Você vai ler na coluna de hoje: Summit Empreender 40+ chega a Porto Alegre para destacar protagonismo de profissionais acima dos 40 anos, Quer ficar mais inteligente? Volte a usar papel e caneta, Odete Roitman não morreu, Manifesto do Recomeço, A Bolha da IA Está Prestes a Estourar e Quem Disse Isso Foi o FMI, Carros elétricos estão quebrando milhares de concessionárias e “Não ganho mais por isso”: Geração Z normaliza fazer apenas o básico e evita responsabilidades.
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Summit Empreender 40+ chega a Porto Alegre para destacar protagonismo de profissionais acima dos 40 anos
Evento posiciona a capital gaúcha como palco para o lançamento de uma iniciativa que transformará, reinventará e fortalecerá a diversidade etária no mercado nacional. Plataforma estará disponível a partir de outubro
No próximo dia 29 de outubro, Porto Alegre recebe o lançamento de um movimento que chega ao Brasil para transformar experiências e reposicionar profissionais com mais de 40 anos como protagonistas de um novo ciclo de geração de valor no país. O Summit Empreender 40+, que acontece das 9h30 às 18h30, no Teatro Bourbon Country, é um evento que marca o início da consolidação de um ecossistema nacional, que será construído a partir do mês de outubro através da plataforma Empreender 40 +.
A iniciativa tem por objetivo incentivar e fortalecer a reputação institucional de marcas, produtos e negócios que valorizam a diversidade geracional e torná-las agentes de transformação. O ecossistema de desenvolvimento do empreendedorismo 40+ no Brasil pretende realizar confrarias e grupos de relacionamento profissional, programas de mentorias e capacitação personalizada, podcast e canal no YouTube, publicações de livros especializados, além de eventos como summits, imersões, workshops e treinamentos práticos para desenvolvimento.
“Em um mundo que envelhece em ritmo acelerado, o debate ganha relevância. Iniciativas globais sobre empreendedorismo, que medem e analisam os níveis de atividade empreendedora ao redor do mundo, mostram que os negócios iniciados por pessoas acima dos 40 anos têm maior probabilidade de sobrevivência a longo prazo”, afirma Fernando Puhlmann, sócio do projeto Empreender 40+.
Com nomes de referência nacional, como Pedro Janot, Jair Kobe, Cris Páz, Aod Cunha, Alice Urbim, Tulio Milmann, Fátima Torri, André Foresti, Fábio Bernardi, Lara Piccoli, Michel Couto, Danielle Cosme, Rodrigo Sabiah, Cesar Cidade Dias (CDD), Luciano Potter, Daniel Scola, Fabinho Vargas e Rafael Martins , a programação do Summit Empreender 40+ inclui painéis, workshops práticos, histórias inspiradoras de reinvenção profissional e amplos espaços de networking, além de encerramento com participação do governador Eduardo Leite. O público esperado de 1000 pessoas pretende reunir profissionais experientes em transição de carreira, executivos em busca de reinvenção, empreendedores iniciantes ou em reestruturação e interessados em capacitação, aprendizado e novas conexões.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), até 2050, a população global acima de 60 anos ultrapassará 2 bilhões de pessoas, o dobro em relação a 2020. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta que, já em 2030, haverá mais idosos do que crianças e adolescentes. Dados do IBGE mostram, ainda, que o RS é o Estado mais idoso do país, com 20,15% da população nesta faixa, sendo a capital gaúcha entre as dez cidades grandes com a população mais idosa do Brasil. Essa transição demográfica impõe desafios, mas também abre espaço para oportunidades que redefinem o mercado de trabalho e o empreendedorismo.
O Summit Empreender 40+ surge como resposta a essa revolução silenciosa e traz dados que desafiam estereótipos. Pesquisas da Harvard Business School revelam que a idade média dos fundadores de negócios mais bem-sucedidos é de 40 anos. “A experiência é o maior ativo de um profissional e, quando transformada em oportunidade, pode impulsionar resultados coletivos para empresas e para o país. Com o aumento da expectativa de vida, os empreendedores 40+ têm a chance de reinventar o conceito de trabalho. Essa geração mantém a economia ativa e serve de inspiração”, destaca Fabinho Vargas, CEO do projeto Empreender 40+.
