LiveMode passa a controlar 100% da CazéTV e outros artigos da semana – 16.11.2025

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Você vai ler na coluna de hoje: LiveMode passa a controlar 100% da CazéTV e Casimiro integra holding internacional do grupo, Movimento nacional lança campanha para fortalecer confiança e transparência na compra de bebidas no Brasil, A “Vila” brasileira do WPP, holding de comunicação que fatura US$ 18,8 bi por ano, Concorrência do Sesc/Senac Nacional propõe às agências pagamento abaixo do praticado, Luciano de Faria Brasil toma posse como presidente da FMP, Uma pesquisa inovadora revela uma contradição em cidades de médio porte: os brasileiros que migram ganham tempo livre, mas perdem opções de lazer e consumo e Com comercialização exclusiva da Imobi no RS, Balneário Camboriú ganha telão ao estilo “Times Square”. 

 

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LiveMode passa a controlar 100% da CazéTV e Casimiro integra holding internacional do grupo

 

A LiveMode consolidou sua participação na CazéTV ao assumir 100% do canal, adquirindo os 49% que pertenciam à CMiguel Produções, liderada por Casimiro Miguel. A transação transformou a participação direta de Casimiro na CazéTV em uma posição societária na holding internacional LiveMode Cayman.

Essa reestruturação visa otimizar a gestão do grupo e aguarda aprovação do Cade. Embora os valores da negociação não tenham sido divulgados, a operação reforça a presença de Casimiro na estrutura global do grupo.

Com essa mudança, a LiveMode fortalece sua atuação no mercado de direitos esportivos e transmissões digitais no Brasil. A CazéTV segue como um canal estratégico, consolidado no cenário nacional, enquanto Casimiro amplia sua participação no grupo por meio da holding internacional.

A CazéTV LiveMode agora está sob controle total da LiveMode, após uma reestruturação que consolidou a participação da empresa no canal. A LiveMode, que já possuía 51% da CazéTV, incorporou os 49% restantes que pertenciam à CMiguel Produções, liderada pelo jornalista e streamer Casimiro Miguel. Essa mudança visa otimizar a estrutura acionária do grupo.

A transação envolveu a transferência das ações de Casimiro para a LiveMode, em troca de sua inclusão como sócio na holding do grupo, a LiveMode Cayman. Embora o formato indique uma troca de ações, os valores exatos e os percentuais envolvidos no negócio não foram divulgados. A operação ainda aguarda a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com essa reestruturação, Casimiro deixa de ser um sócio direto da CazéTV e passa a integrar o capital da holding internacional que supervisiona todas as operações da LiveMode, que atua na negociação e produção de direitos de transmissão para diversos veículos de comunicação no Brasil.

A LiveMode Cayman, também conhecida como LiveMode Holdings Limited, é a mesma estrutura que recebeu o investimento da empresa americana General Atlantic e funciona como um guarda-chuva societário para o grupo. Em abril do ano anterior, a General Atlantic, em conjunto com o braço de private equity da XP, tornou-se sócia da LiveMode. Estima-se que o investimento tenha sido de cerca de R$ 440 milhões por uma fatia superior a 20% da empresa, embora os detalhes não tenham sido oficialmente divulgados.

Fundada em 2017, a LiveMode consolidou sua reputação como uma das empresas mais influentes no cenário de direitos esportivos, produção digital e transmissões multiplataforma no país. A empresa é responsável por negociar os direitos de transmissão da Liga Forte União (LFU), que recentemente vendeu parte de seus jogos em TV aberta para a Record.

A LiveMode foi fundada por Pedro Messina e Edgar Diniz, que também foram os fundadores do Esporte Interativo, canal vendido em 2015 para o grupo Turner (atual Warner Bros. Discovery) por um valor estimado entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões.

A CazéTV, criada em 2022 como uma joint venture entre a LiveMode e Casimiro Miguel, rapidamente se tornou um fenômeno de audiência, com transmissões do Mundial do Catar, Copa do Brasil, Jogos Olímpicos e diversas competições internacionais.

