Na coluna de hoje, você vai ler artigos sobre: O ‘empurrão’ da Apple à China na corrida com os EUA pela liderança do setor tecnológico, William Bonner se despede do Jornal Nacional após 29 anos, EXPRESSO EXPOINTER – Terceira Edição já circula na Expointer 2025, Entre safras e dívidas: o descompasso entre a política de crédito e a realidade de quem produz no campo, Mercado Livre quer virar farmácia e vender remédios online, Empresas avançam na estratégia ESG, mas ainda falham na implementação, Beni Cozinha Criativa chega a São Leopoldo com tradição em massas artesanais e Praia da Atlântida sedia o Circuito Gaúcho de Surf Amador patrocinado pela Panvel.
O ‘empurrão’ da Apple à China na corrida com os EUA pela liderança do setor tecnológico
Por BBC News Brasil
A fabricação de produtos na China por empresas tecnológicas americanas, como a Apple, parecia, até pouco tempo, uma jogada empresarial de mestre.
A equação era simples. Produzir na China é mais barato e, portanto, maior é a margem de lucro.
Mas, talvez sem perceber, as empresas americanas passaram anos alimentando seus futuros concorrentes.
Produzindo telefones celulares, veículos elétricos e muitos outros produtos para empresas estrangeiras, a China desenvolveu capacidades industriais, tecnológicas e humanas com as quais dificilmente outro país consegue competir hoje em dia.
Se as empresas americanas utilizavam o país asiático para fabricar produtos baratos, a China, por sua vez, as usava para sustentar seu desenvolvimento tecnológico. E não foi por acaso.
O pesquisador em pós-doutorado Kyle Chan, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, explica que a China desenvolveu um esforço bastante deliberado para atrair e utilizar empresas como a Apple para melhorar toda a sua economia.
“Nunca foi simplesmente dizer: ‘OK, venham fabricar aqui, fiquem ricos e todos ficamos satisfeitos'”, ele conta.
“Não. Na realidade, é como dizer: ‘Vocês precisam contribuir com algo para o desenvolvimento da China’. E não só a Apple, mas também a Volkswagen, Bosch, Intel, SK Hynix e Samsung.”
Os especialistas concordam que o centro de gravidade da indústria tecnológica no mundo está se deslocando.
Os dias em que os Estados Unidos eram praticamente o único país capaz de produzir tecnologias com o potencial de mudar a história da humanidade terminaram. O que existe hoje em dia é uma concorrência feroz em todos os setores.
“Não se trata mais de uma corrida com um só cavalo”, declarou o diretor para a China da empresa de consultoria americana The Asia Group, Han Shen Lin, para a BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
Como isso aconteceu?
No seu livro Apple in China: The Capture of the World’s Greatest Company (“Apple na China: a captura da maior empresa do mundo”, em tradução livre), o ex-correspondente do jornal britânico Financial Times no Vale do Silício, Patrick McGee, expõe, com base em mais de 200 entrevistas com ex-funcionários da empresa, que a decisão da Apple de fabricar mais de 90% dos seus produtos na China gerou grandes lucros, mas não apenas isso.
“A fortuna da Apple e sua sofisticada produção desempenharam papel fundamental no financiamento, capacitação, supervisão e abastecimento dos fabricantes chineses”, explica ele. “Agora, Pequim está usando essas habilidades como arma contra o Ocidente.”
Nesta mesma linha, Chan afirma que, com o passar do tempo, fornecedores chineses começaram a substituir as fábricas estrangeiras que faziam parte da cadeia de produção do iPhone e outros aparelhos da Apple.
“Começando pelo básico, como as peças de cristal [as lentes e as telas], passando pelos módulos da câmera e, por fim, os próprios chips”, segundo o professor.
Uma análise realizada em 2024 pelo jornal japonês Nikkei Asia indicou que 87% dos fornecedores da Apple possuem fábricas na China e mais da metade tem sua sede principal no país ou na região administrativa especial de Hong Kong.
Embora a Apple tenha tratado de diversificar os países onde são fabricados os insumos dos seus aparelhos, a empresa continua dependendo em larga escala de fabricantes na China — e de trabalhadores chineses que ganham US$ 1 a US$ 2 (cerca de R$ 5,45 a R$ 10,90) por hora.
McGee chega a afirmar que, se quisesse, o governo chinês poderia acabar com a produção da Apple de um dia para o outro.
Além de se transformar no fornecedor da Apple por excelência, a China aprendeu a desenvolver seus próprios telefones celulares, veículos elétricos e até modelos de inteligência artificial tão sofisticados quanto os americanos.
