Bets e governos: quais as proibições já decretadas? – 27.08.2026

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Você vai ler na coluna hoje: Bets e governos: quais as proibições já decretadas?, A experiência de marca pode aumentar as vendas, o problema é que ela não funciona para todo mundo, Um terço das marcas está fora da consciência dos consumidores, A maior plataforma de streaming do mundo está sofrendo para captar a atenção das pessoas, Eletromidia tem R$ 1,75 bilhão em receita bruta, O que a geração Z valoriza e rejeita nas marcas, Marketing, Branding e RP: juntos, não concorrentes, Sistema Nacional das Agências de Propaganda fortalece agenda estratégica e amplia conexão com o mercado em Belo Horizonte, Betano renova patrocínio ao Paulistão Feminino

 

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Bets e governos: quais as proibições já decretadas?

Prefeituras do Rio de Janeiro e Belo Horizonte mantêm proibição a anúncios em espaços públicos enquanto Minas Gerais estendeu a medida a todo o Estado; entidades do setor questionam decisões

Por Bárbara Sacchitiello (Meio & Mensagem)

A discussão sobre a publicidade de empresas de apostas, que sempre gerou polêmica, ganhou escala ainda maior durante a última Copa do Mundo, quando algumas empresas do setor viraram alvo do Ministério Público e do Conar, suscitando debates sobre os limites do tom das mensagens das bets.

Em julho, as Prefeituras das cidades do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte publicaram decretos que proibiam a veiculação de publicidade de casas de apostas de quotas fixas em espaços públicos e privados que dependem de concessão municipal.

Para as duas capitais, as restrições incluem mídia exterior, mobiliário urbano e outras formas de exposição que necessitam de autorização, licença, permissão ou concessão do município. Já no Rio de Janeiro, a proibição envolve qualquer forma de divulgação, incluindo logomarcas, aplicativos e campanhas.

A cidade de São Paulo ainda não emitiu um decreto específico para a publicidade de bets. Porém, a administração já afirmou que o prefeito Ricardo Nunes sancionará o Projeto de Lei 560/2025, que atualmente tramita na Câmara Municipal e que prevê a proibição da publicidade direta ou indireta das plataformas de apostas em eventos esportivos organizados por entidades públicas ou privadas dentro do município.

Proibição estadual

Já na semana passada, as restrições, que até então eram de âmbito municipal, foram expandidas. Em Minas Gerais, o governador Mateus Simões (PSD) publicou decreto que proíbe a publicidade de empresas de apostas esportivas em espaços públicos e equipamentos pertencentes ao Estado.

O mesmo documento determinou que a Loteria Mineira encerre a operação de apostas esportivas que mantém no Estado. Pelo decreto, locais como o Estádio do Mineirão, bem como rodovias e estações rodoviárias da cidade, não poderão exibir mais placas ou painéis com publicidade de bets.

Reações do setor

Assim que o decreto do governo de Minas Gerais foi publicado, entidades que representam as bets começaram a se manifestar a respeito das restrições.

Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) informou que vai protocolar no Supremo Tribunal Federal uma ação questionando a constitucionalidade do decreto.

Para a ANJL, a iniciativa do Governo de Minas Gerais cria restrições que extrapolam a competência dos estados e interfere em uma competência federal, gerando insegurança jurídica e o que o comunicado da entidade descreve como “um tratamento regulatório distinto para um setor submetido a regras nacionais”.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) também se posicionou a respeito do tema, destacando que o debate a respeito da publicidade de bets deve ocorrer de forma técnica, com diálogo entre o poder público e o setor regulado e reforçou que a atividade de apostas de quota fixa é regulamentada no Brasil e fiscalizada pela União e o Ministério da Fazenda.

“Por isso, eventuais mudanças nas regras de publicidade devem ser discutidas no âmbito federal, preservando a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória de quem decidiu investir no mercado regulado brasileiro”, apontou o IBJR, em comunicado.

A experiência de marca pode aumentar as vendas, o problema é que ela não funciona para todo mundo

Por Gustavo Ermel

Uma empresa de cuidados pessoais abriu uma loja pensada para ser mais do que um ponto de venda. Os clientes podiam experimentar produtos, participar de demonstrações e receber orientação sobre rotinas de cuidados. Depois da visita, eles passaram a comprar mais. Seria fácil encerrar a análise aqui e usar o caso como argumento para investir em lojas-conceito, eventos e ativações. Mas há um detalhe que muda bastante a conclusão: o resultado positivo ficou concentrado em uma pequena parte dos clientes. Pesquisadores acompanharam 2.098 consumidores durante 24 meses.

