Você vai ler na coluna hoje: Consumidores são mais receptíveis a anúncios no Google, As Pessoas Mudaram (e o clima também): Resultado: Ecoansiedade, a lógica de um novo consumidor ansioso, Patrulha Canina: Uma aventura Dino” é a sessão especial pelo Dia das Crianças no GNC Cinemas, Motiva e EcoRodovias fecham acordo com Eletromidia para parceria em mídia OOH em rodovias, Como funciona a parceria da Anitta com o Grupo Mercado Livre?, Proibição das bets bate recorde e supera crise entre Moraes e Mendonça nas redes, Mídia para escola: alcance não é o mesmo que área de influência, Bets, apostas e uma boa dose de incoerência, OSPA revisita a obra de Lupicínio Rodrigues em concerto especial, Os slogans que ficaram na memória, BYD é alvo de reclamações de clientes por demora e falta de peças, Quanto do valor gerado pelo agro fica no Brasil?, Quem lidera o mercado de internet no Brasil?
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Consumidores são mais receptíveis a anúncios no Google
Media Reactions 2026, da Kantar, ainda aponta o YouTube como plataforma com maior força publicitária entre os profissionais de marketing
Por Giovana Oréfice (Meio & Mensagem)
O Google é a plataforma em que os consumidores mais estão abertos à publicidade, aponta o estudo global Media Reactions 2026, conduzido pela Kantar.
O indicador inédito mede a força publicitária das plataformas não apenas no que diz respeito à receptividade dos usuários em ver anúncios, mas à probabilidade que interajam com as peças.
Depois do Google, aparecem Amazon, YouTube, Instagram e Netflix.
O ranking, contudo, muda sob a percepção dos profissionais de marketing. Para eles, o YouTube é o que alia receptividade, atenção e alcance de forma mais consistente. O top 5 é composto por Instagram, Google, TikTok e Netflix, respectivamente.
A Kantar ouviu 806 profissionais seniores de marketing de anunciantes, agências e empresas de mídia de diversos. Participaram também 23.452 consumidores de 33 países, entre eles o Brasil.
O Media Reactions 2026 ainda avaliou as pretensões dos profissionais para o próximo ano. Há uma expectativa por parte de 62% de que a inteligência artificial (IA) generativa exerça papel decisivo nas recomendações das marcas.
Entre os consumidores, a confiança na tecnologia não está estabelecida. Enquanto 32% utilizam ferramentas de IA para fazer buscas sobre marcas e produtos, apenas 23% afirmam confiar nas recomendações.
De acordo com a Kantar, fatores que influenciam os resultados incluem a percepção sobre a tecnologia, o conhecimento prévio sobre as marcas, origem das informações e a maneira como as respostas são exibidas aos usuários.
Na prática, há um abismo de 73 pontos percentuais entre os profissionais que planejam ampliar e diminuir investimentos em visibilidade nos chatbots de IA, incluindo planos voltados para anúncios nesses espaços.
Houve uma queda na percepção do alcance do equilíbrio entre construção de marca e marketing de performance: 50% neste ano, contra 60% registrados em 2025.
O mesmo acontece sobre o mix de mídia, ainda que a diminuição seja menor. Segundo a pesquisa, 57% declaram que empresas para as quais trabalham utilizam o mix de mídia correto, em contraste com os 64% do ano passado.
Em nota, Paul Zwillenberg, CEO da Kantar, indicou que, ainda que os CMOs invistam mais no futuro, diante das inúmeras transformações as quais o mercado vem encarando, sentem-se menos seguros sobre as escolhas que precisam fazer hoje. A resposta, de acordo com o executivo, está em inteligência de melhor qualidade, não em mais dados.
De fato, pouco mais da metade (51%) afirmam conseguir extrair dos dados aprendizados aplicáveis aos objetivos de marketing.
Marketing de influência
Entre as pretensões envolvendo investimentos na creator economy, haverá uma mudança de foco nas estratégias. O estudo identificou maior priorização de relevância e da conexão com comunidades específicas, em vez de fama e alcance absoluto dos criadores de conteúdo.
Neste sentido, microcreators entram no radar de 66% dos profissionais de marketing, enquanto nanocriadores são citados por 61% em relação a investimentos. Macroinfluenciadores e megainfluenciadores aparecem com 48% e 42% das respostas, respectivamente.
