Você vai ler na coluna hoje: A logística estrutural míope do Brasil – recordes em produção e trilhões desperdiçados em obras ruins, As redes sociais favoritas de cada geração, Qual é o papel da TV conectada no mix de mídia multicanal?, SPR celebra 29 anos com campanha que reforça o posicionamento e a essência da marca, Público regional representa 50% da ocupação de resort e impulsiona turismo em SC.
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A logística estrutural míope do Brasil
Enquanto o agronegócio e a indústria batem recordes da porteira para dentro, a ineficiência estatal joga trilhões no ralo com obras ruins que devoram o PIB
Por Kátya Desessards (Agroin)
Entre dissertações acadêmicas inusáveis e remendos bilionários em estradas, o Brasil subverte a matemática elementar e a conta vai direto para sua mesa.
O Brasil é um país continental que escolheu andar de marcha à ré na infraestrutura!! POR QUÊ!?!?
…penso que macumba, praga, mau olhado, inveja, negativo, sina, resgate espiritual ou quem foi que forjou o ‘bezerro de ouro… o país precisa ‘quebrar’???
…ou é só o DNA ‘naturalmente contraventor’ na alma do brasileiro que se expressa e não tem cura!?!?
O país não aprende. O fluxo logístico ou a falta dele impacta diretamente a economia, porque é o FATOR DE RISCO diretamente ligado a formação de Valor de todas as Cadeias produtivas e de serviços no país, pois é ele que define o preço final e o quanto o país é ou não competitivo. Preço, custo, valor e ser competitivo depende da LOGÍSTICA, ou seja, da INFRAESTRUTURA de escoamento de tudo que produzimos. Os por quês não param…
Por que o irracional tem espaço e é normalizado no Brasil? Sério!! Não é uma piada.
Encontrar uma solução deveria ser a busca…
Desde o início dos anos 2000, quando cursei a primeira pós-graduação de Logística Empresarial do Brasil, uma ‘loucura’ maravilhosa do professor Mauro Schlüter (um visionário); venho levantando questões sobre a falta de estratégia nos investimentos e na utilização de técnicas das engenharias na estrutura logística e viária no Brasil. Quando se olha para estradas, ferrovias e hidrovias, nosso país é um emaranhado de estruturas que não se conversam e não são pensadas de forma integrativa e adequada a cada microrregião. Parece que falamos em grego, escrevemos em aramaico e lemos em chinês, russo e dinamarquês…
Nada faz sentido. Tenho a convicção que a pergunta que deveria estar sendo feita é…
Por que a maioria das obras públicas – seja da infraestrutura viária ou de prédios públicos – não são feitos para durarem ou para atenderem o crescimento lógico das demandas!!!???
A infraestrutura viária seja de estradas ou na arquitetura das cidades precisa pensar em TODO o Tripé do ESG.
E por quê!? Ouço essa pergunta e sempre me assusto e espanto. Como a visão das pessoas é sempre, apenas, no raio do seu próprio umbigo. Seja por ignorância, por corrupção ou pelo ‘modo cretino’ de ser do… ‘tanto faz, é público. Faz de qualquer jeito. O importante é tirar o máximo de verba pública’. Mas esse dinheiro vem – exatamente – de onde!!?? Alguma novidade? Claro que não! Mas vamos seguir refletindo…
Sim, há boas práticas. Algumas localidades até trazem bons exemplos, mas são raros e se concentram no Brasil profundo, no interior de alguns estados. No Modal rodoviário, mesmo que tais trechos (estradas, ruas e avenidas) sejam bons, ainda assim, são ruins. E por quê!? Simples, não há inteligência no processo de toda a infraestrutura logística do país.
Fato. Se falamos de estradas o caos já começa nos materiais e nas técnicas usadas. São ruins, de baixa qualidade e sem pensar – de fato – no entorno e na longevidade das estruturas. A ideia é não durar. Parece piada, mas não, não é! A realidade mostra isso, e “diante de fatos não há argumentos”. Ainda assim, muitos incautos se enchem de argumentos que não param em pé ao terminarem o primeiro parágrafo da escrita ou da fala na ‘defesa’ dessa prática desonesta. É um Modus Operandi usual, não uma exceção. Triste, porque é aquela frase que – noutros artigos contei – que ouvi de colegas de trabalho em várias empresas que passei: “Sempre foi assim. Sempre foi feito dessa forma”.
