Pesquisa aponta que não há diferença entre homens e mulheres na liderança e outros artigos da semana – 24.04.2025

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Nos artigos que publicamos hoje, você vai ler sobre:Pesquisa aponta que não há diferença entre homens e mulheres na liderança, Massa FM Porto Alegre aposta em popularidade e entretenimento para se conectar com o público, Investimento em publicidade cresce dois dígitos no Brasil pela primeira vez em três anos, Tribunal proíbe uso do nome e identidade visual do vinho Putos após ação da empresa francesa Petrus e Marcas de luxo resistem à exposição de fornecedores e reforçam seu poder simbólico

 

 

Pesquisa aponta que não há diferença entre homens e mulheres na liderança

Por Emília Bertolli

 

Não há diferença significativa entre homens e mulheres quando o assunto é liderança corporativa. Essa é a principal constatação da pesquisa elaborada pela Hogan Assessments, que acaba de ser publicada. O estudo teve como objetivo avaliar seis mitos sobre o comportamento das mulheres na gestão relacionado ao nível de ambição, apetite ao risco, capacidade de lidar com o estresse, visão estratégica e inovação.

A pesquisa foi feita a partir da revisão de três grandes conjuntos de dados de mais de 25 mil executivos globais, incluindo executivos de personalidade, classificações de desempenho e competências-chave. O estudo teve seu foco em entender se homens e mulheres diferem em suas características de personalidade, bem como identificar quaisquer diferenças de gênero nas características de personalidade que preveem a eficácia da liderança.

“É incrível que ainda hoje a sociedade – inclusive a mídia – reverbere estereótipos de comportamento em relação às mulheres em posições de liderança, como relacionar a ansiedade como algo tipicamente feminino e que atrapalha a tomada de decisão. Recentemente ouvimos, inclusive, Mark Zuckerberg [CEO da Meta] dizer que as empresas precisam de mais ‘energia masculina’, uma frase que foi replicada à inspeção em todo o mundo, e que não tem qualquer fundamento científico”, explica Roberto Santos, sócio-diretor do Ateliê RH, consultoria pioneira no uso da metodologia Hogan no Brasil.

No Brasil, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que apenas 39% das mulheres ocupavam cargos em cargos gerenciais em 2022 – embora a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho tenha alcançado 53,3% naquele mesmo ano. Em 2023, um estudo do Observatório Nacional da Indústria apontou que o número de mulheres na liderança continuava o mesmo, ainda que elas tivessem um nível de escolaridade duas vezes superior ao dos homens.

Na verdade, em todo o mundo uma discrepância semelhante acontece. Uma pesquisa realizada globalmente pela Grant Thornton International mostrou que, em 2023, as mulheres ocupavam 33,5% dos cargos de gestão sênior no mundo inteiro, embora elas representassem 42% da força de trabalho global.

 

Os mitos derrubados pela pesquisa

“Em todos os mitos analisados, o estudo comprova que não existem diferenças de personalidade entre executivos homens e mulheres. Mas infelizmente, as mulheres enfrentam enormes barreiras para ascender na carreira – e esses resultados são importantes porque reforçam a necessidade de abandonarmos ultrapassadas e baseadas em preconceitos que impedem mulheres altamente capacitadas de alcançar posições de liderança”, avalia Santos.

O primeiro mito avaliado foi a ambição das mulheres, muitas vezes questionada como sendo inferior ao nível de ambição dos homens. Ao contrário do que se imagina, as análises das audiências de personalidade que executivos homens e mulheres possuem níveis semelhantes de ambição, sem diferenças entre os gêneros. A mensuração da ambição foi feita a partir da escala “Ambição”, presente no Inventário Hogan de Personalidade (HPI). Na prática, o resultado mostra que o desempenho no trabalho não é igual para homens e mulheres.

Outro ponto analisado diz respeito à tomada de decisão e à propensão ao risco, frequentemente associada aos homens. Uma pesquisa da Hogan Assessments revelou que homens e mulheres são igualmente decididos e envolvidos em assumir riscos, invalidando a ideia de que mulheres são mais cautelosas ou indecisas.