As Pessoas Mudaram (e o clima também): Resultado: Ecoansiedade, a lógica de um novo consumidor ansioso
No ambiente de negócios contemporâneo, existe uma certeza inabalável: tudo muda, o tempo todo. E se tem algo que se transformou radicalmente nos últimos anos, são as pessoas. Seus hábitos, suas prioridades, seus desejos.
Agência e21
Para entender como esses movimentos afetam o mercado, a agência e21 desenvolveu o projeto “As Pessoas Mudaram”, uma série de pesquisas focada em decifrar o comportamento de diferentes estratos da sociedade.
Neste capítulo do projeto, a e21 mergulhou na realidade de um fenômeno crescente e paralisante que redefine as escolhas de consumo e de vida: a ecoansiedade.
Até pouco tempo atrás, falar sobre o clima era apenas o jeito mais comum de preencher um silêncio constrangedor no elevador. Hoje, acredite, é motivo pelo qual muitas pessoas perdem o sono.
No mundo da comunicação, existe a constante busca por padrões e tendências, mas muitas vezes esquece-se de olhar pela janela: a temperatura subiu, os extremos climáticos tornaram-se rotina e, com eles, nasceu uma nova angústia coletiva.
Estamos diante de um fenômeno catalogado, real e paralisante que afeta muita, muita gente mesmo.
A ecoansiedade no Brasil
De acordo com o recém-lançado Panorama da Saúde Mental 2025, 42% dos brasileiros já relatam abalos na saúde mental devido às mudanças climáticas.
O impacto é tão denso e tangível que um terço da população afirma ter dificuldades diárias para dormir, trabalhar ou se relacionar, movidos puramente pela preocupação com a crise ambiental.
Com a próxima chuva. Com a próxima enchente. E, acredite, com os tornados, antes exclusivos de telejornais americanos.
A juventude e o dilema de existir
Se a angústia atinge a todos, nas gerações mais novas ela se transforma em um grande obstáculo. O maior estudo global já realizado com jovens sobre o tema (conduzido pela Universidade de Bath e publicado na The Lancet Planetary Health) ouviu 10 mil pessoas de 16 a 25 anos em vários países, incluindo o Brasil.
Os resultados são reveladores:
• 60% desses jovens se sentem muito preocupados com o clima;
• Para quase metade deles (45%), essa ansiedade já afeta diretamente o funcionamento diário básico, como comer, dormir, tomar banho e estudar.
Mas o dado que talvez mais redefina o que entendemos por planejamento de vida e, consequentemente, por projeções de mercado a longo prazo, é este:
• 39% dos jovens no mundo hesitam em ter filhos por conta da crise climática.
Para a Geração Z e os Millennials, a maternidade e a paternidade tornaram-se um dilema ético: O medo do mundo que essas futuras crianças herdarão está freando a própria continuidade das gerações.
O impacto para as marcas: a régua subiu.
Quando a visão de futuro de um indivíduo é pautada pela incerteza e pela apreensão, o papel de tudo que o cerca também muda.
Como bem aponta a revista de tendências Consumidor Moderno, ser uma marca que “apenas recicla” não é mais o suficiente.
O novo consumidor busca narrativas, valores e as ações reais da empresa. Nas prateleiras e nos carrinhos virtuais, esse público busca um alívio para a sua própria ansiedade. Eles escolhem marcas que atuem ativamente para mitigar a crise. É quase como se o consumo fosse um ato de ativismo.
Um alerta para o seu negócio
A e21 identifica que torna-se vazio e inútil continuar operando com discursos sustentáveis rasos e paliativos (aquele que chamamos de greenwashing), tornando esse ato um risco financeiro fatal diante de um público que teme pelo amanhã. A agência entende que, para as marcas continuarem relevantes, é preciso abandonar velhas cartilhas e olhar para os dados reais.
Para as marcas, um recado claro:
Propósito verdadeiro é a chave. E propósito acolhedor, viu?
A ideia não é apavorar o público. O consumidor já está assustado. Ele não precisa de mais alarmismo; ele precisa de marcas que o convidem a fazer parte da solução prática.
FONTES E REFERÊNCIAS DE ESTUDO:
Estadão / Panorama da Saúde Mental 2025 (Instituto Cactus e AtlasIntel): “Ecoansiedade: 42% dos brasileiros já relatam abalos na saúde mental devido a mudanças climáticas”.
