Renner lança campanha inspirada no poder do sentir – 18.08.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Renner lança campanha inspirada no poder do sentir, SPR celebra 29 anos com campanha que reforça o posicionamento e a essência da marca, Análise de perfil do cliente previne prejuízos e impulsiona as vendas de empresas, Onde a diversidade aparece na comunicação das marcas,  A IA funciona bem como interlocutora e não quando passa a ser substituta da própria autoria, em profissional criando reunião fictícia na própria agenda pra conseguir trabalhar, Projeto apresentado ao Google busca transformar a comunicação digital dos veículos regionais no Brasil, De fábrica artesanal a referência nacional: a história da Cajuína São Geraldo, “Difícil mesmo é a vida”: os bastidores de uma das campanhas mais marcantes da propaganda gaúcha, A batalha da TV não é mais contra o smartphone, é para entender como os dois convivem.

 

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Renner lança campanha inspirada no poder do sentir

Marca cria oásis urbano na loja da Avenida Paulista e convida o público a vivenciar a moda por meio de uma experiência sensorial

Em um cenário marcado pela hiperconexão e pelo excesso de estímulos digitais, a Renner apresenta sua campanha para a próxima temporada como um convite para desacelerar e viver o presente. Com o mote “Primavera em Todos os Sentidos”, a marca celebra a chegada da nova estação por meio de experiências que vão além do vestir, mantendo o “Ouse ser Você”, seu conceito de marca, como fio condutor da expressão individual.

Inspirada na sinestesia, a iniciativa explora a ideia de que a moda pode ser sentida em cores, sons, aromas, texturas e emoções. Para traduzir essa atmosfera, a Renner cria um oásis urbano no terraço da sua loja da Avenida Paulista, no coração de São Paulo, onde proporcionará vivências que despertam os sentidos com estímulos visuais, sonoros, táteis e olfativos.

“Entendemos a moda como uma linguagem capaz de conectar tendências, cultura e comportamento e, acima de tudo, como uma forma de conexão com o mundo. Nesta campanha, queremos convidar o público a viver a estação de maneira mais presente e autêntica, explorando novas sensações e encontrando no estilo uma expressão da sua individualidade”, destaca Renata Altenfelder, CMO da Lojas Renner S.A.

O espaço ganha vida na próxima sexta-feira (14) em um encontro para formadores de opinião e criadores de conteúdo, com workshop de buquês. Entre os dias 15 a 23 de agosto, a experiência será aberta ao público a partir de uma programação gratuita, convidando os visitantes a viver uma experiência inspiradora. Entre espaços de convivência, ambientes dedicados ao descanso e área pet friendly, a proposta é oferecer um respiro em meio à rotina da cidade. Os clientes que realizarem compras acima de R$ 250 e apresentarem o aplicativo instalado no celular ainda poderão participar de uma ação adicional.

A ativação marca o início de uma estratégia que se estende por toda a temporada. Lojas selecionadas receberão vitrines especiais, enquanto a Rádio Renner apresentará uma programação com trilhas que remetem ao frescor, à leveza e à energia da estação que se aproxima. A comunicação também ganhará força com criadores de conteúdo, mídia online e OOH, ampliando o alcance da mensagem em diferentes pontos de contato com o público.

Curadoria de peças
Traduzindo o conceito de “sentir” em um guarda-roupa versátil e contemporâneo, a coleção reúne diferentes estéticas, texturas e volumes para acompanhar os mais diversos momentos da estação, da rotina urbana aos encontros ao ar livre.

A proposta incentiva uma relação mais livre e autêntica com a moda, convidando cada pessoa a construir sua própria narrativa de estilo. A curadoria se desdobra em dois universos complementares: o Sinestésico, marcado por cores vibrantes, combinações inesperadas e estampas expressivas; e o Culturalista, no masculino, que conecta referências multiculturais, elementos do streetwear e uma alfaiataria leve e descontraída, refletindo a pluralidade de estilos que marca a temporada. A coleção está disponível em todas as lojas e no e-commerce da marca.