Além disso, características como excesso de cautela que, dentro da metodologia Hogan, referem-se a uma preocupação excessiva com críticas, bem como ser obsequioso – definido como ser ansioso para agradar, e relutar em agir com autonomia – são igualmente prejudiciais para homens e mulheres.

A divulgação amplamente difundida de que mulheres não seriam líderes naturais também foi contestada. Utilizando escalas relacionadas ao Modelo dos Cinco Fatores (Ajustamento, Ambição, Sociabilidade, Sensibilidade Interpessoal, Prudência, Inquisitivo e Abordagem de Aprendizagem), os dados indicaram que as mulheres apresentam as mesmas características essenciais de liderança que os homens.

Outro mito bastante divulgado é que as mulheres adotam características tradicionais masculinas para serem eficazes como líderes. O estudo demonstrou que características consideradas masculinas, como dominância ou contundência, não conferem vantagem específica aos homens; Ao contrário, o desempenho de líderes de ambos os gêneros é afetado por esta característica.

O estudo também analisou a capacidade de homens e mulheres de lidar com situações de alto estresse e sua competência em inovação e estratégia. Os resultados não revelaram diferenças significativas entre os gêneros nessas habilidades, mostrando que homens e mulheres têm desempenho semelhante em contextos de alta pressão.

Finalmente, o estudo avaliou o mito de que as mulheres são menos inovadoras ou estratégicas do que os homens. O estudo não encontrou diferenças entre homens e mulheres executivos em seu nível de imaginação ou sua capacidade de contribuição, inovação ou estratégia. O estudo encontrou uma pequena diferença com as mulheres sendo mais baixas em curiosidade. No entanto, eles descobriram que esses atributos predizem o desempenho no local de trabalho igualmente bem para executivos homens e mulheres.

Desta forma, conclui Santos, as organizações devem descobrir as reais barreiras culturais internas que limitam o acesso das mulheres às posições executivas pois os mitos mais comuns relativos às diferenças de personalidade entre os gêneros são cientificamente contestados por estes e outros estudos.

 

 

 

Massa FM Porto Alegre aposta em popularidade e entretenimento para se conectar com o público

Por Bruna Santos

 

A Massa FM Porto Alegre, no ar desde 10 de abril, tem investido em uma programação focada em música sertaneja e entretenimento como estratégia para ampliar sua presença entre os ouvintes de rádios populares. A escolha do estilo musical não é aleatória: estudos mostram que sertanejo, funk e música tradicional estão entre os estilos mais ouvidos no Rio Grande do Sul, com base em dados de plataformas de streaming.

“ Entendemos que uma rádio popular precisa falar a língua do povo. E isso passa por uma programação musical acessível, atual e que fale com diferentes momentos da vida dos nossos ouvintes ”, explica Caíque Agustini, diretor-geral da Massa FM Porto Alegre.

Além disso, a Massa FM conta com locutores carismáticos, sorteios, distribuição de brindes e quadros focados no dia a dia dos ouvintes como diferencial. A programação da emissora inclui atrações que mesclam música, humor, informação e interação ao vivo com o público, reforçando o vínculo entre locutores e público.

Segundo Caíque, “ a ideia é que o rádio seja um companheiro e uma referência, não apenas uma trilha sonora. Por isso, além da música, investimos em conteúdos que tragam leveza e ajudem o ouvinte a começar e terminar o dia de forma positiva .”

A emissora também aposta em sua presença multiplataforma. Além da rádio, a Massa FM está disponível em aplicativos, redes sociais e no site oficial, o que amplia seu alcance e permite interação direta com o público.

 

Sobre a Massa FM Porto Alegre

A Massa FM Porto Alegre será operada pelo Grupo R4 Comunicação (que já opera a Rádio Mix FM 98,3 em Curitiba e recentemente a Rádio Rock 89 FM) com programação alinhada à matriz paulista e com programas locais em toda a programação. A operação da emissora é resultado de uma parceria entre o Grupo R4 Comunicação, que inclui o Grupo Canal Marketing, o Grupo Maringá de Comunicação e o Grupo Verde Vale de Comunicação.