The Lancet Planetary Health / Universidade de Bath: “Climate anxiety in children and young people and their beliefs about government responses to climate change: a global survey”
Revista Consumidor Moderno: “Ecoansiedade redefine comportamentos e o consumo” (Análise sobre como a sustentabilidade de fachada não serve mais para o novo consumidor).
Patrulha Canina: Uma aventura Dino” é a sessão especial pelo Dia das Crianças no GNC Cinemas
Rede completa 35 anos em 31 de outubro, e promoção abre as comemorações pelo aniversário nas salas do RS e SC
A realização da sessão especial pelo Dia das Crianças, que acontece há 20 anos na rede, abre o mês de comemorações pelos 35 anos do GNC cinemas. “Patrulha Canina: Uma aventura Dino” deverá reunir cerca de 3 mil crianças e adolescentes no dia 5 de outubro (segunda-feira), de forma gratuita, nas maiores salas da rede espalhadas pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os espectadores ainda vão ganhar pipoca e suco para completar o clima de divertimento e descontração diante da telona. O filme foi cedido pela Paramount Sky Dance Pictures.
“Em outubro, teremos promoções e atividades idealizadas para comemorar com o público esta relação da qual temos tanto orgulho. Tudo o que pensamos é para agradecer esta cumplicidade com os espectadores”, afirma Lucia Cuervo Silva, Diretora de Marketing da rede GNC.
Confira os cinemas que vão receber as crianças
GNC Praia de Belas, em Porto Alegre (RS)
GNC Iguatemi, em Porto Alegre (RS)
GNC Caxias, em Caxias do Sul (RS)
GNC Blumenau, em Blumenau (SC)
GNC Nações, em Criciúma (SC)
GNC Garten, em Joinvile (SC)
GNC Joinville Mueller, em Joinvile (SC)
GNC Balneário Camboriú (SC)
Sobre o GNC Cinemas
O GNC Cinemas nasceu no Rio Grande do Sul há 35 anos, operando também em Santa Catarina. Com 50 salas de cinema dotadas de padrão mundial de exibição, a empresa se converteu em referência em inovação e pioneirismo ao introduzir, há décadas, um novo conceito de cinemas na cidade de Porto Alegre a partir das primeiras salas construídas em um shopping center.
Motiva e EcoRodovias fecham acordo com Eletromidia para parceria em mídia OOH em rodovias
Por Luísa Laval
A Motiva e a EcoRodovias informaram que assinaram acordo de investimento com a Eletromidia Soluções, controlada da Globo Comunicação e Participações, para formar uma parceria estratégica voltada à exploração comercial de mídia out-of-home (OOH) em rodovias.
Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação será implementada por meio da constituição de uma nova companhia, responsável pela implantação, operação e comercialização de ativos de mídia OOH, digitais e estáticos, nas rodovias. A empresa terá a Eletromidia como acionista com 51% do capital, enquanto Motiva e EcoRodovias terão 24,5% cada.
As companhias afirmaram que o objetivo é combinar a capacidade comercial da Eletromidia em mídia OOH com a capilaridade de Motiva e EcoRodovias no setor de concessões rodoviárias, para desenvolver o segmento de mídia em rodovias.
A conclusão da operação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de condições precedentes usuais.
Como funciona a parceria da Anitta com o Grupo Mercado Livre?
Artista é uma das embaixadoras de Mercado Pago e Mercado Livre e fala sobre a evolução da parceria
Por Larissa Santiago (Meio & Mensagem)

A relação de Anitta com o Grupo Mercado Livre começou em abril de 2025, quando a cantora passou a ser embaixadora do Mercado Pago, instituição financeira da companhia. Depois, a parceria também se estendeu ao Mercado Livre.
Para a cantora, sua relação vai além da participação em campanhas publicitárias e também envolve outras decisões. “Eu não faço apenas parte do marketing das empresas como garota-propaganda; eles me escutam bastante quando aponto o que acredito que os meus fãs e o grande público vão gostar e engajar”, disse.
“Em toda a parceria que assumo, tenho a preocupação de ligar para saber: ‘Está dando certo? O que está vendendo e o que não vendeu? O resultado foi bom? O que podemos aprimorar?’ Acho que isso consolida relações longas”, destaca.
“Os resultados são muito bons porque o grupo todo pensa com muita rapidez, sem deixar passar as oportunidades que surgem. Não temos que enfrentar processos intermináveis até aprovar uma ideia”, completa.