Eles compararam quem visitou a loja com clientes de perfil semelhante que não participaram da experiência. Nos 12 meses seguintes à visita, os pesquisadores estimaram: – aumento médio de US$ 5,76 no gasto mensal; – crescimento de 16,7% na frequência de compra; – aumento de 28,6% na quantidade de itens comprados. Os números parecem confirmar a força do marketing de experiência. Só que a média esconde uma diferença importante. Apenas cerca de 20% dos clientes apresentaram um efeito positivo significativo. Para a maioria, a visita não produziu uma mudança relevante no comportamento de compra. O problema das médias

Quando uma ativação apresenta um bom resultado médio, a tendência é concluir que a experiência funcionou. Mas funcionou para quem? No estudo, os maiores ganhos apareceram entre clientes de maior valor que estavam há algum tempo sem comprar, mas ainda mantinham algum envolvimento com a empresa. O efeito também foi maior em produtos mais sofisticados, que exigiam teste, explicação e orientação. Para produtos básicos, cuja compra era mais simples e conhecida, a experiência teve pouco efeito. Isso sugere que uma boa experiência não convence todo mundo da mesma maneira.

Ela funciona melhor quando ajuda o cliente a resolver uma dúvida concreta, entender um produto ou reduzir a insegurança antes da compra. Um ambiente bonito pode chamar atenção. Mas, se não ajudar o cliente a decidir, o efeito provavelmente termina quando ele sai do local. Antes de pensar no cenário, pense no trabalho que a experiência precisa fazer.

Muitas experiências de marca começam pela parte mais visível: arquitetura, tecnologia, cenografia, brindes e espaços para fotos. O estudo aponta para outra ordem de prioridades. Primeiro, é preciso decidir qual comportamento a experiência pretende mudar. Depois, identificar quais clientes têm maior possibilidade de responder e quais produtos realmente se beneficiam de demonstração ou experimentação.

Uma ativação pode ser memorável e, ainda assim, não produzir nenhuma mudança comercial. Da mesma forma, uma experiência menos espetacular pode funcionar porque ajuda o cliente a compreender algo que antes parecia difícil ou arriscado.

Experiência não é uma estratégia para todos O estudo foi realizado em uma única empresa de cuidados pessoais e utilizou um método quase experimental. Portanto, não é possível assumir que os mesmos percentuais aparecerão em qualquer setor. Ainda assim, a descoberta oferece um alerta útil: o resultado médio de uma experiência pode esconder que quase todo o efeito está concentrado em um grupo específico.

Talvez a pergunta mais produtiva não seja “experiência de marca funciona?”. A pergunta é outra: Para quais clientes, em quais produtos e diante de qual barreira a experiência consegue mudar uma decisão de compra? Quando essa resposta não está clara, a empresa corre o risco de criar um lugar interessante para visitar, mas irrelevante para comprar. Quando está clara, a experiência deixa de ser cenário e passa a cumprir uma função na jornada do cliente. –

Um terço das marcas está fora da consciência dos consumidores

Estudo da Troiano acompanhou a relação entre consumidores e marcas ao longo de 30 anos e aponta mudanças

Por Taís Farias (Meio & Mensagem)

Em 30 anos, caiu mais de seis pontos percentuais a média de clientes que se relacionam em um patamar de idealização com as marcas. Em contrapartida, o nível de desconhecimento das marcas saltou de 5,2% para 38,2% no mesmo intervalo.

Os dados são fruto do estudo “30 anos de marcas: o que mudou?”, da Troiano, que compila os movimentos traçados na relação entre consumidores e marcas ao longo de três décadas. A base para o levantamento foi a metodologia Auditoria de Marca, que é aplicada desde 1996.

Como funciona a pesquisa?

De maneira prática, a pesquisa realiza entrevistas individuais com o mercado potencialmente atendido pela marca, com uma amostragem que obedece aos princípios estatísticos. As entrevistas auditam não apenas uma determinada marca, mas um conjunto de concorrentes, em um set de dez questões.