Sobre a Lojas Renner S.A.
Constituída em 1965, a Lojas Renner S.A. abriu capital em 1967 e, em 2005, tornou-se a primeira corporação brasileira com 100% das ações negociadas na bolsa de valores. A companhia também integra o Novo Mercado, o mais elevado nível de governança corporativa da B3.

Seu ecossistema de moda e lifestyle é composto por marcas que atendem diferentes perfis e necessidades: Renner, líder nacional que oferece itens de moda para todos os estilos; Camicado, referência em casa e decoração; Youcom, especializada em moda jovem; e Ashua Curve & Plus Size, dedicada a roupas femininas nos tamanhos 42 a 58. A estrutura da Lojas Renner S.A. inclui ainda a Realize CFI, que apoia a operação de varejo com serviços financeiros, e a Uello Tecnologia, logtech nativa digital voltada para soluções de entregas urbanas.

A companhia está presente nos canais digitais e em mais de 720 lojas físicas, com atuação em todos os estados brasileiros, além da Argentina e do Uruguai. Reconhecida por sua jornada de sustentabilidade, a Lojas Renner S.A. mantém compromissos públicos para promover uma moda cada vez mais responsável. Saiba mais em: Lojas Renner S.A.

SPR celebra 29 anos com campanha que reforça o posicionamento e a essência da marca

No lugar de uma campanha comemorativa tradicional, agência optou por uma ação com o conceito “Escolha ser a escolha”, que provoca e instiga o desejo das marcas de serem escolhidas pelo público

No mês em que completa 29 anos, a SPR coloca na rua uma campanha bem longe das tradicionais ações publicitárias comemorativas de aniversário. É uma campanha de aniversário que não é de aniversário! A intenção da agência, que conta com escritórios no Rio Grande do Sul e em Miami, nos Estados Unidos, é marcar seus 29 anos sem abrir mão do posicionamento “Descommodity-se” que vem construindo nos últimos anos. Assim, em vez de uma campanha comemorativa tradicional, a proposta foi utilizar a data para reforçar a essência da marca, que defende a consistência e a descomoditização como pilares essenciais para a diferenciação de marcas e produtos.

A ação alusiva aos 29 anos ganhou o conceito “Escolha ser a escolha”. A ideia parte de um princípio simples: quando uma marca escolhe a SPR, ela escolhe se tornar uma marca escolhida pelo mercado. A campanha preserva o sistema visual já consolidado da agência revestido por uma nova leitura criativa, inspirada nas vending machines – que representam esse momento da decisão das marcas que escolhem a SPR –, transformando esse universo em metáfora para o trabalho da agência. Em cada peça da campanha, um único produto se destaca em verde, dentro dos códigos de marca e identidade visual da SPR, simbolizando as marcas que deixam de ser apenas mais uma opção para se tornarem a escolha das pessoas. O convite é para elas serem uma “máquina de vendas”.

O desafio ao criar uma campanha de aniversário que não fosse sobre aniversário e que tem como propósito reforçar o posicionamento de descomoditização e consistência foi traduzir, em uma imagem simples e de leitura imediata, a principal promessa da agência: transformar marcas comuns em marcas preferidas.

“Em mercados onde produtos e serviços se tornam cada vez mais parecidos, o maior diferencial está em evidenciar o próprio valor e, assim, tornar-se a escolha do consumidor. Essa é a ideia por trás da nossa campanha de 29 anos. O propósito é provocar o mercado e os clientes a escolherem uma agência que trabalha para fazer de suas marcas a escolha dos consumidores”, destaca o sócio e diretor-executivo Juliano Brenner Hennemann.

A campanha já está estampada em mídia Out of Home (OOH) em Porto Alegre e segue ganhando reforço com vídeos e peças digitais. Os filmes podem ser conferidos no link do Youtube e todas as peças estão disponíveis no site da SPR.