E o que o ESG tem a ver com isso!? TUDO.
Aqui falamos do objetivo e do princípio central do ESG, a ÉTICA… (no caso, a falta dela).
A infraestrutura logística é responsabilidade dos Governos Federal, Estaduais e Municipais. É das suas atribuições, ou pelo menos deveria ser. Porque, na prática, ao invés de trabalharem em parceria cada qual faz sem se importar se as conexões de todas essas estruturas estarão adequadas. A questão aqui não é uma formalidade, é de LÓGICA da usabilidade pensada para carros, caminhões, motos e a interconexão com outros modais como: trens, navios, barcas e catamarãs com pedestres. Tudo envolve uso de PESSOAS. Mas esse pequeno detalhe parece não fazer parte dessa equação.
E por quê!? Observe! Tudo é feito para coisas e não pensado para pessoas…
Carros e motos têm sempre prioridade, bicicletas e monociclos têm ‘prioridade’ nas calçadas. E os pedestres!? Que saiam da frente… (mas guarde essa reflexão que no final vamos fechá-la).
Escrevi no início dos anos 2000 (acho que 2004), no Jornal do Comércio de Porto Alegre, um artigo muito analítico e completo que ocupou uma página inteira do jornal impresso. E revendo o texto hoje, em pleno ano de 2026, nada mudaria. Apenas acrescentaria a perspectiva das tecnologias de hoje. A narrativa sobre os problemas que apontei na época permanece, e cerca de 90% ainda não foram solucionados, corrigidos ou implementados. Absurdo!? Com certeza. Mas não me surpreendem. Lamentavelmente.
O Brasil continua… (quase eternamente)… com os mesmos problemas que oneram a produção industrial, agropecuária, o comércio e o transporte e, por aí, só ladeira abaixo…
Uma verdadeira ‘bola de neve gigante’ em pleno país tropical. Perdão pelo trocadilho infame. Mas a visão deste cenário que quase nada mudou desde a época do meu artigo do JC, beira a piada pronta sem graça. Grande parte do Custo Brasil para os produtos nacionais tanto no mercado interno como externo…. diria que cerca de 70%, vem – totalmente – da precariedade logística. Em regiões há uma completa desolação.
A logística, tem no seu conceito e aplicabilidade, a fluidez como ‘Modus Operandi’ na transmissão de dados e transporte de coisas e pessoas. É uma engenharia que busca a precisão e, ao mesmo tempo, a flexibilidade para mudar de rumo e adequar objetivos às demandas. Mas, para que isso aconteça e seja uma solução e não um problema, como é 70% da infraestrutura física do país, é preciso que todo o sistema tenha uma lógica entre operação, função e necessidade. Matemática da 5ª série pura… simples e eficaz.
Entendido isso, se passa para compreender a grande complexidade dos Modais: o transporte rodoviário (muito usado e maior gargalo), o aéreo (pouco usado por ser muito caro), o ferroviário (quase inexistente), o hidroviário (quase sem uso estratégico). E por fim, o que deveria ser a ‘cereja do bolo’? Ter um sistema de dados e operacional dos Modais totalmente interligados.
O alto custo de TODA a produção brasileira sempre foi a falta de inteligência logística. É cansativo ver, ouvir e ter que fazer cara de paisagem para ‘especialistas’, palestrantes ou ter que assistir propaganda estatal. E por quê?
…o cerne do problema é EXATAMENTE o mesmo dos últimos 136 anos como república… a falta de honestidade operacional da estrutura estatal e política com seus ‘Jabutis’… O que fazer para que haja eficiência e eficácia dos serviços e infraestrutura pública!?
O cenário é esse. Simples assim! Sem narrativas políticas. Sem partidarismos. Sem lado. Apenas a realidade ocular dos fatos… E, também, não é uma acusação. E nem é preciso! É a pura e verdadeira realidade repetitiva do dia a dia.
O conceito logístico entra diretamente na aplicabilidade da mobilidade viária e de pedestres das cidades e municípios, no escoamento de toda a produção agropecuária e da indústria do país, e no compartilhamento de todos esses dados para que haja inteligência em todos os processos, ações e tomadas de decisões. A equação operacional é simples, mas a fórmula para conciliar dados e fatos é infinitamente mais complexa.