Depois, os indicadores são combinados em uma matriz para cada um dos entrevistados e eles são alocados em um dos cinco patamares da pirâmide que definem o grau de envolvimento com a marca.

Pirâmide da Auditoria de Marca

Ao longo dos 30 anos, a pesquisa foi aplicada com as mesmas características metodológicas para 1.543 marcas, com mais de 100 mil entrevistas distribuídas em diferentes categorias de negócio.

Avanço do desconhecimento

Para a Troiano, os achados se relacionam com uma mudança do próprio mercado. Em 30 anos, o público acompanhou uma proliferação no número de marcas disponíveis em quase todas as áreas, o que diminuiria o espaço mental ocupado por cada uma delas.

Em paralelo, a digitalização aumentou exponencialmente o número de estímulos e pontos de contato, enquanto a capacidade atencional se manteve. O resultado foi um declínio acentuado no percentual de consumidores que se relacionam com as companhias no patamar de idealização – ou seja, que são advogados das marcas e mantêm um vínculo profundo de conexão.

Se entre 2005 e 2009, a idealização média estava em 8,6%, no último período analisado (2020 – 2025), apenas 2,1% dos consumidores, em média, mantinham essa relação de fidelidade e exclusividade para com uma marca.

O quinquênio de 2005 – 2009 marca, inclusive, uma acentuação dessa queda. O estudo relaciona esse fato ao avanço da evolução tecnológica, especialmente com o lançamento e a posterior popularização dos smartphones.

Enquanto a idealização declina, o nível médio de desconhecimento que começou o século em 5,2% chegou no último quinquênio a 38,2%. Na prática, é como se mais de um terço das marcas estudadas pela Auditoria de Marca estivessem fora da consciência dos consumidores.

Na leitura da consultoria, o desconhecimento não se trata apenas de um consumidor que ignora a existência da marca ou que não a conhece. Mas que, com o acúmulo de estímulos, deixa de ter a marca presente na consciência.

Outros pontos da pirâmide também passaram por transformações. Acompanhando a Idealização, o patamar de Preferência também passou por uma retração ao longo dos anos. Esse degrau reúne os consumidores que escolhem duas ou três marcas possíveis no seu processo de compra.

A diminuição da representatividade nesse patamar pode representar consumidores que migraram para o topo da pirâmide, motivados por uma experiência positiva, assim como o efeito inverso com àqueles que abandonaram as predileções e caíram para categorias inferiores.

A Familiaridade, patamar que historicamente concentra o maior número de consumidores, também enxugou. Ao longo das três décadas, o percentual caiu de 65,5% para 46,7%, acompanhando a complexidade do mercado e a presença de um número cada vez maior de players. Apesar da queda em Idealização, Preferência e Familiaridade, a rejeição às marcas não aumentou no período pesquisado.

A maior plataforma de streaming do mundo está sofrendo para captar a atenção das pessoas

Por Patricia Knebel

A Netflix nasceu em 1997 com a proposta de ser uma plataforma simples, baseada em catálogo e consumo sob demanda. Reed Hastings, um dos fundadores, defendeu durante anos essa lógica.

Agora, a empresa estuda incorporar canais de TV ao vivo, criar pacotes com outros serviços de streaming e ampliar sua presença em eventos esportivos, incluindo a possibilidade de disputar direitos de partidas das Copas do Mundo de 2030 e 2034.

Tudo isso para tentar vencer a maior disputa dos dias de hoje: a atenção.

Apesar do sucesso de grandes produções e do aumento nos lucros, a Netflix identificou uma queda no engajamento, medido pelo tempo que os usuários passam na plataforma e pela frequência com que concluem filmes e séries.

Se até a maior plataforma de streaming do mundo precisa repensar sua estratégia para conquistar alguns minutos a mais da atenção das pessoas, fica difícil imaginar quem possa ignorar essa disputa.

E ela não acontece apenas entre Netflix, Disney, HBO. A disputa acontece com tudo o que concorre pelo nosso tempo hoje: redes sociais, podcasts, jogos, notícias, trabalho, notificações e, agora, uma quantidade praticamente infinita de conteúdo produzido por inteligência artificial.

Mas atenção não se conquista apenas com volume. Exige estratégia para entender o seu público, onde ele está, o que é relevante para ele e como construir uma presença capaz de gerar interesse e, após, construir confiança.