A consolidação da CazéTV LiveMode sob o controle da LiveMode representa um movimento estratégico para otimizar a gestão e o crescimento do canal, que se destaca no cenário de transmissões esportivas digitais no Brasil. A entrada de Casimiro como sócio na holding internacional reforça a parceria e a visão de futuro para a CazéTV.

 

 

Movimento nacional lança campanha para fortalecer confiança e transparência na compra de bebidas no Brasil

Por Renata Suter 

 

De olho em garantir a procedência e a segurança das bebidas comercializadas no país, a Diageo, empresa de destilados, lançou a campanha ‘Da nossa fábrica para o seu drink’. O ponto central da campanha, criada em parceria com a AlmapBBDO, é uma plataforma de comunicação que ajuda o consumidor a comprar de forma segura.

A ideia é mostrar que o setor de bebidas brasileiro é seguro e formado por empresas sérias, em sua maioria, comprometidas com a atuação dentro da lei, diferente do que aconteceu recentemente com pessoas intoxicadas por metanol.

Paula Lindenberg, CEO da Diageo Brasil, fala sobre a importância da campanha: “reconstruir a confiança é um processo contínuo, e queremos ser catalisadores dessa transformação. O legado que buscamos deixar é um mercado mais rastreável, justo e seguro para todos”.

O The Bar, e-commerce oficial da Diageo, passou a oferecer novas funcionalidades, como uma lista dinâmica de varejistas e revendedores homologados, mostrando em tempo real onde comprar bebidas de forma segura. A seleção aponta canais de venda como lojas físicas e plataformas digitais, além de distribuidores oficiais que fazem as bebidas chegarem aos bares e restaurantes.

Um canal exclusivo, via WhatsApp, orienta consumidores e estabelecimentos sobre onde comprar de maneira segura, por meio de geolocalização. Os pedidos feitos na plataforma da Diageo são acompanhados por um flyer de autenticidade que reforça a originalidade das garrafas.

A campanha integra um movimento mais amplo de cooperação entre empresas, entidades e poder público, que une esforços em torno de um propósito comum: restabelecer a confiança e garantir a segurança no consumo de bebidas no país.

A campanha tem veiculação nacional e ampla presença digital, nas redes sociais e nos perfis oficiais das marcas da Diageo, além das inserções em Meta, Gogle, YouTube e mídia programática. A estratégia também inclui mídia Out of Home (OOH) em grandes centros urbanos.

 

 

A “Vila” brasileira do WPP, holding de comunicação que fatura US$ 18,8 bi por ano

Por Lena Castellón

 

Projeto que levou cerca de três anos para ficar pronto, o campus brasileiro do Grupo WPP, a segunda maior holding de comunicação no mundo, abriu seu espaço ao público. Isso não é exatamente uma metáfora. O complexo que totaliza 57 mil m² no bairro da Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista, tem como coração um jardim que pode ser desfrutado por qualquer passante. É uma área livre.

Já para acessar os andares onde estão instalados os times de 21 agências e empresas do grupo, é preciso cumprir os ritos comuns às grandes companhias instaladas no país: fazer cadastro digital e ser liberado por um funcionário.

O novo endereço da holding no Brasil, chamado de WPP Vila, reúne aproximadamente quatro mil pessoas. Estão lá as equipes de agências de publicidade famosas, como VML, Ogilvy e Grey. Estão também os times de empresas de PR como Burson e Ideal. Construído pela Brookfield Properties e desenhado pelo arquiteto Gustavo Utrabo, o campus foi inaugurado na terça-feira, 11.

 

Todas as empresas no mesmo lugar

Dono de um faturamento de US$ 18,8 bilhões por ano no mundo, o WPP desenvolveu a ideia de campus para reunir suas companhias em um mesmo espaço. Como explica a holding, os complexos em que elas estão agrupadas foram projetados para incentivar modelos de trabalho flexíveis e híbridos e para oferecer aos clientes acesso, em um só lugar, aos serviços da gigante de comunicação, que vão de campanhas criativas, passando por design e produção, até soluções tecnológicas para as marcas, com destaque para IA.