E é aí que todo o ‘guarda-chuva’ do ESG entra ou deveria entrar. Por que ‘deveria!?
Simples. A realidade no Brasil em, 90% dos casos, nunca é conforme os protocolos, projetos ou normas.
Tenho uma teoria muito simples sobre isso. Em grande parte, o brasileiro e seus governos gostam de ‘facilitar’ a continuidade dos seus próprios problemas com a simples ação de não resolver os problemas como deveriam.
Viu como é simples!?
E o maior exemplo vem de toda a estrutura estatal, onde quem faz certo é punido e ridicularizado, os materiais usados em grande parte é sempre o pior (e aqui a relação menor preço é só fantasia). A execução de obras e serviços são lamentáveis, e quando alguém faz como deveria, é isolado. Parece piada. Mas é a realidade. Imagino que muitos se ‘ofenderão’, mas duvido que venham querer dialogar ou debater para colocar as ‘cartas na mesa’… DUVIDO. Mas me coloco à disposição!!!! (…e ficarei sentada, só para não cansar).
Vocês notaram quanta retórica e verve é preciso e necessário para se conseguir falar sobre a logística da mobilidade no Brasil!?!?
É um complexo enorme que impacta diretamente o PIB nacional, a capilaridade de negociação do comércio exterior e dita os preços diretos ao consumidor. O passivo da mobilidade logística brasileira, SEM a Inteligência Multimodal é o agente direto para o elevado Custo-Brasil que resulta na inflamada e acelerada alta constante dos juros bancários. É o que chamamos de ‘Ciclo-Vicioso’ da economia brasileira. Se mantém fases de ‘estabilidade’ sem muitos picos dos juros, mas também nenhuma baixa significativa; e em contrapartida as fases de ‘crises’ com inflação alta e juros disparados.
E por quê!? Alguém precisa pagar a conta para manter o alimento desse enorme ‘mamute’ (o país estatal).
O Brasil consegue subverter a lógica de muitas das teorias econômicas, filosóficas e da lógica-quântica…
E para provar que: contra fatos não há argumentos, vou traduzir esse ‘manicômio’ em números e dados auditáveis. Este ano, o estudo anual – Custos Logísticos e o Impacto nas Empresas Brasileiras -, capitaneado pelo prestigiado Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), revelou que a nossa ineficiência logística devora absurdos 15,5% do PIB nacional. Estamos falando de R$ 1,96 trilhão jogados – diretamente – no lixo da desorganização crônica! O grande vilão continua sendo o transporte de cargas, que consome sozinho 8,5% do nosso PIB.
Enquanto isso, economias maduras como os Estados Unidos resolvem sua vida gastando cerca de 8% do PIB com logística. Ou seja, o produto brasileiro já sai para o mercado com o quadruplo de desvantagem no custo de movimentação. E é por isso que, quando qualquer país que aumente suas taxas para nossos produtos, entramos em uma crise interna. E o governo (seja qual for) culpa os outros países e não a sua ‘enorme ineficiência na gestão’.
E se o assunto for o “E” (Environmental/Ambiental) do ESG, o nosso modelo centrado quase que – exclusivamente – no asfalto, comete um verdadeiro ‘ecocídio’ diário. O setor de transportes responde por mais de 14% das emissões absolutas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) no Brasil.
Sabe o que é mais ridículo? O transporte rodoviário de cargas gera até 100 vezes mais CO₂ por unidade de distância do que o transporte marítimo ou ferroviário.
Busquei dados consolidados do SEEG e no Inventário Nacional de Emissões onde mostram que, os caminhões de carga pesada e semipesada cravam mais de 22% das emissões totais do setor rodoviário. Estamos, literalmente, queimando bilhões de litros de diesel em estradas ruins para transportar soja, milho e manufaturados que deveriam estar deslizando sobre trilhos ou navegando por hidrovias integrados num Sistema Multi-Modal; onde os caminhões fariam parte desse percurso. Mas o que temos hoje… é o perfeito oposto de sustentabilidade.
