IA não traz retorno financeiro para a maioria das empresas, diz economista – 03.11.2026

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Você vai ler na coluna hoje: IA não traz retorno financeiro para a maioria das empresas, diz economista, ULBRA e suas tentativas, Luiz Coronel participa da 72ª Feira do Livro de Porto Alegre,  Escola de Mídia nasce para fortalecer a publicidade digital, “Mesmo que a IA venha a assumir tudo, sempre haverá um papel para nós”, diz Shigeru Miyamoto, Fidelização de clientes pode ser estratégia de crescimento e rentabilidade para provedores de internet, Mudança no dial de Porto Alegre: Mix poderá deixar a frequência 107.1 fm, e21 lança plataforma de cursos online com formação em planejamento de marca e inteligência artificial, 7 filmes criados com IA que mostram o futuro do cinema, Israel: País pequeno, grande potência econômica, A revolução invisível da longevidade: 4 mercados que vão crescer com as mudanças demográficas, Maior obstáculo para empreender não é a concorrência, é o governo.

 

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IA não traz retorno financeiro para a maioria das empresas, diz economista

Análise de economista renomado aponta que os lucros com IA ainda são limitados fora do setor de tecnologia e podem demorar a aparecer

Por Lucas Guimarães (CNN Brasil)

Apesar do crescimento constante do setor de inteligência artificial (IA), o uso dessa tecnologia ainda não parece se traduzir em retorno financeiro para grande parte das empresas fora do setor de tecnologia. Segundo o economista Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management, a IA não gera retorno financeiro para a maioria das companhias que adotam essas soluções.

Isso pode parecer contraintuitivo, principalmente diante da transformação que a IA vem provocando em diversos setores do mercado. Por exemplo, a própria OpenAI se tornou uma gigante da tecnologia nos últimos anos, mas ainda enfrenta o desafio de tornar suas operações financeiramente sustentáveis.

IA não gera lucro para empresas?

De acordo com Slok, as empresas que não fazem parte do setor de tecnologia ainda não começaram a observar resultados financeiros significativos com o uso de IA.

Ao analisar um grupo de grandes companhias, o economista não encontrou evidências de que a tecnologia tenha contribuído para aumentar a produtividade ou as margens de lucro.

Para o economista, a IA pode ser uma excelente ferramenta para diferentes fins, mas ainda não é exatamente a melhor opção para gerar mais lucro de forma significativa aos empresários.

“Talvez o mais importante seja o fato de que a IA não compreende conceitos como responsabilidade, confiança, cultura, regras não escritas, dilemas éticos ou justiça, elementos que moldam o risco reputacional e, em última análise, impulsionam o crescimento da receita e as margens de lucro”, Slok explica em uma nota oficial.

Para chegar ao resultado, Slok analisou 493 empresas que fazem parte do S&P 500, um dos principais índices da bolsa de valores dos Estados Unidos. As únicas companhias excluídas da análise foram as chamadas “Magnificent Seven”, sete gigantes do setor de tecnologia: Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla.

O futuro lucrativo da inteligência artificial

Não é a primeira vez que analistas de mercado apontam que a IA ainda não é uma área capaz de gerar lucros de forma consistente. Recentemente, até o CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, sugeriu cautela com investimentos em computação em nuvem voltada à inteligência artificial.

Isso acontece por diferentes motivos. Entre eles está o rápido crescimento do mercado de IA, que impulsionou o surgimento de inúmeras empresas e atraiu grandes volumes de investimento.

Especialistas apontam que o setor deve passar por um processo de seleção e consolidação, com parte dessas companhias desaparecendo. Segundo uma análise da Boston Consulting Group (BCG), o mercado de IA ainda está em uma fase inicial. A expectativa é que, com o amadurecimento do setor, parte das empresas desapareça ou seja incorporada por concorrentes.

Por isso, alguns investidores temem que uma eventual explosão da bolha da IA cause impactos negativos na economia, principalmente diante do risco de que empresas do setor enfrentem dificuldades financeiras ou até mesmo encerrarem suas operações.

