Eletromidia compra ativos da Clear Channel no Brasil por R$ 80 milhões e outros artigos – 07.05.2025

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Nos artigos que publicamos hoje, você vai ler sobre: O uso de IA no marketing digital se populariza e acaba fazendo a diferença para as empresas, Eletromidia compra ativos da Clear Channel no Brasil, por R$ 80 milhões, Clear Sul Contrata Atendimento VIP, Inteligência Artificial transforma o mercado de trabalho e desafia profissionais a se reinventarem, Além do SAC: marcas exploram comunidades no WhatsApp para gerar pertencimento e A Geração Z está revivendo esse trabalho chato que os millennials abandonaram: muitos estão o escolhendo logo após a faculdade.

 

 

O uso de IA no marketing digital se populariza e acaba fazendo a diferença para as empresas

Por Ediney Giordani

 

Não há como negar que a inteligência artificial chegou com tudo ao marketing digital. Postagens, fotos e até logotipos estão sendo desenvolvidos 100% pela nova ferramenta, e a pergunta que fica é: isso é bom ou ruim para as empresas?

Em termos de design, Dieiniffer Busch, Diretor de Arte da KAKOI Communications, chama a atenção para as repercussões do uso da ferramenta. Além de questões éticas, como a tendência recente que utilizou a criação do Studio Ghibli, há também questões práticas:

“Quando você apoia totalmente o design de IA, há muitos aspectos que precisam ser levados em consideração. No caso de marcas, há a questão do registro; o INPI impõe fortes restrições ao uso de elementos prontos para registro. Não é impossível, mas muito difícil. Outro ponto é o resultado em si. Quando todos fazem a mesma coisa, a diferença desaparece”, explica Busch .Na visão do designer, embora distintas entre si, IAs como GPT, Gemini, Firefly e outras são impulsionadas pelos mesmos fundamentos, ou seja, criações anteriores. Portanto, a tendência é que, a longo prazo, as publicações se tornem cada vez mais dependentes de anúncios para atingir seu público-alvo:

“A questão não é se devemos usar ou não. A ferramenta existe, facilita o trabalho e certamente será usada. A discussão é: até que ponto vale a pena abandonar completamente a criação humana em nome da economia? O que é barato pode rapidamente se tornar caro”, conclui.

Segundo o especialista, o uso racional da IA ​​pode aprimorar o trabalho dos designers e permitir que empresas menores tenham acesso a mídias que antes eram restritas a grandes contas devido a restrições orçamentárias.

Recentemente, uma escola particular de Curitiba virou alvo de polêmica e memes na internet por usar IA para criar a imagem de uma criança em um outdoor. Com mãos desproporcionais, a repercussão causou mais problemas do que matrículas para a escola e pode servir de lição para outras empresas.

 

 

Eletromidia compra ativos da Clear Channel no Brasil, por R$ 80 milhões

Por Alexandre Zaghi Lemos

 

Maior empresa de mídia OOH do País, controlada pela Globo, adquire operação brasileira da companhia norte-americana e antecipa atuação no mobiliário urbano do Rio de Janeiro

Eletromidia diz que aquisição da Clear Channel é complementar à sua atuação nas áreas de peças em ruas e mobiliário urbano

A Eletromidia, maior empresa de mídia out of home (OOH) do País, controlada pela Globo, comprou os ativos da Clear Channel no Brasil por aproximadamente R$ 80 milhões (US$ 14 milhões).

Segundo a empresa, a aquisição é complementar à sua atuação nas áreas de peças em ruas e mobiliário urbano, como abrigos de ônibus e relógios eletrônicos. “Vemos essa aquisição como um movimento estratégico que complementa nossa atuação pelo Brasil. A operação da Clear Channel se soma de forma coerente ao nosso ecossistema e reforça nosso propósito de transformar as cidades por meio de soluções que geram impacto real na vida das pessoas”, diz, em comunicado, o CEO da Eletromidia, Alexandre Guerrero.

Esse deve ser o último grande negócio realizado pela Eletromidia ainda seguindo as regras de empresas de capital aberto. Após leilão realizado no dia 28 de abril, a Globo passou a deter mais de 99% do capital da Eletromidia, que, assim, irá se retirar do pregão da B3.