Parada, ela não rende
A primeira campanha, “Você tem tudo para ganhar”, apresentou o Cofrinho de Rendimento Perfeito e abordou a relação de Anitta com o dinheiro e a importância de manter uma reserva financeira.
Em agosto, a cantora protagonizou “Anitta Parada”, campanha que associava o dinheiro deixado parado em contas sem benefícios à própria artista, que permanecia em silêncio durante a comunicação.
Ainda naquele mês, a parceria chegou ao Estrela da Casa. No segundo ano de patrocínio, que começou em 2024, Mercado Pago e Mercado Livre escolheram Anitta para participar da atração com dicas de investimentos e finanças, além de ações dentro da casa e conteúdos para as redes sociais.
Em setembro, a instituição confirmou o patrocínio aos Ensaios da Anitta para o Carnaval de 2026, ampliando a associação da marca com o território de entretenimento da cantora.
Do BBB ao Carnaval
Em janeiro deste ano, Anitta estrelou “Tudo em DoBBBro”, campanha que vinculou o Mercado Pago ao prêmio final do Big Brother Brasil 2026. Dias depois, participou da primeira festa da temporada, ação que também marcou o início da estratégia com o Ensaios da Anitta.
Em fevereiro, o Mercado Pago colocou ainda à venda 26 figurinos usados pela cantora em edições anteriores da turnê, por R$ 250 cada, na loja oficial da artista no Mercado Livre. No mesmo mês, o Mercado Play transmitiu ao vivo o último show dos Ensaios, realizado na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo.
Em março, a cantora apareceu na campanha “Portabilidade Premiada”, em que o Mercado Pago incentivou trabalhadores com carteira assinada a transferirem o recebimento do salário para a instituição, enquanto Anitta abordou temas relacionados à carreira, renda e organização financeira em conteúdos publicados no LinkedIn.
Já em junho, Anitta também passou a ser embaixadora do Mercado Livre, e a primeira campanha foi “Vem Fazer Comprittas”, para a data promocional 7.7.
Os números da estratégia
Entre abril de 2025 e junho de 2026, o número de usuários dos Cofrinhos cresceu 261%, enquanto os ativos sob gestão avançaram 418%. Durante o BBB 26, a oferta de rendimento promocional de 140% levou o produto a um recorde em recursos sob gestão e atraiu mais de 1 milhão de novos usuários.
No mesmo período, o número de usuários da Conta Turbinada cresceu 61,5%, enquanto a base de usuários ativos do Mercado Pago avançou 47%. A portabilidade salarial ativa também aumentou 70,4%.
No Mercado Livre, o 7.7 também registrou recorde de vendas até então, acima do resultado da Black Friday anterior, além de recordes de usuários únicos e transações.
Para Iuri Maia, diretor de estratégias de marca do Mercado Livre, a parceria também tem relação com o histórico da cantora e os valores da companhia: “Ao olhar para a trajetória da Anitta, vemos que ela está sempre em transformação, sempre procurando algo novo. Isso é muito o nosso espírito.”
“Quando juntamos um produto superior à uma potência de comunicação, uma celebridade como ela, temos uma combinação muito forte”, completa Felipe Castaño, diretor de growth & marketing do Mercado Pago.
Proibição das bets bate recorde e supera crise entre Moraes e Mendonça nas redes
Medida provisória assinada por Lula gerou 1,33 milhão de menções nas primeiras 24 horas e ultrapassou a repercussão da crise entre os ministros do STF
Por Laila Nery (Veja)
A decisão do governo Lula de proibir as bets produziu a maior onda de repercussão política nas redes sociais registrada pelo Instituto Democracia em Xeque nos últimos doze meses. Nas primeiras 24 horas após a assinatura da Medida Provisória, na sexta-feira, 25 de setembro, foi contabilizado 1,33 milhão de menções ao tema — volume superior ao registrado durante a crise envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, que havia alcançado 1,01 milhão.
Tema permanece nas redes
A repercussão da Medida Provisória continua sendo o tema central nas plataformas e não se restringiu ao primeiro dia. Segundo o relatório Brasil sem Bets, a escuta social contabilizou 2,5 milhões de publicações e 40 milhões de interações nas primeiras 63 horas após o anúncio. O levantamento considera conteúdos publicados entre sexta-feira e hoje, e aponta que o assunto produziu três ondas sucessivas de mobilização.