Vale destacar que isso não significa que a IA seja incapaz de gerar lucro. Empresas de tecnologia já conseguem receitas significativas com produtos e serviços relacionados à inteligência artificial. Porém, os altos custos do setor ainda são um desafio para muitas delas.

Entre as companhias que utilizam a IA principalmente para melhorar suas próprias operações, os ganhos financeiros ainda são limitados e não aparecem de forma generalizada. Mas a expectativa do mercado é que esse retorno possa aumentar conforme a tecnologia amadureça e seja incorporada de maneira mais eficiente.

ULBRA e suas tentativas

Tudo o que a ULBRA realiza fora da instituição de ensino acaba não dando certo. Para que ser TV se não sabe fazer televisão? Já foi uma rádio, depois outra, e agora não será mais.

Isso na área da comunicação, pois a instituição também já fez tentativas em outros segmentos, mas que igualmente não deram certo.

Luiz Coronel participa da 72ª Feira do Livro de Porto Alegre

O poeta e compositor Luiz Coronel participa nesta terça-feira, 3 de novembro, às 18h, no Teatro Carlos Urbim, da programação da 72ª Feira do Livro de Porto Alegre. A apresentação contará com um elenco de músicos e artistas: Sérgio Rojas, Pirisca Grecco, Isabela Fogaça, Daniel Torres, Janaína Maia, as atrizes Deborah Finocchiaro e Fera Carvalho Leite, além dos instrumentistas Diogo Barcelos, Miguel Tejera e Alexandre Ólly.

Durante o encontro, serão distribuídos exemplares do Dicionário Mario Vargas Llosa. A organização recomenda que o público chegue cedo.

Escola de Mídia nasce para fortalecer a publicidade digital

Associação sem fins lucrativos tem o objetivo de capacitar o mercado e promover a transparência no setor

Por Amanda Schnaider

O ex-VP da Adlook Brasil, Rodrigo Lobato, lança a associação sem fins lucrativos Escola de Mídia, que tem como objetivo capacitar o mercado e promover a transparência no setor.

“Tratamos o problema na raiz: formando profissionais que entendem a técnica por trás da indústria e, por isso, tomam decisões melhores para todo o mercado”, diz Lobato. Inclusive, a iniciativa adotou o nome “escola” para endereçar a necessidade de formação técnica isenta de interesses comerciais.

A primeira grande missão da associação é proteger e impulsionar a mídia programática por meio de um ecossistema democrático e seguro. Neste contexto, as três principais pautas tratadas pela Escola de Mídia são: fraude em anúncios, combate à desinformação e transparência.

Para garantir que elas sejam definidas de forma equilibrada e imparcial, a Escola de Mídia adota um modelo de conselho multidisciplinar, com uma cadeira dedicada a cada categoria do mercado de mídia: DSPs, SSPs, agências, anunciantes e publishers.

Adriana Forni, Bruno Almeida, Felix Bohn, Jessica Gurgel, Leonardo Sales, Lucas Baldim, Rafael Carvalho, Rafael Michelucci, Vanessa Giannotti e Vitor Silva compõem esse conselho. A cadeira de Data & Analytics segue em aberto. Segundo a associação, a pluralidade de experiências reforça o seu compromisso com uma formação técnica independente, transparente e representativa de todo o ecossistema.

Como a Escola de Mídia atua?

As ações da associação se baseiam em dois pilares: produção de conteúdos técnicos, pesquisas e treinamentos que capacitam profissionais a decisões estratégicas e orientadas por dados; e associação livre, reunindo empresas que querem construir um mercado mais transparente e justo.

A Escola de Mídia também optou por um modelo de financiamento que não dependa de fornecedores de tecnologia. Para reunir profissionais comprometidos com o aprimoramento do mercado, a associação também conta com um processo de qualificação técnica de seus associados.