Até a aprovação do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Eletromidia e Clear Channel manterão atuações independentes.

 

 

Aquisição antecipa entrada no mobiliário do Rio

Atualmente, entre os ativos administrados pela Clear Channel está o mobiliário urbano do Rio de Janeiro, que divide com a JCDecaux. Entretanto, a empresa perdeu essa posição justamente para a Eletromidia, principal vencedora da licitação realizada no ano passado, cujos contratos passam a vigorar em 2027, com vigência de 20 anos. Ou seja, agora, com a aquisição da operação brasileira da Clear Channel, a Eletromidia antecipa sua entrada no mobiliário do Rio.

A Clear Channel atua no mercado brasileiro há mais de 25 anos e está presente também em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Campinas e, no ano passado, ampliou sua presença para Brasília, Fernando de Noronha, Vitória, Vila Velha e Caxias do Sul.

 

Clear Channel deixa a América Latina e a Europa

“Este acordo para vender nossos negócios no Brasil é mais um marco em nossa meta de otimizar nosso portfólio e focar no crescimento dos segmentos América e Aeroportos”, disse Scott Wells, CEO da Clear Channel Outdoor Holdings, Inc. “Após a conclusão desta transação, teremos alienado todos os nossos negócios na América Latina”, acrescentou.

Como parte desse movimento de desinvestimento, a Clear Channel também vendeu, no início do ano, sua operação no nortre da Europa, para a empresa alemã Bauer Media, por US$ 625 milhões. O negócio inclui ativos em 12 países, sendo o Reino Unido o principal mercado. Em 2023, a empresa já havia vendido duas operações na França para a Equinox Industries. Atualmente, negocia, ainda, sua saída da Espanha.

Inicialmente, a empresa colocou à venda toda a sua operação na América Latina, que incluía ativos no Brasil, México, Chile e Peru. Entretanto, não conseguiu vender todas as operações em um pacote único.

 

Nota da Coluna: Segundo apurado pelo colunista, a fusão não deve operar como uma empresa única em 2025, apenas a partir de 2026 devido as aprovações necessárias pelos órgãos competentes.

 

 

Clear Sul Contrata Atendimento VIP

A Clear Channel anunciou a contratação de Letícia Baptista de Castro como sua mais nova Atendimento. Com passagens por importantes empresas de comunicação, governo, cooperativas e agências de publicidade do Rio Grande do Sul e São Paulo, chega a Clear para reforçar o time já vencedor.

 

 

Inteligência Artificial transforma o mercado de trabalho e desafia profissionais a se reinventarem

Por Fabiano Matos

 

Com o rápido avanço da Inteligência Artificial (IA), o futuro do trabalho está passando por uma profunda transformação. Um estudo recente da ONU alerta que cerca de 40% das ocupações atuais podem ser impactadas pela tecnologia nas próximas décadas.

A mudança já está em andamento. Setores como manufatura, logística e atendimento ao cliente estão adotando soluções automatizadas, como chatbots, algoritmos preditivos e veículos autônomos, substituindo funções que antes eram exclusivamente humanas. Grandes empresas estão investindo nessas ferramentas para reduzir custos e aumentar a eficiência, o que pode resultar em demissões em larga escala se não houver uma resposta rápida da força de trabalho e políticas públicas de adaptação.

Apesar das preocupações com o desemprego tecnológico, especialistas apontam que a IA também cria novas oportunidades. Áreas como ciência de dados, segurança cibernética, ética da IA ​​e desenvolvimento de algoritmos estão ganhando destaque e prometem crescer nos próximos anos.

“A chave para enfrentar esse cenário é a adaptação”, afirma Izabela Holanda, diretora da IH Consultoria e Desenvolvimento Humano. “Mais do que resistir à mudança, precisamos entendê-la, buscar capacitação contínua e desenvolver competências humanas que são insubstituíveis.”

Segundo ela, o protagonismo profissional passa hoje por aprendizado constante. “Cursos de curta duração em programação, análise de dados e inteligência artificial estão cada vez mais acessíveis. Ao mesmo tempo, habilidades como empatia, pensamento crítico, criatividade e comunicação eficaz estão se tornando diferenciais competitivos”, destaca.