Com a proposta de se tornar um evento anual, o Summit Empreender 40+ é uma iniciativa da Empreender 40+ e os ingressos podem ser adquiridos através do site www.empreender40mais.com.
Summit Empreender 40+
Quando: 29 de outubro de 2025
Horário: das 9h30 às 18h30
Local: Teatro Bourbon Country – Porto Alegre/RS
Ingressos: AQUI!
Mais informações:
Quer ficar mais inteligente? Volte a usar papel e caneta
Por Gustavo Nogy
O trabalho, conduzido em Trondheim, Noruega, envolveu 36 estudantes universitários, todos destros, com idades entre 18 e 29 anos. A pesquisa comparou a conectividade cerebral dos participantes enquanto escreviam palavras apresentadas visualmente, utilizando uma caneta digital em uma tela sensível ao toque, e enquanto digitavam as mesmas palavras em um teclado.
O objetivo era verificar se o ato de formar letras à mão, em comparação com a simples pressão das teclas, resultava em uma conectividade cerebral maior. Os pesquisadores utilizaram Eletroencefalografia (EEG) de alta densidade, com uma matriz de 256 sensores, para registrar a atividade elétrica cerebral.
Os resultados apontaram que, ao escrever à mão, os padrões de conectividade cerebral se mostraram significativamente mais elaborados e amplos do que quando os participantes digitavam em um teclado. Essa atividade foi identificada por meio de padrões de coerência teta/alfa difundidos entre centros e nós nas regiões cerebrais parietais e centrais.
O padrão espaciotemporal gerado pela informação visual e proprioceptiva, que é obtida através dos movimentos controlados e precisos da mão ao usar a caneta, contribui amplamente para os padrões de conectividade cerebral que favorecem o aprendizado.
Aumento da conectividade neuronal
A conectividade cerebral funcional foi medida usando o método de coerência, que calcula as interações entre as fontes neurais reconstruídas. Os resultados mostraram que a conectividade era mais significativa nas frequências mais baixas para a escrita manual em contraste com a digitação.
Essas frequências incluíram a banda theta (3.5–7.5 Hz) e a banda alfa (8–12.5 Hz). Essa atividade aumentou entre 1.000 e 2.000 milissegundos após o início da tarefa e perdurou durante todo o ensaio de escrita.
Análises estatísticas detalhadas revelaram 32 diferenças significativas entre as duas condições experimentais. Essas diferenças na conectividade se concentraram principalmente nas regiões parietais (esquerda, mediana e direita) e também nas regiões centrais do cérebro.
A matriz de conectividade demonstrou uma concentração de 16 conexões significativas para a escrita manual em relação à digitação. Os pesquisadores observaram que a escrita manual ativou padrões de coerência teta/alfa em amplas áreas, incluindo a interação entre regiões parietais e centrais.
A conectividade aumentada tem sido associada a mecanismos que sustentam a integração sensorimotora. Como essa conectividade maior foi observada apenas na escrita manual e não no simples gesto de pressionar as teclas, as descobertas indicam que a prática da escrita favorece a aprendizagem.
A literatura existente indica que padrões de conectividade nessas áreas cerebrais e nessas frequências são fundamentais para a formação de memória e para a codificação de informações novas, o que é vantajoso para a aprendizagem.
O movimento preciso da mão como estímulo
O estudo indica que o envolvimento de movimentos manuais finos e complexos, típicos da escrita com caneta, é mais benéfico para o aprendizado do que a ação de pressionar teclas. A escrita manual exige um controle motor refinado sobre os dedos e direciona a atenção do estudante para a tarefa.
