IA já é rotina no marketing, mas formação dos profissionais ficou para trás – 05.11.2026

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Você vai ler na coluna hoje: IA já é rotina no marketing, mas formação dos profissionais ficou para trás, Guaraná Antarctica e Olympikus lançam collab de tênis, Classe média sobe a 42,8% na América Latina; entenda critérios e renda em cada país, Lei Rouanet tem recorde de 25,6 mil projetos e de R$ 1,67 bi captados, O legado da Copa de 2027: o futuro do futebol feminino em debate, Sua marca no centro da indústria criativa: patrocine o Salão ARP 2026, Instituição de POA é finalista no maior prêmio de empreendedorismo social do País, Do discurso ao valor: o que mudou nas empresas japonesas, Participe na 2.ª edição do IA Unicórnio da Gestão 2026, Disputa de Gigantes: Tradicional varejista gaúcho movimenta o mercado publicitário, Comunicação Não é Gasto, é Estratégia: O desafio do novo governo gaúcho, A TV paga ficou cara demais. Migramos para os streamings para economizar. Mas será que agora não estamos pagando ainda mais?

 

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IA já é rotina no marketing, mas formação dos profissionais ficou para trás

Por: Cláudia Bredarioli

Oito em cada dez profissionais da área usam inteligência artificial todos os dias; Para Paulo Ilha, da Galeria, o desafio agora é preparar equipes para decidir o que fazer com ela.

A inteligência artificial entrou de vez no dia a dia do marketing brasileiro. Segundo o estudo Tendências de Marketing 2026, da Conversion, 82,4% dos profissionais da área usam ferramentas de IA diariamente. Em 2024, eram 43,7%. A preparação das equipes, porém, não acompanhou esse ritmo. 

Para Paulo Ilha, cofundador e sócio da Galeria, a lacuna é de formação.

“É difícil hoje ter um time que está plenamente preparado. As pessoas chegam em uma organização, precisam ser treinadas, se desenvolver e ter espaço para novas ideias dentro das organizações”, disse ele ao programa Valor de Marca, da CNN Brasil.

Uso amplo, uso raso 

Os números da Conversion de 2025 mostram que a adoção ainda é superficial. Do total, 88,2% usam a IA sobretudo para perguntas e respostas em tarefas do dia a dia. Só 6,1% automatizam fluxos de trabalho, e 2,7% operam agentes autônomos. 

O apoio das empresas também é limitado. Segundo o levantamento, 28,7% delas não têm nenhuma iniciativa formal de capacitação em IA, e 41,1% oferecem apenas cursos gratuitos ou de baixo custo, como vídeos e webinários.

Entre os profissionais, 22,9% dizem receber pouco ou nenhum apoio para desenvolver essas habilidades. Quase metade das empresas (47,1%) não tem política nem processo formal para o uso da tecnologia. 

Ilha vê a IA como uma ferramenta que amplia o trabalho humano. “O que a IA faz é potencializar o capital humano”, afirmou. Ele descreve o ganho em duas frentes.

“Na análise, a agência sempre observa o negócio do cliente e o comportamento das pessoas, e a IA faz com que isso seja muito mais ágil, muito mais rápido. Na produção, é mais eficiente, muitas vezes o custo é mais baixo”. 

Cortes lá fora, contratações aqui 

Nas grandes holdings globais de publicidade, a automação veio junto com cortes. Ao concluir a compra da Interpublic, em dezembro de 2025, a Omnicom anunciou mais de 4.000 demissões e a incorporação de marcas históricas, como DDB e FCB, a outras agências do grupo.

Em abril deste ano, o Financial Times informou que o WPP planeja cortar £ 500 milhões em custos anuais até 2028. Ilha reconhece o risco, mas aposta no sentido oposto.

“A tecnologia é uma facilitadora, mas não tira, em hipótese alguma, o valor do capital humano”, ressaltou.

Para ele, a própria complexidade do consumo atual protege a profissão. “Se fosse simples, você automatizava tudo”, afirmou. “Esse desafio é tão complexo que ele só aumenta o valor das agências e dos profissionais de hoje.” 

A Galeria, ao menos, vem contratando. A agência fez cem contratações só no primeiro semestre de 2026, segundo a Propmark.