O primeiro pico ocorreu após o anúncio da medida, quando o volume chegou a 85. 800 publicações por hora. No sábado, 26, houve uma nova alta, com 75. 400 publicações por hora ao meio-dia. No domingo, o tema ainda registrava uma terceira onda, chegando a 47. 300 publicações por hora perto das 11h.
O relatório também identificou uma disputa entre narrativas favoráveis e contrárias à decisão. Entre as publicações que assumiam posição definida, 57% eram contrárias à proibição, ante 43% favoráveis. Em número de interações, porém, a diferença se inverteu: os conteúdos favoráveis à medida reuniram 8,8 milhões de interações (52%), enquanto os contrários somaram 8,2 milhões (48%).
Maior repercussão nas redes do ano
O levantamento classifica a repercussão das bets como superior à de outros episódios políticos monitorados pelo DX nos últimos doze meses, entre eles a condenação de Jair Bolsonaro, as repercussões do caso Dark Horse, a disputa entre Mendonça e Moraes e a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
Mídia para escola: alcance não é o mesmo que área de influência
Por Diná Lopes
Tenho visto plano de mídia de escola desenhado para a cidade inteira. Rádio com cobertura metropolitana, painel na avenida mais movimentada, digital rodando para o município todo (eu mesma como mãe, sou impactada por escolas que ficam há 30kms da minha casa). Depois a gente olha o endereço das famílias já matriculadas e descobre que a maior parte mora a poucos quilômetros da unidade (em torno de até 5kms).
O mercado de uma escola costuma ser um recorte bem menor do que o mapa que o plano cobre. Ele é desenhado por trajeto, por rotina, pelo caminho que os pais fazem para o trabalho e por onde estão as escolas vizinhas. Duas unidades da mesma rede, na mesma cidade, podem disputar matrícula com públicos bem diferentes.
Isso muda a decisão prática de mídia.
Antes de escolher um canal, precisamos entender de onde vem a demanda hoje, quais bairros aparecem pouco na base e se existe um concorrente próximo disputando a mesma família.
O OOH ajuda quando o objetivo é a presença no território e o ponto está no caminho real do público. Nem toda via de grande fluxo é esse caminho. A Rádio Regional funciona quando a praça tem hábito de escuta e a cobertura conversa com a área de influência da escola, sem pagar alcance que nunca vira visita. Digital permite recorte fino por raio e por perfil, o que costuma ajudar em bairro de disputa direta. A escolha deveria vir da leitura daquele território e do objetivo daquela unidade.
Vale um exercício simples antes de aprovar a verba do ano: colocar lado a lado o mapa das matrículas, as regiões onde a escola quer crescer e o mapa do investimento. Se a verba está concentrada fora dessas áreas, tem alguma coisa para rever no plano.
E aí o custo por matrícula pode subir sem que ninguém entenda direito o motivo.
Bets, apostas e uma boa dose de incoerência
Por Murilo Moreno
Meu Mal-Humorado de plantão acordou nervoso. As Bets foram proibidas, assim, de um dia para o outro. E como é que fica o meu vício? Onde vou perder meu dinheiro? Será que as pessoas só pensam no início de outubro? Pode não ter nada a ver, mas é tudo o que passa na minha cabeça, depois de anos vendo notícias e notícias de que a população está se endividando e nada sendo feito.
Não jogo nas Bets. Acho muito perrengue pra tentar ganhar um dinheirinho. Prefiro levantar as mangas e ir trabalhar. Não que quem jogue também não trabalhe, mas as casas de apostas sempre jogaram com o sonho humano de ficar rico sem fazer esforço.
O clima tinha esquentado nos últimos dias. Os times de futebol, maiores beneficiados pelos mais de um bilhão de reais que receberam em 2025, até fizeram um manifesto falando que o futebol brasileiro iria acabar sem os patrocínios milionários das bets. Não vai. A Fórmula Um sobreviveu ao fim da propaganda de cigarro e vai muito bem obrigado.
As casas de apostas foram regulamentadas em 2023. E aí foi um tsunami de abertura de sites e mais sites. E de apostas com o dinheiro que as pessoas não têm. Começo e fim em menos de quatro anos. Nem a máquina de fax durou tão pouco tempo. Interessante perceber que fora da Terra Brasilis, os países europeus já vinham as proibindo ou restringindo desde 2022. A experiência internacional não valeu pra nada, neste caso.
