Na coluna de hoje, você vai ler artigos sobre: O que diz o relatório do MIT que fez as empresas de IA derreterem nesta semana?, Cimed + Globo: o Brasil está inventando sua própria fórmula de “media for equity” , Gentileza: por que o que deveria ser o básico está se tornando um diferencial competitivo?, Sinapro-RS participa do Encontro do Ecossistema SINAPRO/FENAPRO que reuniu líderes empresariais e associativos no Rio de Janeiro, Geração Alpha estreia no mercado de trabalho brasileiro: o que isso significa para empresas e RH?, “Desmarketize-se”: João Branco destaca autenticidade e empatia para alavancar negócios em palestra na Expoagas 2025, RBS TV apresenta “Jornal do Almoço” e “Globo Esporte” direto da casa de telespectadores em setembro e A primeira edição da Liga Run acontece em setembro.
O que diz o relatório do MIT que fez as empresas de IA derreterem nesta semana? Estudo fala sobre o fracasso de ferramentas de inteligência artificial em empresas
Por João Pedro Adania
Nesta semana, as ações das principais companhias de inteligência artificial (IA) do mundo sofreram forte queda, incluindo Nvidia, Arm e Oracle. Um dos principais responsáveis pelo derretimento é um estudo recente do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que revela o fracasso de projetos envolvendo a tecnologia em empresas.
Batizado de “O GenAI Divide: State of AI in Business 2025“, o relatório foi composto por 150 entrevistas com líderes, 350 com funcionários e análise de 300 casos públicos de uso de IA.
O impacto para o mercado reside na disparidade entre as poucas histórias de sucesso anunciadas pelas empresas e a miríade de projetos estagnados. Ao todo, 95% das tentativas de ganhar dinheiro ou eficiência com modelos de IA não deram resultado.
Os 5% de projetos-piloto que decolaram são na maioria de startups lideradas por jovens de 19 ou 20 anos que souberam escolher um nicho de aplicação e fizeram parcerias com seus próprios clientes, disse Aditya Challapally à Fortune, principal autor do relatório do MIT. “[Só eles] viram suas receitas saltarem de zero para US$ 20 milhões em um ano”.
Após o documento ser publicado na segunda-feira, 18, até mesmo os papéis de melhor desempenho no ano até agora foram pressionados. A Nvidia, fabricante de chips que disparou na bolsa e se tornou a primeira empresa do mundo a chegar em US$ 4 trilhões de valor de mercado, caiu 3,5%. A Palantir, companhia de software, recuou 9,4%, e a Arm, que projeta chips, perdeu 5%.
Um operador próximo a um fundo bilionário de tecnologia dos EUA disse ao Financial Times: “A história está assustando as pessoas”.
A queda nas ações de gigantes americanas também afetou os mercados europeus e asiático, que registraram queda na manhã de quarta-feira, 20. A SAP, gigante alemã de tecnologia, caiu 0,8%, e a fabricante de chips Infineon, 1,4%. Sam Altman, CEO da OpenAI, também ajudou a empurrar para baixo o resultado das companhias. Em conversa recente com jornalistas, o executivo disse que o setor de IA é uma bolha. “Alguém vai perder uma quantidade fenomenal de dinheiro”, disse. Altman é acusado por críticos de ser um dos maiores símbolos da “bolha de IA” ao recorrer a rodadas de investimento bilionárias para sua empresa.
O que causa os fracassos?
O estudo aponta que a principal razão para os fracassos reside na “lacuna de aprendizado”. Isso porque as empresas ainda não sabem como usar bem as novas ferramentas e nem aproveitá-las na sua rotina de trabalho. A resposta desmente a versão dos chefões dessas empresas – que culpam a regulação ou o desempenho da tecnologia para justificar o resultado.
A incapacidade dos modelos em aprender os fluxos de trabalho e se adaptar a ele é outro fator que derruba os projetos de IA, segundo Challapally.
Ou seja, ferramentas generalistas, como o ChatGPT, se destacam para uso individual porque são muito flexíveis. No entanto, o rendimento é prejudicado na hora que o modelo entra na lógica corporativa, já que a IA não entende e nem se ajusta à maneira como cada empresa trabalha.
O novo abalo das empresas de tecnologia acontece quase sete meses depois que a chinesa DeepSeek atordoou o mercado ao anunciar avanços em IA obtidos com menos poder computacional do que os concorrentes americanos.