O que muda no perfil profissional?

Na visão de Ilha, o profissional mais valioso será o que testa, mede e corrige o rumo. “É preciso o tempo todo testar soluções, conexão de um meio com as pessoas, medir o impacto disso e tomar decisões de ajuste”, observou. A ferramenta ajuda, mas é necessário algum especialista que para fazer aquilo funcionar do melhor jeito”. 

Ele também defende equipes menos compartimentadas. “Passa por você cada vez mais ter organizações que não tenham silos. A tomada de decisão é multidisciplinar”, complementa.

O julgamento sobre o que vai ao ar continua humano, avaliou. “Entre aquilo que é produzido e aquilo que é criado, seja a estratégia, a criação, a estratégia de mídia de uma campanha, existe ali o fator de conhecimento humano. Essa tomada de decisão é extremamente diferenciadora”, orientou. Isso inclui a criatividade para criar uma abordagem única. 

Valor de Marca 

O “Valor de Marca” é um novo programa do CNN Money apresentado por Muriel Porfiro, que reúne líderes de marketing para discutir as estratégias por trás da construção de grandes marcas. O programa vai ao ar às segundas-feiras, às 19h, no CNN Money. 

A atração também marca a estreia da editoria Valor de Marca no portal da CNN Brasil, com participação de Fernando Miranda, estrategista de marketing e negócios do CNN Money, e parceria com o Nosso Meio, portal especializado em marketing, comunicação e negócios.

Guaraná Antarctica e Olympikus lançam collab de tênis

Parceria une edição limitada do Corre 5, da Olympikus, a ações para promover o Guaraná Zero com Fibras

Por: Caio Fulgêncio

Guaraná Antarctica, da Ambev, e Olympikus, da Vulcabras, se uniram para lançar uma edição limitada do tênis Corre 5, desenvolvida em colaboração pelas duas marcas. Batizado de Corre 5 Guaraná, o modelo chega ao mercado nesta quinta-feira, 5, com design inspirado no fruto do guaraná e em elementos visuais de Maués, no Amazonas, cidade reconhecida como origem da matéria-prima da bebida.

A colaboração é apresentada sob o mote “O Corre é Coisa Nossa” e busca associar a identidade brasileira das empresas à cultura da corrida. A parceria integra, ainda, a estratégia de expansão nacional do Guaraná Antarctica Zero com Fibras, novidade sem açúcar que oferece 4,4 gramas de fibras alimentares.

Para promover o produto, as marcas desenvolveram uma série especial de latas ilustradas por uma artista manauara, em uma criação que conecta a origem amazônica do guaraná à identidade contemporânea da bebida. As embalagens serão distribuídas em ações de experimentação e experiências voltadas à comunidade corredora, além de uma parceria com a Azul Linhas Aéreas.

Segundo Guilherme Poyares, diretor de marketing de Guaraná Antarctica, o investimento no universo do esporte é uma resposta à busca crescente por parte dos consumidores de “equilíbrio e bem-estar em diferentes momentos da rotina”. A longevidade da marca centenária, afirma, está diretamente relacionada à sua capacidade de acompanhar a evolução dos hábitos dos brasileiros.

“Guaraná Antarctica está presente em momentos cotidianos. A parceria com a Olympikus conecta dois ícones genuinamente brasileiros para aproximar a marca do universo da corrida e ampliar suas ocasiões de consumo, acompanhando novos hábitos sem deixar de lado o seu sabor original”, comenta.

Especificidades técnicas

A edição especial mantém as tecnologias de performance da linha Corre 5, com referências à identidade visual de Guaraná Antarctica. O cabedal traz tons de verde, enquanto o solado destaca o vermelho do fruto maduro. A collab também inclui uma versão especial da meia Corre Olympikus, que acompanha o tênis em um kit temático.

O tênis estará disponível a partir de 5 de novembro no site da Olympikus e em lojas de calçados e artigos esportivos de todo o País, com preço sugerido de R$ 599,99. A colaboração tem disponibilidade limitada e busca aproximar as duas marcas de um território cultural compartilhado, combinando esporte, brasilidade e inovação em produto.

