Nos artigos que publicamos hoje você vai ler sobre: Mark Zuckerberg: no futuro, menos pessoas terão televisores, Pesquisa aponta marcas favoritas entre crianças e adolescentes, Razões por Trás do Esgotamento Acelerado da Geração Z , O que significa sempre interromper os outros, segundo a psicologia, Número de brasileiros barrados em Portugal dispara 722% em um ano, É errando que se aprende, será mesmo? e Com Eletromidia e avanço do Globoplay, Globo lucra R$ 1,99 bilhão
Mark Zuckerberg: no futuro, menos pessoas terão televisores
Por William R. Plaza
Durante uma conversa no podcast Colin and Samir, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, foi direto: no futuro, menos pessoas terão televisores. Para ele, a evolução da tecnologia – especialmente com os óculos de realidade aumentada e virtual – deve tornar a TV física obsoleta.
Óculos XR no lugar da TV tradicional
Zuckerberg não está falando sobre o fim do conteúdo televisivo, mas sim do aparelho em si. A ideia é que, com os avanços em dispositivos de realidade virtual e aumentada, será mais prático e natural assistir a vídeos em uma tela virtual do que ligar uma TV fixada na parede.
“Você vai poder estalar os dedos e fazer uma tela aparecer onde estiver”, explicou o executivo.
Um caminho semelhante ao do smartphone
O CEO da Meta comparou essa transição com o que aconteceu com os computadores após a popularização dos celulares. Os PCs não desapareceram, mas o smartphone se tornou o principal dispositivo para tarefas rápidas.
“Quando quero mandar uma mensagem, pego o celular, mesmo que o WhatsApp também esteja no meu computador. É simplesmente mais prático”, disse Zuckerberg.
O CEO da Meta também já disse que acredita que os óculos inteligentes tomarão o protagonismo dos smartphones. “Os óculos serão a principal plataforma de computação, assim como os telefones são hoje. No entanto, isso não elimina os celulares, assim como os PCs continuam relevantes mesmo após a ascensão dos smartphones.”
As TVs não vão sumir, mas perderão espaço
Para Zuckerberg, ainda veremos valor em aparelhos físicos por um tempo, mas a tendência é que fiquem cada vez mais em segundo plano.
“Continuaremos usando celulares, mas faremos cada vez mais com nossos óculos. Talvez, com o tempo, menos pessoas tenham televisão ou assistam com a mesma frequência”, afirmou.
Pesquisa aponta marcas favoritas entre crianças e adolescentes
Por Meio&Mensagem
A Kidscorp realizou um levantamento com mais de 9,5 mil crianças e adolescentes em todo o Brasil, buscando entender como esse público se relaciona com as marcas e seus anúncios.
De acordo com a pesquisa, chamada TIC Kids Online Brasil 2024, 93% dos jovens entre 9 e 17 anos utilizam a internet, totalizando 25 milhões de pessoas Under18 conectadas. Esses dados evidenciam o impacto das redes sociais e da internet no dia a dia desse público, criando oportunidades para as marcas se aproximarem dessa faixa-etária.
O levantamento do Kidscorp revelou, ainda, que 52% dos respondentes se aproximam das marcas após serem impactados por seus anúncios, enquanto 84% afirmam ver a marca do seu anúncio favorito online.
Das categorias mais populares entre crianças e adolescentes de 3 a 18 anos, destacam-se entretenimento, tecnologia e tênis. Além disso, os principais critérios que influenciam suas escolhas são felicidade, qualidade e confiança.
Para segmento de entretenimento, a pesquisa abrangeu plataformas de streamings e videogames. A Netflix ocupa a primeira posição entre os streamings preferidos, seguida pela Disney+ (mais forte entre as meninas) e do Prime Vídeo (mais forte entre adolescentes). No ranking de marcas mais confiáveis, a Netflix aparece em segundo lugar.
Entre os videogames, Roblox lidera as preferências da faixa etária de 6 a 12 anos, seguido pelo Minecraft (popular na mesma faixa de idade) e Garena Free-Fire (popular entre meninos envolvidos com esportes).
Já no setor tecnológico, os resultados apontaram uma liderança significativa da Samsung, seguida pela Apple e Xiaomi. A Apple é preferida entre as classes sociais mais altas, enquanto a Xiaomi lidera entre as classes mais baixas.