…”mas a culpa é do Trump, dos agricultores franceses, das regras do Canadá, das imposições da Europa, da guerra na Ucrânia”. Ou pior… mesmo não tendo nada a ver com a nossa ‘decadência logística’, ouvi de uns e outros imbecis que a Culpa de tudo era de Israel. Juro, tem gente que só nascendo de novo…
Entenda. Quando olhamos para o lado e nos comparamos com nossos vizinhos da América Latina, por exemplo, a vergonha ganha contornos dramáticos. Nossa!!!! Muita vergonha. No Índice de Desempenho Logístico (LPI) do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 51ª posição global. Até superamos numericamente o Panamá (57º) e o Chile (61º), mas isso é puramente estatística de gabinete. E provo…
Na vida real, o Panamá humilha o Brasil em infraestrutura de conexões portuárias e eficiência aduaneira centralizada por razões óbvias de usabilidade mundial. Já o Chile, com sua geografia desafiadora, estruturou concessões e parcerias público-privadas que garantem rodovias seguras e com pavimentação de alta durabilidade, escoando frutas, vinhos e minérios para os portos do Pacífico sem quebrar a suspensão de um único caminhão. No Brasil, o agronegócio quebra recordes históricos de produção da porteira para dentro (ano a ano), mas vê sua rentabilidade evaporar da porteira para fora… por conta do preço estratosférico e pornográfico do frete e das perdas de grãos nas estradas esburacadas.
Hoje, o valor do metro quadrado de asfalto aplicado nas estradas pelo Brasil… pode variar de 180% a mais de 5000% (sendo comedida) sobre o valor normal ao consumidor final. Assim como, dentro dessa mesma lógica, o valor do cimento, tijolo e concreto nas obras de prédios públicos e sua concomitante execução. A fórmula é assim… Ganha a licitação o ‘preço mais barato’, para executar uma obra que duraria 1 ano. Mas, na execução com 7 meses pedem aditivos de 20% a 70% do valor contratado da obra alegando ‘problemas’ encontrados no percurso; e, com isso, a obra de 1 ano, vira 5 anos de execução em média. E o valor (por exemplo) da obra de R$ 450 mil, passa a custar quase ou mais de 6 milhões. A lógica é essa.
Trabalho com dados, só para deixar bem claro que – aqui – não há nenhuma ‘apologia’ política.
São Fatos. Dados. E a realidade testemunhal Brasil afora. Faça um Google: ‘obras inacabadas’, ‘estradas ruins’ e ‘custo logístico brasileiro’… e cruze com os juros bancários estratosféricos…
Simples assim! Nada que a aplicação de uma ‘Fórmula de Bhaskara’ não possa encontrar as raízes (soluções) de uma equação do ‘segundo grau’ (no caso, da realidade paralela que o país vive). Mas o culpa é do Trump! (só rindo dessa hipocrisia)
É… o Brasil não é para amadores! E mesmo com toda essa realidade, o brasileiro ainda consegue se destacar em muitos segmentos. É um Fato! Então, vamos considerar isso uma variável em potencial.
E olhando o cenário… Continuar a pagar mais caro por m² de asfalto, cimento e concreto aplicados em projetos ruins de estradas e pontes, quase sempre mais estreitas do que a necessidade e de durabilidade suspeita, não preciso dizer que é burrice! Mas quem fiscaliza!?
A última Pesquisa CNT de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte esfregou a realidade na nossa cara e prova o que venho falando: mais de 62% da malha rodoviária pavimentada do país (sob gestão pública e privada) foi avaliada como regular, ruim ou péssima. Apenas um percentual ridículo de cerca de 10% é considerado ótimo. Rodar em asfalto esburacado rasga pneus, joga o consumo de combustível nas alturas e encarece o frete em até 30%, custo este que você, caro leitor, paga diretamente na gôndola do supermercado. Então, não culpe o Trump!
Então, vamos direto aos FATOS… Vou escancarar de vez a fratura exposta do nosso território. Desenhei um cenário geral de maturidade, evolução e estagnação da Infraestrutura Logística nas cinco Regiões do Brasil. O contraste é uma verdadeira viagem no tempo, onde o setor privado tenta operar no século XXI (21) e o Estado entrega uma infraestrutura digna do século XIX (19). Vamos lá:
REGIÃO NORTE (Maturidade: Baixa)
CENÁRIO GERAL: Aqui, o conceito de logística integrada é uma utopia distante. A região possui uma dependência vital de rios navegáveis, mas a falta de dragagem, balizamento e infraestrutura portuária adequada transforma o transporte em um exercício de sobrevivência, agravado por secas e cheias extremas. Quando a hidrovia falha, o asfalto inexiste.