“Para nós, essa parceria representa a oportunidade de ir além do universo da corrida e fortalecer nossa identidade como brasileira. E o produto escolhido é muito especial, porque o Corre 5 nasce de um olhar atento ao corredor brasileiro e suas necessidades”, diz Bianca Dallegrave, diretora-executiva de marketing da Olympikus.

Classe média sobe a 42,8% na América Latina; entenda critérios e renda em cada país

A Bloomberg Línea realizou uma análise regional das metodologias disponíveis, das estatísticas oficiais e de outras fontes locais para identificar as faixas de renda associadas às classes baixa, média e alta em 10 países da região

Por: Daniel Salazar Castellanos –  Finanças Pessoais da Bloomberg Línea

A estratificação socioeconômica na América Latina reflete disparidades expressivas entre os países da região, influenciada por variações metodológicas locais, dinâmicas de poder de compra e o custo de vida específico de cada mercado. Dados consolidados pelo Banco Mundial apontam que a classe média latino-americana alcançou a marca recorde de 42,8% da população, impulsionada em grande parte pelos avanços socioeconômicos observados no Brasil e no México.

Apesar da redução da pobreza para 25,2% na região, a parcela vulnerável (indivíduos que superaram a linha da pobreza, mas permanecem suscetíveis a choques econômicos) mantém-se estabilizada em 32%. No cenário internacional, o Banco Mundial adota critérios diários per capita, sendo a pobreza caracterizada por rendimentos de até US$ 8,30, a vulnerabilidade entre US$ 8,30 e US$ 17, e a classe média acima de US$ 17. No entanto, as definições domésticas demandam métricas específicas para mensurar o acesso aos diferentes estratos sociais.

Mapeamento das Faixas de Renda nas Principais Economias:

Brasil

Sem uma métrica governamental oficial única para classes sociais por renda, a referência do setor econômico, a exemplo do levantamento da Tendências Consultoria, segmenta os domicílios da seguinte forma:

  • Classe Baixa (D/E): Renda domiciliar de até R$ 3.400, abrangendo 49,9% das famílias brasileiras.
  • Classe Média (C/B): Renda entre R$ 3.400 e R$ 25.200, correspondendo a 45,8% dos domicílios, divididos entre 31% na Classe C e 14,8% na Classe B.
  • Classe Alta (A): Renda superior a R$ 25.200, restrita a 4,3% dos lares.

México

Com base na Pesquisa Nacional de Renda e Gastos das Famílias (ENIGH/Inegi), a análise é estruturada por decis:

  • A renda média domiciliar mensal é de MXN$ 27.307 (~US$ 1.451).
  • O primeiro decil (base da pirâmide) aufere em média MXN$ 5.598 (~US$ 297), enquanto o décimo decil (estrato superior) atinge MXN$ 78.698 (~US$ 4.184) mensais. Embora expressiva, a razão de disparidade entre os extremos recuou de 21 para 14 vezes nos últimos anos.

Argentina

Impactada pela inflação e ajustes cambiais, a Consultoria W estima a distribuição por faixas líquidas:

  • Classe Baixa não pobre (D1): Média de ARS$ 2,2 milhões (~US$ 1.430), com a linha básica de pobreza familiar situada próxima a ARS$ 1,5 milhão.
  • Classe Média: Varia entre a média baixa (ARS$ 2,5 milhões a ARS$ 3 milhões) e a média alta (ARS$ 4,5 milhões a ARS$ 6,5 milhões).
  • Classe Alta (ABC1): Representa 5% dos lares, com piso de ARS$ 9 milhões (~US$ 5.852) e remuneração média de ARS$ 14 milhões (~US$ 9.104).

Chile e Bloco Andino

  • Chile: Apenas 2% da população integra o estrato alto (AB), com rendimentos superiores a CLP$ 7,4 milhões (~US$ 7.460). A classe média consolida-se em faixas entre CLP870.000eCLP 3,1 milhões.
  • Colômbia: O departamento estatístico oficial (DANE) adota o critério per capita. A classe média situa-se entre COP943.791eCOP 5.081.953 por membro familiar, enquanto a classe alta compreende os 3,3% acima desse teto.
  • Peru e Bolívia: Persiste elevada fragilidade estrutural. No Peru, cerca de 60% da população enquadra-se nas faixas de pobreza ou vulnerabilidade, com a classe média concentrando apenas um terço dos domicílios.