Além de música e informação, a programação da emissora, pertencente ao Grupo Massa , presidido por Ratinho , empresário e comunicador de renome nacional, inclui ações promocionais, sorteios, prêmios e cobertura de eventos de música sertaneja, com uma linguagem próxima ao público. A Massa FM Porto Alegre pode ser sintonizada na rádio 90.3 FM.

 

 

Investimento em publicidade cresce dois dígitos no Brasil pela primeira vez em três anos

Por AD Comunicação e Marketing

 

Relatório da Kantar IBOPE Media aponta crescimento de 10% em 2024 e investimento total de R$ 88 bilhões O setor publicitário brasileiro encerrou 2024 com um resultado expressivo: os investimentos em mídia cresceram 10% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 88 bilhões. Esta é a primeira vez em cinco anos que o mercado registra crescimento de dois dígitos, superando inclusive a inflação do período (IPCA de 4,73%). Os dados fazem parte da 46ª edição do Data Stories – Por Dentro da Publicidade , relatório produzido pela Kantar IBOPE Media.

 

Crescimento consistente ao longo do ano impulsiona recuperação

O crescimento foi consistente ao longo do ano: todos os meses de 2024 apresentaram patamares superiores aos de 2023, com destaque para janeiro, fevereiro e julho, que registraram as maiores variações percentuais — 29%, 26% e 22%, respectivamente. Nos últimos cinco anos, o mercado publicitário brasileiro cresceu 65%, consolidando uma sólida curva de recuperação após o período da pandemia.

Segundo Adriana Favaro, vice-presidente de Negócios da Kantar IBOPE Media, “os dados refletem um novo momento do mercado, com maior confiança e disposição para investir em formatos que engajem, gerem intenção e ampliem a presença das marcas em múltiplas plataformas”.

 

Setores que mais investiram em publicidade em 2024

Na análise por setor, os cinco maiores anunciantes foram responsáveis ​​por 48% de todo o investimento em mídia. Os setores Financeiro e de Serviços, tradicionalmente destaques em share, também apresentaram crescimento expressivo neste ano, de 22% e 25%, respectivamente, registrando a maior variação percentual entre os segmentos com maior fatia do bolo publicitário. Setores como Jogos e Apostas (47%), Eletrônicos e TI (21%), Educação (18%) e Administração Pública (20%) também apresentaram crescimento expressivo — este último impulsionado pelo contexto eleitoral municipal. Os setores da indústria farmacêutica, varejo e beleza também mantiveram ou superaram os patamares do ano anterior, contribuindo para a composição de um cenário aquecido e competitivo.

 

Capitais fora do eixo SP-RJ ganham destaque em investimentos

A expansão não se limitou aos setores tradicionais. Capitais fora do eixo São Paulo-Rio também se destacaram: em 15 cidades monitoradas, houve crescimento acima da inflação, e em 10 delas chegou a superar os dois dígitos, demonstrando que o investimento em comunicação vem se expandindo fortemente nas mais diversas regiões do país.

 

Instagram, TikTok e Facebook: cada aplicativo um cenário competitivo diferente

Outro aspecto relevante levantado pelo relatório é a forma como diferentes setores participam da publicidade em cada plataforma de mídia social de forma estratégica.

Segundo dados do Advertising Insights , ferramenta da Kantar IBOPE Media, tanto no Facebook quanto no Instagram os 5 principais setores que mais investiram concentraram cerca de 60% das compras de mídia, enquanto no TikTok o investimento foi mais fragmentado, com apenas 43% concentrados no topo.

Os principais setores em cada plataforma também variam: Mídia aparece no top 5 do TikTok, mas é substituído no Top 5 do Facebook e Instagram pelo setor Financeiro. O setor de Educação representou 8% da participação no Facebook, mas 13% no Instagram, enquanto Serviços inverteu essa ordem, representando mais no Facebook (17%) do que no Instagram (12%).

