu: “erramos”.
A foto, publicada na conta do Instagram da empresa, recebeu críticas online depois que alguns comentários descreveram a iluminação da imagem como semelhante a um capuz branco pontiagudo — semelhante ao do grupo supremacista branco Ku Klux Klan.
Um par de sapatos, pendurado na imagem, também foi comparado à imagem de uma vítima de linchamento por usuários das redes sociais.
Em um pedido de desculpas, divulgado inicialmente na sexta-feira, a Converse afirmou que a foto foi removida de seus canais de mídia social e que está trabalhando para removê-la de outras plataformas. “Isso não deveria ter acontecido e faremos melhor”, declarou a empresa.
O comunicado também dizia: “Pedimos desculpas. Entendemos por que essa imagem é profundamente perturbadora e reconhecemos que erramos”.
A foto fazia parte de uma campanha promocional do tênis Chuck 70 X, lançado internacionalmente em 27 de agosto.
A campanha conta com a participação da cantora sul-coreana Karina, do grupo de K-pop Aespa, que aparece em uma série de anúncios dos calçados.
Fundada em Massachusetts no início dos anos 1900, a popularidade da Converse disparou desde que seu tênis Chuck Taylor foi apresentado pela primeira vez nas quadras de basquete dos EUA em 1917.
Quem são as bets que patrocinam o futebol brasileiro?
Patrocínios milionários fazem das casas de apostas a principal fonte de receita dos clubes do futebol brasileiro
Por Larissa Santiago (Meio & Mensagem)
O comunicado em conjunto dos clubes de futebol brasileiro a respeito da possível Medida Provisória (MP) que restringiria a atuação das bets sinaliza a importância financeira que as empresas do segmento adquiriram no cenário esportivo nacional.
Levantamento feito pela reportagem de Meio & Mensagem aponta que, dos 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, 13 têm, atualmente uma empresa de apostas esportivas como seu patrocinador máster, ocupando a área principal dos uniformes e, também, fornecendo os maiores investimentos (veja mais abaixo).
Entre os clubes da Série A do Brasileirão, apenas três contam com empresas de outros segmentos como patrocinadores máster. São elas: FoxLux (Coritiba), Red Bull (Bragantino) e Bebidas Poty (Mirassol).
Já outros quatro clubes estão sem patrocinadores másters no momento. Alguns deles, no entanto, já tiveram acordos pontuais ou até mesmo tiveram alguma bet ocupando o espaço máster de sua camisa no passado.
Veja, abaixo, a lista dos 20 clubes que disputam a Série A, na ordem de colocação atual no campeonato, e sua respectiva patrocinadora máster.
Flamengo – Betano
Palmeiras – Sportingbet
Athletico Paranaense – sem patrocínio
Bahia – sem patrocínio
Fluminense – Superbet
Cruzeiro – Betnacional
Atlético Mineiro – H2Bet
Coritiba – FoxLux
Bragantino – Red Bull
Santos – Novibet
Botafogo – Vbet
São Paulo – Superbet
Vitória – Bet7k
Corinthians – Esportes da Sorte
Mirassol – Bebidas Poty
Grêmio – Sem patrocínio
Vasco – Sportingbet
Internacional – Sem patrocínio
Remo – VaideBet
Chapecoense – ZeroUm
Patrocínios elevam receitas dos clubes
O Flamengo tem o maior contrato de patrocínio máster do futebol brasileiro. Firmado com a Betano em 2025, o acordo prevê R$ 268,5 milhões por temporada e é válido até o fim de 2028.
Em fevereiro deste ano, o Corinthians renovou com a Esportes da Sorte até 2029. O contrato estabelece R$ 150 milhões fixos por temporada, com bônus que podem elevar o valor anual a R$ 200 milhões.
O Palmeiras mantém contrato com a Sportingbet até 2027, com R$ 100 milhões fixos por ano e bônus que podem levar o valor a R$ 170 milhões por temporada.
O São Paulo, por sua vez, renovou com a Superbet até 2030. O acordo pode chegar a R$ 113 milhões por ano, considerando a parcela fixa e os bônus previstos.
O Atlético-MG mantém contrato com a H2bet por três anos, com R$ 60 milhões fixos por temporada. Já o Botafogo tem acordo com a VBet até o fim de 2027, com R$ 55 milhões fixos por ano e possibilidade de chegar a R$ 70 milhões com bônus.