No final, entendo, mas não compreendo, o que o governo tem feito. As bets se vão, mas as Loterias da CAIXA continuam por aí. “Mas são duas coisas completamente diferentes, Murilo”. Sei que passou na sua cabeça, mas conceitualmente são duas formas de apostas. Uma, totalmente regularizada e aceita. Outra, banida sem nenhuma tentativa de regulamentação. Não estou defendendo as bets, mas adoraria poder falar que o ser humano é coerente.
A medida provisória vai durar 120 dias. Ou seja, o novo presidente terá que lidar ou com a aprovação no Congresso, ou com uma possível negociação com as empresas interessadas em se manter vivas. Santo período sabático!
2027 é logo ali…
OSPA revisita a obra de Lupicínio Rodrigues em concerto especial
A OSPA apresenta, no dia 9 de outubro, o concerto “Lupi Vive”, uma homenagem a Lupicínio Rodrigues e à chamada Era de Ouro do Rádio. A apresentação recria o clima dos programas musicais das décadas de 1940 e 1950 e reúne sucessos como “Nervos de Aço”, “Se Acaso Você Chegasse”, “Vingança” e “Esses Moços”.
Com regência de Arthur Barbosa, o espetáculo terá Álvaro RosaCosta interpretando Lupicínio, ao lado das cantoras Andréa Cavalheiro e Glau Barros. Antes do concerto, às 19h, o músico e pesquisador Arthur de Faria participa da palestra “Notas de Concerto”.
A apresentação começa às 20h, no Complexo Cultural Casa da OSPA. Os ingressos estão à venda pelo Sympla, com estacionamento gratuito, transmissão ao vivo pelo YouTube da OSPA e recursos de acessibilidade.
Os slogans que ficaram na memória
Tem frase que vira parte da nossa história. A gente repete quase no automático, porque ela marcou.
Slogan bom não é só criativo: é simples, verdadeiro e consistente o suficiente para ficar na memória.
E marca que fica na memória… fica na escolha.
Qual desses você nunca esqueceu? 👇

BYD é alvo de reclamações de clientes por demora e falta de peças
ALERTA NO PÓS-VENDA: Sonho do carro novo vira pesadelo para donos de BYD em Natal!
Mais de 50 proprietários de veículos da BYD em Natal (RN) se uniram em um grupo para cobrar soluções urgentes da concessionária local. O motivo? Uma série de falhas graves no atendimento pós-venda que transformou a experiência com a marca em dor de cabeça.
O que está acontecendo: Espera sem fim: Há relatos de clientes aguardando quase 5 meses para ter o carro consertado. Falta de peças: O principal gargalo tem sido a escassez crônica de autopeças para reposição. Oficinas lotadas: O volume de vendas da marca cresceu muito mais rápido do que a estrutura física para dar suporte e manutenção aos veículos.
O caso já gerou inclusive fiscalizações do Procon na concessionária local após sucessivas denúncias dos consumidores prejudicados.
E você, tem ou teria um carro elétrico/híbrido hoje? Acha que as marcas estão preparadas para o pós-venda no Brasil?
Quanto do valor gerado pelo agro fica no Brasil?

O Brasil produz.
O mundo transforma.
E o valor fica com quem?
Café brasileiro vira produto premium.
Cacau vira chocolate de alto valor.
Couro vira luxo.
Carne vira experiência.
Matéria-prima vira marca, tecnologia e margem.
Talvez o próximo salto do agro brasileiro não seja apenas produzir mais.
Seja transformar mais. Industrializar mais. Criar marcas. E capturar aqui uma parte maior do valor que ajudamos a produzir.
O Brasil já sabe produzir para o mundo.
Agora precisa discutir quanto desse valor pode ficar no Brasil.
Quem lidera o mercado de internet no Brasil?
Em julho de 2026, Claro e Vivo aparecem no topo do ranking de banda larga fixa, com cerca de 10,84 milhões e 8,48 milhões de acessos.
Mas olhar apenas para o tamanho da base não conta toda a história. Para crescer de forma sustentável, um provedor também precisa acompanhar retenção, qualidade e rentabilidade.
Confira na arte as 15 maiores empresas do país. Fonte: Anatel.