Shigeru Miyamoto (73 anos), sobre a inteligência artificial generativa: “Mesmo que a IA venha a assumir tudo, sempre haverá um papel para nós”

Miyamoto explicou por que a IA generativa tornará a visão individual de cada criador mais importante

Por Fabrício Mainenti (Xakata)

Shigeru Miyamoto (73 anos), sobre a inteligência artificial generativa: “Mesmo que a IA venha a assumir tudo, sempre haverá um papel para nós”

A Nintendo tem mantido um discurso cauteloso sobre a inteligência artificial generativa, mas isso não significa que seus criadores a ignorem completamente. Shigeru Miyamoto, criador de Mario e Zelda, também refletiu sobre as mudanças que essa tecnologia pode trazer ao desenvolvimento de jogos.

Em vez de rejeitá-la, o criativo da Nintendo preferiu olhar para o passado e relembrar como outros avanços tecnológicos transformaram a forma de trabalhar e colocaram à prova as habilidades dos designers.

Miyamoto defende o papel do criador diante do avanço da IA

Miyamoto falou à imprensa por ocasião da concessão da Ordem da Cultura do Japão. Além de relembrar sua trajetória, ele respondeu a perguntas sobre o futuro da criação de jogos.

Ao ser questionado sobre a inteligência artificial generativa, o criador de The Legend of Zelda recorreu à sua própria experiência para explicar por que acredita que a visão individual do criador continuará sendo importante diante do avanço imparável das ferramentas de IA generativa.

“Nossa geração viveu um período de rápido desenvolvimento na computação, uma época em que as ferramentas evoluíam constantemente — das máquinas de escrever aos processadores de texto”, aponta (via VGC). Na sua visão, esses avanços fizeram com que o talento de cada designer se destacasse ainda mais.

“Acredito que a IA generativa represente uma mudança semelhante”. Para Miyamoto, ter uma ideia não é a mesma coisa que dedicar horas a desenvolvê-la. “Quando você se propõe a criar algo, primeiro estabelece uma estrutura geral e, depois, começa o trabalho manual: preencher lacunas ou definir detalhes”.

No entanto, Miyamoto alerta que sentir prazer nesse processo não garante que o resultado será bom. “Embora o ato de criar seja satisfatório por si só, existe um perigo: a pessoa pode encontrar satisfação no trabalho e acreditar, erroneamente, que criou algo de grande qualidade”.

É aí que o criativo da Nintendo vê uma oportunidade para a IA generativa. “Quanto mais a IA substituir essas tarefas, mais oportunidades haverá para refletir sobre o que realmente importa”.

Para ele, a intenção do autor continua sendo fundamental; por isso, ele ressalta que projetos criados com base em “copiar e colar” “raramente resistem ao teste do tempo”. Ele mantém a confiança de que as pessoas continuarão tendo algo a oferecer. Mesmo que a IA “chegue a assumir tudo, sempre haverá um papel que caberá a nós”.

Fidelização de clientes pode ser estratégia de crescimento e rentabilidade para provedores de internet

Em um mercado cada vez mais competitivo, conquistar novos assinantes costuma estar entre as prioridades dos provedores de internet. Mas uma estratégia de crescimento sustentável também passa por olhar para quem já faz parte da carteira de clientes.

Investir em anúncios, promoções e campanhas de aquisição é importante para ampliar a base de assinantes. No entanto, quando a empresa não acompanha a satisfação e a experiência dos clientes atuais, pode acabar perdendo receita com cancelamentos que poderiam ser evitados.

Cada cliente que deixa o serviço representa não apenas uma receita recorrente a menos, mas também a perda de uma oportunidade de relacionamento e fidelização. Problemas no atendimento, falta de acompanhamento e experiências insatisfatórias podem abrir espaço para que o consumidor procure a concorrência.

Nesse cenário, cuidar da base atual deixa de ser apenas uma questão de atendimento e passa a integrar a estratégia comercial do negócio. Clientes satisfeitos têm mais motivos para permanecer, contratar serviços adicionais e recomendar a empresa a outras pessoas.

A proposta é ampliar o olhar sobre o crescimento: além de buscar novos assinantes, os provedores precisam entender por que clientes cancelam, identificar pontos de insatisfação e investir em um relacionamento que fortaleça a confiança ao longo do tempo.