No entanto, dessa vez o estrago derrubou até empresas que pareciam intocáveis. A Oracle e a AMD, duas das cinco maiores em valorização desde maio, recuaram 5,9% e 5,4%, respectivamente. O Bitcoin caiu 2,7% e puxou ações ligadas à criptomoeda, como Strategy e Metaplanet.
“O mercado estava em chamas”, disse Jacob Sonnenberg ao Financial Times. “E hoje vimos uma rotação para fora de muitos papeis quentes, de forte impulso”.
Parte relevante nessa conta é o destino do investimento feito pelas empresas de IA. Segundo o MIT, mais de 50% do que elas gastam vai para ferramentas de vendas e marketing. O que dá retorno, porém, são agentes dedicados a tarefas internas, como automatizar rotinas administrativas, evitar contratações de serviços terceirizados e deixar operações mais eficientes.
Como as instituições adotam a IA também ajuda a explicar erros e acertos. Em 67% dos casos em que uma empresa compra ferramentas de IA de fornecedores especializados, tanto a construção quanto a parceria são bem-sucedidos.
Enquanto isso, apenas um terço das construções internas têm sucesso. O MIT concluiu que as empresas erram mais quando atuam sozinhas
A descoberta é importante, em especial, para serviços financeiros e outros setores muito regulados, nos quais é comum empresas construírem sistemas proprietários de IA generativa.
“Em quase todos os lugares que visitamos, as empresas estavam tentando construir sua própria ferramenta”, disse Challapally.
Mais um fator-chave para o sucesso inclui capacitar as pessoas de cada área do negócio.
Isso, segundo o pesquisador, gera um ciclo virtuoso de ferramentas bem escolhidas e bem utilizadas.
Sobretudo funções administrativas e de atendimento ao cliente sentirão mais os efeitos
de bem-sucedidas trocas de postos de trabalho humano por IA. Empresas já começaram
esse movimento e evitam contratações logo após algum desligamento. A maioria das
mudanças acontece – por hora – em vagas terceirizadas.
IA paralela
O termo “IA paralela” apareceu no relatório do MIT. Ele se refere ao uso informal de ferramentas de IA nas empresas. Como mostrou o Estadão, esse uso no setor do varejo cresceu 169% em um ano. Em segmentos como manufatura e turismo, a dispara é mais acentuada: de 21% para 70% na indústria, e de 25% para 70% em viagens e hospedagem, segundo relatório CX Trends 2025, da plataforma Zendesk.
Na média, quase metade dos atendentes consultados pelo CX Trends, admite que usa ferramentas de IA sem autorização formal da empresa – ano passado eram apenas 17%.
Mesmo que os números impressionem, é difícil medir o efeito do uso da IA paralela na produtividade e no lucro, diz o MIT.
Cimed + Globo: o Brasil está inventando sua própria fórmula de “media for equity”?
Por Roberta Terra
Uma farmacêutica e um grupo de mídia criando uma nova empresa juntos.
Não é publi. É movimento estratégico.
Grupo Cimed anunciou a criação da NewCo Cimed, nova empresa focada em baby care, em parceria com a Globo
A operação nasce da linha João e Maria e terá direito a 5 anos de publicidade garantida nos canais do grupo. Luciano Huck entra como sócio via Joatinga Capital, com 5% da operação. Falta só o aval do Cade.
Mas o que está por trás disso?
Mais do que vender lenço umedecido com comercial no domingo, estamos diante de um novo modelo de crescimento:
- marca própria
- produto com afeto e storytelling
- mídia garantida e conversão em larga escala
- e um fundador que performa melhor que muito influenciador
E aqui entra um ponto importante:
Todo mundo sabe que o TikTok virou canal.
Que o digital está crescendo.
E que muita gente da bolha já “desligou a TV aberta”.
Mas os dados mostram outra coisa:
A TV ainda é um dos meios de maior alcance no Brasil, especialmente nas classes que consomem em volume e com frequência.
E é justamente aí que a Cimed do João Adibe Marques cresce.
Enquanto muitos focam no awareness de nicho, ela constrói massa.
Outros sinais:
- O hidratante Carmed Smurf vendeu 2 milhões de unidades em 15 dias. Só essa edição rendeu R$ 50 milhões.
- Em maio, a Cimed vendeu 26 milhões de itens de consumo. Superou gigantes como Nestlé e P&G.
