Você vai ler na coluna hoje: O verdadeiro teste da governança chama-se sucessão, Carta ao dono brasileiro, Entre escolhas e consequências: a conta que o Brasil terá de pagar, Eleição presidencial: o que muda para as empresas brasileiras?, Expoceva espera receber mais de 15 mil pessoas e comercializar 10 mil litros de cerveja em Porto Alegre, Construção de comunidades fortalece relacionamentos entre marcas e clientes, TV 3.0: como será o funcionamento sem internet?, Campanhas globais: por que contar uma única história pode gerar mais resultados, O que faz de Philip Kotler uma das referências mais importantes da história do Marketing?, PremiumAds reforça a importância da proximidade com clientes e equipe, Promoções de preço: estudo aponta falhas na avaliação de resultados pelas empresas, Geração z está ficando viciada em “bed rotting”: hábito de ficar horas na cama com o celular, sem fazer absolutamente nada, Panvel aposta em saúde, beleza e digital para crescer, Quando a Bolsa de Tóquio pergunta: quanto valor sua empresa cria?
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O verdadeiro teste da governança chama-se sucessão
“A sucessão bem planejada é uma consequência direta da boa governança.”
Por Fernando Röhsig – Conselheiro de Administração (CCA – IBGC).
Toda empresa que prospera enfrenta, inevitavelmente, uma pergunta: quem assumirá quando o líder atual não estiver mais no comando?
A sucessão é, provavelmente, o maior teste de maturidade da governança. Durante décadas, muitos negócios são conduzidos por líderes que se confundem com a própria história da empresa. São fundadores, presidentes, dirigentes ou cooperados que dedicaram grande parte da vida à construção da instituição. Mas nenhuma liderança é permanente.
Quando não existe planejamento sucessório, as decisões acabam sendo tomadas em momentos de pressão emocional. Surgem conflitos familiares, disputas societárias, grupos de interesse e insegurança para profissionais, fornecedores e clientes. Uma governança bem estruturada não elimina esses desafios, mas cria mecanismos para enfrentá-los.
O Conselho de Administração ou Consultivo passa a discutir as competências necessárias para o futuro. O Conselho de Família ajuda a separar os interesses familiares dos empresariais. Os acionistas preservam seu papel de proprietários, enquanto a gestão executiva concentra-se na operação. O resultado é uma transição menos traumática e mais orientada pelos interesses da empresa.
Muitas empresas acreditam que sucessão é um evento. Na realidade, é um processo. Quanto antes ele começar, maiores serão as chances de preservar a cultura construída ao longo dos anos, sem comprometer a renovação necessária para o futuro.
Governança não serve para substituir pessoas. Serve para garantir que a empresa continue forte mesmo quando as pessoas mudarem.
“Os líderes que constroem empresas duradouras canalizam suas ambições para a organização, não para si mesmos. Eles se preocupam fundamentalmente com o que a empresa será depois que eles partirem.”, por Jim Collins, autor de “Feitas para Durar”.
Carta ao dono brasileiro
Por Rony Meisler
Em 2002, pouco antes de se eleger presidente pela primeira vez, Lula escreveu a famosa Carta ao Povo Brasileiro. O objetivo era comunicar que ele entendia que o povo pedia mudança e explicar como pretendia fazer essas mudanças. Ele ganhou as eleições. Anteontem, Lula foi reeleito para um quarto mandato com 51,8% dos votos. O povo resolveu não mudar, e sim continuar, mas sem julgar valor do resultado das urnas, é importante que as empresas se preparem para a continuidade. Portanto, esta é uma necessária “Carta ao Dono Brasileiro”: ser empresário no Brasil sempre foi dificílimo. E vai continuar sendo. E isso também faz o nosso país ser menos competitivo e cheio de oportunidades.
Empresas como Localiza, XP, BTG, Gol, WEG, Ambev, Suzano e Natura foram forjadas em meio ao caos de crises energéticas a econômicas. Dito isso, papo reto: líder de empresa no Brasil não tem tempo para ficar reclamando e se vitimizando. É hora de levantar e andar.