O Fluminense também renovou com a Superbet neste ano, em contrato válido até 2029. São R$ 53 milhões fixos por temporada, com até R$ 33 milhões adicionais em bônus.
Na Região Sul, Grêmio e Internacional estão sem patrocinador máster fixo. O Grêmio encerrou o contrato com a Alfa Bet em dezembro de 2025, enquanto o Internacional rescindiu com a empresa em janeiro de 2026. Os dois clubes seguem em busca de novos acordos para a principal propriedade da camisa.
No Nordeste, o Bahia rescindiu em janeiro o contrato com a Viva Sorte Bet. Em abril, fechou um acordo temporário de três meses com a Esportiva Bet para a posição de máster. E o Vitória mantém contrato com a Bet7K, com R$ 16 milhões fixos por temporada e possibilidade de chegar a cerca de R$ 20 milhões com variáveis.
O Santos fechou, em fevereiro de 2026, contrato de três temporadas com a Novibet para o patrocínio máster. O acordo prevê R$ 35 milhões fixos por ano, com possibilidade de chegar a R$ 85 milhões por temporada considerando as receitas variáveis.
O Cruzeiro passou a estampar a Betnacional como patrocinadora máster em dezembro de 2025, substituindo a Betfair. A mudança não alterou o contrato vigente, que prevê R$ 43 milhões por temporada e é válido até dezembro de 2026.
Já o Vasco anunciou a Sportingbet como nova patrocinadora máster em julho de 2026. O acordo é válido até o fim de 2027, com opção de renovação por mais um ano. Os valores não foram divulgados pelo clube.
O Athletico-PR encerrou a parceria com a Viva Sorte Bet em fevereiro de 2026 e está até o momento sem um patrocinador principal.
A Chapecoense mantém a parceria com a ZeroUm, que passou a estampar a parte frontal da camisa em 2025, e o Remo oficializou a VaideBet como máster em contrato de um ano, com valor fixo de R$ 12 milhões, além de bônus vinculados ao desempenho esportivo.
O Coritiba, por sua vez, encerrou o vínculo com a Reals Bet e, em setembro de 2026, anunciou a Foxlux como nova patrocinadora máster.
Série B
Na Série B, a predominância de casas de apostas entre os patrocinadores também é alta: dos 20 clubes da competição, 11 tem uma bet como patrocinadora máster.
Na segunda divisão do Brasileirão, quatro clubes são patrocinados por empresas de outros segmentos: Vila Nova (Fatal Fans), Operário-PR (Espaço Smart), São Bernardo (Magnum Bank) e Ponte Preta (Mansão Maromba).
Outros cinco clubes estão, atualmente, sem um patrocinador máster em seu uniforme. Veja, abaixo, a lista:
Novorizontino – Pagol.bet
Juventude – Sem patrocinador máster
Vila Nova – Fatal Fans
Fortaleza – Sem patrocinador máster
Criciúma – Bolão de Aposta
Atlético Goianiense – Blaze
CRB – Bolsa de Aposta
Operário-PR – Espaço Smart
Sport – Betnacional
Athletic Club – Betnacional
Cuiabá – Sem patrocinador máster
Goiás – Viva Sorte
São Bernardo – Magnum Bank
Náutico – Esportes da Sorte
Ceará – Esportes da Sorte
Botafogo-SP – Sem patrocinador máster
Avaí – 1pra1.bet.br
Londrina – Sem patrocinador máster
América-MG – Bet.bra
Ponte Preta – Mansão Maromba
Governo prepara MP sobre bets
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste mês que o governo federal deve tomar uma decisão mais drástica em relação ao setor de apostas.
A preocupação do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda envolve o endividamento da população de baixa renda, o impacto das perdas financeiras sobre o consumo de itens básicos e os efeitos das apostas sobre a saúde mental e a dependência.
Em agosto, o Ministério da Fazenda informou que o sistema de bloqueio de apostadores impedidos também alcançava beneficiários de programas de renegociação de dívidas e pessoas que contrataram empréstimo pelo Fies. A restrição já valia para beneficiários do Bolsa Família e do BPC desde 2025.
Agora, o governo prepara uma Medida Provisória (MP) com novas restrições ao setor. O texto ainda está em discussão, mas uma das possibilidades em análise é a proibição dos jogos de cassino on-line, enquanto as apostas esportivas poderiam ser mantidas. Também estão em debate mudanças nas regras de publicidade e outras medidas para limitar a atuação das plataformas.