- O sell-out bateu R$ 465 milhões. Isso não é buzz. É volume.
- O investimento em marketing da linha João e Maria foi de R$ 50 milhões.
- A meta? R$ 1 bilhão só com a divisão infantil até 2030.
E por que isso importa?
Porque estamos vendo o nascimento de um modelo brasileiro de construção de marca, onde mídia e produto andam juntos desde a concepção. Sem precisar comprar espaço. Eles são o espaço.
Parece o modelo da Disney com seus licenciamentos.
Ou da Kylie Jenner com suas marcas de beleza.
Ou do Nubank que virou patrocinador da Anitta antes dela virar sócia.
E há quem diga que vem mais: há rumores de que a divisão de consumo da Cimed será desmembrada e operará como empresa independente. Puxado do playbook da Procter & Gamble mas com a cara do Brasil.
Essa fusão de farma com entretenimento muda tudo:
- Influência vira canal de distribuição
- Share of mind vira market share
- Founder vira media asset
- Storytelling vira sell-out
E quem não entender esse jogo vai continuar criando produto bom e se perguntando por que ele não gira.
A Cimed entendeu. E está mexendo nas regras.
Agora eu quero saber:
Essa mistura de mídia, produto e influência é o futuro da indústria ou uma exceção ousada?
Se você trabalha com marketing, trade, vendas ou P&D, vale olhar com lupa.
Porque se a farmácia virou palco de collab, o canal virou conteúdo.
E o shopper não vai separar uma coisa da outra.
Gentileza: por que o que deveria ser o básico está se tornando um diferencial competitivo?
Por Raimundo Ribeiro
Vivemos um momento em que a tecnologia avança rapidamente no atendimento ao cliente, com o uso cada vez maior de chatbots, inteligência artificial e outros recursos automatizados. Por mais que essas soluções tragam agilidade, eficiência e redução de custos, um aspecto essencial tem se perdido no caminho: a gentileza. De acordo com o relatório “O Cenário da Experiência do Cliente na América Latina”, daGenesys, 93% dos consumidores brasileiros afirmam que uma empresa só é tão boa quanto o atendimento que oferece, e 70% dizem valorizar ser ouvidos e compreendidos. Ainda assim, o que vemos no dia a dia é que o básico, como ser tratado com educação e empatia, muitas vezes soa como algo fora do comum.
Quando o básico se torna diferencial
Gentileza nunca deveria ser tratada como um “plus”. Ela deveria fazer parte de toda e qualquer interação com o cliente, esteja ele sendo atendido por uma pessoa ou por um sistema automatizado. Mas, na prática, é exatamente o contrário que acontece. Com a padronização das respostas e a falta de sensibilidade nos atendimentos robotizados, a gentileza passou a se destacar e justamente por ser rara. E é aí que mora o paradoxo: o que deveria ser regra virou exceção e se tornou um verdadeiro diferencial competitivo.
Humanizar é aproximar
Quando falamos em atendimento humanizado, não estamos falando apenas de ter uma pessoa do outro lado da linha. Humanizar é entender que o cliente tem uma necessidade específica, um problema real e uma expectativa legítima de ser acolhido. Gentileza, nesses casos, é o primeiro passo para construir uma relação de confiança. Um simples “sinto muito pelo transtorno, vamos resolver isso juntos” pode mudar completamente a percepção do cliente sobre uma marca. Empresas que conseguem demonstrar empatia, mesmo por meio de canais digitais, tendem a criar vínculos mais duradouros com seus consumidores.
Tecnologia e empatia podem andar juntas
Isso não significa renunciar à automação, mas sim usá-la com mais inteligência. Hoje, já existem ferramentas capazes de identificar o tom de voz ou o conteúdo emocional de uma mensagem e adaptar a resposta de forma mais sensível. Além disso, é fundamental que os sistemas automatizados saibam reconhecer seus próprios limites e encaminhem o cliente para um atendimento humano sempre que necessário. A combinação de tecnologia e empatia é o que realmente faz diferença.
A gentileza como estratégia
Em um mercado cada vez mais competitivo, em que produtos e preços se tornam cada vez mais parecidos, a experiência é o que permanece. E dentro dessa experiência, a gentileza ganha protagonismo. Empresas que investem em treinamentos de inteligência emocional, que orientam suas equipes a ouvirem de verdade e que pensam a jornada do cliente com empatia, saem na frente. Afinal, o cliente pode até esquecer o valor que pagou ou o produto que comprou, mas dificilmente vai esquecer como foi tratado.