Os engenheiros e os investimentos milionários da Apple e de outras empresas ocidentais transferiram conhecimento e capacidades de inovação fundamentais para a China. Eles colaboraram diretamente com gigantes chineses da tecnologia como a Huawei, Xiaomi e BYD, segundo McGee no seu livro.
Foi assim que chegamos ao momento atual, em que os Estados Unidos permanecem na vanguarda, mas a China detém seus próprios gigantes para disputar a corrida.
Nas palavras de Han Shen Lin, “os Estados Unidos continuam liderando nas tecnologias fundamentais e nos chips avançados, mas a China está reduzindo distâncias rapidamente em inovação e produção em escala no setor de aplicativos”.
Kyle Chan acrescenta que “a China começou a ultrapassar os Estados Unidos em algumas áreas e a grande questão aqui é a velocidade dessa ultrapassagem”.
A batalha pela IA
Um setor que reflete como poucos a voraz concorrência entre a China e os Estados Unidos é o da inteligência artificial, considerada a joia da coroa da indústria tecnológica no momento.
A China investe decididamente no desenvolvimento de IA há décadas, mas os Estados Unidos pareciam estar muito à frente com o GPT-3, o revolucionário modelo de linguagem lançado pela empresa americana OpenAI em 2020.
E os lançamentos posteriores das diferentes versões do ChatGPT, cada uma melhor que a anterior, conquistaram o mundo.
Mas, quando poucas pessoas esperavam, surgiu no panorama, em janeiro deste ano, o chatbot chinês DeepSeek, muito parecido com o ChatGPT. E seus criadores indicam que seu desenvolvimento custou uma pequena fração dos valores gastos pelo seu concorrente.
O presidente americano, Donald Trump, se referiu à notícia como uma “advertência” para a indústria de tecnologia dos Estados Unidos.
“O importante não foi só que, de repente, um modelo chinês fosse quase tão bom quanto os melhores modelos americanos, nem que tivesse sido elaborado com menos recursos de informática e, segundo eles, a um custo muito menor”, explica Chan.
“Mas sim — e isso é realmente fundamental — que tenha sido elaborado desafiando as restrições de exportação de chips para IA.”
Desde 2022, os Estados Unidos impedem que clientes chineses comprem os chips H100 codificados da Nvidia, os mais avançados que existem para o treinamento de sistemas de inteligência artificial.
Em seu lugar, a empresa produz versões menos potentes dos seus chips, dirigidas especificamente para seus clientes na China.
Por isso, para Chan, o lançamento de um chatbot chinês que pode competir com seu correspondente americano era uma questão “de patriotismo”.
“Para os chineses, aquilo era um desafio para a supremacia americana”, segundo ele.
A DeepSeek afirma ter treinado seu modelo de linguagem usando os chips menos potentes que a Nvidia vende no mercado chinês. Mas existem rumores de que o fundador da empresa teria comprado uma grande quantidade de chips H100 e combinado com outros menos sofisticados.
Em abril, Trump proibiu as exportações do chip H20, o mais avançado que se permitia vender para a China até então, alegando riscos para a segurança nacional.
Recentemente, o presidente americano permitiu a retomada das vendas. Em troca, a empresa deve submeter ao governo americano 15% das suas vendas na China. Este acordo não tem precedentes e suscita dúvidas sobre sua legalidade.
As restrições dos Estados Unidos às exportações obrigaram as empresas chinesas a buscar alternativas.
Para o professor Chan, medidas como estas “são eficazes a curto prazo para desacelerar o desenvolvimento da China.”
“Mas, a médio e longo prazo, elas impulsionam os esforços daquele país para produzir sua própria tecnologia e cadeia de fornecimento independente.”
Um exemplo é o ocorrido com a Huawei. Em 2019, a empresa chinesa foi incluída na “Lista de Entidades” que participam de “atividades contrárias à segurança nacional ou aos interesses da política externa dos Estados Unidos”, devido a acusações de espionagem, roubo de propriedade intelectual e vigilância de dados.
Por isso, os telefones celulares da empresa não puderam mais usar o sistema operacional Android, da Google.
“Depois de sofrer o golpe, a Huawei passou vários anos desenvolvendo seu próprio sistema operacional e seus próprios chips SoC”, explica Chan.
“Não acredito que eles tivessem feito isso em tão larga escala, se não tivessem recebido sanções tão fortes dos Estados Unidos, o que, essencialmente, os obrigou a fazê-lo.”
As vantagens da China
Os Estados Unidos chegaram a ser líderes da tecnologia devido à força do seu setor privado, aos grandes incentivos econômicos para inovação no país e à grande quantidade de energia que produz, entre outras condições.
Então, quais são as vantagens da China?