A digitação, por outro lado, requer movimentos mecânicos e repetitivos. O padrão contínuo e sincronizado de comandos motores, feedback proprioceptivo e visão, fornecido pelos movimentos minuciosos das mãos e dedos, está ausente na digitação.
No experimento, os participantes usaram somente o dedo indicador direito para digitar, o que foi uma medida para evitar a influência de efeitos de cruzamento indesejados entre os dois hemisférios cerebrais. A digitação requer apenas o pressionamento de uma tecla para produzir a forma completa desejada.
Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que a escrita manual auxilia na precisão ortográfica e na recordação e memória. Também foi verificado que esta prática facilita o reconhecimento e a compreensão de letras. Estes benefícios são observados independentemente de o instrumento ser uma caneta ou um lápis tradicional, ou uma caneta digital.
A neurociência aponta que o que auxilia o aprendizado não é qualquer tipo de atividade motora, mas sim a coordenação precisa dos movimentos complexos da mão, moldando cuidadosamente cada letra. Os processos neurológicos distintos provocados pela caneta fornecem ao cérebro condições ótimas para a aprendizagem e a lembrança.
A importância da escrita à mão no ambiente educacional
Os autores levantam a preocupação de que a substituição da escrita à mão pela digitação em escolas possa ter, a longo prazo, um impacto desfavorável no processo de aprendizagem. Por isso, recomendam que, junto ao uso das novas ferramentas tecnológicas, pedagogos, professores e responsáveis insistam na manutenção da prática da escrita manual.
As crianças deveriam receber treinamento de caligrafia desde cedo, para estabelecer os padrões de conectividade neuronal que oferecem condições ideais para o aprendizado. Professores e alunos decidirão quando é mais vantajoso usar a caneta para tomar notas de aula sobre conceitos inéditos ou quando é oportuno usar um dispositivo digital para redigir textos mais longos.
Odete Roitman não morreu
Por Nizan Guanaes
Dizem que a novela morreu, mas Odete Roitman é a prova viva de que não. E a Globo soube fazer isso muito bem, tornando a novela assunto para o digital, criando tretas ou alimentando boatos e controvérsias — exatamente como a rede adora.
Esse termo “mídia tradicional” está virando muito tradicional. Jornal, que antes era lido todo dia, agora no digital é lido o dia todo. Rádio virou podcast. Outdoor virou mídia exterior. TV virou também streaming.
Com tudo isso, a estratégia de mídia é a espinha dorsal da estratégia de comunicação. E um dos grandes equívocos hoje é quando ela se transforma apenas em cálculo financeiro, para caber numa planilha. Sem estratégia de mídia de verdade, verbas multimilionárias se apequenam, e verbas pequenas podem crescer bastante com a estratégia certa. Já vi muito mais gente fazendo bobagem com muito dinheiro do que sem dinheiro.
Como homem de estratégia, presto muita atenção nisso. Porque, além de escolher onde investir, é preciso respeitar a linguagem de cada meio. Pegar um comercial de TV e colocar igual no digital não existe. Na mídia exterior, é brincadeira o que tem de relógios de rua com textos enormes e até QR code.
Outro aspecto importante é entender que o Brasilzão tem hábitos e “horários nobres” diferentes, um verdadeiro fuso cultural. Aqui se vê televisão na hora do almoço e à tarde. Rádios como a Itatiaia, em Minas, são poderosíssimas. A força da “free mídia” criada a partir do fabuloso canal de PR e sua enorme capacidade de gerar novas narrativas é absurda. João Adibe, da Cimed, sabe pilotar isso como ninguém. Steve Jobs transformou a apresentação de produtos em show midiático: planejado, ensaiado e transmitido em “free mídia” pelo mundo inteiro.
Nem estou citando muito o digital porque sua importância é dominante e indiscutível, assim como a mídia performática e seu funil. É ali no digital que governo e oposição debatem. É onde a conversa rola. Basta ver o craque Cristiano Ronaldo, que ganha mais com seus seguidores nas redes do que com futebol.