“Fim do futebol brasileiro”
Em resposta, a Federação Paulista de Futebol (SP), a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (RJ), a Federação Mineira de Futebol (MG), a Federação Amapaense de Futebol (AP), a Federação Bahiana de Futebol (BA), a Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (ES), a Federação Goiana de Futebol (GO), a Federação de Futebol do Estado de Rondônia (RO) e a Federação Catarinense de Futebol (SC) divulgaram um manifesto na quinta-feira, 17, em defesa da manutenção do mercado regulado de apostas.
No comunicado, os clubes afirmaram que mudanças nas regras do setor poderiam afetar as receitas e a capacidade de investimento das equipes. O documento também classifica a publicidade das bets como uma fonte relevante de recursos para o futebol brasileiro.
“Os rumores sobre mudanças abruptas na regulamentação do mercado de apostas têm gerado enorme preocupação em todos os clubes, federações e entidades de administração do esporte. Uma mudança abrupta nas regras reduziria a capacidade de investimento dos clubes e criaria desequilíbrios dentro e fora do País”, diz uma parte da nota. Leia a íntegra aqui.
Velocidade da Geração Z no consumo do vale-alimentação chama atenção em pesquisa
Levantamento da Caju com 1,3 milhão de usuários mostra que a Gen Z consome benefícios corporativos mais rápido que qualquer outra geração e gasta, em média, R$ 57 por refeição
Por André Groh
A Geração Z concentra 30,4% de todo o gasto mensal em benefícios corporativos nos cinco primeiros dias após o recebimento, quase um terço do saldo consumido antes da primeira semana acabar. Os dados são de um levantamento da Caju, empresa de tecnologia para benefícios, despesas corporativas e gestão de benefícios, feito com mais de 1,3 milhão de usuários ativos da plataforma.
Enquanto a Gen Z “queima” o saldo nos primeiros dias, os Baby Boomers distribuem os gastos de forma mais uniforme, concentrando apenas 24,7% no mesmo período e levando, em média, 15,4 dias para consumir os valores recebidos. A Geração Z também tem o maior volume de transações mensais entre todas as faixas etárias, com diferença de até 9,7% em relação à geração menos ativa.
“Um dado também interessante da Geração Z é que os jovens fazem mais transações por mês com um valor unitário menor, sendo o ticket médio dos jovens 13,4% abaixo da média geral. Um padrão de consumo fragmentado, com muitas compras pequenas em vez de poucas compras grandes. Para as empresas, entender os hábitos de consumo e as diferenças geracionais é importante para pensar benefícios que acompanhem a forma como o trabalhador verdadeiramente necessita. Ter esse tipo de levantamento na Caju é o que nos guia para a melhor experiência com nossos mais de 70 mil clientes, como a marca de benefícios mais recomendada do país, segundo a Opinion Box”, destaca Lucas Fernandes, CHRO da Caju.
Entre os colaboradores da Geração Z, o auxílio-alimentação concentra 42,3% das transações, reflexo do maior aporte das empresas nessa categoria. Nas demais modalidades, transporte representa 15,4%, seguido por alimentação (15,3%) e refeição (12,8%). O gasto médio com uma refeição usando cartão de benefício é de R$ 57 entre os jovens de 14 a 29 anos.
Os jovens também preferem o digital, e o cartão virtual já representa 59,2% das transações com benefícios entre 14 e 29 anos, único grupo em que o digital supera o cartão físico. As carteiras digitais respondem por 44,2% das compras, e o volume movimentado por esse canal cresceu 122,5% frente ao ano anterior.
O Brasil tem hoje 32,9 milhões de pessoas entre 14 e 24 anos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Desse total, 13,9 milhões estão ocupadas, 4,3 milhões conciliam estudo e trabalho, 12,8 milhões só estudam, e 6,2 milhões não estudam nem trabalham, chegando a 18,7% da população jovem do país.
Teleton começa a jornada de 2026 com 30 marcas
Campanha solidária da AACD e SBT planeja arrecadar R$ 30 milhões com o programa, que acontece nos dias 6 e 7 de novembro
Por Bárbara Sacchitiello (Meio & Mensagem)
Nesta segunda-feira, 21, a AACD, em parceria com o SBT, dá início à edição de 2026 da campanha Teleton. que, mais uma vez, visa arrecadar recursos para custear os tratamentos e atendimentos prestados pela instituição em várias cidades brasileiras.