Sim, os mercados vão ficar nervosos e o dólar vai subir muito nos próximos dias. E não, não há nada que possamos fazer para mudar isso, mas podemos e devemos tomar providências nos nossos negócios. Eu empreendo há 20 anos no Brasil e foram inúmeras as crises pelas quais passamos. Com elas, aprendemos e criamos uma espécie de manual de crise que fomos atualizando junto com os nossos negócios e o “zeitgeist”. São dez os mandamentos que divido nessa carta com você.
Primeiro mandamento: caixa é liberdade. Lucro e geração de caixa te deixam de pé e independente dos bancos e de possíveis novos sócios. Refaça imediatamente o orçamento de custos do que resta de 2026 e o de 2027 para o pior cenário de vendas possível. Base zero. Se planeje comercialmente para a maior venda possível, mas com orçamento para a pior venda possível. A sua empresa tem que sobreviver APESAR do Estado, não por causa dele. Senta no caixa e não sai de cima.
Segundo mandamento: não se alavanque. O que mais vejo por aí são empresas que se alavancaram a custo baixo durante a pandemia e agora estão quebrando com o custo alto do dinheiro.
Terceiro mandamento: só a venda salva. Faltam dois meses para o ano acabar. Planeje a sua venda dos últimos 60 dias. Uma ação comercial por dia até o dia 31. Se for investir em gente, invista no time de vendas. Salário fixo baixo e variável alto. Separe investimento para a marca. Parece contraintuitivo, mas quando todo mundo corta o marketing e você mantém, vende-se mais que a concorrência.
Quarto mandamento: fazer muito com pouco. Lembre-se da aceleração digital da pandemia e aproveite para fazer uma aceleração de IA no seu negócio, automatizando e reduzindo o custo da maior quantidade de iniciativas que conseguir. Existe uma forma nova e mais inteligente de ter o menor CAC possível usando AI, chamamos de Conteúdo Mínimo Viável: Crie a maior quantidade de conteúdo possível usando IA e poste sem impulsionamento nas suas mídias sociais. Espere alguns dias e, nos conteúdos que mais engajaram, inclua um CTA e impulsione. Só invista nos vitoriosos. Aprenda a vender no TikTok Shop com as centenas de milhares de vendedores nativos e afiliados da plataforma.
Quinto mandamento: foco irrestrito naquilo que você pode resolver. É mais fácil morrer de indigestão do que de fome. Faça menos e melhores coisas. Corte sem dó.
Sexto mandamento: procure produtos para seus clientes, e não clientes para seus produtos. Não existe forma mais eficiente de inovar do que em colaboração com o cliente. Para isso, usamos um funil a que demos o nome de ACP. Crie conteúdo e Audiência no digital, depois crie Comunidade em cima da audiência e converse com ela, no sentido de entender que Produtos ou serviços elas precisam e não encontram no mercado. Só depois disso procure no mercado o produto que elas já sabem que precisam, e não encontram em lugar nenhum. O produto já nascerá vendido. Crie uma escola para ensinar e ajudar todos os colaboradores a criarem conteúdo e a venderem na internet e os comissione por isso. A melhor cultura é a de vendas e conteúdo é o melhor “moat” que você pode construir. A melhor coisa do mundo é roubar boas ideias de outros mercados, gostando ou não daqueles negócios. Então, imite o “Exército do Lula”, operado pelo Janones: um canal simples de WhatsApp que, diariamente, enviava “desafios” para virar votos aos seus milhões de membros. Crie o seu exército de vendas.
Sétimo mandamento: o bom líder é um vendedor de esperança e um assassino do medo. O ser humano, quando tem medo de perder o emprego, faz politicagem, não dá opiniões e não se expõe no ambiente de negócios. Isso mata a inovação e o crescimento. Serão tempos difíceis, então encurte a distância entre as rotinas de comunicação para que fofocas não virem verdades e o corporativismo não tome conta do ambiente de trabalho.