Mas na era da comunicação total e permanente, ficar calado também pode ser um poderoso instrumento de mídia. Existem marcas que não devem se comunicar, e ficar calado no mundo de hoje exige muito planejamento.
Já verbas multimilionárias se apequenam sem estratégia.
Eu acredito tanto nisso que algumas das melhores criações da DM9 e da Africa saíram de profissionais de mídia.
Contratar uma agência e não querer pagar nada é uma das maiores economias burras que existem. Um grande time de criação faz publicidade em que cada veiculação ou post vale por cinco. Mas sem planejamento de mídia, esse 5 vira 2,5.
E se a mídia não fosse tão avançada, Mônica Carvalho, ex-DM9, não estaria num alto posto no Google. Assim como tantos outros, hoje ocupando cargos-chave em grandes techs.
Então, se me permite um conselho: se sua empresa tem uma verba imensa, é fundamental que sua agência seja estratégica em mídia. Se a verba não for grande, isso é mais importante ainda.
A N.ideias e todas as minhas agências sempre tiveram esse pilar da mídia estratégica. Esses profissionais de mídia compraram o BBB antes de todos. Apostaram no MasterChef antes de todos. Compraram a internet no início dos anos 2000, quando lancei a primeira campanha digital. Eles têm faro. Viraram ídolos da criação. E como os veículos sabem que eles compram diferente e em grande escala, sempre levam para eles tudo de mais novo.
O TikTok, por exemplo, é um veículo que eu amo. Mas ainda há quem ache que é só dancinha ou bobagem. Se essas pessoas seguissem o TikTok da família real britânica ou de tantas outras instituições sérias que sabem usar bem a plataforma, entenderiam que é possível ser autêntico e relevante ali, respeitando a linguagem própria do canal. TikTok é informação, é tutorial, é enciclopédia do relevante.
Enfim, nunca houve tanta opção. E isso, claro, é prato cheio para a dispersão. O segredo, portanto, não é tornar o novo velho, e sim usar o tradicional e o novo de um jeito novo. Odete Roitman mais viva do que nunca nas diferentes plataformas é um grande exemplo disso.
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Manifesto do Recomeço
Por Renata Kapitanski
Olá, sou Renata, mas pode me chamar de Rê!
Sou uma profissional de Comunicação e Marketing com ampla experiência em estratégias integradas, gestão de projetos e fortalecimento de marcas. Ao longo da minha trajetória, transitei por diferentes frentes (veículo, agência e clientes) o que me dá uma visão 360⁰ do mercado e uma solida capacidade de conectar planejamento e execução com resultados reais.
Eu não estou em busca apenas de um novo emprego.
Estou em busca de um novo ciclo.
Carrego comigo tudo o que aprendi…os acertos, os desafios, as trocas e as histórias que moldam minha trajetória.
Aprendi a pensar estrategicamente e agir com proprósito.
Mas acima de tudo, aprendi que recomeçar não é voltar atrás. É seguir adiante. Com mais clareza, leveza e verdade.
Minha formação e minhas experiências, inclusive as internacionais, podem parecer ” MUITO” para algumas vagas.
Mas o que eu quero é simples: PRODUZIR.
Colocar em prática o conhecimento, a sensibilidade e a energia que seguem vivos em mim.
Contribuir com quem acredita que experiência e curiosidade podem caminhar juntas.
Porque minha história não termina onde cheguei.
Ela começa todas as vezes que encontro um novo motivo para fazer o que amo: comunicar, conectar e transformar.
Vamos conversar?
A Bolha da IA Está Prestes a Estourar e Quem Disse Isso Foi o FMI
Por Pacete
O crescimento acelerado das ações de tecnologia alimentadas pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial (IA) começa a gerar preocupações entre instituições financeiras. Autoridades do Banco da Inglaterra alertaram nesta semana sobre o risco de uma correção brusca nos mercados, caso os preços, inflados pelo boom da IA, se descolem da realidade.