Mais do que aumentar o número de contratos, crescer também significa reduzir perdas, melhorar a retenção e transformar a satisfação dos clientes em resultados para o negócio.

Mudança no dial de Porto Alegre: Mix poderá deixar a frequência 107.1 fm

 Por TR – Daniel Starck

A Rádio Mix FM 107.1 de Porto Alegre poderá encerrar sua trajetória na Rede Mix de Rádio após mais de 13 anos de operação na capital gaúcha.

Segundo informações apuradas pelo Tudo Rádio, a rede nacional teria comunicado à afiliada gaúcha sua decisão de encerrar a parceria, estabelecendo um prazo de 60 dias para a descontinuidade da marca e da programação.

No entanto, informações extraoficiais indicam que a mudança poderá ser antecipada e acontecer já no início de novembro.

📻 O QUE PODE ACONTECER?

A frequência 107.1 FM poderá assumir uma nova marca e programação nos próximos dias. Até o momento, não há confirmação oficial sobre qual projeto ocupará o dial.

A história da Mix FM em Porto Alegre começou em 20 de setembro de 2013, quando substituiu a tradicional Pop Rock FM. Desde então, a emissora construiu uma trajetória no mercado gaúcho, mantendo atrações locais conhecidas, como o Cafezinho e o Jornal da Mix.

Outro detalhe importante: conforme a apuração do Tudo Rádio, existe a possibilidade de a Rede Mix buscar uma nova parceria na Grande Porto Alegre, mantendo a marca presente no mercado gaúcho por meio de outra frequência.

e21 lança plataforma de cursos online com formação em planejamento de marca e inteligência artificial

A agência de multicomunicação e21, que completou 42 anos de mercado e acumula mais de 450 prêmios nacionais e internacionais, lançou a e21 ACADEMY, sua plataforma de capacitação online. O primeiro curso, COMUNICAÇÃO 720°, está com matrículas abertas desde 30 de outubro, pela Hotmart.

Com 14 aulas — 13 de conteúdo e uma prática —, a formação apresenta o método de planejamento de marca utilizado pela agência, integrando ferramentas tradicionais e recursos de inteligência artificial. A proposta é preparar profissionais para um cenário em que mídias, redes sociais, e-commerce, influenciadores e plataformas digitais funcionam de forma simultânea e interconectada, exigindo uma visão que vai além do planejamento 360°.

A condução técnica é de Luciano Vignoli, fundador e diretor-presidente e de planejamento da e21, formado em Publicidade e Propaganda pela PUC-RS, ex-professor de Planejamento, autor de dois livros e articulista de marketing e propaganda. Sob sua direção, a agência conquistou mais de 450 prêmios, incluindo reconhecimentos no New York Festivals, Prêmio Colunistas, Salão da Propaganda e Top de Marketing.

O projeto tem coordenação técnica de Arthur Baptista, que destaca a importância de manter as histórias e a conexão humana no centro das estratégias de marca, mesmo diante da dinâmica e da complexidade da comunicação atual.

Entre os conteúdos estão a Matriz de Comunicação Integrada, o planejamento em seis etapas, a definição de objetivos e KPIs, a construção de personas, o mapeamento de pontos de contato nas mídias própria, social, espontânea e paga, além do desenvolvimento de conceitos estratégicos e criativos. A IA é aplicada ao longo do processo, desde a pesquisa de mercado até o acompanhamento de indicadores.

O curso é destinado a profissionais de marketing, planejamento, criação, mídia e conteúdo, empreendedores e estudantes de comunicação, marketing e administração. Ao final, os participantes recebem certificado da e21 ACADEMY.

As inscrições estão disponíveis pela Hotmart.