No ambiente atual, até quem já tem audiência precisa disputar atenção todos os dias. Para quem está construindo reputação, essa estratégia se torna ainda mais importante.

Eletromidia tem R$ 1,75 bilhão em receita bruta

Empresa de mídia out-of-home destaca aumento de inventário, expansão territorial e impacto social

Por Thaís Monteiro (Meio & Mensagem)

Em 2025, a Eletromidia apresentou aumento de 30% na sua receita bruta, atingindo R$ 1,75 bilhão. No seu Relatório de Sustentabilidade, a empresa de mídia out-of-home pertencente ao Grupo Globo apresentou o crescimento de iniciativas proprietárias.

A Eletromidia teve receita líquida de R$ 1,19 bilhão em 2024, conforme os resultados divulgados pela Globo Comunicação e Participações (GCP).

Em 2025, a empresa atingiu 90 mil faces em 250 cidades localizadas em 24 estados do País e no Distrito Federal.

O inventário alcança 60 milhões de pessoas e soma 4,8 bilhões de impactos mensalmente. O portfólio da Eletromidia cresceu com a aquisição de empresas do setor e expansão das verticais de atuação.

Expansão e aquisições da Eletromidia

Em 2025, a empresa adquiriu o inventário da Clear Channel no Brasil. Essa operação fez com que o número de faces verticais de ruas no Sul e Sudeste crescesse em 80%.

A Eletromidia também comprou a Urbana, que atuava em Belo Horizonte. Ainda no cenário de fusões e aquisições, a empresa incorporou a Context Creative Tech para desenvolvimento de tecnologias imersivas para o out-of-home.

Também durante o ano, a Eletromidia começou a atuar em mídia de bordo nos aviões da Azul Linhas Aéreas. Já o projeto Abrigo Amigo chegou a 340 unidades contra 82 em 2024.

No ano passado, teve fim a incorporação da Eletromidia pelo Grupo Globo, que começou em 2024. Segundo a empresa de mídia out-of-home, ao se tornar sócia majoritária da Eletromidia, a Globo potencializou sinergias comerciais, operacionais e de inteligência e mercado.

Os próximos resultados da Eletromidia serão apresentados nos documentos do Grupo Globo.

A empresa também registrou aumento de 28% dos colaboradores, totalizando mais de mil profissionais. Houve, ainda, a reciclagem de 190 toneladas de papel, sucata e vidro, e cedeu R$ 24 milhões em mídia para apoiar 80 campanhas de instituições não-governamentais e filantrópicas.

Pesquisa do CIEE detalha preferências, canais de relacionamento e fatores que influenciam a lealdade dos jovens

Por Meio & Mensagem

Na relação com as marcas, a geração Z mantém forte exigência por qualidade e baixa tolerância para frustrações financeiras e de atendimento. É o que revela a pesquisa “Panorama de consumo e comportamento do jovem brasileiro”, realizada pelo Observatório do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola).

Entre os atributos que geram admiração do grupo pelas marcas, a qualidade do produto ou serviço prestado lidera o ranking, com 48% das respostas. Preço, com 26%, e atendimento, com 24%, compõem o pódio, seguido por estilo e identidade, causas defendidas e influenciadores contratados.

Embora o preço ocupe o segundo lugar, é por conta de valores elevados que 60% dos entrevistados deixam de adquirir produtos ou serviços de uma marca. Experiência de atendimento ruim e propagandas enganosas também desmotivam a lealdade de 56% e 51% dos jovens, respectivamente. Além desses, política e polêmicas também afetam a relação com as marcas. Cerca de 28% deixaram de comprar de uma empresa por envolvimento em escândalos e 20% por posicionamento político.

O preço também figura no topo da lista de irritações que o público tem com as marcas: 39% se frustram quando os preços dos produtos ou serviços são diferentes do que foi anunciado. Demais fatores têm relação com transparência e autenticidade. Cerca de 16% se incomodam quando a marca tenta forçar, em sua comunicação, gírias jovens; 14% se incomodam com anúncios que interrompem e com o excesso de notificações; e 12% indicam frustração quando a marca não responde nas mensagens diretas.