Oitavo mandamento: humildade intelectual. Criatividade não tem nada a ver com genética. Tem a ver com repertório. Quanto maior a quantidade de referências, maior a quantidade de ideias. Seja esponja. Estude e compartilhe o conhecimento com o time.
Nono mandamento: melhor pedir desculpas do que permissão. O cliente é o nosso chefe. Crie um ambiente onde as pessoas possam ouvi-lo, servi-lo e encantá-lo o mais rápido possível sem medo ou burocracia.
Décimo e último mandamento: primeiro o porquê, depois o quê e o como. Em tempos de normalização do absurdo, jamais abra mão dos seus valores. Fazer o que é certo dá certo e não há crise que justifique fazer o errado. A maior parte de nós somos bons. Por isso, quando fazemos o que é certo, as pessoas são gratas e devolvem em dobro: colaboradores, clientes e fornecedores.
Explicados os dez mandamentos, deixo-os com uma última sugestão: quando unido, o povo brasileiro sempre foi muito maior do que todas as crises. Em uma empresa, funciona da mesma forma. Por isso, eu termino a carta sugerindo que, com urgência, trabalhemos para que nossos negócios deixem de ser palco de paixões políticas individuais. Isso é pessoal e da porta para fora. Da porta para dentro, é hora de esquecermos as diferenças e nos unirmos. Bandeira branca. Hora de chamar as pessoas para a percepção de que, se separados somos fortes, unidos somos indestrutíveis. E de que se tem alguém que temos que vencer, não é mais um ao outro, e sim a concorrência e o mercado. Apesar do Estado.
Entre escolhas e consequências: a conta que o Brasil terá de pagar
Por Marco Albuquerque
Concluída mais essa etapa da vida política nacional, com a eleição presidencial desse domingo, agora vamos aos próximos 4 anos e seus desdobramentos. Para os que gostaram e para os que não gostaram a escolha está feita. Como acontece no futebol, domingo já é página virada: bicho no bolso, faixa no peito e taça no armário. Jogo jogado, o resto é conversa de bar, sem a tonturinha amistosa da cachaça.
O problema de escolher terminou às 17:00 h (ou 19:00 h), mas o brasileiro tem memória curta. Com as escolhas vêm as responsabilidades e consequências, já que não há almoço grátis. Nunca houve. Grátis só leite do peito da mãe, depois tudo na vida é pago por alguém.
Os ricos não sofrerão ao pagar a conta, e já faz muito tempo que não sofrem com isso. Pelo contrário, convidam os políticos para seus banquetes (ou bacanais e surubas, inspirados na Roma antiga), pagam a conta sem sofrimento, se refestelam com a proximidade (ou seria promiscuidade?) do poder. Quem mais poderia bancar prostitutas suíças ou maltes escoceses (malte não é uísque, aculturem-se) de E$80.000 ? Somente os ricos, os verdadeiramente ricos. E seus políticos, claro.
A classe média (alta, média ou baixa) seguirá de quatro, mas se fazendo de ereta, parcelando no cartão compras, férias, viagens, supermercado, roupas, gasolina e um pouco de felicidade. Enquanto isso continuará arcando com a maior carga tributária do planeta, impotente para escapar dela, que dirá ligar causa e efeito.
Os mais pobres, enquanto sonham com uma vida mais digna, alguma comida no prato e como pagar as prestações do smartphone, (porque sem TikTok e Instagram ninguém vive) continuarão a sofrer o maior impacto dessa escolha, porque é neles que recairão os ajustes da escala 6×1, os repasses dos preços, os baixos salários, os DARFs atrasados ou não que as MEI terão que pagar (exceto os que foram perdoados, mas talvez nem esses), o desconto no pix (em janeiro deverá vir o tal “split payment”, que chique! Se não sabe o que é procure no Gugo). A inflação subirá e, com tudo isso, uma alta geral do custo de vida será inevitável.