7 filmes criados com IA que mostram o futuro do cinema

Filmes criados com IA já chegaram a festivais e cinemas, enquanto estúdios testam a tecnologia em efeitos, cenários e pós-produção

Por Lucas Guimarães (CNN Brasil)
Duas pessoas assistindo um filme no celular

Filmes com inteligência artificial já começaram a ser uma realidade, e até Hollywood já começou a abraçar o uso de IA.  Créditos: claudid/Pixabay

Com o avanço cada vez mais rápido da inteligência artificial, a tecnologia vem sendo adotada em diferentes setores — e o cinema já começou a fazer parte dessa transformação. Milhões de vídeos publicados nas redes sociais mostram como a qualidade audiovisual gerada por IA evoluiu nos últimos anos, algo que chamou a atenção de cineastas e estúdios.

Além de artistas independentes, grandes empresas do setor já exploram o uso dessas ferramentas para criar cenas e efeitos que, pelos métodos tradicionais, poderiam exigir produções complexas e investimentos de milhares ou até milhões de dólares.

Para ajudar a entender como a inteligência artificial já está sendo usada no cinema, a CNN Brasil reuniu sete filmes que utilizam IA em diferentes etapas da produção e ajudam a mostrar como essas ferramentas podem fazer parte do futuro da indústria cinematográfica.

Uso de IA no cinema já é real?

O uso da inteligência artificial pode ser comparado à abertura de uma caixa de Pandora tecnológica: depois que essas ferramentas entraram em cena, é difícil imaginar que deixem de ser utilizadas.

No cinema, isso acontece principalmente porque a IA pode reduzir bastante os custos de produção, permitindo criar cenas que, pelos métodos tradicionais, poderiam exigir investimentos muito mais altos.

Em uma situação desse tipo, uma cena ambientada em outro planeta e repleta de extraterrestres poderia exigir um alto investimento em efeitos visuais. Com o uso de inteligência artificial, parte desse trabalho pode ser criada a partir de comandos em texto.

Por exemplo, a Netflix já confirmou o uso de inteligência artificial em diversas de suas produções, principalmente em etapas como efeitos visuais, correções de fundo, ajustes de iluminação e pós-produção. Não é à toa que, em março de 2026, a empresa reforçou essa aposta ao adquirir a InterPositive, startup fundada por Ben Affleck para desenvolver ferramentas de IA voltadas à produção cinematográfica.

Grandes empresas como Lionsgate, Amazon MGM Studios, Disney e A24 já anunciaram planos para usar inteligência artificial ou confirmaram que a tecnologia já faz parte de algumas etapas de suas produções.

Entre as aplicações estão a simplificação de processos, a reconstrução de cenários, a criação de storyboards e diversas outras tarefas que podem ajudar a reduzir custos e acelerar o trabalho das equipes.

1. The Cully Hill Boys

Um dos exemplos mais ambiciosos até agora é The Cully Hill Boys, um longa-metragem de ação e comédia produzido pela Higgsfield AI. Com cerca de 110 minutos de duração e orçamento estimado em US$ 2 milhões, o filme foi produzido em apenas quatro semanas.

A produção utiliza versões digitais licenciadas de pessoas reais, incluindo os lutadores Israel Adesanya e Quinton “Rampage” Jackson. Apesar de ser apresentado como um filme totalmente gerado por IA, ele contou com uma equipe de 28 profissionais que participaram de diferentes etapas.

2. Pirate Queen: Zheng Yi Sao

Produzido pela Future Studios, da Malásia, em parceria com a FizzDragon, de Singapura, Pirate Queen: Zheng Yi Sao conta a história de uma pirata chinesa real que ficou conhecida por chefiar uma das maiores organizações de piratas da China.

Segundo os produtores, todo o conteúdo visual da produção foi criado com inteligência artificial, incluindo cenas, animação, edição do roteiro e pós-produção.

3. Dreams of Violets

Dirigido por Ash Koosha, Dreams of Violets é um documentário dramatizado de aproximadamente 75 minutos. A produção utilizou tecnologias como Kling, Gemini, Claude e Nano Banana e custou apenas cerca de US$ 2 mil.

O projeto também ganhou destaque ao entrar na programação do Tribeca Festival em 2026, um dos principais festivais de cinema independente dos Estados Unidos.