Por isso, defender a gentileza no atendimento não é uma questão de romantismo ou idealismo. É uma questão de estratégia. Em tempos de interações rápidas e cada vez mais impessoais, ser gentil é, sim, uma forma poderosa de se destacar no mercado.
*Raimundo Ribeiro é Diretor Comercial e Técnico da Fujitsu General do Brasil
Sobre a Fujitsu General do Brasil
A Fujitsu General foi fundada em 1936, no Japão e faz parte do Grupo Fujitsu, uma das maiores companhias mundiais de engenharia eletrônica. Após 24 anos de mercado, a Fujitsu iniciou a fabricação em série do seu primeiro ar-condicionado. Desde então, a empresa tem desenvolvido sistemas de refrigeração de ambientes que contam com reconhecimento mundial por conta da qualidade e design inovador.
Presente no Brasil há 45 anos e com sede em São Paulo, a Fujitsu General do Brasil foi pioneira no País em oferecer a tecnologia inverter – destinada para quem busca a climatização do ambiente com menor consumo de energia, tanto em espaços corporativos ou residenciais.
A empresa é amiga do meio ambiente e tem como propósito utilizar recursos para fidelizar o público que vai desde os distribuidores, passando pelos instaladores e chegando aos consumidores finais. Com a missão “Vivendo juntos pelo nosso futuro”, a Fujitsu General do Brasil, vincula filosofia e os valores da organização às inovações tecnológicas com os propósitos de sustentabilidade para oferecer um futuro melhor às próximas gerações.
Sinapro-RS participa do Encontro do Ecossistema SINAPRO/FENAPRO que reuniu líderes empresariais e associativos no Rio de Janeiro
O Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS) marcou presença e levou as pautas e demandas do mercado publicitário gaúcho para o Encontro Nacional do Ecossistema SINAPRO/FENAPRO, realizado no Rio de Janeiro, nos dias 13 e 14 de agosto. O evento contou com a participação de cerca de 40 lideranças da publicidade de 22 estados brasileiros e foi marcado pela entrega de diversos projetos desenvolvidos pelos Grupos de Trabalho (GT´s) na atual gestão da Fenapro, com vistas a apoiar o desenvolvimento e crescimento das agências de propaganda de todo o país. O Sinapro-RS esteve representado pelo presidente Juliano Brenner Hennemann, pelo vice-presidente Fernando Silveira, também diretor da Fenapro, e pela gestora executiva Karine Morais.
Com foco no fechamento, no final deste ano, das atividades realizadas no ciclo da atual gestão da Fenapro, os GT’s das diversas áreas avançaram nas entregas de projetos muito importantes para todo mercado publicitário brasileiro. Entre eles, destacou-se o de unificação das Listas Referenciais de Custos Internos, que entrará em vigor a partir de janeiro de 2026. “O objetivo é ter um padrão único na linguagem dos itens de serviços prestados em todo país e, principalmente, trazer mais eficiência e acessibilidade às agências ao substituir as listas físicas, impressas e estáticas, por uma plataforma de consulta e interação sistematizada em torno desse importante instrumento de mercado”, destaca Daniel Queiroz, presidente da Fenapro.
Outras iniciativas dos GT’s incluem uma Pesquisa Salarial inédita, realizada em parceria com a CELERH, que visa fornecer uma radiografia das médias salariais praticadas por cargos e funções em todos os setores de uma agência e dos benefícios oferecidos, bem como das práticas de gestão de pessoas. A sondagem será entregue no quarto trimestre. Também se destacaram iniciativas consolidadas ao longo da gestão da atual diretoria, como os workshops Transforma e Dica Legal, além das lives Chacoalha e Dica Legal — realizadas em parceria com o Sinapro-SP. Entre as ações de maior relevncia, está o lançamento do Guia de Licitações Públicas, elaborado pelo advogado Paulo Gomes de Oliveira Filho, em parceria com o Sinapro-SP e a ABAP. O material se consolidou como uma referência estratégica para orientar a atuação das agências associadas em todo o país.
Na pauta, ações bastante relevantes, como o GT de Inovação & Transformação dos Negócios, que, dentre suas atribuições, avalia o impacto da IA nos Negócios; o projeto “Método de Gestão P4C2”; o “Programa de Desenvolvimento de Lideranças Associativas” e o “Festival Nacional de Criatividade”, todas iniciativas que serão lançadas até o final deste ano.