Análise de perfil do cliente previne prejuízos e impulsiona as vendas de empresas

A capacidade de prever riscos e identificar oportunidades reais de consumo tornou-se o diferencial entre a sustentabilidade e o prejuízo das empresas. A análise do perfil de um potencial cliente evoluiu de uma simples conferência de restrições para uma análise inteligente e antecipada que utiliza tecnologia, objetivando proteger o fluxo de caixa e impulsionar as vendas.

A checagem de um perfil permite ao empresário ir além do “sim” ou “não” na concessão de crédito. Por meio de indicadores que mensuram a probabilidade de pagamento, as empresas conseguem precificar o risco de forma assertiva, oferecer limites maiores e adequados aos seus consumidores e evitar a inadimplência proativamente.

“Muito mais do que evitar inadimplência, a análise de dados atual ajuda a encontrar o ‘cliente certo’. Ao estudar o comportamento de mercado e o perfil de risco, as empresas conseguem direcionar seus esforços de marketing para leads com maior potencial de conversão e fidelização. Isso resulta em maior rentabilidade e eficiência operacional, economizando tempo e recursos.”, explica a gerente comercial da CDL Porto Alegre, Daiana Guimarães.

Além do crédito, a validação de identidade e a proteção contra fraudes transacionais garantem que o crescimento das vendas ocorra em um ambiente seguro, protegendo as empresas e, principalmente, o consumidor final.

As tecnologias de ponta permitem hoje monitorar a carteira de clientes de forma contínua. Isso significa que a empresa pode ser alertada sobre alterações no comportamento financeiro de um parceiro ou consumidor antes mesmo que ocorra um atraso, permitindo uma negociação preventiva e preservando o relacionamento comercial.

Com acesso a análises estratégicas e pesquisas de mercado desenvolvidas pela Equifax BoaVista, as empresas associadas à CDL Porto Alegre e à Rede de Entidades Parceiras ganham competitividade, transformando dados brutos em decisões assertivas que impactam diretamente a saúde financeira do negócio.

Onde a diversidade aparece na comunicação das marcas

Buzzmonitor mostra onde diferentes grupos aparecem e como são retratados nas redes dos 20 maiores anunciantes

Por Caio Fulgêncio (Meio & Mensagem) 

Depois de mostrar que a diversidade sofreu retrocesso histórico na comunicação dos maiores anunciantes do País, a Buzzmonitor aprofunda a análise para entender onde e de que forma diferentes grupos sociais aparecem.  A leitura por setores revela que a presença de mulheres, pessoas negras, asiáticas, idosos e pessoas com deficiência ainda se concentra em territórios específicos, muitas vezes reforçando estereótipos e indicando que a representação, quando existe, nem sempre se traduz em protagonismo ou variedade. 

Conforme o estudo “Diversidade na Comunicação de Marcas em Redes Sociais”, as mulheres, grupo de maior relevância na comunicação das grandes marcas no Brasil, predominam nos segmentos de cuidados com o lar (87,9%), farma (82,9%) e higiene e beleza (80,1%). Dos setores estudados, somente o automotivo, bets e alimentos e bebidas apresentam sub-representação nas postagens. 

Entre as características dessa presença feminina, 60,2% são brancas; 27,7%, negras; 11,9%, asiáticas; e 0,2%, indígenas. Além disso, 5,9% fazem parte do recorte etário 60+; 1,2% são gordas; somente 0,3% são da comunidade LGBTQIAPN+; e 0,5%, pessoas com deficiência (PCD).  

Em resumo, o perfil da mulher que aparece nas redes sociais das marcas é “jovem, magra e de pele clara”, analisa o relatório. “Mulheres negras aparecem sobretudo quando o tema é cabelo, desodorante e carnaval. Asiáticas estão concentradas em conteúdo de streaming. Mulheres mais velhas e corpos diversos aparecem, mas em menor escala”, ressalta o estudo. 

Os territórios centrais são beleza, casa, filhos e compras, com autoridade profissional sendo praticamente ausente. Durante a Copa do Mundo, a presença foi massiva como torcedora, seja em estádio, bar ou sala de casa. Jogadoras apareceram em poucas peças. Diversidade e pautas sociais estão presentes tanto em datas comemorativas quanto em campanhas de beleza e cuidado pessoal. As marcas em destaque são Dove, Imecap, Cicatricure, Always e Veet. 