Os especialistas indicam, por um lado, sua decidida aposta por uma política industrial que investe recursos do Estado para desenvolver setores considerados estratégicos.
Em sua entrevista à BBC News Mundo, Chan defende que, enquanto os investimentos se movimentam rapidamente nos Estados Unidos conforme o mercado, o governo chinês se atém aos seus planos de longo prazo, investindo consistentemente neles, mesmo se não gerarem lucros imediatos.
Além disso, “a China possui um sistema que fomenta uma concorrência interna muito, muito feroz, na qual os governos regionais apoiam suas próprias empresas locais, criando uma espécie de torneio”, afirma ele.
Esta intensa concorrência interna produz empresas que conseguem ser competitivas não só na China, mas também em nível global.
Outra palavra repetidamente mencionada pelos especialistas para explicar as vantagens da China na corrida tecnológica é “magnitude”: a magnitude da sua população e dos dados existentes sobre os habitantes.
“A China pode colocar em prova tecnologias emergentes com toda a sua população”, destaca o diretor para a China do The Asia Group, Han Shen Lin.
“A capacidade dos fabricantes chineses de medicamentos de recrutar pacientes com muito mais rapidez e aproveitar os bancos de dados nacionais centralizados de pacientes acelerou muito o ritmo dos testes clínicos e a descoberta de produtos farmacêuticos na China, especialmente no setor da oncologia”, exemplifica Chan.
Tudo isso parece colocar a China em uma posição ao menos tão privilegiada quanto a dos Estados Unidos para definir o futuro da tecnologia.
Questionado sobre quais pistas deste futuro ele observa na sua vida em Xangai, na China, Lin responde que “o que mais me surpreende é como a tecnologia avançada se integra à perfeição na vida cotidiana, desde a logística baseada na inteligência artificial até o pagamento sem dinheiro em espécie em todo tipo de transações”.
Mas ele alerta que o caminho seguido pela China também apresenta riscos.
“Sem a colaboração e a aceitação de muitos países em nível global, especialmente em relação aos padrões, a China corre o risco de ficar encerrada em uma câmara de eco”, segundo ele.
“Por isso, a China ampliou seu alcance no Sul Global, com projetos como a Iniciativa Cinturão e Rota, e tratou de dominar os organismos que definem os padrões em organizações multilaterais, como a ONU.”
William Bonner se despede do Jornal Nacional após 29 anos
Um dos rostos mais conhecidos do jornalismo brasileiro, William Bonner anunciou sua despedida da bancada do Jornal Nacional. Foram 29 anos como apresentador e 26 como editor-chefe, consolidando uma trajetória que se confunde com a própria história do telejornal mais assistido do país.
Bonner segue no comando até o dia 3 de novembro de 2025, quando passará oficialmente o posto para César Tralli, que dividirá a apresentação com Renata Vasconcellos. A transição vinha sendo planejada pela Globo há anos e marca uma nova fase para o JN.
Segundo o jornalista, a decisão de sair foi motivada pelo desejo de desacelerar e dedicar mais tempo à família. A pandemia teria sido um divisor de águas, reforçando a importância de acompanhar mais de perto os filhos, hoje vivendo fora do Brasil.
Mas a carreira de Bonner na televisão não chega ao fim. A partir de 2026, ele assume a apresentação do Globo Repórter, ao lado de Sandra Annenberg, realizando um sonho antigo dentro da emissora.
Com quase quatro décadas de trajetória, Bonner deixa o Jornal Nacional como um ícone da comunicação e inicia um novo capítulo, em um ritmo diferente, mas ainda muito presente na tela dos brasileiros.
Assista o vídeo da despedida AQUI!
EXPRESSO EXPOINTER – Terceira Edição já circula na Expointer 2025
A Expointer, maior feira agropecuária da América Latina, que movimenta o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, é palco do
lançamento de mais uma edição da revista Expresso Expointer. A publicação chega trazendo informação, tendências e conteúdos exclusivos para os visitantes e profissionais do setor, reforçando o papel da comunicação no campo e na cidade. Lembrando que serão sete edições diárias.
Com foco em inovação e no dia a dia do agronegócio, a revista busca aproximar leitores e marcas, destacando histórias inspiradoras e iniciativas que movimentam o Rio Grande do Sul.
Entre safras e dívidas: o descompasso entre a política de crédito e a realidade de quem produz no campo
Por Charlene de Ávila¹ e Néri Perin²
O drama dos agricultores que, esmagados por dívidas, acabam tirando a própria vida não pode mais ser tratado como “caso isolado”. Trata-se de uma tragédia estrutural, alimentada por duas engrenagens principais: a má gestão governamental e a omissão no cumprimento das normas que deveriam proteger o produtor rural.