América Central e Caribe

  • Panamá: Embora classificado como economia de alta renda pelo Banco Mundial, cerca de 70% dos trabalhadores recebem menos de US$ 1.000 ao mês, o que os mantêm sob risco financeiro frente aos custos de moradia e serviços essenciais. A classe média consolidada situa-se entre US$ 1.500 e US$ 5.000.
  • Costa Rica: Estrutura-se com 64,8% dos lares classificados como classe média, apresentando renda média próxima a US$ 3.000, enquanto os estratos de renda superior (acima de US$ 3.000 a US$ 5.800) representam cerca de 20%.

Apesar do avanço estatístico que coloca mais de quatro em cada dez latino-americanos na classe média, a sustentabilidade dessa ascensão é desafiada pela volatilidade econômica regional. Grande parte desse contingente permanece em faixas intermediárias vulneráveis, nas quais qualquer oscilação.

Lei Rouanet tem recorde de 25,6 mil projetos e de R$ 1,67 bi captados

Regiões com menor participação ampliaram presença no programa

Por: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Encerrado o período de apresentação de propostas, a Lei Rouanet registrou 25.650 projetos culturais em 2026. Apenas nos dez primeiros meses do ano, foram captados R$ 1,67 bilhão em incentivo. Os números são recorde desde a criação da norma, em 1991. 

O prazo para envio de propostas terminou em 31 de outubro. A quantidade de proposições recepcionadas cresceu 11,6%, na comparação com 2025, quando foram inscritos 22.990 projetos. Em relação à captação de recursos, a alta foi de 3,5% na comparação com os R$ 1,67 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Ministério da Cultura, o crescimento está relacionado à ampliação da participação de regiões e públicos historicamente menos contemplados, por meio dos programas Rouanet Norte, Rouanet Nordeste, Rouanet Centro-Oeste e Rouanet nas Favelas.

Regiões priorizadas

Segundo a pasta, os dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) mostram crescimento da captação nas três regiões priorizadas, além de refletirem ações de orientação e formação para a apresentação de projetos.

Entre 2023 e 2025, o Centro-Oeste passou de R$ 65,5 milhões para R$ 129,9 milhões (aumento de 98,3%). No Norte, os valores avançaram de R$ 64,7 milhões para R$ 119,5 milhões – 84,8% a mais). No Nordeste, a captação subiu de R$ 148,5 milhões para R$ 239,2 milhões; crescimento de 61,1%.

Juntas, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste somaram 7.238 propostas, alta de 54,5% na comparação com as 4.684 registradas em 2024.

O que é a Lei Rouanet

Criada em 1991, a Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido para financiar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.

Os projetos são inscritos no sistema Salic por artistas, produtores e instituições culturais. As propostas passam por análise técnica e legal antes de receber autorização para captar recursos.

A aprovação não garante recursos para o projeto, apenas autoriza o proponente a buscar patrocínios e doações de empresas e contribuintes que usam o incentivo fiscal previsto na lei.

Após atingir o valor mínimo de captação exigido, o projeto pode ser executado. As iniciativas devem oferecer contrapartidas para ampliar o acesso à cultura, como ingressos gratuitos ou a preços populares, além de garantir acessibilidade.

Durante a execução, os recursos e as atividades são acompanhados pelo ministério. Ao final, os responsáveis precisam prestar contas da aplicação dos recursos e do cumprimento das metas previstas. Irregularidades podem resultar em sanções e devolução de valores.

O legado da Copa de 2027: o futuro do futebol feminino em debate

Bate-papo gratuito sobre os impactos e o legado da Copa do Mundo Feminina de 2027 no esporte nacional, reunindo Silvana Goellner e Kelly Mattos, nesta sexta-feira, 07/11, às 14h30, na Arena do Farol Santander, durante a Feira do Livro de Porto Alegre, com entrada gratuita.

Sua marca no centro da indústria criativa: patrocine o Salão ARP 2026

No ano em que a ARP celebra 70 anos de história, a sua marca pode ganhar visibilidade direta junto dos principais líderes da comunicação gaúcha, aproveitando as cotas de patrocínio e ativação ainda disponíveis para a Semana ARP e para o tradicional Salão ARP.