Para Izabela, o avanço da IA ​​não deve ser visto como uma ameaça inevitável, mas sim como uma oportunidade estratégica. “A questão não é se os robôs vão assumir nossos empregos, mas como podemos trabalhar em conjunto com eles. A tecnologia pode — e deve — ser uma aliada na construção de um mercado mais justo, produtivo e inovador.”

 

Além do SAC: marcas exploram comunidades no WhatsApp para gerar pertencimento

Por Ercilia Ribeiro

 

A relação entre marcas e consumidores está passando por uma transformação significativa. Se antes a comunicação era pautada por campanhas massivas e unidirecionais, hoje ela assume contornos mais íntimos, horizontais e contínuos – e um dos principais protagonistas dessa mudança é o WhatsApp.

Com o lançamento do recurso de comunidades, a plataforma deixou de ser apenas um canal de atendimento ao cliente ou SAC, para se tornar um espaço estratégico para construir conexões reais com o público. Marcas de diferentes segmentos estão percebendo o valor de criar grupos exclusivos, onde os consumidores não apenas recebem informações, mas também interagem, dão suas opiniões e se sentem parte de algo maior.

Um exemplo é a comunidade Talchá , marca especializada em chás e experiências sensoriais. A empresa estruturou a iniciativa em dois formatos complementares: uma rede exclusiva no WhatsApp, voltada para assinantes do clube de assinaturas, e outra no Instagram, acessível a todos os seguidores da marca. Ambos os espaços foram pensados ​​como pontos de contato contínuos, com foco na troca de experiências, no compartilhamento de conteúdos exclusivos, no anúncio de lançamentos, na concessão de benefícios como descontos e convites para eventos, além da promoção de ativações nas lojas. A proposta prioriza a criação de uma rede de pertencimento baseada na escuta ativa e na valorização do engajamento espontâneo dos participantes.

“ Percebemos que o público não quer apenas consumir conteúdo, mas sim fazer parte de algo. As pessoas buscam trocas reais, e os grupos nos permitem oferecer exatamente isso: proximidade, escuta e experiências que vão além do produto ”, afirma Maria Harano, coordenadora de marketing da Talchá.

A estratégia adotada pela Talchá reflete uma compreensão mais ampla dos papéis distintos dos formatos disponíveis no WhatsApp. Enquanto os Canais – lançados recentemente e inspirados em recursos semelhantes aos do Telegram – funcionam como ferramentas para distribuir conteúdo a públicos segmentados, os grupos interativos assumem o papel de espaços vivos de troca. Neles, os relacionamentos são construídos com base em propósito, cultura e diálogo contínuo.

A Meta, empresa controladora do WhatsApp, redesenhou recentemente o aplicativo para destacar os Canais, agora localizados na aba Atualizações, ao lado do recurso Status. Desde então, marcas e veículos de comunicação vêm testando o recurso como uma alternativa para estreitar o relacionamento com seus públicos. No Brasil, o formato foi adotado inicialmente por perfis como Conmebol Libertadores, Ministério da Fazenda e o apresentador Luciano Huck. Empresas como TV Globo e Netflix também adotaram o recurso, usando os Canais para compartilhar cenas de bastidores e conteúdo promocional.

Especialistas do setor de publicidade apontam que os Canais permitem que as marcas criem seus próprios públicos e explorem novas formas de interação. Ao reunir usuários já interessados ​​em temas específicos, esses espaços ampliam o alcance das ações e podem ser utilizados para diversos fins, como branding, conteúdo, ativações e relacionamento.

A criação de grupos e comunidades exige uma abordagem diferente. Segundo profissionais da área, iniciativas desse tipo precisam de um propósito bem definido, linguagem autêntica, rituais específicos e abertura à escuta ativa . Sem esses elementos, corre-se o risco de os grupos se tornarem ambientes irrelevantes, com baixa participação e alta taxa de evasão.