A política agrícola brasileira, em vez de proteger quem garante a segurança alimentar e as exportações do país, tem sido um exemplo contínuo de improviso e má gestão.
Programas de refinanciamento e securitização surgem tarde demais, quando a execução já corroeu a dignidade do agricultor. As linhas de crédito, que deveriam apoiar a produção, são engessadas, repletas de exigências absurdas e contradições.
O Manual de Crédito Rural (MCR) prevê prorrogação em caso de frustração de safra, mas, na prática, os bancos se recusam a aplicar a regra. Pior: o governo assiste passivamente à prática abusiva dos bancos de “vendas casadas” de seguros, títulos e capitalizações, que consomem até 35% dos valores tomados pelos produtores rurais.
Ou seja: o agricultor financia R$ 1 milhão, mas só consegue investir pouco mais da metade. O restante é engolido por um sistema bancário cartelizado, com o aval implícito das autoridades regulatórias. É bom lembrar que o crédito rural brasileiro está regulado por normas claras. O MCR, instrumento normativo do Banco Central, prevê expressamente a prorrogação das dívidas em casos de frustração de safra, queda de preços ou dificuldades climáticas excepcionais.
O fundamento jurídico dessa regra está na própria Constituição Federal (art. 187), que coloca a política agrícola como dever do Estado, destinada a garantir a atividade produtiva e a reduzir riscos. Na prática, contudo, essas salvaguardas são negligenciadas. Os bancos, em vez de aplicar as prorrogações, pressionam os produtores a quitarem dívidas em prazos inexequíveis, impondo cláusulas abusivas e travas bancárias.
Quando o agricultor, por motivos alheios à sua vontade, não consegue cumprir, a resposta é imediata: execução judicial, penhora de maquinário e bloqueio da produção. O produtor, que sempre quis pagar, é transformado em inadimplente, como se sua dívida fosse resultado de má-fé, e não de circunstâncias reconhecidas pelo próprio ordenamento jurídico.
Essa distorção tem uma consequência dramática: a perda da dignidade produtiva. O agricultor não perde apenas o crédito ou o maquinário; perde a própria identidade, sua personalidade produtiva enquanto sujeito que planta, alimenta e gera divisas. É nesse ponto que a inadimplência deixa de ser questão financeira e se converte em questão existencial. A cada leilão judicial, a cada bloqueio de safra, o Estado contribui para empurrar o agricultor ao abismo da desesperança.
O drama chega ao ponto extremo: o suicídio. Não se trata de uma decisão isolada de indivíduos fragilizados, mas de uma consequência direta de um sistema que retira do agricultor não só a renda, mas a própria identidade produtiva. Ao perder o trator, a colheitadeira, a terra, o agricultor perde também o seu futuro e o de sua família.
É insustentável que um país que se orgulha de ser celeiro do mundo permita que sua agricultura seja esmagada por más decisões governamentais e pela lógica desumana dos bancos. A crise do crédito rural brasileiro é a face mais cruel de uma gestão pública míope, que não enxerga que soberania alimentar começa com a dignidade de quem planta.
O problema não é apenas político ou econômico. É jurídico. Não basta apontar falhas na política agrícola: há o descumprimento do marco legal já vigente. O produtor não pede favores, mas a aplicação das normas que garantem a continuidade de sua atividade. A ineficiência regulatória e a conivência do governo com práticas abusivas equivalem a um abandono institucional do campo.
Enquanto o Brasil se orgulha de ser potência agroexportadora, fecha os olhos para um paradoxo cruel: a cada safra que abastece o mundo, produtores nacionais são destruídos por um sistema que não aplica as garantias jurídicas mínimas de que necessitam para sobreviver. O suicídio no campo não é, portanto, uma escolha individual, mas a consequência última de uma omissão coletiva: do Estado que não cumpre suas funções, do sistema financeiro que age em abuso e da sociedade que prefere ignorar a morte silenciosa atrás da abundncia.
A solução está em aplicar o que já existe:
Reconhecer a onerosidade excessiva como fundamento legítimo de revisão contratual;
Exigir o cumprimento da função social do contrato, preservando a continuidade da atividade rural;
Fiscalizar a aplicação da prorrogação compulsória prevista no MCR.
O arcabouço jurídico já existe. O problema é a sua não aplicação prática, fruto da inércia estatal e da lógica predatória do sistema financeiro. Enquanto isso não acontecer, seguiremos convivendo com a contradição mais dolorosa do agronegócio brasileiro: um setor bilionário, sustentado por vidas que se perdem no silêncio de um crédito rural que, quando mal aplicado, se transforma em sentença de morte.