– Amazonas: O estado é refém do isolamento geográfico crônico. O Polo Industrial de Manaus, uma potência tecnológica interna, sofre com o “apagão logístico” nas estiagens severas dos rios Solimões e Amazonas. Sem hidrovias navegáveis o ano todo, as indústrias são obrigadas a pagar fretes aéreos astronômicos ou paralisar linhas de montagem, encarecendo eletrodomésticos e eletrônicos em todo o país.
– Pará: O escoamento do agronegócio em direção aos portos do Arco Norte esbarra no descaso estrutural. A BR-163 é o perfeito monumento à irracionalidade: embora seja o corredor ecológico e de escoamento de grãos, trechos sem manutenção adequada criam atoleiros quilométricos ou nuvens de poeira que destroem os caminhões, cobrando um pedágio invisível sobre a soja brasileira.
REGIÃO NORDESTE (Maturidade: Média-Baixa)
CENÁRIO GERAL: Há uma clara evolução conceitual nos grandes hubs portuários costeiros que atraem investimentos globais, mas falta capilaridade interna. A infraestrutura de ligação entre o interior produtivo (como o Matopiba) e os portos ainda padece com rodovias estaduais em condições precárias e ferrovias inacabadas.
– Maranhão: No Porto do Itaqui, um dos mais profundos e eficientes do mundo, capaz de receber navios de grande calado. Porém, a conexão desse monstro portuário com as fronteiras agrícolas do interior sofre com a saturação rodoviária e com os atrasos crônicos na ampliação de ramais ferroviários de carga geral, limitando a competitividade real do produtor local.
– Ceará: O Complexo Industrial e Portuário do Pecém desponta como um hub moderno, conectado com o mundo e focado em novas tecnologias, como o hidrogênio verde. Todavia, a malha viária vicinal e as estradas que cortam o semiárido cearense para a distribuição de mercadorias no comércio interno continuam operando na base do remendo e de asfalto de baixíssima durabilidade.
REGIÃO CENTRO-OESTE (Maturidade: Média)
CENÁRIO GERAL: O agronegócio de alta precisão impôs um entendimento cirúrgico de Supply Chain “porteira para dentro”. O problema é que “porteira para fora” o cenário é primitivo. A região é refém absoluta do modal rodoviário, gerando fretes caríssimos para arrastar milhões de toneladas de grãos por milhares de quilômetros até os portos do Sul e Sudeste.
– Mato Grosso: O maior produtor de grãos do país opera com frotas de caminhões modernas e tecnologia de ponta na colheita. Mas o escoamento vive em constante estado de alerta pela ausência crônica de trilhos. A Ferrovia Ferrogrão arrasta-se há anos em um limbo burocrático e judicial sem fim, mantendo o estado acorrentado ao asfalto.
– Goiás: Estrategicamente localizado no coração do país, o estado abriga o polo intermodal de Anápolis, mas sofre com o estrangulamento de rodovias críticas como a BR-153. O fluxo intenso de cargas pesadas divide espaço com o trânsito urbano em pistas simples saturadas, elevando os índices de acidentes e atrasando as entregas industriais.
REGIÃO SUDESTE (Maturidade: Alta)
CENÁRIO GERAL: É o centro nervoso da logística corporativa do país, onde conceitos de Logística 4.0, centros de distribuição inteligentes e roteirização avançada são aplicados diariamente. No entanto, a infraestrutura física está severamente sufocada pelo colapso urbano, pela saturação das vias de acesso aos portos e pela burocracia aduaneira.
– São Paulo: Detém, disparada, a melhor malha rodoviária concessionada do país sob gestão privada. Mas o calvário se revela na chegada ao destino: o Porto de Santos. Gargalos históricos nos acessos urbanos e na infraestrutura retroportuária fazem com que filas quilométricas de caminhões esperem dias para descarregar, gerando um custo de ociosidade absurdo.
– Minas Gerais: Possui a maior malha rodoviária do país, mas sua esmagadora maioria é de estradas estatais negligenciadas, perigosas e de pista simples. O escoamento da colossal produção de minério e café precisa encarar rotas trágicas como a BR-381 (a famosa “Rodovia da Morte”), onde o atraso logístico é medido em vidas perdidas e prejuízos operacionais.