E essa expressão, “custo de vida”, talvez nunca tenha feito tanto sentido, pois nada é de graça. A vida tem custos, acordar de manhã tem custos, as escolhas (as boas e as ruins) têm custos, maiores ou menores. Custos pessoais, custos sociais, custos econômicos. Custos para o presente, e para o futuro.
É importante dizer que o povo brasileiro está de parabéns. Fez sua escolha livre e soberana e, ao fazer isso, escolheu junto as responsabilidades (que não reconhecerá) e seus custos (que logo pagará).
Agora a questão não é mais sobre quem venceu, mas sobre quem recairá esse custo total. Ele será leve ou pesado? Virá de súbito ou chegará sorrateiro, em cada prateleira do supermercado? Na bomba de gasolina, nas verduras na feira?
Suspeito, mas só suspeito, que nós não sabemos, mas em seguida saberemos.
E, como os antigos gladiadores no Coliseu, vencido esse segundo turno, é hora de dizer: “Ave César, os que vão morrer te saúdam!”
Eleição presidencial: o que muda para as empresas brasileiras?
Por Mentores Visionários
O resultado da eleição presidencial reacende discussões sobre os rumos da economia e os impactos para quem empreende no Brasil. Mas, enquanto o debate político ganha espaço, empresas seguem investindo, ampliando operações e conquistando mercado, independentemente de quem ocupa o Palácio do Planalto.
Nos últimos 24 anos, período em que o PT esteve à frente do governo federal, o país enfrentou diferentes cenários econômicos, mas também registrou histórias de expansão empresarial. A Embraer alcançou lucro superior a R$ 1 bilhão em um trimestre, a Havan anunciou planos de abertura de 60 lojas, a LG investiu R$ 1,5 bilhão em uma fábrica no Sul do país e a Scania instalou no Brasil seu segundo maior centro de peças do mundo. Também aparecem nesse cenário empresas como Movida, TOTVS e WEG, com trajetórias de crescimento e expansão.
Para os próximos anos, a perspectiva envolve desafios conhecidos do empresariado, como juros elevados, carga tributária, burocracia e a necessidade de ajustes fiscais. O cenário político e econômico pode influenciar decisões e investimentos, mas não elimina as oportunidades de mercado nem a capacidade de adaptação das empresas.
A mensagem é direta: o empresário brasileiro não precisa esperar por um cenário político perfeito para fazer seu negócio avançar. Planejamento, atenção ao mercado, relacionamento com clientes e decisões estratégicas continuam sendo fundamentais para quem deseja crescer, independentemente do governo.
Expoceva espera receber mais de 15 mil pessoas e comercializar 10 mil litros de cerveja em Porto Alegre

Porto Alegre recebe, de 27 a 29 de novembro, a primeira edição da Expoceva, evento gratuito que reunirá cerveja artesanal, música, gastronomia e cultura no Multiplan Hall, no BarraShoppingSul. A expectativa da organização é receber mais de 15 mil visitantes e comercializar cerca de 10 mil litros de cerveja ao longo dos três dias.
A programação contará com 25 cervejarias gaúchas e mais de 200 torneiras de chope, oferecendo diferentes estilos e receitas produzidos no Estado. Na música, serão mais de 20 atrações, entre bandas e DJs. Os principais shows ficam por conta de Comunidade Nin-Jitsu, na sexta-feira (27), Ultramen, no sábado (28), e Vera Loca, no domingo (29). Também estão confirmadas apresentações de Nacional Kid, Gaby Ferreira e Banda Polainas, Chaise Brothers, The Dogs, Ícona Rock Especial Queen, Youngless Rock, Os Indivíduos, Pipeliners, Mother Funky e Presence Led Zeppelin.
O evento também terá espaços dedicados à gastronomia e à economia criativa, além de iniciativas de sustentabilidade, como copos reutilizáveis e gestão de resíduos. Para os profissionais do setor, a sexta-feira contará com o AGM SH4RE, encontro promovido pela Associação Gaúcha de Microcervejarias (AGM), com debates sobre negócios, turismo, inovação, comunicação e tributação.