¹ Advogada. Mestre em Direito. Consultora Jurídica em propriedade intelectual na agricultura.
² Advogado agrarista, especialista em Direito Tributário e em Direito Processual Civil pela UFP. Diretor Administrativo do Escritório Néri Perin Advogados Associados.
Praia da Atlântida sedia o Circuito Gaúcho de Surf Amador patrocinado pela Panvel
A segunda etapa do Circuito Gaúcho Amador de Surfe 2025, patrocinado pela Panvel, será realizada nos dias 6 e 7 de setembro, das 9h às 17h, na Praia da Atlântida, próximo à plataforma. A temporada começou em Torres em julho e segue para Tramandaí no final deste mês, com um calendário de seis eventos.
A iniciativa é viabilizada pela Lei de Incentivo ao Esporte (Pró-Esporte RS) e é organizada pela Federação Gaúcha de Surfe (FGS). Durante o evento esportivo, a Panvel estará presente na orla com atividades de promoção da saúde e bem-estar, incluindo aferição de pressão arterial e outros serviços preventivos. Também haverá distribuição de protetor solar aos atletas, e os visitantes poderão aproveitar cupons de 30% de desconto em produtos Panvel, além do empréstimo de guarda-sóis e cadeiras de praia.
Mais do que uma competição, o circuito visa impulsionar o surfe amador no Rio Grande do Sul, estimular o turismo fora da alta temporada, promover a cultura praiana e fomentar iniciativas socioambientais. A programação inclui competições em diferentes categorias, atividades em escolas públicas, mutirões de limpeza de praias, doações de mudas nativas e relatórios de impacto socioambiental.
Sobre a competição
O projeto é voltado para atletas de 10 a 60 anos, apaixonados por esporte, natureza e estilo de vida saudável. Serão seis etapas no total — duas em cada município (Torres, já concluída, Atlântida/Xangri-lá e Tramandaí), com competições em diferentes categorias: júnior, master e outras.
Mercado Livre quer virar farmácia e vender remédios online
Por Felipe Faustino
O Mercado Livre pode em breve começar a vender medicamentos em sua plataforma. A empresa anunciou a compra de uma farmácia em São Paulo, em um movimento que pode marcar sua entrada em um dos mercados mais regulados — e lucrativos — do Brasil.
Segundo apuração do jornal O Globo, a empresa alvo é a Target (Cuidamos Farma Ltda.), localizada no bairro do Jabaquara, na Zona Sul da capital paulista. A farmácia pertence à Memed, uma startup de prescrição de receitas digitais.
A transação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em comunicado enviado à imprensa, a companhia confirma a “possível aquisição de uma empresa que comercializa medicamentos”.
Estratégia para vender remédios
O movimento do Mercado Livre visa superar uma barreira regulatória. Atualmente, a legislação brasileira impõe uma série de restrições à venda de medicamentos online, exigindo que ela seja atrelada a uma farmácia física licenciada e com um farmacêutico responsável.
Ao adquirir uma farmácia, mesmo que de pequeno porte, a gigante do e-commerce pode obter a licença necessária para operar no setor. À revista Exame, analistas classificam a jogada como uma “maneira inteligente de contornar obstáculos regulatórios”. A loja física, nesse cenário, funcionaria como um projeto-piloto e um pequeno centro de distribuição.
A compra está sendo realizada através da K2I Intermediação, uma subsidiária da Kangu, empresa de logística adquirida pelo Meli em 2021.
Reação da concorrência
A entrada do Mercado Livre agita um setor que movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano. Segundo a Exame, a notícia teve efeito imediato no mercado financeiro: no dia da divulgação, as ações da RD Saúde (antiga Raia Drogasil), uma das maiores redes do país, chegaram a cair 6%.
A movimentação acontece em um momento de discussões sobre a flexibilização da venda de medicamentos no Brasil. Atualmente, tramita no Congresso o projeto de lei 2.158/2023, que autoriza supermercados a venderem medicamentos isentos de prescrição, ainda que mantenha a obrigação de um farmacêutico presente durante o funcionamento.
Nordeste tem 30 bilionários em 2025; veja os nomes da lista da Forbes
Por Luciano Rodrigues
O Nordeste chega em 2025 com 30 bilionários entre as 300 pessoas com fortuna acima de R$ 1 bilhão no Brasil, bem mais do que as 18 do ano passado. Nas informações reveladas nessa quinta-feira (28) pela revista Forbes, o Ceará mais uma vez é o principal estado da região, com 18 nomes no ranking.