“O risco de uma queda súbita do mercado aumentou significativamente”, afirmou o banco central britânico. Poucas horas depois, Kristalina Georgieva, Diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), fez declarações semelhantes, destacando que a valorização global das ações tem sido impulsionada pelo “otimismo em relação ao potencial da IA de aumentar a produtividade”. Ela acrescentou, porém, que as condições financeiras podem sofrer mudanças repentinas, em discurso preparatório para a reunião anual da instituição em Washington.
Segundo Adam Slater, Economista-Chefe da Oxford Economics, em entrevista para a agencia Associated Press, , existem sinais que podem indicar a formação de uma bolha, entre eles estão: valorização acelerada das ações de tecnologia, participação significativa dessas ações no S&P 500, atualmente em cerca de 40%; avaliações de mercado que parecem exageradas em relação ao valor real das empresas e um otimismo extremo sobre o impacto da tecnologia, mesmo diante das incertezas sobre os resultados que ela poderá gerar.
Carros elétricos estão quebrando milhares de concessionárias
Por Luiz Forelli
Não é novidade que diversas fabricantes novas estão chegando ao mercado brasileiro. Na China, então, dezenas de montadoras surgiram nos últimos anos, cada uma com sua promessa de inovação. Mas poucas devem ficar. Por trás de todo esse sucesso estrondoso dos carros elétricos chineses, existe um cenário de excesso e competição.
Desde 2020, mais de 8.000 concessionárias fecharam as portas na China, de acordo com as estimativas de analistas do mercado automotivo ouvidos pela Bloomberg. Já outras milhares estão em situação bem crítica por conta da superprodução de carros, vendas por intermédio e guerras de preço.
O excesso virou problema
Nos últimos anos, o governo chinês incentivou pesadamente a produção de veículos elétricos. O resultado foi uma corrida desenfreada. Hoje, são quase 200 montadoras disputando o mesmo espaço, produzindo mais do que o mercado é capaz de absorver. Para evitar estoques parados, as marcas estão realizando descontos milagrosos que simplesmente destruíram as margens de lucro.
Empresas como a própria BYD e Geely diminuem preços toda hora para segurar participação, enquanto outras menores montadoras lutam para sobreviver. E com essa guerra constante, muitas fabricantes passaram a vender carros abaixo do custo apenas para cumprir metas impostas pelas fábricas. Ou seja, vender se tornou uma obrigação e não um negócio.
O modelo de venda está sendo reinventado
Outro ponto que está saturado é o sistema de vendas por intermédio. Marcas como Tesla, NIO e XPeng aboliram de vez o intermediário e vendem diretamente ao consumidor, com lojas próprias em shoppings e canais 100% digitais.
Com isso, as fabricantes controlam preço, atendimento e até o pós-venda, deixando as antigas redes chamadas de 4S (venda, serviço, peças e pesquisa) sem espaço para lucrar.
Até montadoras tradicionais estão seguindo esse caminho. A Ford, por exemplo, usa cada vez mais plataformas online e marketing direto para apresentar seus modelos eletrificados, reduzindo o papel dos revendedores.
“Não ganho mais por isso”: Geração Z normaliza fazer apenas o básico e evita responsabilidades
Por Fabio Lucas Carvalho
Um novo comportamento está redesenhando as relações de trabalho e dividindo opiniões no mercado: a postura da Geração Z de fazer apenas o essencial. Com a frase “não ganho mais por isso” como lema, jovens profissionais estão deixando de lado a busca por promoções, evitando responsabilidades extras e priorizando a saúde mental. Para eles, cumprir o contrato ao pé da letra é mais inteligente do que se sacrificar sem recompensa.
Um novo conceito começa a se destacar no mercado de trabalho: o “minimalismo profissional”. A filosofia valoriza o cumprimento rigoroso do horário, o foco exclusivo nas tarefas contratadas e a rejeição a esforços extras por promoções. O movimento surge como resposta a uma cultura corporativa que glorifica a intensidade e o crescimento a qualquer preço.