O primeiro campus foi lançado em 2015 e hoje o WPP tem quase 50 espalhados pelo planeta. A intenção é chegar a 65 até o final deste ano.

Os complexos recebem nomes identificados com a região. O de Londres, por exemplo, é chamado de Sea Containers. O campus foi montado aproveitando um prédio histórico na margem Sul (South Bank) do Tâmisa onde funcionava uma empresa de leasing e transporte de contêineres marítimos.

 

Como é o campus

O WPP Vila está localizado no edifício Arquipeo, na avenida Mofarrej. A área é identificada como “Distrito de Inovação”, que busca promover atividades de inovação, tecnologia e pesquisa e estimular a economia do conhecimento.

Horizontalizado, o campus ocupa uma área de 39 mil m² (do total de 57 mil m² do complexo). Montados com estruturas pré-fabricadas de concreto, os espaços entre os andares são abertos, praticamente sem paredes, gerando uma visão extensa do que está lá fora, na rua. Há grandes empenas texturizadas.

Os andares se interligam por varandas amplas e com largas escadas. A configuração do campus dá uma constante ideia de “dentro e fora” para “confundir” quem está no campus, comenta o arquiteto Utrabo. Ele observa que é comum que os edifícios de empresas sejam de um jeito por fora e de outro no ambiente interno (em geral, mais sisudos). A proposta para o WPP Vila é que se perca essa percepção.

Vale mencionar que, do alto, a vista com as pessoas transitando pelos ambientes externos, entre as varandas e as escadas, chega a lembrar um quadro de M. C. Escher, artista holandês que trabalha com perspectivas e figuras que se encaixam, dando a impressão de mesclar o que está em cima com o que está embaixo.

Por dentro, há espaços para reuniões e outros, menores, que permitem conversas mais reservadas. No térreo, cafeterias e, logo, restaurantes. Existe também um auditório, que pode receber eventos culturais organizados para o público em geral.

Erguido em terreno que foi descontaminado, o campus possui certificação LEED Gold, atestando eficiência hídrica e energética, e certificação Fitwel, que reforça seu foco na saúde e na qualidade de vida de seus ocupantes. Essa ideia, segundo Gustavo Utrabo, é inovadora. O jardim permite dar respiro e oferecer momentos de descanso em um cenário vivo e verde. Mas também se apresenta como mais um lugar para se trabalhar, com a diferença de ser aberto.

Além das empresas do WPP no Brasil, o complexo tem espaços dedicados a clientes, com direito a um “partner lounge”, no qual parceiros estratégicos, como Amazon Ads, Globo, Netflix e Mercado Ads, passam a ter salas exclusivas. É o primeiro espaço do tipo instalado em um campus do grupo no mundo. O WPP tem mais de 20 parceiros de mídia e tecnologia.

Presente na inauguração, Cindy Rose, CEO do WPP, afirmou que o Brasil é “um dos mercados mais dinâmicos e criativos do mundo”. Ela comentou que o campus de São Paulo foi projetado para ser “um espaço verdadeiramente inspirador e aberto”.

Segundo ela, o WPP Vila é um investimento estratégico nos colaboradores, que também proporciona a todos os times ferramentas de ponta, como o WPP Open, plataforma de agentes de IA dedicada a projetos das marcas.

Stefano Zunino, country manager do WPP Brasil, salientou que o espaço transcende o conceito de escritório. “Ao reunir nossas agências sob o mesmo teto, em um ambiente que inspira e promove o bem-estar, estamos mais preparados do que nunca para entregar a transformação criativa que nossos clientes procuram”.

 

Por que WPP Vila?

O nome WPP Vila foi definido quando quase tudo estava finalizado. E agora ele está pronto para ser espalhado em campanha desenvolvida pela Grey, com filme no YouTube e peças em lugares que ficam nas imediações do campus, como estações de metrô e trem.

O briefing para a nomenclatura do complexo é que ele precisava refletir o Brasil e o espírito do brasileiro, que é comunitário, diz Manir Fadel, presidente e CCO da Grey. “Numa vila, as pessoas costumam ficar com as portas abertas. É um espaço com várias realidades, mas interconectadas”, explica, salientando que ele cresceu em uma.