Canais de relacionamento da geração Z

Entre os canais de relacionamento da marca com o consumidor, a geração Z se vê mais convencida a se relacionar com uma empresa via redes sociais. O Instagram lidera com 47% das menções, o TikTok ocupa a segunda posição, com 36%. Em seguida, figuram: lojas (30%), eventos e experiências (29%), pesquisas feitas pelo consumidor (14%), YouTube (10%) e TV (6,7%).

Instagram e TikTok são as redes que o público passa mais tempo no dia, mas entre as que eles elegeriam como único canal para a marca entrar em contato, WhatsApp lidera, com 54% das menções. Em seguida, estão TikTok (17%) e email (13%).

Influência e poder de compra da geração Z

Antes de fazer compras importantes, 48% assistem a um review do produto, 19% olham avaliações, 18% comparam preços em sites variados, 7% vão a uma loja ver o produto e 4% perguntam para amigos e familiares.

A maioria dos entrevistados (39%) já comprou produtos por influência de criadores de conteúdo. Cerca de 14% o fazem com frequência, mas 35% nunca compraram, apesar de já terem pesquisado produtos indicados. Outros 10% nunca seguiram as recomendações de influenciadores. Cerca de 34% não confia em influenciadores, mas a maioria (44%) deposita mais confiança em influenciadores de médio porte, considerados especialistas. Os influenciadores pequenos vêm logo em seguida, com 14% das menções. Apenas 6% dos entrevistados confiam mais em influenciadores grandes ou famosos.

As plataformas online lideram entre os canais de compra, com 70% das menções, seguida da loja física (20%), site da marca (7%) e redes sociais (1,6%).

A maioria (54%) já paga suas próprias compras. Os pais ajudam 24% dos entrevistados a dividir ou bancam 17% do público. O Pix é o método de preferência de 63% da geração Z. Com o dinheiro que sobra, 39% guardam ou investem, 14% ajudam a pagar contas da casa, 14% usam em comida ou delivery. Demais entrevistados empregam o dinheiro em itens de moda, beleza, eventos, educação e assinatura.

Metodologia da pesquisa

Para essa pesquisa, o CIEE entrevistou 4,8 mil jovens entre 14 e 28 anos. A maioria (60%) é do Sudeste e 62% são mulheres. Brancos (43,4%) e pardos (42,3%) somam mais de 85% da amostra e 79% estudam ou estudaram em escolas públicas. Cerca de 50% estudam e trabalham e 44% só estudam.

Marketing, Branding e RP: juntos, não concorrentes

Por Maria Silva

Existe uma confusão recorrente no mercado que empobrece a estratégia: tratar marketing, branding e relações públicas como sinônimos, ou pior, como disputas de território. Quem nunca, né?

Mas, não somos inimigos. É preciso entender a importância e atuação de cada um, para um trabalho multidisciplinar bem executado.

#Marketing atua no campo da atenção. É quem ativa, provoca, chama, coloca a marca em movimento diante do público certo, no tempo certo. Sem marketing, a marca pode até ser boa, mas permanece invisível.

#Branding atua no campo do significado. É o que organiza identidade, posicionamento e narrativa. É o que responde à pergunta que toda pessoa faz: “por que essa marca?” Sem branding, o marketing até funciona, mas disputa num mar de inputs, como vivemos na atualidade.

#RelaçõesPúblicas atuam no campo da confiança. São responsáveis pela construção de reputação, pela coerência entre discurso e prática, pela leitura de contexto, pela mediação com públicos estratégicos e pela sustentação da marca no longo prazo. Sem RP, atenção e significado não se sustentam.

Entendeu?

O ponto central é: essas áreas não competem, elas se complementam. Quando trabalham isoladas, geram resultados parciais. Já, quando atuam juntas, constroem marcas fortes, legítimas e duráveis.

Estratégia de verdade nasce do olhar multidisciplinar, do respeito técnico entre áreas e da compreensão de que marcas não vivem apenas de campanhas, mas de relações, consistência e confiança ao longo do tempo.

Salvar esse post pode ajudar você a explicar para o mercado e para dentro das organizações, o valor real de cada uma dessas frentes.