REGIÃO SUL (Maturidade: Média-Alta)
CENÁRIO GERAL: Há uma forte cultura de cooperativismo, polos industriais dinâmicos e proximidade geográfica com excelentes portos. Contudo, a região revelou a sua total falta de resiliência e ausência de planejamento ESG de longo prazo diante de desastres climáticos, com uma infraestrutura que desmorona sob eventos climáticos extremos.
– Rio Grande do Sul: O estado sofreu duramente com desastres climáticos devastadores que destruíram pontes, viadutos e rasgaram rodovias inteiras. A tragédia provou cientificamente o que eu já dizia: nossa engenharia estatal não projeta estruturas pensando em longevidade ou contenção de danos. A reconstrução da malha gaúcha avança a passos lentos e reativos, sangrando as finanças das indústrias e do comércio locais.
– Paraná: O corredor de exportação que alimenta o pujante Porto de Paranaguá é robusto, mas a transição e a demora burocrática nas novas licitações dos pedágios criaram anos de vácuo em investimentos de duplicação e manutenção das rodovias estaduais. Caminhoneiros e transportadores amargaram estradas deterioradas enquanto o governo debatia cláusulas contratuais na teoria.
O tamanho continental do Brasil pede a aplicação de um Sistema Multimodal, que integraria numa única INTELIGÊNCIA SISTÊMICA os modais rodoviário, ferroviário, hidroviário e marítimo para escoamento de toda a produção aos portos e aeroportos para exportação e para a distribuição ao mercado interno. Com criação de mais entrepostos secos com sistemas mais ágeis de distribuição (com vans e caminhões de médio e pequeno porte) dentro das cidades, diminuindo o número de caminhões grandes e pesados nas ruas das cidades.
É um sistema que funciona muito bem, comprovadamente em outros países. Aí fica a pergunta ‘martelando’…
Por que (diabos), esse nível de inteligência logística NÃO É APLICADO no Brasil !?!?!? Senhor amado!!!
Sendo o Brasil um celeiro de startups com soluções inéditas ou, genialmente, simples. Por que por D’us (que rezo todos os dias) o brasileiro continua conformado com esse lixo logístico que temos no país???? E aqui não tem nenhuma piada, nem estou achando graça. É… ‘puticedacaramesmo’.
A bagunça logística do Brasil é mais que um problema, virou o seu próprio conceito de execução (sempre foi assim e ‘assim’ ficará). E ‘Doutos’ PhD fazem apologia a novas tecnologias, ministrando argumentos bem-posicionados nas suas defesas de teses de mestrados e doutorados. Tudo num perfeito acorde da ABNT. Mas que, na prática, não oferecem NENHUMA solução real ou plausível. Somos o país das dissertações premiadas, mas “inusáveis” (pronto: criei uma palavra nova)… assim a palavra ‘inútil’ (que deveria ser usada) não ofenderá com tanta força os corações frágeis de nossos ‘princesos acadêmicos’ eternos…).
Venho falando do ESG sob várias perspectivas, para trazer olhares mais próximos da realidade de empresas, profissionais, empreendedores e startups. Busco sempre fazer correlações que instiguem PESSOAS a refletirem.
Mas existem limites que ninguém fala. Problemas que ninguém coloca na pauta para entrar no debate: vontade política real para fazer o país ser a real POTÊNCIA que tem vocação para SER.
Mas façamos nós a nossa parte! E é por isso que quando falamos em melhorias nas empresas; evolução da Gestão de Pessoas, e a construção do novo formato de lideranças nas empresas e de mapear o desenho de GESTÃO para cada realidade… isso, no final, sempre fica com um gosto meio ‘amargo’ no fundo da boca. E por quê!?
Na estrutura do país, nós (sociedade), pessoas que trabalham em empresas privadas, geramos o ativo positivo do produto interno bruto, somos agentes reais e orgânicos do PIB. Somos os 90% que geram as riquezas reais do país, entre empresas de todos os tamanhos e trabalhadores. Mas somos a minoria, a maioria que está nas 2 primeiras faixas da base da pirâmide econômica não geram praticamente nada, só recebem. E essa equação nem Einstein conseguiria resolver.
Como sempre digo nos meus artigos: ‘um dia a Conta vem’… e, nesse caso, será em dólar e euro.