“O Encontro Nacional do Sistema SINAPRO/FENAPRO no Rio de Janeiro reafirmou a força, a união e o engajamento do nosso mercado. Quando reunimos lideranças de todo o país, vemos, na prática, como o associativismo potencializa ideias, acelera soluções e constrói caminhos coletivos para fortalecer as agências”, destaca Phelipe Pógere, presidente do Sinapro-RJ e anfitrião do evento.
Na avaliação do presidente do Sinapro-RS, o evento foi uma excelente oportunidade para avaliar as entregas e os projetos em andamento na atual gestão e, principalmente, para se preparar para o futuro dos negócios. “É sempre um momento muito relevante para olharmos para o nosso mercado, trocarmos informações, acompanharmos de perto os Grupos de Trabalho, olharmos para o cenário futuro, alinharmos estratégias e construirmos frentes de ação para o fortalecimento dos mercados regionais e do mercado publicitário nacional”, reforça Hennemann.
Preparação para o futuro do Ecossistema SINAPRO/FENAPRO
O evento contou também com a segunda etapa do Workshop “Cenários Futuros”, conduzido por Fernando Braga e Silva, fundador da Delta Consulting, que tem como objetivo auxiliar as lideranças a desenvolverem uma visão mais abrangente e estruturada sobre o futuro do setor publicitário e do Ecossistema SINAPRO/FENAPRO. “O workshop mostrou aos participantes como lidar com a imprevisibilidade, como gerar opções estratégicas e destacou, principalmente, a importncia de aprender sobre o presente considerando múltiplas perspectivas para o futuro”, destaca Fernando Braga. O profissional, que também é especialista em planejamento estratégico e cenários futuros, utilizou, no workshop, a metodologia Oxford Scenario Planning Approach (OSPA), um modelo que permite que organizações aprendam a lidar melhor com a incerteza, ampliando suas possibilidades estratégicas.
O encontro também assinalou a criação de uma delegacia regional da Fenapro no Estado de Alagoas e a retomada das operações das delegacias regionais nos estados do Amazonas e Maranhão. Com as delegacias, a Fenapro amplia a sua representação para 22 estados, dos quais 19 já contam com Sinapros. As delegacias são um fórum inicial de representação da entidade, que funciona como uma etapa de preparação para a constituição posterior de um Sindicato das Agências de Propaganda. Em Alagoas, Gustavo Moreno, da Labox, estará à frente da nova Delegacia, enquanto no Amazonas, Eulália Xavier, da Mene Portela, foi reconduzida à delegada, e no Maranhão, Felipe Ladeira, da La Marca, é o novo delegado.
Geração Alpha estreia no mercado de trabalho brasileiro: o que isso significa para empresas e RH?
Por Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê RH
Mal compreendemos como gerenciar os representantes da Geração Z e a Geração Alpha já chegou às empresas brasileiras – e não como público-alvo de marketing, mas como força de trabalho em formação.
Adolescentes nascidos a partir de 2010 começaram a ser contratados como aprendizes e em poucos anos como estagiários, marcando oficialmente a entrada dessa nova geração no mercado. São jovens “nativos digitais” que cresceram em plena era da inteligência artificial, das redes sociais e da hiperconectividade.
Com menos de 18 anos, eles já dividem o ambiente corporativo com profissionais de até outras quatro gerações, forçando empresas e lideranças de RH a repensarem práticas de gestão, cultura organizacional e estratégias de desenvolvimento de talentos. O futuro do trabalho, ao que tudo indica, começa agora.
Essa convergência inédita de cinco gerações sob o mesmo “teto corporativo” traz desafios e oportunidades para a liderança de RH.
Perfil digital e comportamental da Geração Alpha
Desde o berço, a Geração Alpha esteve imersa no digital. Eles nunca conheceram um mundo sem smartphones, redes sociais e Internet das Coisas, ao contrário de seus antepassados. No Brasil, um estudo realizado pela Opinion Box em 2023 apontou que 44% das crianças de até 12 anos já possuíam seu próprio smartphone e passavam em média quase quatro horas por dia conectadas ao aparelho.
Esse contexto de hiperconectividade desde a primeira infncia moldou jovens curiosos, independentes e com aprendizagem acelerada.