No segmento de calçados, a Nike liderou as preferências, seguida da Adidas e Olympikus. Apesar do favoritismo pela Nike (especialmente entre meninas de classes sociais mais altas), a Adidas ocupa o primeiro lugar no ranking de marcas mais confiáveis.
Marcas que sabem se se posicionar estrategicamente para todos os públicos tendem a ser favoritas entre as mais diferentes faixas etárias, influenciando diretamente na decisão de compra.
Veja, abaixo, a lista das das 10 marcas favoritas para as crianças brasileiras, em todas as categorias, de acordo com levantamento da Kids Corp:
As 10 marcas favoritas para as crianças brasileiras
Posição Marca
1º Nike
2º Youtube
3º Roblox
4º Coca-Cola
5º Adidas
6º Disney
7º Barbie
8º Samsung
9º Apple
10º McDonald’s
Razões por Trás do Esgotamento Acelerado da Geração Z
Por Mark Travers
O burnout não é apenas uma fase — está se tornando a norma para grande parte da geração Z. O cansaço e a névoa mental estão se espalhando mais rápido do que nunca. Uma pesquisa da Cigna, de 2022, descobriu que 91% dos trabalhadores da geração Z relatam estresse, com 98% mostrando sinais de burnout.
Como geração Z, você entra na vida adulta em um mundo que nunca desacelera. Há uma pressão constante para performar, se adaptar e se manter à frente, o que deixa pouco ou nenhum espaço para respirar. Você pode considerar o tempo livre como improdutivo ou até a ideia de descanso pode vir com culpa. Ao mesmo tempo, as expectativas — tanto pessoais quanto profissionais — continuam a subir, tornando mais difícil sentir que está fazendo o suficiente.
Além disso, a tecnologia tornou tudo mais acessível, mas também borraram as linhas entre trabalho, escola e vida pessoal. Estar constantemente conectado significa que sempre há algo exigindo atenção — um prazo, uma notificação ou outro objetivo para perseguir.
As redes sociais amplificam essa pressão, alimentando a sensação de que você deve estar sempre alcançando algo ou acompanhando os marcos dos outros. Isso resulta em uma geração que funciona no vazio antes mesmo de ter tido a chance de se firmar.
Aqui estão três razões pelas quais a geração Z está se queimando rapidamente.
1-Baixa satisfação no trabalho e expectativas altas demais
Comparada a gerações anteriores, a geração Z está mais propensa a entrar no mercado de trabalho com um forte desejo por um trabalho significativo, crescimento pessoal e um ambiente que esteja alinhado com seus valores, em vez de apenas buscar um salário. No entanto, muitos locais de trabalho ainda operam sob estruturas desatualizadas que priorizam a produtividade em vez do bem-estar, tornando difícil se sentir realizado.
Pesquisas mostram que os trabalhadores da geração Z relatam uma menor satisfação no trabalho em comparação com gerações mais velhas. Segundo uma pesquisa com 1.234 adultos trabalhadores, a geração Z deseja progressão na carreira, desafios e um compromisso mais forte dos empregadores com a saúde mental e a diversidade.
No entanto, quando os locais de trabalho não atendem a essas expectativas, surgem frustrações e insatisfações. Essa brecha entre o que buscam e o que experimentam leva ao desligamento e, por fim, ao burnout.
Para enfrentar essa questão crescente, os pesquisadores recomendam que as empresas repensem sua cultura de trabalho para apoiar melhor os empregados da geração Z, oferecendo trajetórias de carreira mais claras, priorizando iniciativas de saúde mental, promovendo a inclusão e incentivando uma comunicação aberta para criar um ambiente de trabalho mais saudável.
Embora mudanças sistêmicas levem tempo, aqui estão algumas ações proativas que você pode adotar para proteger seu bem-estar no trabalho:
- Reestruture o crescimento da carreira. Se seu local de trabalho não oferece uma evolução clara, concentre-se em desenvolver habilidades fora do trabalho por meio de cursos online, networking ou projetos paralelos que estejam alinhados com seus objetivos de longo prazo.
- Redefina a produtividade. Questione a ideia de que o descanso é improdutivo. Veja as pausas como um investimento no sucesso a longo prazo, em vez de um tempo desperdiçado.
- Negocie o que você precisa. Se seu trabalho não oferece suporte à saúde mental ou flexibilidade, defenda-se propondo iniciativas de bem-estar ou opções de trabalho flexíveis ao seu empregador.