4. Sanxingdui: Future Past

Produzido pela Bona Film Group, Sanxingdui: Future Past é um longa chinês de ficção científica com cerca de 100 minutos.

Inspirado na antiga civilização de Sanxingdui, o filme estreou oficialmente nos cinemas da China em outubro de 2026.

5. I’m PoPo

Lançado comercialmente na Coreia do Sul em maio de 2026, I’m PoPo é outro exemplo de longa que substituiu filmagens tradicionais por imagens geradas por inteligência artificial.

Com cerca de 64 minutos, a produção não utilizou atores em cena, já que personagens e ambientes foram criados digitalmente. Todas as vozes foram gravadas por dubladores profissionais humanos.

6. Rising Embers

Com aproximadamente 130 minutos de duração, Rising Embers é um dos exemplos mais longos desse tipo de produção. Lançado em outubro de 2026 pela Creative Hut Academy, na Índia, o filme foi produzido por alunos e professores da instituição.

As únicas partes que não foram produzidas por IA foi o desenvolvimento da história, composição das letras das músicas, e outras pequenas tarefas.

7. The Living Corpse

The Living Corpse é um filme japonês de terror dirigido por Takeshi Sone e baseado em um mangá de Hideshi Hino. Com aproximadamente 70 minutos, o longa chegou aos cinemas japoneses em 2026 e também participou de diversos festivais.

Israel: País pequeno, grande potência econômica

Israel ocupa o PRIMEIRO LUGAR em projeção de crescimento económico entre os 38 países-membros da OCDE para 2026!

Segundo um novo relatório publicado pelo Fundo Monetário Internacional, a previsão é que Israel alcance um crescimento impressionante de 4,5% do PIB, superando todos os outros países no ranking da OCDE.

Um país que enfrentou guerras e terrorismo continua a demonstrar um dinamismo económico e uma resiliência extraordinários.

Uma nação construída sobre a inovação, o empreendedorismo, a excelência científica e a determinação de seu povo em seguir sempre em frente.

A revolução invisível da longevidade: 4 mercados que vão crescer com as mudanças demográficas

Por Luiz Paulo Foggetti (Mercado & Consumo)

Vivemos uma transformação sem precedentes na história humana. Três forças estruturais estão redesenhando o comportamento e o consumo global:

  1. O aumento expressivo da expectativa de vida, cria uma fase pós-carreira ativa de 20 a 40 anos.
  2. Famílias cada vez menores e dispersas, reduz a rede de apoio tradicional doméstica.
  3. O duplo desafio do tédio e da solidão, que desponta como uma das maiores dores de saúde pública e bem-estar do século 21.

Nesse cruzamento, a chamada economia prateada deixa de ser um nicho restrito aos cuidados médicos para se consolidar como um motor de negócios voltados à autonomia, conexão humana, lazer e vitalidade.

“Filhos de aluguel”: autonomia cotidiana e pequenos reparos

Com filhos morando em outras cidades, rotinas corporativas sufocantes e menos herdeiros por família, tarefas operacionais simples tornam-se problemas difíceis de resolver: trocar uma lâmpada em pé-direito alto, configurar a smart TV, instalar uma fechadura eletrônica ou consertar um vazamento na torneira.

  • O modelo de negócio: serviços de suporte residencial com triagem rigorosa, pontualidade, paciência e linguagem acessível.
  • Por que vai crescer: O cliente prateado quer continuar morando na própria casa (o chamado aging in place), preservando sua independência sem precisar incomodar ninguém ou depender de favores. Não se vende apenas um parafuso apertado; mas autonomia, confiança e respeito ao tempo do cliente.

Espaços de convivência e atividades: o antídoto contra o isolamento

A solidão crônica tem impacto comparável ao tabagismo para a saúde. Quando a rotina de trabalho diminui e a casa fica vazia, a falta de convivência social precisa ser preenchida com propósito e pertencimento.