Acostumados a ter informação na palma da mão, os Alpha desenvolveram autonomia para buscar conhecimento sozinhos – desde cedo “consultam o Google” e agora o ChatGPT para tirar dúvidas.
Diferenças em relação à Geração Z
Embora Geração Z (nascidos entre 1997 e 2009) e Geração Alpha partilhem o DNA digital, há diferenças sutis no perfil e nas expectativas de cada grupo. A Gen Z foi a primeira a crescer com smartphones e redes sociais disponíveis desde a adolescência, a ponto de 95% dos jovens Z possuírem ou terem acesso a um smartphone segundo o Pew Research Center.
Já os Alpha simplesmente não distinguem o mundo online do offline – para eles, tecnologia ubiquitária é pressuposto básico. São ainda mais conectados e propensos a adotar inovações como inteligência artificial e realidade aumentada em seu cotidiano.
No que diz respeito a aspirações profissionais, as pesquisas sugerem tanto continuidades quanto evoluções. A Geração Z valoriza flexibilidade e autonomia no trabalho, preferindo empregos que ofereçam opção de trabalho remoto – em um estudo da Deloitte divulgado ano passado, 75% dos Z afirmaram preferir ter a possibilidade de trabalhar a distncia.
Empreendedorismo em alta e temor da inteligência artificial
Uma marca registrada da nova geração é o seu espírito empreendedor. Os Alpha nasceram em uma era de startups glamourizadas e influenciadores adolescentes construindo negócios online, o que alimenta o desejo de criar seu próprio “unicórnio”. Segundo uma pesquisa da Companhia de Estágios em parceria com a Opinion Box, e divulgada recentemente, 80% dos jovens de até 17 anos desejam ter o próprio negócio, índice significativamente superior aos 64% observados entre os jovens de 18 a 24 anos.
Essa disparidade sugere que os mais novos (Alpha) estão ainda mais inclinados ao empreendedorismo do que os próprios membros da Gen Z já beirando os 30 anos. Outro levantamento, do Datafolha, reforça a tendência: 68% dos brasileiros de 16 a 24 anos acham melhor trabalhar por conta própria do que ter um emprego formal. Os motivos vão desde o anseio por liberdade e autonomia até uma percepção de que o trabalho tradicional já não oferece a estabilidade de outrora.
Além disso, muitos jovens foram impactados pela experiência da pandemia, que popularizou o trabalho remoto. Houve uma euforia com a ideia de poder trabalhar de qualquer lugar, e embora muitas empresas tenham recuado para o presencial ou híbrido, a geração que cresceu nesse período mantém-se animada com a possibilidade de mobilidade total. Empreender, para eles, parece alinhar-se a esse ideal de flexibilidade geográfica e de horários.
Paradoxalmente, apesar de serem extremamente familiarizados com tecnologia, os Alpha também carregam um receio acentuado em relação à Inteligência Artificial (IA) e seus impactos no trabalho. A mesma pesquisa da Companhia de Estágios revela que 28% dos adolescentes de 14 a 17 anos têm medo de perder o emprego para a IA, um patamar acima da média geral (22%) dos jovens entrevistados. Ou seja, um em cada quatro da nova geração já se preocupa com a possibilidade de automação substituir suas funções.
Por outro lado, a Geração Alpha conta com uma vantagem: tendo crescido em meio à IA generativa, chatbots e ferramentas inteligentes, eles podem conseguir usar a tecnologia a seu favor. Estudos indicam que a familiaridade nata desses jovens com inteligência artificial, automação e “big data” lhes dará uma vantagem competitiva no mercado de trabalho, desde que recebam a capacitação adequada para evoluir junto com as máquinas.
Desafios para a liderança
A entrada dos Alpha no mercado impõe às lideranças corporativas de forma ainda mais acirrada um exercício de adaptação e visão multigeracional. Gerir uma equipe composta de profissionais que vão dos 14 aos 70 anos requer inteligência cultural e flexibilidade por parte dos líderes em geral e dos gestores de RH em especial.
Um primeiro desafio é evitar o “etarismo” inverso – subestimar a capacidade dos muito jovens por conta da idade. Se bem orientados, aprendizes adolescentes podem trazer contribuições valiosas, especialmente em tarefas que envolvem tecnologia, redes sociais ou novas tendências de consumo.