O burnout não precisa ser sua realidade — ao valorizar seu bem-estar e se manifestar sobre o que precisa, você pode construir uma carreira que seja satisfatória, e não exaustiva.
2-Desequilíbrio entre vida pessoal e trabalho (e funções indefinidas)
A geração Z está enfrentando um grande desequilíbrio entre trabalho e vida pessoal, o que leva ao aumento do burnout e à diminuição do bem-estar geral, especialmente em funções remotas, onde trabalho e vida pessoal muitas vezes se misturam.
A falta de limites claros no trabalho remoto frequentemente leva os empregados a trabalhar além do horário oficial, como parte de uma cultura de “sempre disponível”, onde há uma expectativa não dita de estar disponível o tempo todo.
Essa divisão embaçada entre trabalho e vida pessoal torna difícil desligar-se do estresse relacionado ao trabalho, enquanto a conectividade virtual constante aumenta a percepção de carga de trabalho e pode deixar as pessoas se sentindo sobrecarregadas e exaustas.
Pesquisas recentes indicam que o mau equilíbrio entre vida pessoal e trabalho contribui diretamente para o burnout, pois os indivíduos lutam para gerenciar suas responsabilidades profissionais e sua vida pessoal de forma eficaz.
Os pesquisadores examinaram a relação entre o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, a ambiguidade de função e o burnout entre os trabalhadores da geração Z e descobriram que quanto menor o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, maiores os níveis de burnout. Quando os indivíduos não têm clareza sobre suas funções e expectativas no trabalho, isso intensifica ainda mais o burnout, levando ao cansaço mental, emocional e físico.
Esses achados sugerem que esse desequilíbrio deixa pouco tempo para descanso, socialização ou autocuidado, impactando negativamente a motivação e a produtividade.
Para combater isso, é necessário estabelecer limites firmes, como definir claramente os horários de trabalho e desconectar-se após o expediente para recuperar o tempo pessoal. Priorizar o autocuidado, fazer pausas estruturadas e ter uma comunicação clara com os empregadores sobre as expectativas de carga de trabalho pode ajudar a prevenir o burnout.
Por fim, incentivar uma cultura que valorize o equilíbrio, em vez da disponibilidade constante, é fundamental para manter o bem-estar e a produtividade a longo prazo.
3- Comparação Social Constante
Nos dias de hoje, a geração Z enfrenta desafios únicos que contribuem para o burnout, particularmente devido ao uso predominante das redes sociais. A exposição constante a representações curadas das conquistas, estilos de vida e sucessos dos colegas cria um ambiente propenso à comparação social, levando muitos a se sentirem inadequados ou pressionados a atender padrões irreais.
Pesquisas publicadas no Frontiers in Public Health destacam que a comparação social é um elo crucial entre o vício em redes sociais e o burnout. Embora a comparação social por si só não cause diretamente o burnout, sua interação com o uso excessivo das redes sociais aumenta significativamente o risco. Isso sugere que o burnout experimentado pelos usuários de redes sociais não é causado apenas pelo tempo gasto online, mas é amplamente impulsionado pelo impacto emocional das comparações constantes.
Comparações Ascendentes
O estudo também observa que comparações ascendentes (comparar-se com aqueles percebidos como mais bem-sucedidos) e comparações descendentes (comparar-se com aqueles percebidos como menos bem-sucedidos) desempenham um papel no burnout.
Curiosamente, aqueles que se envolvem frequentemente em comparações descendentes — buscando reafirmação ao se comparar com aqueles em situações piores — são, na verdade, mais propensos a experimentar burnout. Isso indica que, em vez de servir como um amortecedor contra o estresse, as comparações descendentes podem reforçar a insatisfação e o esgotamento emocional.
Os pesquisadores sugerem que controlar os hábitos nas redes sociais e desenvolver uma relação mais saudável com o conteúdo online pode mitigar o burnout. Estratégias para alcançar isso incluem:
- Reconhecer os gatilhos emocionais. Tornar-se consciente de como as redes sociais afetam suas emoções pode ajudar a pessoa a se desconectar das comparações negativas.
- Regular o uso das redes sociais. Estabelecer limites de tempo de tela e fazer detox digital pode reduzir a exposição excessiva ao conteúdo curado online.