Ao todo, três em cada cinco bilionários nordestinos são do Ceará. O destaque é Mário Araripe, o homem mais rico do Ceará e do Norte-Nordeste brasileiro. A fortuna do cearense fundador da Troller e da Casa dos Ventos, gigante das energias renováveis, ultrapassou os R$ 18 bilhões. No País, ele ocupa a 26ª colocação.
Invertendo posições em relação à lista de 2024, Ilson Mateus Rodrigues reassume a vice-liderança. O fundador do varejista Grupo Mateus viu a fortuna crescer mais de 70% em um ano, chegando próximo dos R$ 11 bilhões. Ele ainda se mantém como a pessoa mais rica do Maranhão.
Na lista da Forbes, todos os quatro maranhenses são vinculados ao Grupo Mateus. Isso inclui, além do fundador da empresa, Maria Barros Pinheiro, Denilson Pinheiro Rodrigues e Ilson Mateus Rodrigues Júnior. Juntos, eles têm fortuna avaliada em R$ 18 bilhões.
Maior operadora de saúde e odontologia do País, a Hapvida NotreDame Intermédica é controlada por Cândido Pinheiro Koren de Lima. O cearense teve fortuna declarada em 2025 de R$ 8,8 bilhões, 36% a menos do que no passado. Na ocasião, o patrimônio dele havia mais do que dobrado no comparativo com 2023.
Fortuna dos bilionários do Ceará chega a R$ 58 bilhões
O território cearense tem 18 bilionários, mais do que todos os outros estados da região somados. Juntos, os representantes do Ceará na lista da Forbes têm patrimônio declarado em 2025 que chega à casa dos R$ 58 bilhões.
Além dos 18 cearenses e dos quatro maranhenses do ranking, Pernambuco (cinco), Bahia (dois) e Alagoas (um) são os demais estados da região que têm bilionários na lista da Forbes. Ao todo, a fortuna dos nordestinos neste ano foi de R$ 84 bilhões.
Para efeitos comparativos, é como se a fortuna da região, caso fosse uma pessoa só, ficasse na quarta posição entre os mais ricos do Brasil. Eduardo Saverin (R$ 227 bilhões), Vicky Sarfati Safra e família (R$ 120,5 bilhões) e Jorge Paulo Lemann (R$ 88 bilhões) são os três maiores bilionários do País.
VEJA A LISTA DOS BILIONÁRIOS DO NORDESTE:
Mário Araújo Alencar Araripe
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 1º
Posição no Estado: 1º
Posição no Brasil: 22º
Fortuna: R$ 18,1 bilhões
Fonte da fortuna: Casa dos Ventos
Idade: 70
Ilson Mateus Rodrigues
Estado: Maranhão
Posição no Nordeste: 2º
Posição no Estado: 1º
Posição no Brasil: 34º
Fortuna: R$ 10,9 bilhões
Fonte da fortuna: Grupo Mateus
Idade: 62
Cândido Pinheiro Koren de Lima
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 3º
Posição no Ceará: 2º
Posição no Brasil: 43º
Fortuna: R$ 8,8 bilhões
Fonte da fortuna: Hapvida
Idade: 79
Amarílio Proença de Macêdo
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 4º
Posição no Estado: 3º
Posição no Brasil: 92º
Fortuna: R$ 4,2 bilhões
Fonte da fortuna: J. Macêdo
Idade: 80
Oto de Sá Cavalcante
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 5º
Posição no Estado: 4º
Posição no Brasil: 113º
Fortuna: R$ 3,7 bilhões
Fonte da fortuna: Arco Educação
Idade: 77
Flávio Gurgel Rocha
Estado: Pernambuco
Posição no Nordeste: 6º
Posição no Estado: 1º
Posição no Brasil: 121º
Fortuna: R$ 3,4 bilhões
Fonte da fortuna: Guararapes/Riachuelo
Idade: 67
Maria Consuelo Leão Dias Branco
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 7º
Posição no Estado: 5º
Posição no Brasil: 142º
Fortuna: R$ 2,9 bilhões
Fonte da fortuna: M. Dias Branco
Idade: 90
Carlos Francisco Ribeiro Jereissati
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 8º
Posição no Estado: 6º
Posição no Brasil: 151º
Fortuna: R$ 2,8 bilhões
Fonte da fortuna: Iguatemi
Idade: 79
Maria Barros Pinheiro
Estado: Maranhão
Posição no Nordeste: 8º