A Expoceva busca valorizar a produção regional e fortalecer o mercado cervejeiro gaúcho. Segundo dados do Anuário da Cerveja 2026, o Rio Grande do Sul é o segundo maior polo cervejeiro do país, com 325 cervejarias registradas. A expectativa é que as participantes alcancem, juntas, faturamento bruto superior a R$ 350 mil durante o evento.
Construção de comunidades fortalece relacionamentos entre marcas e clientes
Por Mundo Marketing
Conquistar clientes é importante, mas manter relacionamentos e criar vínculos duradouros se tornou um diferencial para as marcas. Em um mercado cada vez mais competitivo, a construção de comunidades ganha espaço como estratégia para aproximar pessoas, estimular a troca de conhecimento e fortalecer a confiança.
Diferentemente de uma audiência, que recebe informações, uma comunidade participa ativamente, compartilha experiências e cria conexões entre seus integrantes. Essa interação amplia o valor das relações para além das transações comerciais e contribui para aproximar marcas, clientes e profissionais.
Nesse contexto, os eventos também assumem um papel importante. Mais do que gerar alcance e reunir participantes, os encontros presenciais podem estimular conversas, facilitar parcerias e dar início a relacionamentos que continuam depois do evento.
Por isso, avaliar os resultados dessas iniciativas exige olhar além do número de participantes e leads gerados. A recorrência, a qualidade das interações, a circulação de conhecimento e as oportunidades de negócio são indicadores que ajudam a compreender o impacto de uma comunidade.
O desafio das empresas está em transformar encontros pontuais em conexões contínuas, capazes de gerar valor para todos os envolvidos.
TV 3.0: como será o funcionamento sem internet?
Sergio Di Santoro Bruzetti, do Fórum SBTVD, detalha como isso ocorrerá e avalia impactos da DTV+
Por Cindy Souza

Em agosto de 2025, foi lançada oficialmente a TV 3.0, chamada tecnicamente de DTV+, por decreto do Governo Federal.
A DTV+ é iniciativa de parceria entre o setor de radiodifusão e demais entidades do ecossistema de TV digital com o objetivo de desenvolver e implantar a próxima geração da televisão brasileira.
A TV 3.0 promete melhor qualidade de imagem e som, integração nativa com a internet, maior eficiência no uso do espectro de radiofrequências e novas formas de acesso a conteúdos culturais, educativos, artísticos e informativos.
Mas, a DTV+ funciona sem internet também?
Para explicar os detalhes, Sergio Di Santoro Bruzetti, coordenador do módulo de mercado do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (Fórum SBTVD) diz como isso ocorrerá e avalia possíveis impactos da tecnologia para o mercado.
O sistema da DTV+ foi projetado para transmitir sinais pelo ar com resolução de até 4K, com possibilidade de chegar a 8K no futuro, além de áudio imersivo no padrão MPEG-H, que permite personalizar a experiência sonora.
“O telespectador pode realçar a voz do narrador ou dos diálogos. Além da maior resolução de vídeo, o sinal aberto traz imagem em HDR, com mais contraste e brilho. Recursos de acessibilidade, como legendas, audiodescrição e Libras, também fazem parte do sistema, assim como os alertas de emergência”, afirma o coordenador do Fórum SBTVD.
Transmissão combina sinal aberto e banda larga
Bruzetti adianta que a experiência da TV aberta é gratuita, ao vivo e não depende da conexão com internet.
Todas as melhorias como realce de voz do narrador, resolução de vídeo, contraste e brilho não dependem de conexão por internet.
De fato, basta que a emissora transmita o conteúdo nesses formatos e que o televisor ou conversor seja compatível com o DTV+.
O que acontece é que o DTV+ une o broadcast, que é o sinal transmitido pelo ar, ao broadband, que é a conexão via internet.
Portanto, todos os recursos interativos e personalizados, como replay, votações, compras e conteúdo sob demanda dependem da conexão do televisor com a banda larga fixa da residência.
Contudo, caso a conexão com a banda larga caia, o televisor ainda recebe a programação da emissora normalmente como hoje em dia.