- Criar um ambiente online mais saudável. Seguir contas que inspiram, em vez de provocar inseguranças, pode mudar o impacto da comparação social.
- Mudar a perspectiva sobre a comparação social. Entender que as redes sociais apresentam versões idealizadas da realidade pode ajudar a reduzir o impacto emocional da comparação.
A autoconsciência e hábitos intencionais nas redes sociais podem ajudar a reduzir o impacto emocional das comparações constantes e proteger contra o burnout. Desenvolver uma relação mais saudável com o conteúdo online é fundamental para manter o bem-estar geral.
Quebrando o Ciclo do Burnout
A crise do burnout na geração Z reflete um mundo que exige constantemente mais sem nos ensinar a pausar. A chave para quebrar esse ciclo reside não apenas em mudanças externas, mas em uma transformação interna: redefinir o sucesso além da produtividade e recuperar o tempo para descanso e conexão.
Em vez de apenas gerenciar o burnout, é necessário considerar cultivar proativamente a resiliência. Desenvolver hábitos de trabalho sustentáveis, como sessões de foco profundo com pausas estruturadas, em vez de estar em modo de “correria” interminável.
O burnout não precisa ser o padrão. Ao mudar as prioridades de conquistas incessantes para um preenchimento integral, você pode enfrentar as pressões modernas enquanto protege sua saúde mental, emocional e física.
O que significa sempre interromper os outros, segundo a psicologia
Por Bruno Beneti
Manter uma boa conversa com as pessoas é uma arte que nem todos sabem praticar. Mas o que significa sempre interromper os outros enquanto falam pode significar que não sabem ou não querem ouvir, ou não tem habilidades comunicativas necessárias para transmitir o que desejam.
Apesar de a pessoa sempre interromper os outros enquanto falam, isso pode ser considerado falta de educação, mas há pessoas que não conseguem evitar.
Por trás desse mau hábito, existem diversos fatores psicológicos que podem explicar esse comportamento, segundo a psicóloga Isabel Reoyo ao meio CuídatePlus.
O que significa sempre interromper os outros enquanto falam?
Necessidade de participar ativamente
Em alguns casos, a tendência de sempre interromper os outros surge do desejo verdadeiro de participar ativamente da conversa. Às vezes, quando um assunto é interessante ou empolgante.
Essa atitude pode ser a necessidade urgente da pessoa de expressar sua opinião ou compartilhar uma ideia. Isso não vem da intenção de dominar o diálogo ou menosprezar os outros, mas sim do entusiasmo e da conexão que sente com o tema.
Em conversas sobre temas de interesse pessoal ou profissional sempre interromper os outros enquanto falam as pessoas se envolvem com o tema proposto e de forma espontânea reagem e interrompem sem perceber.
Dificuldades para regular a impulsividade
Uma outra razão mais comum por trás das interrupções é a dificuldade em regular a impulsividade.
As pessoas podem se sentir dominadas pela emoção do momento que acham difícil achar esperar sua vez para falar. Isso não significa falta de respeito, mas pode estar relacionado à incapacidade de conter o impulso de participar.
As pessoas com transtornos como o TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) podem enfrentar dificuldades adicionais nesse aspecto.
Sua mente tende a passar rapidamente de uma ideia para outra e torna o controle da impulsividade desafiador. Nesses casos, sempre interromper os outros não é uma ação premeditada, mas sim uma manifestação da forma como seus processos mentais funcionam.
Estresse e a ansiedade
O estresse e a ansiedade podem influenciar no hábito de sempre interromper os outros. Quando uma pessoa está ansiosa, a mente pode funcionar mais rápido do que a conversa.
Essa aceleração mental pode gerar a percepção de que se não expressarem suas ideias imediatamente, elas irão esquecê-las ou perder o fio da conversa.
Além disso, o estresse crônico pode afetar a capacidade de ouvir ativamente, fazendo com que a pessoa se concentre mais no que deseja dizer do que no que os outros estão falando.
Essa situação pode resultar em interrupções involuntárias, que muitas vezes são interpretadas como sinais de impaciência ou desinteresse pelo que o outro expressa.
Personalidades extrovertidas
As pessoas com personalidades extrovertidas ou muito expressivas tendem a se comunicar de maneira mais aberta e dinâmica. Em muitos casos, isso inclui sempre interromper os outros ou falar em contextos sociais onde se sentem confortáveis e seguras.