Representação de negros 

Somente os segmentos de telecom (52,8%), bets (52%) e automotivo (50%) têm maior presença de negros, apesar de o grupo, segundo informações reverberadas pela própria pesquisa, movimentar cerca de R$ 1,9 trilhão por ano em bens e serviços. No varejo e no entretenimento, a representação não chega nem a 25%.  

Segundo a pesquisa, a forma como pessoas negras são retratadas é repetida em dezenas de posts, faltando também variedade. Esporte é o eixo dominante, principalmente durante a Copa, e incluindo outras modalidades, como boxe, MMA, corrida, vôlei e academia. Ou seja, a representação se concentra no “corpo em ação, suor, grito, comemoração, muitas vezes de costas ou em close de esforço”.  

Entre as empresas de telecomunicação, o homem negro aparece mais como garoto-propaganda sorridente. As mulheres negras são o rosto recorrente de programas de estágio e jovem aprendiz, além de cosméticos direcionados ao tipo de pele. Idosos raramente aparecem. As marcas que possuem mais pretos e pardos nos conteúdos são Banco do Brasil, Knorr, Rexona, Coca-Cola e Amazon.  

Asiáticos 

Única fatia racial super-representada no período analisado, com 12,1% de presença nas campanhas, bem acima da composição populacional brasileira (0,4%), asiáticos são destaque no entretenimento (28,6%), reflexo do fenômeno das narrativas coreanas, popularizadas sobretudo pelo streaming. Além desse, alimentos e bebidas (7,5%); e bets (9,3%) foram os segmentos de maior participação do grupo. 

No entanto, na maior parte das peças estudadas, homens são erotizados e aparecem sem camisa ou no chuveiro, além da figura do executivo bem-sucedido. Fora da ficção, no entanto, o grupo acaba assumindo papel secundário na publicidade. Netflix, Fanta, Vick, Brahma e Reckitt são as marcas que mais representaram asiáticos. 

PCDs 

Somente 0,5% do conteúdo analisado apresenta pessoas com deficiência (PCDs), bem diferente dos 8,9% da população brasileira. Além do percentual pequeno, a presença é quase sempre sem protagonismo, tirando as datas ou selos atrelados ao grupo. Os PCDs aparecem, no geral, com cadeira de rodas. Pessoas com muleta, síndrome de Down e deficiência visual são menos representadas. Os segmentos que mais publicaram imagens com PCDs foram telecom (3,7%), financeiro (2,9%) e higiene e beleza (0,3%). Sky, Bradesco, TIM, Veet e Vivo são as marcas em que eles tiveram mais participação.

Recorte etário 

Dos 5,1% de publicações que apostam na representação de idosos, a maior parte é propaganda de bets (16%). Farma (8,8%) e bens de consumo (7,7%) também aparecem na lista. Saúde e suplementação representam o eixo dominante, ampliando a ideia de que o corpo idoso precisa de auxílio para se manter ativo e saudável. 

A maneira como essa fatia geracional é retratada é relacional, não individual: avó com bebê no colo, mãe e filha adulta, mãos entrelaçadas entre gerações, casal de longa data associado a cuidado constante. A maior representatividade de idosos foi identificada na comunicação de Sustagen, Colgate, Ultrafarma, Calcitran e Brahma.  

Diversidade de corpos 

De acordo com estudo, cerca de 25,7% da população brasileira é obesa. No entanto, somente 0,9% das publicações retratam a presença de gordos, sendo a pior marca desde o início do estudo, em 2018. Higiene e beleza (2,8%), entretenimento (1,1%) e telecom (0,9%) foram as categorias com maior presença de pessoas plus size. No entanto, em todas os posts, existe a predominância do padrão magro, com inserções pontuais de corpos diversos. As top marcas foram Dove, Always, Veet, Seda e o suplemento Cogni+. 