São duas ideias que o WPP quer abraçar com o nome do campus. A primeira se refere exatamente às vilas do Brasil, em que a vida se organiza em vizinhanças próximas, com os moradores trocando experiências, histórias, receitas. A segunda é simbólica e está expressa na campanha criada pela Grey, que apresenta o WPP como um ecossistema que integra competências diferentes.

Intitulado “O metro quadrado mais criativo do país”, o filme aponta que “diferenças e semelhanças juntas se fortalecem”. A peça conta ainda com elementos da identidade visual do WPP: pontos que se juntam e se separam para compor desenhos e mensagens.

 

 

Concorrência do Sesc/Senac Nacional propõe às agências pagamento abaixo do praticado

Por Renata Suter

 

Concorrência do Sesc/Senac Nacional, de 27 de outubro de 2025, com orçamento/proposta comercial a ser entregue até 17 de novembro deste ano, surpreende ao destacar que não aceitarão honorários de mídia maior do que 10%, nem honorários de produção maiores do que 5%.

Os valores em questão são abaixo do praticado habitualmente, mas claramente expresso no edital: “Quando a responsabilidade da Agência limitar-se exclusivamente à contratação do serviço ou suprimento, sobre o valor respectivo o Anunciante pagará à Agência “honorários” de no mínimo 5% ( cinco por cento) e no máximo 10% (dez por cento)”.

A Janela Publicitária procurou o Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário (Abap) e a Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), buscando o posicionamento das entidades no sentido de orientar as agências quanto a essa situação. Ambas encaminharam o edital de concorrência para seus departamentos jurídicos, que até o fechamento desta matéria ainda não haviam se manifestado.

O orçamento não foi informado, tampouco a verba de mídia. Diante disso, algumas agências, a princípio interessadas em participar da licitação, desistiram.

 

 

Luciano de Faria Brasil toma posse como presidente da FMP

 

O promotor de Justiça Luciano de Faria Brasil tomou posse como presidente da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), na tarde desta segunda-feira, 17 de novembro, em cerimônia no Palácio do Ministério Público, em Porto Alegre. Ao lado dele, foram empossados também os novos membros do Conselho Administrativo: o vice-presidente Mauro Henrique Renner; a secretária-geral Josiane Superti Brasil Camejo; e o representante do corpo docente, Alexandre Lipp João.

Reconhecido por sua sólida trajetória no Ministério Público do Rio Grande do Sul e forte atuação acadêmica, Brasil assume a presidência da FMP com o compromisso de fortalecer ainda mais o papel da instituição como referência nacional no ensino jurídico e na formação de profissionais comprometidos com a justiça social.

A solenidade contou com a presença de autoridades do meio jurídico, representantes do Ministério Público, docentes, alunos e parceiros institucionais. “Assumir a presidência é uma honra e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade de seguir construindo uma educação que transforma vidas e contribui para uma sociedade mais justa”, afirmou o presidente eleito em outubro para o triênio 2025-2028.

 

Sobre Luciano de Faria Brasil

Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais na UFRGS, Luciano de Faria Brasil é especialista em Direito Digital pela FMP e mestre e doutor em Filosofia pela PUCRS. Foi aprovado em 1.º lugar no 38.º concurso para ingresso na carreira do Ministério Público do Rio Grande do Sul, tomando posse no cargo de Promotor de Justiça em fevereiro de 1995. Atuou nas Promotorias de Justiça de Lagoa Vermelha (1995-1997), Bento Gonçalves (1997-1999) e Lajeado (1999-2002).

Depois, em Porto Alegre atuou na Promotoria de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística (2005-2015). Exerceu também as funções de Promotor-Corregedor (2002-2005), Diretor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – CEAF (2015-2019), Coordenador da Secretaria dos Órgãos Colegiados (2019-2021), Coordenador do Memorial do Ministério Público (2019-2021) e Chefe de Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça (2021-2023).