E qual a relação disso, com a questão logística brasileira!?
Simples… há quase 30 anos, vem se falando e debatendo sobre a implantação estratégica da Logística Multimodal para baixar o Custo-Brasil e tornar os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados interno e externo, e, absolutamente, NADA se fez de prático sobre isso… apenas fomos com tudo ladeira abaixo!!
De que forma, então, manter o otimismo e permanecer acreditando na civilidade!?
Para a nossa sobrevivência e sanidade mental, temos que permanecer acreditando em propósito e verdade.
Por isso, aconselho a verem no ESG o farol a nos guiar pelos princípios éticos. De nos manter acreditando que fazer o bem sem olhar a quem, faz sentido. De nutrir nossa humanidade e continuar trabalhando, criando, inventando e gerindo nossas empresas como parte de nossas famílias. Isso é respeitar e ter empatia por muitas outras famílias (de clientes e funcionários) que precisam que todos os dias ao acordarmos, tenhamos a vontade de continuar acreditando que fazer a nossa parte é importante e impacta pessoas. E dessa vez, ao invés de uma frase final de um autor, vou deixar um pensamento meu para você…
“Acredite. Cada passo com propósito real de melhorar o mundo a nossa volta. Seja a consciência de quem não tem. Seja os olhos de quem tapa sua visão. Veja a verdade diante das mentiras. Seja a honestidade perante os ’espertos’. Acredite, sempre tem alguém olhando para a virtude e desdenhando, e invejando. Mas, de Fato, será a sua lavoura a mais próspera e abundante. Serão os seus campos os mais verdes, mesmo que o manejo demore, persista e caminhe pelo bom-senso. O legado vem do exemplo. LEMBRA!?!? É assim que se educa um filho ”.
Continue a trabalhar, produzir e fazer o que é certo! Façamos a nossa parte.
Veja o ESG como um farol para que as conexões fluam, gerem resultados e aprendizados constantes.
LEMBRE: Acreditar é parte importante da SOLUÇÃO!
As redes sociais favoritas de cada geração
Por Hugo Rodrigues
Salve, salve, salve, galera linda!!! Vem cá que eu preciso te fazer uma pergunta capaz de gerar discussão de família inteira: você jura, JURA mesmo, que sabe qual é “a rede” de cada geração? Porque eu também jurava… até esbarrar num levantamento do Statista Consumer Insights que bagunçou geral esse discurso pronto que a gente repete sem pensar. Bora embasar com dados?
A Geração Z, todo mundo já sabe, vive entre TikTok, Instagram e YouTube, com uso entre 79% e 91%. Mas olha o detalhe que poucos sabem: 77% deles também estão no Facebook. Isso mesmo, Facebook, meu amiguinho, minha amiguinha.
Os Millennials são o time mais “onívoro” de todos: 90% no YouTube, 88% a 89% no Facebook, 81% no Instagram, e ainda dividem atenção com TikTok e Snapchat, entre 62% e 79%. É o pessoal que não larga nada, tipo aquela gaveta de fiação que ninguém sabe pra que serve mas ninguém joga fora.
Já a Geração X e os Baby Boomers seguem entre 40% e 80% em YouTube e Instagram, mas repara: o Facebook segue firme e forte também aqui, com 88% a 89%. Olha o dado se repetindo em praticamente todas as gerações. TikTok e Snapchat, aí sim, aparecem bem mais tímidos, entre 11% e 46%.
O Facebook É a única plataforma forte em todas as gerações, de Gen Z a Boomer. A gente vive só falando de TikTok, mas o velho Face segue sendo território comum entre pais, filhos e avós, segue o baile por ali, sem fazer alarde.
Não dá pra escolher “uma rede” achando que ela fala com todo mundo do mesmo jeito. Pela primeira vez na história, convivemos com seis gerações diferentes simultaneamente, cada qual navegando de diferentes maneiras até mesmo pelas mesmas plataformas.

Qual é o papel da TV conectada no mix de mídia multicanal?
CTV e omnichannel: Qual é o papel da TV conectada no mix de mídia multicanal?
Por Tjiang (Meio & Mensagem)
A TV conectada (CTV) deixou de ser apenas um canal de awareness para ocupar papel mais estratégico nas campanhas omnichannel.