Em 2026, a maratona televisiva do Teleton vai ao ar nos dias 6 e 7 de novembro, pelo SBT, reunindo, como de costume, artistas, influenciadores e pacientes reais da AACD, bem como seus familiares, para relatar suas histórias.
Antes do especial na TV, porém, a AACD e o SBT já começam a aquecer a audiência e pedir doações ao Teleton com a campanha que, desta vez, tem como mote a frase “O que te move?”
Para representar a campanha, a AACD escolheu três de seus pacientes para estrelarem a mensagem publicitária de 2026: Camila Vitória Nunes, de 12 anos; Emily Nathieli, de 23 anos, e Jurcelei Tozzarri, de 74 anos.
Como novidades deste ano, o Teleton terá a dinâmica Missão Teleton, que contará com times de influenciadores para cumprir desafios e ajudar a alcançar a meta financeira.
Outro elemento novo deste ano é o Teleton Cast, uma série de podcast comandada pela jornalista Flávia Travassos, cujos episódios serão exibidos nos canais do Youtube do SBT e do Teleton.
A edição de 2026 do Teleton contará, ainda, com seu grupo oficial de padrinhos e madrinhas: Celso Portiolli, Daniel, Eliana e Maísa Silva.
Marcas no Teleton
Além de contar com a colaboração do público, que faz as doações via PIx e também pelo telefone, o Teleton também firma parcerias com marcas dispostas a se engajarem no projeto.
Neste ano, já estão garantidos no Teleton, como parceiros, as marcas Assaí, Bradesco, Cacau Show, Chiquinho Sorvetes, Riachuelo e RD Saúde.
Já como apoiadores, o Teleton terá Atacadão, Beiersdorf, Caedu, Camil, Divino Fogão, Elytron, Fast Food Caipira, iFood, Instituto Fazendo a Diferença, Ital’in House, Klin, Lavateria, Lojas Avenida, Med Mais, N&C Planejados, Óticas Diniz, Parabank, Sodiê Doces, Tokio Marine Seguradora, Uninassau, VTV, We Pink, Zee Rucci e Zurcih.
A expectativa da AACD é fechar outras parcerias até a maratona televisiva deste ano.
Crédito caro, endividamento e inflação travam consumo em SP, apesar do emprego
Por Élida Oliveira (Infomoney)
A intenção de consumo das famílias paulistanas registrou em agosto o seu quinto recuo mensal consecutivo. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado mensalmente pela FecomercioSP, caiu 1,2% em relação a julho, atingindo 110,9 pontos. Trata-se do recuo mais intenso do indicador desde o início do ciclo de queda em abril.
Embora o índice permaneça no campo otimista (acima de 100 pontos) e acumule alta de 4,4% ante agosto do ano passado, o cenário de curto prazo revela uma conjuntura doméstica sufocada pelos juros elevados, pelo custo do crédito e pelo endividamento.
Segundo Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP, a diferença entre a desaceleração mensal e a melhora no comparativo interanual reflete a defasagem entre o ciclo de cortes da taxa Selic e o alívio efetivo no crédito.
Carvalho cita também a conjuntura econômica atual, de crédito mais caro, um alto nível de endividamento, e uma inflação que ainda corrói o poder de compra, apesar da recente desaceleração.
Ela pontua que, apesar de a taxa Selic estar recuando, o efeito dessas quedas demora a ser sentido no bolso da população, que ainda lida com restrições severas de renda.
A pressão no orçamento é tão aguda que consumidores de faixas de renda mais baixas estão recorrendo ao parcelamento no cartão de crédito para a compra de itens essenciais, como alimentos em supermercados, aponta Carvalho.
Atualmente, mais de 70% das famílias da cidade de São Paulo possuem algum tipo de dívida.
Confiança piora entre aqueles de menor renda
A pesquisa também mostra como o comportamento econômico muda de acordo com recortes demográficos e de renda.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou queda de 0,6% em agosto, chegando a 120,8 pontos.
Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, a confiança recuou 1,2%, demonstrando uma exposição maior aos custos básicos.
Em contrapartida, as famílias com renda superior a dez salários mínimos apresentaram um avanço de 0,6% no indicador.