Além disso, foi Presidente do Colégio de Diretores de Escolas e Centros de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional dos Ministérios Públicos do Brasil (CDEMP) no período 2018/2019 e vice-presidente eleito da Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul/FMP (mandatos 2019/2022 e 2022/2025).

Publicou os livros “Paz, guerra e intervenção no pensamento de Kant” (2020) e “Elementos para uma teoria geral do direito urbanístico” (2021), assim como capítulos de obras coletivas, artigos jurídicos em revistas especializadas e textos em anais de congressos. Juntamente com o Dr. Cláudio Barros Silva, organizou a obra coletiva “Reflexões sobre o novo Código de Processo Civil” (2016), atualmente em sua 2ª edição.

 

 

Uma pesquisa inovadora revela uma contradição em cidades de médio porte: os brasileiros que migram ganham tempo livre, mas perdem opções de lazer e consumo.

 

Apesar de terem alcançado a tão desejada qualidade de vida, os brasileiros que deixam os grandes centros urbanos enfrentam a falta de opções de lazer e recursos de consumo. Segundo um estudo da OMI, 85% afirmam não ter onde se divertir e 53% não conseguem comprar tudo o que precisam em municípios de médio porte.

Aqueles que deixam as grandes metrópoles em busca de uma melhor qualidade de vida muitas vezes a encontram em cidades brasileiras de médio porte — onde os deslocamentos tendem a ser mais curtos e o custo de vida é menor, liberando mais tempo e dinheiro para aproveitar a vida. No entanto, alcançar esse ideal enfrenta um obstáculo concreto: a ainda limitada disponibilidade de lazer, consumo e serviços. Isso é revelado no estudo “O Brasil em Crescimento: Vida em Cidades de Médio Porte”, da IMO, uma agência de insights que transforma dados em conceitos aplicáveis ​​à tomada de decisões empresariais, ajudando empresas, marcas, a imprensa e outras instituições a acompanhar de perto as transformações culturais, sociais e econômicas do país.

No caso da pesquisa focada em cidades de médio porte, foram analisados ​​municípios de norte a sul com 150.000 a 500.000 habitantes, o que nos permitiu identificar que:

53% dos moradores sentem que não conseguem comprar tudo o que precisam e desejam no local onde moram;

85% consideram que faltam espaços de lazer públicos ou privados na cidade;

87% passam a maior parte do seu tempo livre em casa.

“O que os dados revelam é uma interessante contradição sobre essas cidades que ganharam destaque nos últimos anos devido ao crescimento populacional: elas oferecem uma vida cotidiana mais equilibrada e menos caótica, mas ainda enfrentam um déficit significativo de infraestrutura em lazer, consumo e mobilidade. Isso representa uma oportunidade tanto para o setor privado quanto para o público”, analisa Lucas Silva, fundador e CEO da IMO.

Essa discrepância apontada por Lucas Silva também se manifesta em relação ao deslocamento pendular em cidades de médio porte. Embora as pessoas geralmente cheguem ao trabalho rapidamente, precisam fazê-lo de carro devido à ineficiência do transporte público — 82% associam a necessidade de possuir um veículo justamente a esse problema.

 

Como a mobilidade será afetada?

Segundo a pesquisa, 70% das pessoas levam em média 30 minutos para chegar ao trabalho — uma realidade para apenas 36% dos moradores de grandes cidades. O trajeto até o shopping center também costuma ser rápido: 42% levam até 10 minutos e 38% levam entre 10 e 30 minutos.

No entanto, outras necessidades exigem deslocamentos mais longos e, muitas vezes, viagens para cidades vizinhas — especialmente para serviços de saúde e compras específicas. Atualmente, 48% das pessoas precisam viajar para cidades vizinhas para obter cuidados de saúde, de acordo com a pesquisa.

“Existe um certo receio em depender do sistema público de saúde, que nem sempre é suficiente. É por isso que famílias com maior poder aquisitivo procuram médicos, clínicas e hospitais em cidades vizinhas”, explica Lucas Silva. “Por outro lado, clínicas com preços acessíveis tornaram-se comuns em áreas urbanas, oferecendo alternativas mais baratas com opções de pagamento facilitadas.”