Portanto, o desafio é integrar CTV a outros canais digitais, utilizar dados para ampliar a eficiência das campanhas e mensurar resultados ao longo de toda a jornada do consumidor.
Nesse contexto, o que significa o crescimento da CTV e seu impacto no consumo de mídia e como a TV conectada complementa TV linear, vídeo online, redes sociais e retail media?
Neste webinar, serão abordadas as estratégias de segmentação e uso de dados, mensuração cross-media e atribuição, as melhores práticas para criativos para CTV; o papel da IA na otimização de campanhas nessas plataformas e tendências que devem impactar o consumo de TV como, por exemplo, a conexão entre a TV 3.0, ou DTV+, e CTV.
Com Rafael Pallarés, vice-presidente de vendas corporativas da Magnite para a América Latina.
SPR celebra 29 anos com campanha que reforça o posicionamento e a essência da marca
No lugar de uma campanha comemorativa tradicional, agência optou por uma ação com o conceito “Escolha ser a escolha”, que provoca e instiga o desejo das marcas de serem escolhidas pelo público
No mês em que completa 29 anos, a SPR coloca na rua uma campanha bem longe das tradicionais ações publicitárias comemorativas de aniversário. É uma campanha de aniversário que não é de aniversário! A intenção da agência, que conta com escritórios no Rio Grande do Sul e em Miami, nos Estados Unidos, é marcar seus 29 anos sem abrir mão do posicionamento “Descommodity-se” que vem construindo nos últimos anos. Assim, em vez de uma campanha comemorativa tradicional, a proposta foi utilizar a data para reforçar a essência da marca, que defende a consistência e a descomoditização como pilares essenciais para a diferenciação de marcas e produtos.
A ação alusiva aos 29 anos ganhou o conceito “Escolha ser a escolha”. A ideia parte de um princípio simples: quando uma marca escolhe a SPR, ela escolhe se tornar uma marca escolhida pelo mercado. A campanha preserva o sistema visual já consolidado da agência revestido por uma nova leitura criativa, inspirada nas vending machines – que representam esse momento da decisão das marcas que escolhem a SPR –, transformando esse universo em metáfora para o trabalho da agência. Em cada peça da campanha, um único produto se destaca em verde, dentro dos códigos de marca e identidade visual da SPR, simbolizando as marcas que deixam de ser apenas mais uma opção para se tornarem a escolha das pessoas. O convite é para elas serem uma “máquina de vendas”.
O desafio ao criar uma campanha de aniversário que não fosse sobre aniversário e que tem como propósito reforçar o posicionamento de descomoditização e consistência foi traduzir, em uma imagem simples e de leitura imediata, a principal promessa da agência: transformar marcas comuns em marcas preferidas.
“Em mercados onde produtos e serviços se tornam cada vez mais parecidos, o maior diferencial está em evidenciar o próprio valor e, assim, tornar-se a escolha do consumidor. Essa é a ideia por trás da nossa campanha de 29 anos. O propósito é provocar o mercado e os clientes a escolherem uma agência que trabalha para fazer de suas marcas a escolha dos consumidores”, destaca o sócio e diretor-executivo Juliano Brenner Hennemann.
A campanha já está estampada em mídia Out of Home (OOH) em Porto Alegre e segue ganhando reforço com vídeos e peças digitais. Os filmes podem ser conferidos no link do Youtube e todas as peças estão disponíveis no site da SPR.
Público regional representa 50% da ocupação de resort e impulsiona turismo em SC
Por Guido Schvartzman
Você sabia que 50% da ocupação média de um dos principais Resorts de SC e da maior festa Alemã das Américas é de público regional? Essa informação foi um dos destaques do painel que tive a honra de mediar esta semana.
Esses e outros insights valiosos foram compartilhados por Antônio Coradini, gerente Comercial e Marketing da Fazzenda Park Hotel, e pelo diretor-presidente da Oktoberfest Blumenau, Guilherme Gunther, no evento da ABIH-SC esta semana.
Entre as estratégias de comunicação para atingir esse público estratégico, ambos usam o Rádio e a TV. E a credibilidade é um dos critérios citados pela escolha da Mídia Regional como canal de atração dos consumidores.
Além disso, o Rádio e TV servem como meios fundamentais para construção de marca e desejo, despertando o interesse do público em viver as experiências que esses atrativos turísticos oferecem.