 

 

 

Tribunal proíbe uso do nome e identidade visual do vinho Putos após ação da empresa francesa Petrus

Por Carolina Lara

 

A recente decisão judicial que proibiu a venda do vinho brasileiro “Putos”, criado por Danilo Gentili, Diogo Portugal e Oscar Filho, reacendeu o debate sobre os limites entre criatividade, provocação e violação de marca. A ação movida pela vinícola francesa Château Petrus, uma das mais tradicionais e prestigiadas do mundo, apontou o uso indevido de sua identidade visual, o que configuraria concorrência desleal por parasitismo de marca.

Segundo o Tribunal, mesmo sem confusão direta entre os rótulos ou produtos, a marca brasileira teria se aproveitado da reputação da marca francesa para promover seu próprio produto — fenômeno conhecido como “efeito carona”, previsto na Lei de Propriedade Industrial. A decisão destacou que a existência de elementos visuais semelhantes, como layout, selo, paleta de cores e até mesmo a fala irreverente dos criadores, era suficiente para configurar uso indevido de marca registrada com a intenção de vantagem indevida de prestígio.

Para Augusto Amstalden Neto , consultor de gestão estratégica corporativa e especialista em propriedade intelectual da T3P , o ​​caso ilustra uma compreensão mais rígida da proteção de marcas em comparação a outras decisões recentes.

“Diferentemente do julgamento envolvendo BMW e Dasa, aqui não houve espaço para considerar a distância entre os mercados ou a ausência de confusão. O Tribunal entendeu que o simples fato de se inspirar em uma marca renomada, ainda que com viés humorístico, já configura violação. É um alerta importante, mas pode parecer excessivo quando críticas ou sátiras fazem parte da proposta original”, avalia.

 

Liberdade de expressão ou violação de marca registrada?

A defesa dos criadores do vinho Putos baseou-se justamente no argumento da paródia. Desde o seu lançamento, o produto tem sido promovido com um tom satírico, linguagem descaradamente provocativa e preços acessíveis — o oposto do posicionamento sofisticado e elitista da marca francesa. Em vez de esconder a provocação, os comediantes a adotaram como parte central de sua estratégia, criando uma identidade própria voltada para um público completamente diferente.

Ainda assim, o Judiciário considerou que houve exploração indevida da imagem de uma marca consolidada, priorizando a proteção do prestígio de Petrus em detrimento da liberdade criativa dos autores brasileiros. Para Augusto, o caso gera uma importante reflexão sobre o papel do direito marcário diante de manifestações que extrapolam o uso comercial tradicional.

“A decisão coloca a proteção da marca acima de outros princípios igualmente relevantes, como a liberdade de expressão e a crítica cultural. Nem toda provocação representa um ato ilícito. Às vezes, trata-se apenas de uma criatividade desconfortável. E esse desconforto, por si só, não deveria ser suficiente para justificar a censura de uma ideia”, ressalta.

 

 

Marcas de luxo resistem à exposição de fornecedores e reforçam seu poder simbólico

Por Carolina Lara

 

A recente exposição de fornecedores chineses responsáveis ​​por fabricar produtos de grandes marcas de luxo não abalou a reputação das grifes mais tradicionais do mercado. Apesar de revelações sobre a origem de suas mercadorias, nomes como Hermès e Louis Vuitton seguem preservando o valor simbólico que carregam há décadas. O motivo central está no posicionamento construído ao longo do tempo, muito antes das redes sociais moldarem a percepção de valor.

O debate ganhou novas proporções nas últimas semanas após o grupo Hermès, fundado em 1837, ultrapassar pela primeira vez o conglomerado LVMH em valor de mercado, tornando-se o maior grupo de luxo do mundo. De acordo com o Business of Fashion , o valor de mercado da Hermès chegou a US$ 247 bilhões após a LVMH apresentar resultados abaixo das expectativas francesas para o primeiro trimestre de 2025. A queda de 5% nas vendas de artigos de couro e acessórios e uma retração de 11% na Ásia (excluindo o Japão) contribuem para o declínio da performance do gigante.