Nesse cenário, marcas que investem na construção de comunidades têm desenvolvido estratégias mais colaborativas, com curadoria de conteúdo, reconhecimento simbólico dos participantes e dinâmicas de comunicação mais horizontais. “ Acreditamos que o engajamento vem da escuta e da relevância. Quando os consumidores percebem que sua participação tem valor, eles se envolvem genuinamente ”, afirma Maria Harano.

 

 A Geração Z está revivendo esse trabalho chato que os millennials abandonaram: muitos estão o escolhendo logo após a faculdade

Por Sabrina Costa

 

A geração Z parece se sentir atraída por trabalhos que os millennials consideram tediosos e monótonos. Enquanto pessoas na casa dos 30 anos preferem evitar certas atividades, os jovens recém-formados veem nesses espaços mais do que uma simples porta de entrada para o mercado de trabalho. O principal benefício que encontram: a possibilidade de ajudar suas comunidades.

O fato de as novas gerações se interessarem por empregos que muitos preferem evitar não é novidade. Já vimos isso com o aumento do interesse por profissões tradicionais. No entanto, também tem ganhado força uma profissão que, segundo um estudo da Universidade de Essex, é considerada a segunda mais entediante — perdendo apenas para a de analista de dados: a contabilidade.

Como aponta um artigo da Fortune, cerca de 340 mil contadores abandonaram a profissão nos últimos cinco anos. A isso se soma o fato de que, nos próximos dez anos, 75% dos profissionais ainda em atividade devem se aposentar. É nesse contexto que a geração Z entra em cena — mas com um objetivo diferente de apenas ocupar um cargo: transformar a vida das pessoas.

Como explica o veículo norte-americano, os jovens nos Estados Unidos estão se dedicando à contabilidade não por uma paixão por números ou finanças, mas porque veem nela uma forma de ajudar seus compatriotas a economizar e obter reembolsos fiscais. Um exemplo é o relato da estudante Alana Kelley, que ajudou um criador de cabras a conseguir um reembolso de 6 mil dólares.

Da mesma forma, outros estudantes universitários colocaram em prática seus conhecimentos contábeis para gerar um impacto positivo em comunidades, com o objetivo de ajudar pessoas com seus impostos e finanças pessoais. Cerca de 280 alunos da Universidade Estadual da Califórnia auxiliaram mais de 9 mil contribuintes a reivindicar quase 11 milhões de dólares em reembolsos fiscais.

Ao contrário dos millennials, os jovens da geração Z tendem a buscar empregos que ofereçam estabilidade ou que permitam construir um projeto de vida. Ao mesmo tempo, esse tipo de trabalho também ajuda a ganhar experiência e aumentar as chances de acesso a salários melhores após a graduação. Mas, sem dúvida, tudo isso está ligado a uma de suas maiores motivações: ter um trabalho com propósito.

Agora, situando-nos no contexto do México, também é possível observar um crescimento favorável na carreira de contabilidade. Segundo dados reunidos pela Astiazarán, entre 2016 e 2023 houve um aumento de 15,9% no número total de matriculados nesse curso de graduação no país. Isso levou a que, ao final de 2023, o número de formados em contabilidade ultrapassasse os 43.300.

Entre o quarto trimestre de 2016 e o segundo trimestre de 2023, a quantidade de contadores e auditores no México cresceu de 377 mil para 480 mil profissionais — um aumento de 21,46%. Embora o número de recém-formados em contabilidade tenha aumentado 28,9% no mesmo período, o mercado de trabalho conseguiu absorver 74,26% desses novos profissionais, um índice considerado satisfatório.

Um dado positivo é que 59% dos formados em contabilidade encontram emprego nos primeiros seis meses após a graduação. Ainda que esses números não considerem aspectos como a carga horária ou as condições do ambiente de trabalho, também não indicam um cenário perfeito. Vale destacar que o salário médio mensal de um contador no México gira em torno de 8 mil pesos.

Como podemos observar, embora alguns possam considerar essa profissão tediosa, há quem a enxergue como uma oportunidade de contribuir, em vez de apenas receber. No fim das contas, estamos diante de uma geração que propõe novas formas de perceber e lidar com o mundo do trabalho, em contraste com as gerações anteriores. Seja por benefício pessoal ou coletivo, eles têm suas prioridades bem definidas.

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