Do ponto de vista comportamental, autoridade e hierarquia ganham novos contornos com a Geração Alpha. Esses jovens foram educados em ambientes mais horizontais – na escola já se fala em participação ativa, e em casa seus pais Millennials tendem a adotar estilos menos autoritários ou até permissivos demais.
No trabalho, isso significa que o respeito não virá automaticamente do cargo ou título, mas da postura da liderança. Chefes tradicionais do “manda quem pode, obedece quem tem juízo” podem enfrentar resistência sutil; por outro lado, líderes que ouvem, dialogam e provam competência técnica e empatia terão mais chance de conquistar a confiança e engajamento dos Alpha.
Para o RH, a chegada da Geração Alpha exige a revisão de estratégias de atração, desenvolvimento e retenção. Flexibilidade de horário e local já não é um luxo, mas um esperado – empresas que puderem oferecer modalidades híbridas ou remotas largam na frente na disputa por esses talentos.
A entrada dos Alpha marca mais do que a renovação etária das equipes. Essa chegada sinaliza uma transformação profunda na forma como as empresas precisarão estruturar suas relações de trabalho, seus modelos de gestão e seus investimentos em cultura organizacional. Quem estiver disposto a escutar, aprender e evoluir com essa nova geração, encontrará nela não apenas inovação – mas também engajamento, agilidade e um novo senso de futuro para construir junto.
Sobre a Ateliê RH
A Ateliê RH, consultoria especializada em desenvolvimento humano e organizacional, fundada e dirigida por Roberto Affonso Santos em 2002, introduziu a metodologia desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Robert Hogan no Brasil, sendo a empresa pioneira na aplicação desse instrumento, e é sua distribuidora nacional desde 2003. Desde então, a consultoria tem trabalhado com seu portfólio de serviços de desenvolvimento sob medida, além de apoiar seus clientes e parceiros que desejem aplicar os testes Hogan junto a seus colaboradores ou clientes.
A Ateliê RH também é autorizada a realizar programas de certificação na metodologia Hogan no Brasil, já tendo qualificado mais de mil profissionais de vários estados brasileiros. Saiba mais AQUI!
“Desmarketize-se”: João Branco destaca autenticidade e empatia para alavancar negócios em palestra na Expoagas 2025
A tarde de atividades do primeiro dia de Expoagas 2025 – 42ª Convenção Gaúcha de Supermercados foi marcada por uma programação especial voltada a jovens empreendedores do setor. Referência para o movimento de sucessores do segmento no Brasil, o AGAS Jovem promoveu a palestra “Desmarketize-se”, com João Branco, ex-vice-presidente de Marketing do McDonald’s. O evento acontece até quinta-feira (21), no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre.
A apresentação foi introduzida pela presidente do núcleo, Roberta Barreto, que se despede do cargo em setembro após duas gestões de sucesso. Em sua fala de abertura, Roberta celebrou o alcance do projeto e a importante contribuição para a renovação das lideranças do setor supermercadista. Atualmente, o AGAS Jovem congrega mais de 380 jovens do setor, entre 16 e 38 anos.
Branco falou sobre experiências e aprendizados profissionais. Para ele, o futuro do marketing passa pelo foco na autenticidade e na conexão emocional que as marcas devem manter com seus consumidores. “O mercado não caminha para onde a tecnologia vai e sim para onde o cliente quer ir. Por isso é tão importante conversar com o cliente e entender o que ele deseja e como ele quer ser percebido”, destacou.
Segundo o autor do livro “Desmarketize-se”, os grandes cases de sucesso do mercado são aqueles em que as marcas conseguem se conectar genuinamente com seus públicos, a partir de uma linguagem adequada e reconhecimento dos gatilhos que cativam os clientes. “Não é preciso ser a marca que mais entende de um produto, mas, sim, aquela que mais entende o seu cliente e melhor se relaciona com ele”, completou.
Na visão do especialista, cada vez mais as empresas precisam pensar menos nos seus concorrentes e entender como diferenciar a sua abordagem junto aos clientes. “Todo mundo vende algo igual ou parecido com você. Você só agrega valor fazendo algo que só você faz. Buscar essa resposta é o que ajuda as empresas a encontrarem a sua vocação”, concluiu.