  • O modelo de negócio: hubs urbanos diurnos, clubes de membros, centros de atividades culturais, tecnológicas e físicas, desenhados para acolher e promover trocas autênticas entre pares.
  • Por que vai crescer: os modelos antigos de “asilo” ou centros de convivência assistenciais não conversam com o público moderno de 60, 70 ou 80 anos. Essa geração busca aprender programação básica, participar de debates, ter aulas de gastronomia, praticar atividades físicas e, acima de tudo, fazer novos amigos com interesses semelhantes. O valor está na experiência e na comunidade.

Agências de viagem especializadas: da fuga do tédio à construção de histórias

Viajar é um dos principais destinos dos recursos acumulados ao longo de décadas de trabalho. No entanto, o turismo convencional peca ao oscilar entre pacotes de aventura extrema ou excursões engessadas e apressadas.

  • O modelo de negócio: roteiros de slow travel, viagens culturais em pequenos grupos, segurança logística refinada, acessibilidade sem estigma e experiências que equilibram conforto e vivência autêntica.
  • Por que vai crescer: o tempo livre agora é abundante, mas a pressa acabou. Esse viajante não quer apenas “tirar fotos de pontos turísticos”; quer saborear a gastronomia local, caminhar no seu próprio ritmo, criar memórias e, muitas vezes, viajar desacompanhado com a segurança de um grupo com a mesma energia. É o combate direto ao tédio por meio do deslumbramento contínuo.

Sexshop e intimidade: desmistificando o tabu do prazer e do autocuidado

Talvez a maior miopia do mercado seja imaginar que o desejo, a curiosidade e a busca por afeto evaporam aos 60 anos. Com o aumento da expectativa de vida, tratamentos hormonais modernos e os novos arranjos de relacionamento (ou mesmo o redescobrimento da própria sexualidade após a viuvez ou o divórcio), a intimidade ganha outro significado.

  • O modelo de negócio: marcas focadas em bem-estar íntimo, produtos ergonômicos, lubrificantes de alta performance, estimuladores sensoriais discretos e conteúdo educativo sem vulgaridade.
  • Por que vai crescer: o envelhecimento moderno recusa a invisibilidade afetiva e sexual. Pequenas barreiras anatômicas ou hormonais podem ser facilmente superadas pela tecnologia e pela informação. Esse mercado encontra um público maduro, financeiramente estável e cada vez mais llivre de amarras morais, disposto a investir em sua vitalidade e autoestima íntima.

A economia do futuro pertence a quem entender que a longevidade não é um processo de redução, mas uma fase de reinvenção que demanda produtos pensados com dignidade, inteligência e empatia.

Maior obstáculo para empreender não é a concorrência, é o governo.

O empresário Salim Mattar, fundador da Localiza (RENT3), defendeu na última quinta (29) que empreendedores não esperem a melhora da economia para tirar seus projetos do papel.

Em palestra no G4 Valley, realizado no São Paulo Expo, em São Paulo, ele afirmou que juros elevados, inflação e incertezas econômicas não devem ser motivos para abandonar um negócio.

Ao mesmo tempo, fez duras críticas à intervenção do governo na economia, à carga tributária e à burocracia, que considera obstáculos maiores ao crescimento das empresas do que a própria concorrência.

“Nunca vai ter o momento ideal para criar o seu negócio”, afirmou Mattar. O empresário contou que a Localiza trabalhava com horizontes de três a cinco anos, definindo objetivos e acompanhando os riscos do negócio. “Quando começamos o ambiente econômico estava fora do nosso controle e tivemos de fazer o que era possível. Hoje eu não sei onde o Brasil vai estar nos próximos anos nem qual inflação teremos. Mas nós sabemos aonde queremos chegar”, disse.

Mattar afirmou que, durante muitos anos, acreditou que o principal risco para a Localiza vinha dos concorrentes. Com o tempo, mudou a avaliação. “Nosso maior problema não eram os concorrentes, mas a intromissão do governo no nosso negócio”, disse ele, citando a complexidade tributária, a legislação trabalhista e as dificuldades até para obter licenças e alvarás como fatores que prejudicam o ambiente de negócios.

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