Posição no Estado: 2º
Posição no Brasil: 151º
Fortuna: R$ 2,8 bilhões
Fonte da fortuna: Grupo Mateus
Idade: 64
Denilson Pinheiro Rodrigues e Ilson Mateus Rodrigues Júnior
Estado: Maranhão
Posição no Nordeste: 10º
Posição no Estado: 3º
Posição no Brasil: 184º
Fortuna: R$ 2,1 bilhões (cada)
Fonte da fortuna: Grupo Mateus
Idade: 37 e 41, respectivamente
Carlos Nascimento Pedreira Filho
Estado: Bahia
Posição no Nordeste: 12º
Posição no Estado: 1º
Posição no Brasil: 214º
Fortuna: R$ 1,7 bilhão
Fonte da fortuna: Grupo GPS
Idade: 41
Antônio Augusto de Queiroz Galvão
Estado: Pernambuco
Posição no Nordeste: 13º
Posição no Estado: 2º
Posição no Brasil: 219º
Fortuna: R$ 1,6 bilhão
Fonte da fortuna: Queiroz Galvão
Idade: 69
José Caetano de Paula Lacerda
Estado: Bahia
Posição no Nordeste: 13º
Posição no Estado: 2º
Posição no Brasil: 219º
Fortuna: R$ 1,6 bilhão
Fonte da fortuna: Grupo GPS
Idade: 68
Cândido Pinheiro Koren de Lima Júnior e Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 13º
Posição no Estado: 7º
Posição no Brasil: 219º
Fortuna: R$ 1,6 bilhão (cada)
Fonte da fortuna: Hapvida
Idade: 54 e 52, respectivamente
José Roberto Nogueira
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 17º
Posição no Estado: 9º
Posição no Brasil: 227º
Fortuna: R$ 1,5 bilhão
Fonte da fortuna: Brisanet
Idade: 61
Evandro Ferreira Telles e família
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 18º
Posição no Ceará: 10º
Posição no Brasil: 249º
Fortuna: R$ 1,3 bilhão
Fonte da fortuna: Ypióca
Idade: 80
Francisco Deusmar de Queirós e família
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 19º
Posição no Estado: 11º
Posição no Brasil: 258º
Fortuna: R$ 1,2 bilhão
Fonte da fortuna: Pague Menos
Idade: 78
Lisiane Gurgel Rocha
Estado: Pernambuco
Posição no Nordeste: 20º
Posição no Estado: 3º
Posição no Brasil: 267º
Fortuna: R$ 1,1 bilhão
Fonte da fortuna: Guararapes/Riachuelo
Idade: 65
Anita Louise Regina Harley
Estado: Pernambuco
Posição no Nordeste: 21º
Posição no Estado: 4º
Posição no Brasil: 277º
Fortuna: R$ 1 bilhão
Fonte da fortuna: Casas Pernambucanas
Idade: 78
Élvio Gurgel Rocha
Estado: Pernambuco
Posição no Nordeste: 21º
Posição no Estado: 4º
Posição no Brasil: 277º
Fortuna: R$ 1 bilhão
Fonte da fortuna: Guararapes/Riachuelo
Idade: 61
Vitor Wanderley Júnior e irmãos
Estado: Alagoas
Posição no Nordeste: 21º
Posição no Estado: 1º
Posição no Brasil: 277º
Fortuna: R$ 1 bilhão
Fonte da fortuna: Usina Coruripe
Idade: 31
Francisco Cláudio Saraiva Leão Dias Branco, Francisco Ivens de Sá Dias Branco Júnior, Francisco Marcos Saraiva Leão Dias Branco, Maria das Graças Dias Branco da Escóssia e Maria Regina Saraiva Leão Dias Branco Ximenes
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 21º
Posição no Estado: 12º
Posição no Brasil: 277º
Fortuna: R$ 1 bilhão
Fonte da fortuna: M. Dias Branco
Idade: 58, 64, 60, 65 e 63, respectivamente
Lauro Fiúza e Pedro Fiúza
Estado: Ceará
Posição no Nordeste: 21º
Posição no Estado: 12º
Posição no Brasil: 277º
Fortuna: R$ 1 bilhão
Fonte da fortuna: Servtec Energia
Idade: 79 e 45, respectivamente
Empresas avançam na estratégia ESG, mas ainda falham na implementação
A nova edição da pesquisa nacional “Práticas Sustentáveis e Aplicação das Dimensões ESG nas Organizações”, realizada pelo IRES – Instituto de Responsabilidade Socioambiental da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, em parceria com a Grant Thornton Brasil, revela que a sustentabilidade já faz parte do discurso estratégico de 91% das empresas brasileiras. No entanto, os dados mostram que ainda há um longo caminho entre intenção e prática.