Sistema Nacional das Agências de Propaganda fortalece agenda estratégica e amplia conexão com o mercado em Belo Horizonte

Juliano Brenner Hennemann, Fernando Silveira e Karine Morais representaram o Sinapro-RS nos encontros que reuniram profissionais e lideranças de diversas regiões do país para alinhar estratégias, fortalecer a atuação nacional e apresentar iniciativas voltadas ao desenvolvimento das agências

Sinapro Fenapro Encontro Nacional em BH

Sistema Nacional das Agências de Propaganda (Sinapro) reforçou sua agenda de integração, representatividade e apoio às agências durante os eventos realizados em Belo Horizonte, nos dias 20 e 21 de agosto. A programação reuniu cerca de 35 lideranças associativas e representantes do mercado de diferentes regiões do país no Encontro Nacional das Agências de Propaganda e, ao longo dos três eventos, cerca de 200 participantes, entre profissionais, lideranças e representantes do mercado. O Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS) esteve representado pelo presidente e VP da Fenapro, Juliano Brenner Hennemann, pelo vice-presidente Fernando Silveira e pela gestora executiva Karine Morais.

Integrado pela Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), por 20 Sinapros estaduais e três delegacias regionais, o Sistema promoveu uma programação de debates institucionais e apresentações sobre temas que impactam diretamente a atividade publicitária. Fizeram parte da agenda tripla: o Encontro Nacional das Agências de Propaganda, voltado às lideranças do Sistema; a Rodada Nacional, aberta a agências associadas e não associadas; e o Encontro com o Mercado, promovido pelo Sinapro-MG.

“Os encontros realizados representam mais uma etapa da construção de uma atuação nacional coordenada e baseada em informação, integração e representatividade. Estamos trabalhando para que o Sistema tenha cada vez mais uma atuação integrada, com nossas lideranças alinhadas, municiadas de fatos e dados e preparadas para defender os interesses das agências em todo o país”, destaca Ana Celina Bueno, presidente da Fenapro.

No Encontro Nacional das Agências de Propaganda, a Fenapro apresentou um balanço da gestão da entidade neste primeiro semestre e o que está na agenda dos próximos meses, incluindo a Lista Referencial de Valores, que irá unificar todas as listas de preços dos diferentes mercados em uma única plataforma, e a realização da Sondagem Visão de Ambiente de Negócios (VanPro), termômetro sobre os negócios das agências, cuja próxima edição trará o retrato do mercado no primeiro semestre deste ano.

Também foi anunciado o lançamento do Festival Nacional da Propaganda 2026 e o acordo realizado pelo Sistema com o Observatório da Diversidade da Comunicação (ODC) para a adesão das filiadas ao Censo da Diversidade da Indústria da Comunicação, iniciativa que busca mapear a representatividade e a diversidade no mercado publicitário.

Os participantes também conheceram novas iniciativas que serão implementadas, como a Pesquisa de Propriedade Intelectual e de Direitos Autorais, desenvolvida em parceria com a OAB-RS, e o Radar das Agências, produto de inteligência que reunirá informações e temas relevantes para subsidiar gestores de agências na tomada de decisões sobre os negócios.

“Esse encontro foi um momento importante para fazermos um balanço das atividades realizadas neste primeiro semestre e reafirmarmos os próximos passos da agenda da nova gestão”, destaca Ana Celina. “Avançamos em iniciativas que fortalecem a atuação do Sistema e ampliam o acesso das agências a conhecimento, dados e ferramentas que contribuem para o desenvolvimento dos negócios”, acrescenta a presidente da Fenapro. “Esse trabalho é resultado de uma construção coletiva e da atuação cada vez mais integrada do Sistema.”

A pauta do Encontro Nacional incluiu, ainda, as atualizações sobre a Reforma Tributária e o ECA Digital, além de assuntos relacionados à sustentabilidade dos negócios, à qualificação profissional, à disseminação de conhecimento e ao fortalecimento institucional das entidades que integram o Sistema. A agenda também reforçou a continuidade dos projetos nacionais do Sistema, com destaque para as iniciativas de apoio técnico, estratégico e institucional às agências e para a expansão da Rodada Nacional, que percorre 12 estados brasileiros ao longo de 2026.

Rodada Nacional

Em Belo Horizonte, a programação da Rodada Nacional promoveu uma discussão sobre as transformações no comportamento do consumidor com o painel “Tsunami Prateado: o mercado trilionário (e ainda invisível) dos 50+”, conduzido por Layla Vallias, pesquisadora de transição demográfica e cofundadora do data8 e da Silverguard. O debate abordou o crescimento da população 50+, os impactos da longevidade sobre os hábitos de consumo e as oportunidades que esse movimento representa para marcas, anunciantes e agências.