A programação de 2026 arranca com a Semana ARP, de 23 a 26 de novembro, que reunirá painéis e curadoria de conteúdo no Auditório da ARP, no Moinhos de Vento, culminando no Salão ARP a 3 de dezembro, com a grande noite de premiação na Casa NTX.

As oportunidades de participação incluem as cotas Master e VIP, com máxima exposição institucional e lounges exclusivos; as cotas Especial e + Especial, com presença em painéis oficiais e vinhetas nos ecrãs; patrocínios de conteúdo dedicados; além de projetos sob medida com experiências de marca, bares de cocktails, projeções e distribuição de brindes.

Para garantir a presença da sua marca nesta edição comemorativa, solicite a apresentação comercial através do e-mail germano@arpnet.com.br ou pelo WhatsApp (51) 99865-9909.

Instituição de POA é finalista no maior prêmio de empreendedorismo social do País

A gaúcha NoHarm.ai, organização sem fins lucrativos sediada em Porto Alegre, está entre os seis finalistas da 22ª edição do Prêmio Empreendedor Social, a principal premiação de impacto socioambiental da América Latina, realizada pela Folha de S.Paulo em parceria com a Fundação Schwab. A instituição desenvolve soluções de inteligência artificial voltadas à segurança do paciente, auxiliando equipes clínicas a identificar, em tempo real, erros de medicação como dosagens incorretas e interações perigosas. Presente em mais de 200 hospitais pelo país, a tecnologia atende gratuitamente instituições do SUS por meio de um modelo de subsídio cruzado financiado pela rede privada, beneficiando mais de 4 mil profissionais de saúde. Para os fundadores Henrique Dias e Ana Helena Ulbrich, a indicação reforça o papel da tecnologia pública, ética e desenvolvida no Sul do país a serviço da vida. O público pode participar da votação popular até o dia 11 de novembro acessando noharm.ai/doe e confirmando a escolha por meio de uma doação de R$ 5, que ajuda a expandir o sistema para novos hospitais públicos, com o anúncio dos vencedores marcado para 16 de novembro em São Paulo.

Do discurso ao valor: o que mudou nas empresas japonesas

Por: Fernando Röhsig – Conselheiro de Administração (CCA – IBGC).

“Vocês estão criando valor com o capital que lhes foi confiado?”

A pergunta começa a produzir resultados. Desde 2023, a Tokyo Stock Exchange vem estimulando as companhias a analisar seu custo de capital, seu retorno e a avaliação que o mercado faz de seus negócios – e, principalmente, a explicar o que pretendem fazer para melhorar essa equação. Não se trata apenas de publicar relatórios. Algumas empresas passaram a rever efetivamente sua alocação de capital, reduzir participações cruzadas, vender ativos considerados pouco estratégicos, recomprar ações, aumentar dividendos e reorganizar portfólios de negócios.

As cinco grandes trading companies japonesas – Mitsubishi Corporation, Mitsui, Sumitomo, Itochu e Marubeni – tornaram-se símbolos dessa transformação. A disciplina na alocação de capital, o crescimento dos dividendos e as recompras de ações ajudaram a atrair investidores internacionais, entre eles Warren Buffett, por meio da Berkshire Hathaway. Sony e Hitachi também aparecem como exemplos de empresas que combinaram melhoria de rentabilidade, transformação estratégica e maior atenção ao retorno para os acionistas.

Há casos menos conhecidos, mas igualmente interessantes. A Inabata & Co., por exemplo, foi destacada pela própria Bolsa de Tóquio por enfrentar uma situação peculiar: já apresentava retorno sobre o capital superior ao seu custo, mas continuava negociada abaixo de uma vez o valor patrimonial. A companhia estruturou medidas para mostrar ao mercado como sua estratégia e sua estrutura de capital poderiam produzir mais valor.

Nos bancos regionais, o desafio é maior. Muitos continuam negociando abaixo de uma vez o patrimônio líquido. Ainda assim, instituições como Concordia Financial Group e Gunma Bank passaram a ser observadas por iniciativas de relações com investidores e gestão voltadas à melhoria do price-to-book.