 

Perspectiva de mudança

Enquanto isso, no que diz respeito ao entretenimento, 87% respondem à falta de opções disponíveis fazendo de suas próprias casas a principal fonte de lazer. Não surpreendentemente, 39% disseram que planejam reformar suas casas nos próximos 12 meses.

Há também aqueles que se refugiam no ambiente digital. Aliás, uma parcela significativa da população: mais de dois terços dos residentes recorrem frequentemente às redes sociais para entretenimento — 71% consomem conteúdo mais de uma vez por dia.

“Ao visitarmos as casas das pessoas durante nosso estudo, identificamos que o lar se tornou o centro do lazer — 87% passam a maior parte do tempo livre em casa — e que a expectativa de melhorias impulsiona os investimentos em seu próprio espaço: 39% pretendem reformar suas residências nos próximos 12 meses”, conclui Lucas Silva, da IMO.

A pesquisa completa pode ser acessada aqui.

Este estudo faz parte da plataforma “Eu Vi o Brasil” , um lançamento do OMI que visa reunir os estudos originais da agência, bem como mapear e compreender as transformações em nosso país. O estudo, com foco em cidades de médio porte, foi produzido a partir de pesquisa quantitativa e qualitativa realizada por meio de painéis online com 1.000 entrevistas em cidades brasileiras com populações entre 150.000 e 500.000 habitantes, abrangendo todas as cinco regiões do país. O trabalho de campo ocorreu entre 16 de maio de 2025 e 9 de junho de 2025, com público-alvo de residentes de 18 a 65 anos. A margem de erro para a amostra total é de ±3 pontos percentuais, com 95% de confiança. Os resultados por subgrupos estão sujeitos a margens de erro maiores e, em questões de múltipla escolha, as porcentagens podem somar mais de 100%.

 

Sobre o IMO Insights

A IMO é uma agência de insights que transforma dados em narrativas estratégicas para apoiar a tomada de decisões. Combinando rigor técnico, sensibilidade cultural e visão de negócios, ela atua como uma extensão das equipes de insights e estratégia das empresas, organizando a escuta ativa, contextualizando comportamentos e estruturando caminhos de conhecimento personalizados para cada desafio.

Fundada na experiência prática de seus parceiros com marcas e empresas, a IMO nasceu da perspectiva de quem já enfrentou os desafios de transformar dados em decisões estratégicas. Ela se diferencia por ir além de análises descritivas e entregas genéricas: seus projetos conectam comportamento, contexto e tomada de decisão, gerando aprendizado contínuo e impacto real nos negócios.

 

 

Com comercialização exclusiva da Imobi no RS, Balneário Camboriú ganha telão ao estilo “Times Square”

 

 

Balneário Camboriú–SC ganhou um imponente painel de LED 5D, semelhante aos que dão charme à famosa avenida americana Times Square. A estrutura com 11,5 metros de altura x 9,6 metros de largura integra o complexo gastronômico e comercial New York Food Lounge. Novidade localizada no edifício New York Apartments, na esquina das Avenidas Brasil e Alvin Bauer, é idealizada pelos empresários Carlos Nacli e Ana Paula Conti Bastos.

Com investimento total superior aos R$ 50 milhões feito pela Capeduna Equity Ltda, proprietária do projeto, o empreendimento catarinense trará um conceito inédito na região: o telão circular de LED 3D, será interativo e permitirá ao público interagir em tempo real com os conteúdos exibidos via aplicativo. A Imobi, empresa gaúcha especializada em Mídia OOH, é a responsável pela comercialização e operação publicitária exclusiva do painel no Rio Grande do Sul.

Com sede em Porto Alegre e atuação nacional, a Imobi amplia sua presença em projetos que unem tecnologia, arquitetura e experiência urbana. Na capital gaúcha, assina a Mega Empena 3D, uma das maiores do país (30x10m) e a Passarela Digital, que possui um conjunto de telas e faixas de LED que transformaram a Av. Nilo Peçanha em referência em mídia urbana inteligente.

 

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