Após a etapa mineira, a Rodada Nacional seguirá para Salvador, João Pessoa, Natal, Manaus, Belém, Aracaju e Curitiba, completando o ciclo de 12 eventos ao longo do ano.

Encontro com o Mercado

Realizado pelo Sinapro-MG, o Encontro com o Mercado colocou em discussão questões relacionadas à transformação do mercado publicitário, com foco em diversidade, representatividade e profissionalização. O encontro reuniu Ana Celina Bueno, Patrícia Alexandre, presidente do Observatório da Diversidade na Comunicação (ODC) e diretora executiva do Sinapro-SP, e Aimée Ustuch, diretora comercial e de marketing do Grupo O Tempo e fundadora do Aliadas – Coletivo Feminino pela Publicidade Mineira. A mediação foi de Leticia Lins, consultora de Diversidade e Inclusão, doutora em Comunicação e pesquisadora de Gênero e Publicidade.

Para Ana Celina, os desafios do mercado exigem uma postura ativa das empresas e dos profissionais, com diálogo, persistência e disposição para construir soluções de forma conjunta. “Precisamos estar juntos, persistir, dialogar e, principalmente, assumir o protagonismo na construção das mudanças que queremos para o nosso mercado.”

Para Gustavo Faria, presidente do Sinapro-MG e anfitrião dos encontros, a realização de uma agenda tripla ou dos eventos em Belo Horizonte reforça a força do mercado mineiro e sua integração com as discussões nacionais do setor. “Minas Gerais tem um mercado publicitário forte, ativo e muito articulado. Receber o Sistema e promover essa troca com lideranças e profissionais de diferentes regiões é uma oportunidade de fortalecer ainda mais o nosso mercado, compartilhar experiências e ampliar nossa participação nas discussões que estão construindo o futuro da publicidade brasileira. Essa integração é importante para que possamos avançar juntos.”

Juliano Brenner Hennemann, presidente do Sinapro-RS e VP da Fenapro, enfatiza que os temas tratados nos três eventos na capital mineira são extremamente relevantes e impactantes para a atividade publicitária, contribuindo para o desenvolvimento, a transformação e o fortalecimento de todo o setor no país e nos mercados regionais.

Betano renova patrocínio ao Paulistão Feminino

Marca também confirma presença na edição masculina do Campeonato Paulista em 2027

Por Meio & Mensagem

A Betano renovou sua parceria com a Federação Paulista de Futebol (FPF) e será patrocinadora oficial do Paulistão Feminino pelo segundo ano consecutivo. O novo ciclo começa na rodada desta quarta-feira, 26.

Na competição feminina, a casa de apostas terá exposição em placas e painéis interativos de LED, prismas, tapetes de campo e backdrops de entrevistas. O acordo também prevê a Bola do Gol e o Prêmio Golaço do Campeonato, que reconhecerá o gol mais bonito da temporada.

“A renovação do patrocínio ao Paulistão Feminino, pelo segundo ano consecutivo, reafirma nosso compromisso com o desenvolvimento da modalidade”, afirma Fabio Ritter, gerente sênior de ativações de patrocínio da Betano.

No masculino, a marca seguirá como patrocinadora do Campeonato Paulista pelo quinto ano consecutivo, com presença confirmada na edição de 2027. Além da exposição nas arenas e transmissões, o contrato contempla a Bola do Gol Assinada, o Prêmio Golaço do Campeonato, desafios nos intervalos e ativações com torcedores em estádios e watch parties.

Outras iniciativas da Betano no futebol

Além da parceria com a FPF, a Betano detém os naming rights do Campeonato Brasileiro e da Copa Betano do Brasil. A empresa também é patrocinadora máster do Flamengo. Vigente até dezembro de 2028, o acordo contempla as equipes profissionais masculina e feminina, o vôlei, o basquete, outras modalidades olímpicas e a FlamengoTV.

Já no futebol europeu, a Betano mantém o patrocínio global da Liga Europa e da Conference League. Firmado para três temporadas, o contrato com a Uefa segue vigente até o fim da temporada 2026/2027. Neste ano, a casa de apostas também foi apoiadora oficial da Copa do Mundo Fifa 2026 para a Europa e a América do Sul.

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