A assessora econômica explica que os consumidores de alta renda possuem maior capacidade de planejamento do orçamento e conseguem acessar o mercado de crédito com mais facilidade, sofrendo um impacto menor das oscilações de curto prazo da economia.
No recorte por idade, o pessimismo se mostrou mais forte entre os mais velhos: consumidores com 35 anos ou mais registraram queda de 3% no ICC, enquanto o grupo mais jovem teve alta de 0,8%.
Confiança no mercado de trabalho
Na avaliação de Carvalho, o mercado de trabalho tem funcionado como o principal amortecedor da economia paulistana para evitar um colapso no consumo. No entanto, há sinais de alerta.
O subíndice “Emprego Atual“, que avalia a percepção sobre o trabalho dos consumidores, apresentou um leve recuo mensal de 0,4%, demonstrando pouca confiança de que haverá promoções, por exemplo.
No comparativo com agosto do ano passado, o indicador teve alta de 6,3%, refletindo o mercado de trabalho aquecido. O componente foi o que atingiu maior pontuação do ICF, com 141,3 pontos.
Quando perguntados sobre a “Perspectiva Profissional“, o resultado foi um recuo de 10,5% na comparação anual e de 4,5% comparado ao mês anterior.
Carvalho atribui essa deterioração nas expectativas a uma insegurança crescente do trabalhador, impulsionada pelo fechamento de micro e pequenas empresas e pelo aumento nos pedidos de recuperação judicial.
Perspectivas para o fim do ano e 2027
Com a proximidade do último trimestre, período vitrine para o comércio em virtude da Black Friday e do Natal, o clima é de apreensão. O ano de 2026 tem se revelado desafiador, frustrando as apostas de aquecimento que o varejo havia feito com eventos como a Copa do Mundo, que não gerou a tração esperada de vendas, pontua Carvalho.
Ela destaca que o faturamento real do varejo no estado de São Paulo já opera no vermelho. Para as festas de fim de ano, a FecomercioSP projeta uma melhora residual no humor dos compradores pós-eleições, mas ressalta que as vendas devem ser menores do que as do ano anterior. Segundo a assessora econômica, o paulistano não parou de gastar, mas tornou-se seletivo, comparando preços com rigor e evitando o comprometimento com bens duráveis de alto valor.
O horizonte para 2027 exige ainda mais cautela. A especialista alerta que, mantido o cenário atual sem uma definição clara de políticas econômicas que restaurem o poder de compra das famílias, há riscos de um agravamento da crise. Frente a esta conjuntura restritiva, a recomendação é de ajuste de rotas, tanto das famílias quanto das empresas.
Para as famílias, a orientação central é o enxugamento do uso do cartão de crédito, que possui as maiores taxas de juros do mercado, além de um replanejamento financeiro focado na quitação de dívidas e na organização de longo prazo.
Já para as empresas do varejo, a FecomercioSP indica que a saída não está em conceder descontos genéricos que corrompam as margens de lucro, mas em fazer uma gestão de estoque e caixa, focando promoções em produtos encalhados e renegociando prazos com fornecedores para fugir do fantasma da recuperação judicial.
Record une conteúdo, experiência e marcas em projetos na Expointer e no Acampamento Farroupilha

Mais uma vez, Expointer e Acampamento Farroupilha aconteceram praticamente juntos no calendário gaúcho, e a Record esteve presente nos dois com projetos pensados de formas diferentes, mas com a mesma visão multiplataforma.
Na Expointer, optamos por não ter uma estrutura física própria. Levamos a Record para dentro dos nossos parceiros e criamos oportunidades de conteúdo e branded content. Pela primeira vez, tiramos o Rio Grande Record, apresentado por Léo Saballa, do estúdio e realizamos o programa diretamente do espaço do Banrisul, nosso patrocinador. Também estivemos ao vivo na abertura da feira, na Casa da Secom RS, além de outras ações ao longo do evento.
Já no Acampamento Farroupilha, construímos uma presença física robusta. Em frente ao palco principal, ativações de patrocinadores, prestação de serviço ao público e painéis digitais deram visibilidade aos nossos programas, produtos e às marcas parceiras.
No nosso piquete, foram quatro programas ao vivo, encontros com o mercado, almoços de relacionamento com autoridades, parceiros e patrocinadores, ações de merchandising e a transmissão de Chapecoense x Internacional, reforçando a presença do Campeonato Brasileiro na Record. E, naquela transmissão, alcançamos a liderança de audiência no Rio Grande do Sul.