Assim, somente ficam fora do ar os recursos que dependem dessa conexão.
Como a tecnologia pode impactar a publicidade?
A TV 3.0 oferecerá a possibilidade de criação de perfis como uma plataforma de streaming faz para recebimento de recomendações de conteúdo alinhados ao interesse.
Contudo, caso o telespectador opte por não usar, as configurações de imagem e som continuam disponíveis.
O coordenador explica que toda essa nova configuração pode ajudar os anunciantes, já que as emissoras podendo conhecerão melhor os hábitos de suas audiências.
Ainda, poderão oferecer aos anunciantes campanhas mais assertivas ao público-alvo dos seus produtos.
Distribuição por satélite ainda está em debate
No momento, o DTV+ será transmitido através da recepção de TV tradicional (pelo ar), ou seja, não inclui a recepção por cabo ou via satélite, explica Bruzetti.
“O decreto que regulamentou o DTV+ já prevê sua evolução para outras formas de recepção, entre elas através do satélite. A integração com as parabólicas está em discussão entre o governo, as emissoras, as operadoras de satélite e a indústria”, diz.
Campanhas globais: por que contar uma única história pode gerar mais resultados
Por Marcos Malagris
Se você trabalha com uma marca global, para aqui rapidinho. Existe um GRANDE ERRO que as marcas cometem quando lançam uma campanha global.
Esse é um aprendizado contraintuitivo, mas que eu adoro.
Quando você tem uma campanha global, um dos maiores desafios é representar todos os diferentes públicos, das diferentes culturais e países, certo?
E aí o que você faz?
Cria uma campanha em que os filmes e peças trazem diversas histórias, com diversos personagens, para representar todo mundo.
O ótimo estudo “World Class – A practical Guide for Effective Multi-Market Marketing”, da Publicis Groupe, com a System1 e o Effie Worldwide, lançado esse ano, mostrou que isso é um grande erro, e que o mais eficaz é fazer exatamente o contrário.
Contar UMA história.
E aqui entram as Verdades Humanas Universais, que eu falo muito. Uma BAITA história, que fale sobre algum aspecto da condição humana gera empatia e familiaridade em qualquer lugar do mundo.
Eu sei que parece clichê, mas a verdade é que temos muito mais pontos em comum do que diferenças.
Mãe sempre vai sentir culpa.
Pais sempre vão ter orgulho dos filhos.
Vamos sempre torcer pelo azarão.
Você sempre vai se arrepender da chance que você perdeu.
E por aí vai.
Ao invés de tentar representar todo mundo, foque em uma história universal. Mesmo que o personagem representado não seja exatamente como eu, eu sou um ser humano e vim com empatia equipada de fábrica.
Eu consigo me conectar.
E aí, uma história única vai ter o tempo e profundidade necessária para te levar na jornada emocional necessária para gerar atenção, emoção e memória.
O estudo mostrou que as campanhas globais que geraram as maiores reações emocional foram 40% mais eficazes em gerar resultados de negócio.
E que o grupo de campanhas que contavam uma única história (vs campanhas que contavam múltiplas histórias) geraram:
+19.5pp de lift em Awareness
+15.9pp de lift em Diferenciação
+ 8pp de Lucro incremental
Entre outros ganhos (em vinho no gráfico abaixo).
E sabe o que funciona muito bem também? Comunicação sem palavras (em laranja no gráfico).
Não que palavras sejam um problema, mas para campanhas globais, olhares e expressões são muito eficientes em entregar a narrativa a diferentes públicos.
Show, don’t tell.
É impressionante como a gente tende a pegar sempre o caminho mais complicado.
Simplifique. Conte uma história humana. Uma verdade universal.
E colha os resultados.
O que faz de Philip Kotler uma das referências mais importantes da história do Marketing?
Por Mundo do Marketing
Sua contribuição engloba livros e conceitos que se tornaram clássicos, mas também estrutura o Marketing como uma função estratégica de negócios. Kotler ajudou a aproximar comportamento do consumidor, posicionamento e criação de valor das decisões corporativas.