Metodologia 

Para o estudo “Diversidade na Comunicação de Marcas em Redes Sociais”, a Buzzmonitor analisou 10.229 posts de 261 perfis de marcas pertencentes aos 20 maiores anunciantes do Brasil, publicados entre janeiro de 2025 e junho de 2026. A classificação das imagens foi feita por inteligência artificial e, para aferir a precisão, a plataforma conferiu manualmente uma amostra da base, com uma taxa de acerto de 91%.  

A IA funciona bem como interlocutora e não quando passa a ser substituta da própria autoria

Por Cezar Taurion

Começo a perceber um certo cansaço das pessoas que usam IA. Não necessariamente da IA em si. Mas do excesso. Do volume absurdo de textos, imagens, vídeos, posts e conteúdos produzidos em série, todos muito corretos, bem acabados, e, ao mesmo tempo, estranhamente iguais.

Eu uso IA generativa diariamente e a considero uma das ferramentas mais poderosas que surgiram nos últimos anos. Uso para pesquisar, organizar ideias, analisar problemas, confrontar meus próprios argumentos, explorar possibilidades e acelerar tarefas que antes consumiam muito mais tempo.

Mas existe uma diferença que, para mim, se tornou cada vez mais importante: eu não uso IA para substituir meu pensamento. Uso IA para melhorar meu pensamento.

Quando peço uma análise, não estou necessariamente procurando uma resposta pronta. Muitas vezes quero encontrar um ângulo que não havia considerado. Quando peço que critique um texto, quero ser provocado. Quando exploro uma ideia, quero testar seus limites.

A IA funciona muito bem como interlocutora. O problema começa quando ela deixa de ser ferramenta e passa a ser substituta da própria autoria.

Tenho visto cada vez mais conteúdos que parecem ter sido produzidos assim: uma ideia genérica entra de um lado, um prompt é executado e sai do outro um texto impecavelmente estruturado.

Está tudo certo. Só falta alguma coisa. A pessoa que deveria estar por trás daquele conteúdo.
esse é um dos efeitos mais negativos da popularização da IA. Ela não criou a superficialidade. Apenas tornou sua produção extremamente barata. Antes da IA, empresas já produziam textos corporativos que diziam praticamente as mesmas coisas: inovação, excelência, transformação, foco no cliente, experiência, propósito. Agora podemos produzir centenas deles em poucas horas.

O problema é que quantidade deixou de ser escassez. Qualquer pessoa pode produzir um texto razoável, uma apresentação convincente, uma imagem sofisticada ou uma campanha inteira.

Quando todos conseguem produzir algo tecnicamente competente, competência técnica deixa de ser diferencial. O diferencial passa a estar em outra coisa: o que só você poderia ter dito?

A IA consegue reorganizar conhecimento, combinar ideias e escrever muito bem. Mas não viveu sua história. Não cometeu seus erros. Não enfrentou suas decisões difíceis. Não acumulou suas experiências. E é justamente esse repertório que dá densidade a uma opinião. Precisamos colocar mais de nós mesmos naquilo que fazemos: experiência, opinião, contexto, histórias, contradições e pensamento próprio.

Para mim o verdadeiro problema não é termos conteúdo demais produzido por IA. É produzirmos conteúdo demais sem ter nada para dizer.

Tem profissional criando reunião fictícia na própria agenda pra conseguir trabalhar

Por Carlos Tramontina

Essa notícia publicada pelo Valor Econômico há alguns dias me chamou a atenção. Não é brincadeira. É um sintoma de uma cultura corporativa que levou longe demais a ideia de que estar ocupado é sinônimo de ser produtivo.

A pessoa precisa escrever um relatório, analisar dados, estudar um problema, preparar uma apresentação ou simplesmente pensar. Só que não encontra espaço pra isso. A agenda está tomada por reuniões (que muitas vezes podem ser resolvidas em um e-mail)… então, ela inventa uma. Bloqueia duas horas do dia, coloca um compromisso qualquer no calendário e, finalmente, consegue fazer o trabalho que precisava fazer.