 

A força do pertencimento

Para especialistas em branding, o público consumidor das marcas de luxo não está, essencialmente, interessado nos custos de produção ou na localização das fábricas. “Os clientes da Hermès não compram uma bolsa pelo material ou pelo local onde foi feita, mas pelo significado que ela carrega”, afirma Carolina Lara , especialista em comunicação estratégica e branding e fundadora da Lara Visibilidade Estratégica . “É uma questão de pertencimento, de narrativa. Essas marcas vendem símbolos culturais, não apenas produtos.”

Essa percepção não é fruto de estratégias de redes sociais ou de tráfego pago. O posicionamento de marcas consolidadas foi construído com base em narrativas consistentes, reforçadas em publicações de renome como The New York Times , Financial Times e Le Monde . São décadas de presença em reportagens, matérias especiais e cadernos de negócios, além da moda, o que solidificou sua imagem perante o público.

Enquanto isso, os emergentes ou de menor expressão tentam compensar a ausência de história com campanhas motivacionais de tráfego pago nas redes sociais. “Existe uma diferença clara entre marcas que aparecem em veículos como CNN, Exame ou Veja , onde a cobertura jornalística exige acréscimos, e aquelas que limitam sua presença a anúncios patrocinados”, compara Lara. “As primeiras construções são negociadas; as segundas, dependem de investimento constante para manter a relevância.”

 

Modelo de negócio sob demanda

A Hermès, em particular, adota uma estratégia que reforça ainda mais seu valor simbólico: a produção sob demanda. Diferente de conglomerados que precisam escalar suas operações para diversos segmentos de mercado, a grife francesa mantém sua oferta restrita, criando escassez de propostas para sustentar uma aura de exclusividade. Essa prática permite à empresa operar com margens de lucro elevadas, ao mesmo tempo em que evita problemas como excedentes de estoque ou liquidações, comuns em outras marcas.

“Quando você tem um modelo baseado em alta demanda e baixa oferta, não apenas mantém o desejo pela marca, mas também controla o ciclo de consumo”, explica Lara. “Não há necessidade de descontos ou promoções, nem que preserve o valor percebido.”

 

A geopolítica do luxo

O cenário atual também reflete uma dinâmica geopolítica peculiar. O consumo de luxo na Ásia, excluindo o Japão, apresentou retração de dois dígitos, enquanto mercados como Estados Unidos e Europa demonstram maior resiliência. Ainda assim, o alvo público da Hermès permanece relativamente imune às flutuações econômicas. Essa estabilidade contribui para a valorização consistente da marca em tempos de incerteza.

Por outro lado, a LVMH, com seu portfólio diversificado de 75 marcas em seis segmentos distintos — moda, beleza, joalheria, vinhos, entre outros —, sente o impacto das crises globais de forma mais acentuada. A exposição ao mercado internacional, embora ofereça diversificação de receitas, também amplia o risco em momentos de volatilidade econômica.

Apesar da atual liderança da Hermès, analistas do setor destacam que a disputa permanece acirrada. Bernard Arnault, CEO da LVMH, mantém participação acionária na Hermès, com 2% do capital social sob controle da família Arnault. Isso evidencia que, mesmo fora do pódio momentâneo, o grupo LVMH segue de perto os movimentos do concorrente.

Em tempos de redes sociais, onde a construção de imagem muitas vezes se resume a impulsionamentos e tráfego pago, as marcas de luxo tradicionais demonstram que o retorno e o valor simbólico ainda são ativos insubstituíveis. São décadas de posicionamento estratégico, narrativa bem construída e presença em espaços editoriais de substituição que sustentam sua liderança.

A disputa entre Hermès e LVMH segue aberta, mas uma coisa é certa: o luxo, mais do que nunca, está além do produto — ele é, sobretudo, uma história bem contada.

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