Do Marketing 1.0 ao 7.0, o pensamento dele acompanhou mudanças profundas na relação entre marcas, tecnologia e pessoas. E ainda nos faz refletir: como utilizar os avanços tecnológicos sem perder de vista as necessidades humanas?
Conheça a trajetória do autor, suas principais contribuições e a evolução de suas ideias até a era da Inteligência Artificial: https://lnkd.in/e3dxT_kQ
PremiumAds reforça a importância da proximidade com clientes e equipe
Por Riadis Dornelles
Estar em campo não é agenda, é método. Na PremiumAds, a gente acredita que nenhum relatório substitui o olho no olho. É sentando à mesa com o publisher que a gente entende o que os números não mostram: a pressão por receita, a dificuldade de formar audiência qualificada, a dúvida sobre qual caminho seguir num mercado que muda toda semana.
Por isso faço questão de estar perto. Perto dos clientes, para ouvir as dores de verdade, sem filtro. Perto do mercado, para enxergar movimentos antes que virem tendência. E perto do nosso time, porque é no dia a dia, lado a lado, que eu descubro o potencial de cada pessoa e onde ela pode ir mais longe.
Na última semana, em Curitiba, estive com três pessoas que fazem a PremiumAds acontecer:
• Amanda, de Customer Success, que transforma cada conversa com o cliente em melhoria concreta de resultado.
• Jhollyne, head de Publishers, que conhece como poucos a realidade de quem produz conteúdo e precisa monetizar com consistência.
• Eduardo, head de Operações, que garante que o que a gente promete na reunião se sustente na execução.
Monetização de publisher não se resolve à distância. Exige presença, escuta e capacidade de traduzir o que o cliente vive em estratégia, tecnologia e operação. É isso que a gente busca em cada encontro.
Cultura não é o que a empresa escreve na parede. É onde ela escolhe estar.
Obrigado, time. Seguimos em campo.
Promoções de preço: estudo aponta falhas na avaliação de resultados pelas empresas
Por Gustavo Ermel
Avaliar o sucesso de uma promoção vai muito além de acompanhar o volume de vendas. Um estudo realizado pela Kantar em parceria com a Ravensbourne University, no Reino Unido, mostra que muitas empresas ainda têm dificuldade em medir o impacto financeiro real dessas ações.
A pesquisa ouviu 250 líderes de marketing e insights de empresas de bens de consumo e revelou que três em cada quatro profissionais não sabem dizer se as promoções realizadas no último ano realmente deram lucro. Mesmo sem essa avaliação, três em cada quatro empresas continuam repetindo ações promocionais sem verificar sua rentabilidade.
Outro dado chama a atenção: oito em cada dez profissionais que acompanham os resultados encerram essa análise em até três meses. O período pode ser insuficiente para identificar consequências de longo prazo, como a redução da percepção de valor da marca e a expectativa dos consumidores por novos descontos.
O levantamento também aponta que aproximadamente duas em cada três promoções de preço geram prejuízo quando avaliadas em uma perspectiva mais ampla. Por outro lado, 91% dos entrevistados afirmam que seria fácil direcionar recursos das promoções para investimentos em marca, caso houvesse evidências de maior retorno financeiro no longo prazo.
Os resultados reforçam a importância de avaliar estratégias promocionais considerando não apenas as vendas imediatas, mas também a rentabilidade e os possíveis impactos sobre o posicionamento da marca.
O estudo completo, intitulado Kicking the Promotion Habit, foi desenvolvido por Les Binet e Dom Boyd.
Geração z está ficando viciada em “bed rotting”: hábito de ficar horas na cama com o celular, sem fazer absolutamente nada
Por Advogado Virtual BR
Um novo comportamento tem se consolidado entre os jovens da Geração Z: o chamado “bed rotting” ou, em tradução livre, “apodrecer na cama”, , aponta pesquisa.