“Precisamos virar essa chave, cabe a nós, líderes, empresas e cidadãos, assumir o protagonismo dessa transformação das práticas de ESG. Só assim poderemos construir atitudes que tragam equilíbrio, impacto positivo e a chance real de reverter o cenário que enfrentamos. Se por um lado, a boa notícia é que o ESG definitivamente entrou no radar das empresas, de acordo com o dado apontado na pesquisa, a má notícia é que muitas ainda tratam o tema de forma reativa ou fragmentada, sem uma visão integrada ao negócio. É necessário sair do discurso e colocar em prática ações consistentes — com governança, métricas, transparência e compromisso verdadeiro com toda a cadeia de valor”, disse Lívio Giosa coordenador geral do IRES.
“A pesquisa evidencia um descompasso importante: enquanto o ESG já figura como prioridade estratégica para a maioria das empresas, apenas 20% possuem plano de compensação de emissões de carbono, 43,4% não fazem inventário de GEE e quase metade (47,6%) sequer publica informações ESG em relatórios anuais”, destaca Daniele Barreto e Silva, especialista em ESG da Grant Thornton Brasil. “A falta de estrutura formal, como matriz de materialidade, políticas de compras sustentáveis ou indicadores de impacto, limita o avanço da agenda ESG de forma efetiva e mensurável”, completa.
Realizada com 78 líderes das áreas de Sustentabilidade e Finanças de empresas médias, de capital aberto e fechado, a pesquisa mostra que:
- 88,6% das empresas não têm plano de compensação de emissões de gases de efeito estufa.
- 43,5% não desenvolvem matriz de materialidade, ferramenta essencial para definição de prioridades ESG.
- 69% não possuem Sistema de Gestão Ambiental certificado.
- 35% não possuem política de diversidade, equidade e inclusão (DEI) e 49% não adotam ações afirmativas.
- 41% não engajam fornecedores em práticas sustentáveis.
- 70,4% não utilizam incentivos fiscais para inovação.
Apesar dos desafios, há avanços em alguns indicadores. A dimensão de governança se destaca: 82% das empresas incluem sustentabilidade na agenda dos órgãos de governança, e 83% têm sistema de compliance ativo. No campo social, 83,6% possuem sistemas de gestão de saúde e segurança do trabalho, e 78,1% incluem saúde mental nos programas de qualidade de vida.
A pesquisa também reforça que a regulamentação será uma força impulsionadora: as resoluções da CVM (193, 217, 218, 219 e 227), alinhadas às normas IFRS S1 e S2, exigirão maior transparência e reporte de riscos e oportunidades ESG por parte das empresas de capital aberto.
Sobre o IRES
O IRES – Instituto de Responsabilidade Socioambiental da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, fundado em1996, realiza um trabalho perene de conscientização dos empresários para que desenvolvam ações éticas social e ambientalmente responsáveis junto à sociedade e dentro de sua própria organização, valorizando práticas sustentáveis e aplicando as dimensões ESG. Acesse advb.org.br/ires.
Sobre a Grant Thornton
A Grant Thornton é uma das maiores empresas globais de auditoria, consultoria e tributos. Está presente em mais de 156 países e conta com mais de 76 mil colaboradores. No Brasil, está posicionada nos 16 principais centros de negócios do país, contando com mais de 1.800 pessoas, atendendo empresas nas mais variadas etapas de crescimento, desde startups a companhias abertas. Com uma forma de trabalho customizada, auxilia empresas dinâmicas a atingirem seus potenciais de crescimento de forma sustentável, gerando a melhor proposta de valor para o negócio por meio de recomendações significativas, voltadas para o futuro.
Beni Cozinha Criativa chega a São Leopoldo com tradição em massas artesanais
A gastronomia italiana acaba de ganhar um novo endereço em São Leopoldo. Reconhecida em Novo Hamburgo como referência em massas artesanais e risotos, a Beni Cozinha Criativa expandiu suas fronteiras e inaugurou um espaço acolhedor na Av. São Borja, 205.
O restaurante ocupa o local de uma tradicional cafeteria da cidade, preservando o serviço de cafés, confeitaria e salgados, mas trazendo o diferencial que tornou a marca tão querida: massas caseiras preparadas diariamente, risotos cheios de sabor e almoços executivos de qualidade.
À frente do negócio estão Leandro Nunes, Marcelo Nunes e Cláudia Buttenbender, que apostam na combinação de tradição e inovação para conquistar o público leopoldense.
A casa já está em funcionamento e promete encantar os clientes não só pela culinária italiana de excelência, mas também pelo atendimento acolhedor que virou marca registrada.
Para acompanhar novidades e conhecer mais do cardápio, siga o Beni Cozinha e Café nas redes sociais e venha provar o sabor que já conquistou Novo Hamburgo e agora chega para ficar em São Leopoldo.