O mais importante, porém, está nos números agregados. Entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2026, o grupo de empresas do mercado Prime com alto P/B e alto ROE aumentou de 552 para 780 companhias. Enquanto isso, aquelas classificadas simultaneamente com baixo P/B e baixo ROE caíram de 506 para 312. Ou seja: não estamos diante de alguns poucos casos de sucesso. Existe um movimento estrutural.

Ainda assim, quase metade das empresas do Prime permanece com ROE inferior a 8%. A transformação japonesa está longe de terminada. E talvez esteja justamente aí a maior lição para nós. Governança corporativa não é produzir mais um relatório para cumprir uma regra. É criar um ambiente em que o conselho pergunte permanentemente à administração:

 “Onde está o capital? Quanto ele rende? E existe uma alternativa melhor para criar valor?” Quando essa pergunta passa a fazer parte da rotina do conselho, governança deixa de ser apenas controle. Passa a ser estratégia.

Participe na 2.ª edição do IA Unicórnio da Gestão 2026

o fórum estratégico de inteligência artificial na gestão pública e privada, pensado para quem toma decisões e quer liderar com mais eficiência e precisão. Sob o lema “Inteligência Artificial não é pressão, é gestão”, o encontro presencial reúne 20 oradores no dia 17 de novembro de 2026, no CIEE/RS (Rua Coronel Vicente, 183 – Centro Histórico, Porto Alegre). Garanta o seu lugar, consulte a programação completa e descubra como a IA pode transformar os seus resultados.

Disputa de Gigantes: Tradicional varejista gaúcho movimenta o mercado publicitário

Os bastidores da publicidade no Rio Grande do Sul estão agitados. Uma das redes mais tradicionais do varejo gaúcho abriu rodadas de conversa com grandes agências divididas entre Porto Alegre e a Serra Gaúcha. Com propostas de peso na mesa e visões estratégicas para o futuro da marca, a disputa promete mexer com o mercado. Qual será a escolha final? A decisão deve sair nos próximos dias.

Comunicação Não é Gasto, é Estratégia: O desafio do novo governo gaúcho

Para manter o melhor momento da comunicação pública dos últimos anos, a nova gestão no Rio Grande do Sul terá uma missão clara: Saber investir e montar um time de peso na Secom. Tratar a área apenas como despesa é ignorar a própria realidade de quem venceu as urnas, afinal, a eleição só foi conquistada com campanhas fortes e profissionais altamente capacitados. Dar continuidade a esse padrão de excelência não é capricho, é compromisso com a clareza e com a entrega de resultados para os gaúchos.

A TV paga ficou cara demais. Migramos para os streamings para economizar. Mas será que agora não estamos pagando ainda mais?

Por: Gabriel Harchbart Dias

A conta do streaming perdeu a modéstia. Recentemente, a Netflix Premium bateu R$ 71,90 mensais — um salto de quase 57% frente aos R$ 45,90 cobrados em 2020. E ela está longe de ser um caso isolado.

Ao colocar na ponta do lápis os principais serviços no Brasil em planos topo de linha:

  • Netflix Premium: R$ 71,90

  • Disney+ Premium: R$ 69,90

  • Max Platinum: R$ 55,90

  • Globoplay: R$ 39,90

  • Apple TV+: R$ 34,90

  • Prime Video (sem anúncios): R$ 29,90

O total bate R$ 302,40 por mês — mais de R$ 3.600 por ano.

A ironia é inevitável. O streaming nasceu prometendo sepultar os pacotes engessados e caros da TV por assinatura, oferecendo liberdade, conveniência e preço justo. Hoje, o mercado parece andar em círculos: os preços disparam, os anúncios retornaram em planos de entrada, o compartilhamento de senhas foi bloqueado e o conteúdo se pulverizou tanto que virou um labirinto para o espectador.

Na prática, recriamos a TV a cabo, mas com sete faturas diferentes caindo no cartão.

A flexibilidade de assistir quando quiser e cancelar sem burocracia ainda existe, mas a equação financeira deixou de ser vantajosa por padrão. Para a gestão e a estratégia de mercado, o alerta é nítido: até onde vai a elasticidade de preço do consumidor quando o valor percebido diminui?

Aumentar o ticket médio sem entregar relevância proporcional cobra seu preço mais cedo ou mais tarde.

Vale mais a pena manter vários streamings, voltar para a TV paga ou assinar apenas um serviço por vez?

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