É aí que está o problema… Criamos ambientes em que o trabalho precisa ser visível pra ser reconhecido como trabalho. Um levantamento da Saïd Business School, de Oxford, com cerca de 3 mil trabalhadores, mostra justamente essa distorção: atividades mais visíveis tendem a ser mais valorizadas do que aquelas que exigem concentração e reflexão.

É muito mais fácil medir quem participou de uma reunião do que avaliar o que alguém pensou durante uma hora em silêncio. Só que algumas das tarefas mais importantes acontecem justamente quando ninguém está olhando: ler com calma, organizar uma ideia, olhar um problema por outro ângulo e tomar uma decisão.

E isso se estende a todas as esferas da nossa vida social. Somos estimulados o tempo todo a produzir, ser produtivo, responder no mesmo instante, acelerar áudios pra ‘não perder tempo’. O ‘não fazer nada’ passou a carregar quase uma culpa. Só que o tédio, o silêncio e os momentos sem uma tarefa determinada são importantíssimos não apenas para a criatividade, mas também para a saúde mental.

A própria Oxford sugere alternar dias de reuniões com outros reservados para o silêncio e a concentração. E tá aí um bom caminho. Não precisamos necessariamente trabalhar menos, mas, sim, entender que pensar também é trabalho.

Quando alguém precisa fingir que está numa reunião pra conseguir fazer o próprio trabalho, o problema não está na pessoa.

Projeto apresentado ao Google busca transformar a comunicação digital dos veículos regionais no Brasil

Por Riadis Dornelles

Estive no Google para apresentar um projeto que carrego há tempos (não sozinho, mas como parte de um ecossistema inteiro que decidiu remar na mesma direção). Ainda não é hora de contar todos os detalhes, mas posso dizer o essencial: é um projeto pensado para transformar a forma como o Brasil profissionaliza sua comunicação digital, e especialmente para dar a milhares de veículos regionais, muitos deles esquecidos pelo mercado, a chance real de construir audiência, receita e sustentabilidade.

Não é sobre tecnologia pela tecnologia, é sobre entender que, por trás de cada portal, de cada emissora, de cada redação pequena espalhada pelo interior do país, existe gente fazendo jornalismo de verdade, todos os dias, muitas vezes sem os recursos que teriam se estivessem nos grandes centros. E o digital, quando bem estruturado, não substitui esse trabalho, ele o sustenta, o expande, o leva mais longe.

Levar essa conversa até o Google, na pessoa do David Hyman, não foi um gesto simbólico, mas o resultado de meses de construção, testes de campo, números reais e parceiros que já estão em movimento.

Sei que ainda há muito caminho entre uma reunião e um projeto de fato rodando em escala nacional. Mas sei também que os primeiros passos mais difíceis já foram dados.

Em breve compartilho mais. Por enquanto, fica o registro de um dia que marca o início de algo que pode mudar, de forma concreta, a realidade de milhares de veículos de comunicação regionais pelo Brasil.

De fábrica artesanal a referência nacional: a história da Cajuína São Geraldo

A origem remonta aos anos 1950, quando uma pequena fábrica artesanal de vinhos de frutas começou a operar no centro de Juazeiro do Norte.

Produzia bebidas de caju, jurubeba e jenipapo até ser assumida por José Amâncio de Souza, que daria novo rumo ao negócio.

Na década de 1960, com a chegada da energia elétrica e a compra de maquinário semiautomático, Amâncio lançou o refrigerante de caju que marcaria gerações.

O produto, chamado “Cajuína São Geraldo”, rapidamente conquistou os consumidores.

Em 1976, os irmãos Francisco e Tarcila Souza formalizaram a empresa como Cajuína São Geraldo Ltda.

A partir daí, iniciou-se um processo de modernização contínua, ampliando linhas de envase e capacidade de armazenamento, consolidando a marca regionalmente.

Hoje, a fábrica ocupa mais de 33 mil metros quadrados e mantém processos automatizados. A cajuína segue como carro-chefe, feito com suco natural da fruta.