Tudo isso ganhou ainda mais força através do nosso ecossistema de comunicação, levando conteúdo e oportunidades comerciais para diferentes plataformas e públicos.
E os resultados reforçam a força dessa estratégia: em 2026, os projetos apresentaram um crescimento de 121% no faturamento em relação a 2025. Mais do que um indicador financeiro, esse avanço mostra a força de uma atuação que integra conteúdo, comercial, marketing, experiência e diferentes plataformas, criando novas possibilidades de conexão entre marcas e público.
Meu agradecimento a cada patrocinador, apoiador, parceiro e, principalmente, aos times que fizeram tudo isso acontecer.
Seguimos acreditando em um modelo que vai muito além da venda de mídia: cocriar projetos, integrar conteúdo, experiência e multiplataforma e gerar resultado para as marcas.
Seguimos junto dos gaúchos e gaúchas, fortalecendo a Record como mais um grande canal de comunicação para o Rio Grande do Sul.
É daqui. É nosso. É Record.
Smart TVs mudam a relação entre tecnologia, conteúdo e publicidade
Por Guilherme Ravache
Não me considero um total ignorante quando o tema é a intersecção entre tecnologia e TV. O começo da minha formação foi na infância, no alto do telhado girando uma antena “espinha de peixe”. Booster de sinal, cabo coaxial, conector rosqueado, Bombril na antena interna. Vivi tudo isso e ainda instalei videocassete, videogame em dezenas de aparelhos de TV. Até home theater já montei, além de instalar Chromecast, Apple TV, Roku, e mais recentemente, aplicativos.
Ainda assim, durante a Copa do Mundo, precisei recorrer a uma pesquisa na internet e gastar quase 40 minutos para conseguir fazer os canais da TV aberta funcionarem na minha Smart TV. Mas essa dificuldade não é uma limitação da tecnologia ou erro de projeto. Ao contrário, é uma estratégia para acelerar uma crescente fonte de receita de fabricantes de TV.
Nos últimos anos, empresas de tecnologia e de produtos eletroeletrônicos entenderam que podem lucrar muito mais vendendo os dados de seus usuários, e também publicidade, do que propriamente comercializando produtos tradicionais como TVs.
No atual mercado de TVs conectadas à internet, além da privacidade, outro grande perdedor são canais de TV aberta e serviços de interesse público, que têm cada vez menos espaço nas TVs, assim como o conteúdo nacional.
Quem controla as TVs, aparelhos eletroeletrônicos e principalmente os sistemas operacionais destes equipamentos, controla a porta de entrada e, principalmente, domina os dados dos usuários.
Um botão de TV aberta no controle do televisor seria um alívio. Na próxima Copa, eu e milhares de brasileiros, não precisaríamos gastar um longo tempo em tentativas de assistir à TV aberta no aparelho em casa.
Leia a coluna completa no Valor Econômico: https://lnkd.in/dVDbZ9Fx
MACUCO MEDIA é manchete de capa do Meio & Mensagem desta semana
Por Pyr Marcondes
A reportagem é sobre o estudo que fiz, o MACUCO MEDIA LLM INDEX sobre o impacto das IAs nas marcas.
Em alimentos saudáveis, a invisibilidade das marcas para as IAs chega a 61%.
Hoje, cerca de 50% das buscas de consumo já passam pela IA.
Eu projeto que serão 90% até 2028.
Imagina onde pode chegar?
O que muda para o CMO?
Quando a marca não é achada, não é equívoco de mídia, é impacto direto em vendas e market share.
Nunca os CMOs tiveram que segurar diretamente essa peteca.
São R$ 8,1 bilhões por ano em valor de mercado em risco para quem continua investindo só em buscador tradicional.
A boa notícia: é possível construir uma malha de conteúdos algorítmicos com GEO/AEO que respondem certo, na hora certa, para o público certo.
Leva de 9 a 18 meses para virar autoridade nas respostas.
Quem começa agora, chega em 2028 citado.
Quem espera, chega invisível.
Ou seja, nem chega.
Obrigado à Thaís Monteiro e ao Meio & Mensagem pela reportagem.
Sua marca sabe em quantas respostas de IA ela aparece hoje?