Apesar de parecer preguiça ou desinteresse, o fenômeno reflete prioridades diferentes e estratégias de sobrevivência. Para a Geração Z, proteger a saúde mental e evitar o estresse são escolhas conscientes. Cerca de 68% dos jovens afirmam que não desejam cargos de chefia, a menos que a remuneração seja significativamente alta.
Economia e múltiplos empregos impulsionam mudança
A necessidade econômica explica boa parte desse comportamento. Segundo pesquisa do Glassdoor, 57% dos jovens da Geração Z precisam ter mais de um emprego para manter o sustento. Entre os millennials, o índice cai para 48%, e entre os baby boomers, para 21%.
Diante desse cenário, sair no horário e evitar sobrecarga se torna essencial para preservar energia e equilibrar diferentes fontes de renda. Para quem cresceu assistindo a demissões em massa e instabilidade, apostar em um único empregador representa um risco elevado. A segurança está na diversificação.
Uma estratégia consciente
Chris Martin, diretor de pesquisa do Glassdoor, resume o fenômeno como “uma mudança consciente da dependência de um único empregador para o estabelecimento de limites e a busca por múltiplas fontes de renda”.
O minimalismo profissional, portanto, não significa trabalhar menos. Trata-se de trabalhar de maneira mais estratégica e segura em um ambiente onde a antiga promessa de lealdade corporativa deixou de ser confiável.
Felicidade Collective assume comunicação da MAHTA
Com o lançamento do SOMAH, a agência inaugura a comunicação da empresa, unindo nutrição, floresta amazônica e impacto social
A Felicidade Collective, agência de comunicação da nova economia, acaba de assumir a conta de comunicação da MAHTA, uma foodtech que nasceu do sonho de nutrir a saúde através dos superalimentos da floresta Amazônica. O desafio da agência será ampliar o alcance da marca, posicionando-a como referência global em nutrição regenerativa e consolidar sua narrativa no mercado brasileiro e internacional.
O primeiro projeto da parceria é o lançamento do SOMAH, comunidade de assinatura que se torna o novo canal de relacionamento da MAHTA com seus consumidores. A iniciativa oferece produtos, benefícios, conteúdos e experiências exclusivas, reforçando a proposta de transformar regeneração em hábito, conectando saúde pessoal e impacto coletivo. “Na MAHTA, o prazer e a funcionalidade estão diretamente alinhados ao impacto social e ambiental. O desafio da comunicação é unir essas camadas em uma narrativa capaz de inspirar e ampliar seu alcance”, diz Tomás Correa, cofundador e CCO da Felicidade Collective.
A empresa construiu uma rede de fornecimento direto que envolve 1.767 famílias de 95 comunidades e 12 povos indígenas na Amazônia, responsáveis pela produção dos ingredientes utilizados em seus produtos. Desde 2021, já adquiriu cerca de 8,5 toneladas de insumos cultivados em sistemas agroflorestais e agroextrativistas, como a castanha-do-Brasil e o cupuaçu, garantindo renda justa a comunidades locais. Conquistou seis prêmios de inovação com cinco produtos que traduzem a sociobiodiversidade amazônica em nutrição de ponta. Além disso, estabeleceu metas ousadas para 2030, como converter 20% de receita em produtos e serviços da sociobioeconomia amazônica e tornar-se sinônimo global de Amazônia, nutrição e regeneração.
“Na MAHTA, a regeneração não é apenas um conceito, é o nosso modelo de negócio. Cada produto que lançamos une ciência, floresta e comunidade para mostrar que saúde, sabor, impacto social e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos”, afirma Max Petrucci, CEO e fundador da MAHTA.
Sobre a Felicidade Collective
A Felicidade Collective é uma agência de comunicação da nova economia e trabalha para criar relações profundas entre marcas e pessoas, gerando valor para os negócios, ao mesmo tempo em que promovem um impacto positivo e regenerativo no planeta e na sociedade.