RBS TV apresenta “Jornal do Almoço” e “Globo Esporte” direto da casa de telespectadores em setembro
Durante o mês de setembro, o Jornal do Almoço e o Globo Esporte vão ser transmitidos diretamente da casa de telespectadores, gerando ainda mais proximidade com o público. Enquanto o espaço onde fica o estúdio das atrações passa por uma reforma para melhorias na estrutura, a RBS TV aproveita a oportunidade para levar os comunicadores Cristina Ranzolin, Marco Matos, Alice Bastos Neves e Cacau Corazza para a sala de quem os acompanha diariamente.
Em vez de mudar os programas para um de seus outros estúdios, a decisão da empresa foi de apostar neste formato, no qual as atrações serão apresentadas de uma casa diferente a cada dia ao longo de quatro semanas a partir de 1º de setembro. JA e GE poderão ser transmitidos da mesma casa ou de residências vizinhas, escolhidas a partir da sugestão dos próprios telespectadores.
As famílias pautarão os programas – ou seja, temas importantes para os moradores da casa vão ser retratados pelos jornais. Além disso, haverá um repórter fazendo entradas ao vivo no bairro.
Os interessados em receber a equipe da RBS TV com as notícias e o melhor do esporte devem mandar uma mensagem pelo WhatsApp para o número (51) 99388-5555 explicando por que gostariam de oferecer sua casa para a exibição das atrações. Vontade de mostrar uma receita, divulgar um trabalho ou até relatar um problema são exemplos de motivações.
A primeira edição da Liga Run acontece em setembro.
No dia 13 de setembro, o esporte, a saúde e a solidariedade têm encontro marcado em Porto Alegre com largada às 8 horas no Pontal Shopping e chegada no mesmo local. A Liga Run é uma corrida beneficente em prol da Liga Feminina de Combate ao Cncer do RS, e será muito importante fazer parte dessa causa que tem como conceito “Se liga na corrida”.
A campanha, criada pelo Head de Criação da Moove, Cado Bottega, foi produzida pela Mythago com direção de Mocita Fagundes e Diogo Santoro com produção de áudio da Radioativa. Todos os profissionais que se envolveram na criação e produção, doaram seu tempo e seu talento por essa causa tão nobre. O mote reforça que o esporte, a saúde e a solidariedade já confirmaram presença — só falta você escolher sua modalidade: corrida ou caminhada.
Com Cristina Ranzolin e Antônia Falcão como embaixadoras, a primeira edição da Liga Run une movimento e propósito: cada passo ajuda a levar mais apoio e esperança para quem enfrenta a luta contra o cncer. A campanha será veiculada em televisão e nas principais rádios da cidade, além de materiais para plataformas digitais.
Sobre a Liga Run
Uma iniciativa solidária que une saúde, esporte e solidariedade em um único propósito: apoiar a Liga Feminina de Combate ao Cncer no Rio Grande do Sul. Esta corrida beneficente tem como objetivo arrecadar fundos para fortalecer as ações da Liga no atendimento, prevenção e apoio a pacientes carentes em tratamento contra o cncer.
Mais do que uma competição, a Corrida será um momento de união da comunidade em torno de uma causa nobre, promovendo conscientização sobre a importncia do diagnóstico precoce e incentivando hábitos saudáveis de vida. O evento contará com diferentes modalidades de participação (3km, 6KM e 12km), tornando-o acessível a todas as idades e perfis. Toda a renda arrecadada com as inscrições, patrocínios e doações será revertida para a Liga Feminina de Combate ao Cncer no Rio Grande do Sul.
Serviço
Liga Run – dia 13 de Setembro – 8 horas
Largada e Chegada : Pontal Shopping
Inscrições
instagram.com/liga_run/
Ficha Técnica
Direção Executiva : Mocita Fagundes @mocitafagundes_oficial
Direção de cena/Foto: Diogo Santoro @diogosantoro_
Assistência de Direção: Fernando Jung @fefa.jung
Coordenação e Direção de Produção: Marcia Belloc @marciabelloc
Assistência de Produção: Rafael Kroth @krothrafa
Assistência de Foto: Marx Franzen @marxfranzen
Diretor de Pós Produção: Lucas Miralha @miralha
Montagem: Paulo Dornelles @paulodorneles
Finalização: Guilherme Rossalmuxfeldt e Paulo Dornelles @paulodorneles
Atendimento: Mirela Severino @mirelaseverino
Comunicação: Miltinho Talaveira @miltinhotalaveira
Criação: Cado Bottega
Produtora de Áudio: @radioativaprodutora