Essas personalidades não buscam impor sua opinião, mas veem a conversa como uma troca ativa, onde todos podem participar ao mesmo tempo.
Número de brasileiros barrados em Portugal dispara 722% em um ano
Por Paulo Barros
Portugal intensificou em 2024 o controle nas fronteiras aéreas e marítimas, e os brasileiros foram os estrangeiros mais afetados por essa mudança. Segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), divulgado na terça-feira (1º), o número de brasileiros impedidos de entrar no país saltou de 179 em 2023 para 1.470 em 2024 — um aumento de 722% em apenas um ano.
O número chama atenção não só pelo crescimento acentuado, mas também pela representatividade: os brasileiros responderam por 85% de todas as recusas de entrada em aeroportos portugueses no último ano. Ao todo, 1.727 estrangeiros foram barrados no período.
A principal razão para a negativa de entrada foi a falta de justificativa plausível: 768 passageiros não conseguiram explicar às autoridades migratórias o motivo da viagem. Em segundo lugar, apareceram os casos de visto vencido ou inadequado, com 352 ocorrências.
Além disso, o relatório mostra que o controle de fronteiras se tornou mais rigoroso desde o desembarque, com barreiras sendo colocadas antes mesmo da área de imigração, em cumprimento às normas da União Europeia. Em 2024, 24,6 milhões de passageiros foram fiscalizados em Portugal, número 7,9% maior que o registrado em 2023.
Brasil no foco da segurança
A ofensiva migratória não se limita aos aeroportos. O RASI aponta que grupos criminosos brasileiros estão entre os mais ativos em Portugal, principalmente no narcotráfico, utilizando o país como rota de entrada de cocaína na Europa. O relatório também menciona que brasileiros aparecem com frequência em ações de combate à imigração irregular.
O controle migratório incluiu a realização de 1.961 ações de inspeção e fiscalização, resultando na expulsão de 146 pessoas — 42 por via administrativa e 100 por decisão judicial. Outros 444 estrangeiros receberam notificação para abandonar voluntariamente o território português.
Outro ponto sensível é a exploração laboral. O tráfico de pessoas com essa finalidade registrou 213 vítimas em 2024, muitas delas atuando em setores como agricultura, construção civil, indústria têxtil e trabalho doméstico — áreas onde a mão de obra brasileira tem forte presença.
Além dos brasileiros, foram impedidos de entrar no país cidadãos de Angola (274), Reino Unido (108), Índia (83), Guiné-Bissau (72), Timor-Leste (70) e Senegal (68).
É errando que se aprende, será mesmo?
Por Pedro Signorelli
Na esmagadora maioria das empresas com as quais trabalho, percebo que diversos colaboradores tem medo de errar quando estão realizando alguma tarefa, diante do receio de serem repreendidos (na frente dos colegas ou não) e até mesmo serem demitidos da empresa ou, no mínimo, serem taxados e rotulados. O ponto é que, esse medo pode ser paralisador e impedir que ao menos tentem fazer o que pretendiam inicialmente: propor uma nova ação, sugerir um novo direcionamento ou apenas dar uma ideia.
Dados de uma pesquisa feita pela Pulses, plataforma de soluções de clima organizacional, apontam que 54% dos colaboradores que foram entrevistados acreditam que irão sofrer algum tipo de represálias caso cometam falhas na empresa. A pesquisa contou com a participação de mais de 2 mil respondentes de empresas de diferentes portes e segmentos e teve como objetivo avaliar a existência de segurança psicológica nas organizações.
Os dados mostrados na pesquisa vão diretamente ao encontro do que eu estou falando. E neste sentido, sinto que é papel da gestão criar um ambiente de trabalho seguro nas empresas, onde os colaboradores sintam que podem compartilhar e trocar informações sem julgamentos. Tenho certeza que essa mobilização por parte da liderança vai impactar de forma positiva os integrantes do time, que irão tentar e – errar – mais.
Por essa razão, recomendo a adoção de uma gestão por OKRs – Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves) -, pois vai possibilitar que os colaboradores tenham mais espaço e mais autonomia para realizarem suas tarefas e até mesmo para cometerem erros, e isso vai possibilitar que se alcance resultados melhores do que o esperado, para além do que se planejou.