A empresa se tornou referência de gestão familiar e de produção de bebidas no interior nordestino.

Em 2023, a São Geraldo produziu 66 milhões de litros, consumindo 4 milhões de litros de suco de caju.

A distribuição alcançou novos mercados como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, elevando o alcance da marca além das fronteiras cearenses.

A expansão veio acompanhada de inovação. Novas embalagens, como a lata de 350 ml, e o relançamento do sabor laranja em 2024 reforçaram a presença da empresa no varejo.

Inclusive, o formato de dois litros figura entre os mais vendidos no Ceará.

A base simbólica da marca permanece ligada à cajuína nordestina, bebida clarificada e sem álcool reconhecida como patrimônio cultural pelo Iphan em 2014.

Assim, a Cajuína São Geraldo traduz a tradição regional em escala industrial, contribuindo para a economia do Nordeste.

“Difícil mesmo é a vida”: os bastidores de uma das campanhas mais marcantes da propaganda gaúcha

Por Saul Duque

A criação da campanha do Universitário, “Difícil mesmo é a vida”, talvez tenha sido a maior experiência de brainstorming que eu tive na minha carreira de criador publicitário.

Colocamos uma equipe enorme a criar, comandada por mim, pelo Mauro Dorfman e pelo Vitor Knijnik e, depois de tudo criado e aprovado, ainda tivemos que passar pelo método José Pedro Goulart de desconstrução de roteiro, uma fase muito louca de pré-produção que era de perder os cabelos.

Mas que ao mesmo tempo trouxe contribuições fundamentais para se chegar a um resultado tão disruptivo.

O talento do Zé Pedro foi fundamental para que “Difícil mesmo é a vida” se tornasse uma das campanhas mais premiadas da propaganda gaúcha, e também gerou quase que uma mitologia interna na Dez por causa dos inúmeros obstáculos que precisamos ultrapassar para chegar ao fim da coisa toda.

Hoje, ao mexer em velhos arquivos, notei que eu tinha os filmes “Gremista” e “Colorado” da campanha, duas peças que têm o mesmo roteiro e representam um “tour de force” que, para mim, são um exemplo da estatura superior do Zé como realizador. São também o mais puro suco de gauchismo e rivalidade, pois acabamos por fazer dois filmes espelhados para não melindrar nem gregos vermelhos, nem troianos azuis.

Por isso, nesta semana de possíveis grandes Gre-Nais na Copa do Brasil, faço uma homenagem aos gremistas Zé, Vitor e Mauro, e ao colorado que sou, compartilhando com vocês estes dois filmes sensacionais.

A batalha da TV não é mais contra o smartphone, é para entender como os dois convivem

Por NXT Media Days Brasil

Os dados da Reviews.org mostram comportamentos bem diferentes entre gerações: a Gen Z concentra mais tempo no smartphone, enquanto a TV conectada ganha peso progressivamente e chega a 4h20 por dia entre os Baby Boomers.

Os números são dos EUA, mas a discussão é extremamente brasileira.

Por aqui, 67% da população online — cerca de 88 milhões de pessoas — já consome conteúdo digital diretamente na tela da TV. E, no YouTube, 51% das horas assistidas no Brasil já acontecem via CTV.

Ao mesmo tempo, dados da Kantar IBOPE Media mostram que, em um dia típico, 36% do alcance de vídeo nos lares brasileiros acontece exclusivamente em TVs/CTVs.

Ou seja: classificar TV como “tradicional” e digital como “mobile” faz cada vez menos sentido.

Streaming virou TV.
TV virou digital.
E o mesmo consumidor transita entre telas, formatos e plataformas ao longo do dia.

Para publishers, broadcasters, plataformas e anunciantes, a questão passa a ser outra: como distribuir, medir e monetizar essa audiência sem tratar cada tela como um universo isolado?

Essa é uma das discussões que estarão no #NXTMediaDaysBR, reunindo quem está redesenhando o mercado de TV, streaming, CTV, conteúdo e monetização.

Participe: https://lnkd.in/da7cr3uQ

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