A prática consiste em passarlongas horas do dia deitado, geralmente apenas navegando no smartphone, sem a intenção de realizar qualquer atividade. Nas redes sociais, o movimento ganhou força com muitos usuários defendendo a atitude como uma forma legítima de autocuidado e recuperação frente ao esgotamento do cotidiano.
Os dados mostram que a tendência é expressiva. Um levantamento da American Academy of Sleep Medicine (AASM) apontou que cerca de 24% dos jovens dessa geração já aderiram ao hábito de forma consciente.
Contudo, enquanto o descanso pontual é visto como natural e benéfico, especialistas em saúde alertam para os riscos do excesso. A adoção frequente dessa imobilidade prolongada pode mascarar sinais de isolamento, fuga da realidade ou outras dificuldades emocionais, além de desregular o relógio biológico.
Panvel aposta em saúde, beleza e digital para crescer
Com 670 lojas, rede amplia serviços clínicos, fortalece marcas próprias e integra canais, enquanto mantém expansão pautada pela disciplina financeira
Por Panorama Farmacêutico
Outros indicadores mostram o peso das frentes de crescimento: as vendas digitais representam 23,7% do total, a marca própria responde por 8% do faturamento e o portfólio reúne mais de mil produtos
A expansão também segue no radar. A previsão é encerrar o ano com 40 a 45 novas lojas, sem abrir mão da avaliação criteriosa dos pontos comerciais e da disciplina financeira
Na primeira reportagem da série especial do Panorama Farmacêutico, Roberto Coimbra, diretor executivo do Grupo Panvel, detalha os pilares da operação e os investimentos em tecnologia, integração de canais e experiência do consumidor
🔎 Confira a reportagem completa
Quando a Bolsa de Tóquio pergunta: quanto valor sua empresa cria?
Por Fernando Röhsig – Conselheiro de Administração (CCA – IBGC).
Em março de 2023, a Bolsa de Tóquio lançou uma iniciativa que parece técnica, mas esconde uma profunda mudança de mentalidade na governança corporativa japonesa: o Action to Implement Management that is Conscious of Cost of Capital and Stock Price. Em tradução livre: uma gestão consciente do custo de capital e do preço das ações.
A pergunta feita às companhias foi simples e, ao mesmo tempo, desconfortável: o capital confiado pelos acionistas está sendo utilizado de maneira eficiente? A empresa gera retorno superior ao custo desse capital? E, se não gera, o que pretende fazer?
A iniciativa começou de forma tímida. Em dezembro de 2023, apenas 49,2% das 1.656 empresas do segmento Prime haviam divulgado suas ações. No segmento Standard, eram somente 18,5%. O resultado, pouco mais de dois anos depois, impressiona. Em junho de 2026, 94% das empresas do Prime – 1.462 companhias – já haviam divulgado suas iniciativas. No Standard, eram 56%, ou 877 empresas.
Mas o mais importante não é a quantidade. É a qualidade da mudança. Desde janeiro de 2026, a Bolsa deixou de mostrar apenas quem divulgou ou não divulgou. Passou a permitir que investidores comparem o conteúdo das estratégias: metas de retorno, política de dividendos, recompra de ações, venda de ativos, reorganização de negócios e, principalmente, critérios para alocação do capital.
Mais significativo ainda: 76% das empresas do Prime que haviam divulgado suas iniciativas já tinham atualizado suas informações até junho. Ou seja, a discussão começa a deixar de ser um exercício pontual de divulgação para se transformar em processo permanente de gestão. É aqui que a história japonesa interessa diretamente aos conselhos de administração.
Governança não é apenas fiscalizar resultados passados. É questionar como a administração pretende utilizar, daqui para frente, os recursos disponíveis para criar valor sustentável. A pergunta que a Bolsa de Tóquio colocou para suas empresas talvez também devesse estar sobre a mesa de muitos conselhos brasileiros: “Estamos apenas administrando a empresa ou estamos, de fato, criando valor com o capital que nos foi confiado?”
Talvez essa seja uma das melhores perguntas que um conselho possa fazer.