Neste sentido, se um processo é bem conhecido e dominado dentro da empresa, de fato devemos ter pouca margem de erro. Agora, se estamos tentando alguma coisa nova, mesmo que seja para um processo bem conhecido, o erro é bem vindo, de certa maneira, porque vamos passar a conhecer algumas maneiras de não fazer e, se documentarmos adequadamente, os próximos que vierem não precisarão cometer os mesmos erros.
Então, quando são erros diferentes, pode significar que possibilidades distintas estão sendo testadas, o que é um bom sinal. Conhece o método de ‘tentativa e erro’? Muitas vezes, esse pode ser o melhor caminho para gerar um aprendizado para toda e equipe, e ao utilizar a ferramenta do OKRs, garantir que estejam sempre trabalhando por resultados, com foco e clareza para obter o sucesso desejado.
Com Eletromidia e avanço do Globoplay, Globo lucra R$ 1,99 bilhão
Por Meio&Mensagem
A Globo Comunicação e Participações (GCP), empresa que abrange as operações de TV e conteúdo da Globo, bem como o portfólio digital, que inclui g1, ge e gshow, atingiu uma receita de R$ 16,4 bilhões no ano passado, o que representa um crescimento de 8% em relação ao ano de 2023.
As informações fazem parte do balanço financeiro da empresa, que foram publicados nesta quarta-feira, 2, e repercutidos pelo Valor Econômico. No geral, os resultados apontam que o grupo voltou a ter lucro: R$ 1,99 bilhão, valor 138% acima do resultado de 2023, que apontou lucro líquido de R$ 838 milhões.
Ao Valor Econômico, Manuel Belmar, diretor de produtos digitais, finanças, jurídico e infraestrutura da Globo, classificou 2024 como um ano “extraordinário”, com bom desempenho em todas as frentes de negócios.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida), foi de R$ 1,55 bilhão, 26% acima do ano passado.
OOH, Telecine e Globoplay
Na reportagem do Valor Econômico, além do bom desempenho operacional, também são apontadas duas aquisições feitas pela companhia no ano passado como responsáveis pela alta nos negócios.
Em dezembro, a GCP, que já era sócia da Eletromidia, com 27,5% de participação, adquiriu o controle majoritário da empresa de out-of-home, passando a deter 75% das ações. O restante das ações também será adquirido pela Globo após a realização de uma outra oferta pública, que demandará um investimento adicional de R$ 1,2 bilhão.
Por conta da ampliação da participação, a GCP passou a considerar os resultados da Eletromidia no balanço de 2024.
Além da empresa de OOH, no ano passado a Globo também passou a controlar 100% das operações do Telecine, ao adquirir as participações que a Amazon, Paramount e NBC Universal ainda tinham no grupo de canais. De acordo com a companhia, a aquisição foi feita por um “valor simbólico” e a GCP passou a tratar o Telecine como uma oferta complementar de seu conteúdo linear e sob demanda.
Outro ponto destacado pelo grupo nos resultados financeiros é o crescimento do Globoplay. Embora não divulgue os números exatos de assinantes, a Globo afirma que sua plataforma de streaming cresceu 42% em 2024 na comparação com o ano anterior. O Premiere Play, serviço de conteúdo sob demanda de transmissões esportivas, cresceu 41% em 2024.
Belmar ainda declarou ao Valor Econômico que o caixa da GCP, ao fim de dezembro de 2024, era de R$ 13,6 bilhões, 4% abaixo do valor do caixa em 2023.
Em relação à dívida bruta, o valor registrado pela GCP foi de R$ 6,6 bilhões, alta de 30% em relação à dívida de 2023. A explicação para o aumento, segundo Belmar, está na alta do dólar perante o real e na consolidação da dívida bruta da Eletromidia no balanço.
Os resultados da Eletromidia
Nessa terça-feira, 1, outra reportagem do Valor Econômico também havia relatado os resultados financeiros da Eletromidia no passado. A empresa de out-of-home teve receita líquida de R$ 1,19 bilhão em 2024, ampliando em 26,5% a receita de 2023.
O lucro da empresa foi de R$ 198, 3 milhões, uma alta de 24,7% em comparação com o exercício anterior.
Em termos de alcance, a empresa, que é liderada pelo CEO, Alexandre Guerrero, tinha no fim de 2024 um total de 69 mil paineis instalados no Brasil, sendo 75% deles digitais. Ao fim do exercício anterior, eram 65,8 mil telas.