Nos artigos que publicamos hoje você vai ler sobre: CEOs acreditam no potencial da IA, mas só 2% estão preparados para usá-la, Moove contrata novo Executivo de Criação, Realizado em 2022, Censo prevê mais divulgações ao longo de 2025, Sicredi alcança a marca de 9 milhões de associados, Profissional a “cara da empresa”: quais os riscos?, Qual o papel da liderança comercial no crescimento de pequenas e médias empresas? e Campanha do LinkedIn revela: apenas 32% das mulheres no mercado de trabalho conseguem ascender
Moove contrata
Por Nenê Zimmermann
Cado Bottega, um dos maiores criativos do Brasil, único ganhador do Leão de Ouro de Cannes para o RS, é o novo Executivo de Criação da agência Moove.
CEOs acreditam no potencial da IA, mas só 2% estão preparados para usá-la, diz estudo
Por Victória Anhesini
A inteligência artificial (IA) possui o potencial de transformar qualquer negócio, mas com uma capacidade de mudança tão intensa, muitos executivos e líderes se sentem inseguros de incorporar a tecnologia em suas companhias, segundo uma nova pesquisa da Cisco.
O estudo foi feito com 2.503 CEOs de empresas com mais de 250 funcionários ao redor do mundo, sendo 501 líderes da América do Sul.
De acordo com os dados, 82% dos CEOs afirmam ter um alto grau de entendimento sobre a IA, mas 74% admitem que a falta de conhecimento sobre a tecnologia dificulta a tomada de decisões estratégicas.
Esse cenário de insegurança é justificado, segundo Diogo França, CTO e head de produtos da XP Educação. Para ele, a velocidade da evolução da IA e sua capacidade de transformar setores inteiros explicam esse receio.
“Na prática, muitas pessoas ainda não entendem como utilizar a inteligência artificial. É uma tecnologia relativamente nova e que está evoluindo em um ritmo exponencial. O mercado está mudando muito rapidamente, e a IA intensifica esse processo, trazendo um nível de disrupção que não víamos há pelo menos 30 anos”, disse.
Em contrapartida, a pesquisa da Cisco também revelou que apenas 2% dos CEOs acreditam que suas empresas estão realmente prontas para implementar a IA de forma eficaz.
Por esses motivos, França acredita que há uma necessidade de capacitação dentro das companhias. “O maior desafio está na capacitação. Uma das teses da XP Educação é que qualquer profissional de qualquer nicho pode aprender a usar IA. Atualmente, temos seis mil alunos na pós-graduação e um total de 20 mil alunos em nossos cursos”, explica.
O risco de ficar para trás
O levantamento da Cisco mostrou que mais de 50% dos CEOs temem perder oportunidades de mercado devido à falta de conhecimento sobre IA. Para França, essa preocupação é válida.
Além disso, 70% dos participantes enxergam a IA como uma ferramenta para melhorar a eficiência operacional, reduzir custos e impulsionar a inovação.
“O CEO que não adota IA corre o risco de ficar para trás, pois seus concorrentes acabam ganhando vantagem competitiva”, disse.
Ainda, ele ressalta que a IA não está restrita a grandes corporações ou setores altamente tecnológicos. Na visão dele, a popularização da IA chega também para todos os níveis dentro de uma empresa.
“Praticamente qualquer área pode incorporar IA em algum grau, seja para facilitar tarefas simples, como o uso de e-mails, ou para automatizar processos inteiros”, completa.
O estudo também mostra que 61% dos CEOs planejam treinar suas equipes para lidar com a IA, e 51% querem investir em upskilling dos funcionários. Mas só isso não é o suficiente, na opinião de França. Ele argumenta que o conhecimento precisa vir de cima para baixo.
“Na prática, a dúvida mais comum é: ‘Como devemos nos preparar?’. Esse preparo precisa começar pela liderança, que tem um papel essencial na comunicação e na definição de boas práticas dentro das empresas. Formar líderes capacitados para a IA é o primeiro dominó a cair nesse processo de adoção”, defende França.
Preocupações e desafios
A pesquisa da Cisco também aborda pontos sobre governança e preocupação com regulações. Nesse aspecto, o especialista entende que é preciso de uma governança sólida e políticas de segurança bem definidas quando se trata de inserir a IA no negócio.
Mais da metade dos CEOs demonstraram preocupação com a falta de regulamentação da IA e seu impacto na privacidade e no viés algorítmico. Para França, esse é um ponto crítico.
“Um exemplo clássico de risco é o envio de dados pessoais para IAs open source, sem que se tenha clareza sobre o destino dessas informações. A conscientização sobre essas práticas é essencial para garantir uma implementação segura”, disse.
As incertezas sobre a regulamentação da IA também foram evidenciadas pela pesquisa. Segundo os dados, 58% dos CEOs acreditam que a falta de conhecimento sobre IA pode impactar negativamente o crescimento dos negócios nos próximos cinco anos.
Para França, a regulação ainda está em um estágio inicial e pode ter dificuldades para acompanhar o ritmo da inovação, já que há um grande nível de desconhecimento sobre a tecnologia.
“O maior risco é que uma regulação seja implementada e, devido à velocidade das inovações, se torne defasada em questão de semanas. Por isso, as empresas precisam acompanhar de perto essas discussões e desenvolver políticas internas que garantam conformidade e adaptação rápida a novas regras”
O futuro da IA nos negócios
Apesar das incertezas, a pesquisa mostra que a maioria dos CEOs enxerga a IA como um caminho sem volta: quatro em cada cinco líderes planejam expandir seu uso da tecnologia nos próximos anos. França acredita que essa é uma tendência irreversível e que a capacitação será o grande diferencial entre empresas que prosperam e as que ficarão para trás.
“A adoção da IA não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’ e ‘como’. As empresas que souberem integrar a tecnologia de forma estruturada e estratégica terão uma vantagem enorme no mercado”, finaliza.
Realizado em 2022, Censo prevê mais divulgações ao longo de 2025
Por Bruno de Freitas Moura
Realizado no segundo semestre de 2022, o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda prevê novas divulgações ao longo de 2025. O instituto anunciou esta semana o calendário de divulgação que se estende até o quarto trimestre do ano. Entre as estatísticas que serão conhecidas estão o número de pessoas com deficiência (PCD) e autistas.
O cronograma completo trará informações adquiridas por meio do questionário universal – aplicado em todas as residências – e dados do questionário ampliado, aplicado em amostras de domicílios de todo o país.
Os números que ainda serão de conhecimento da sociedade brasileira abrangem temas como educação, religião, fecundidade, nupcialidade, trabalho e rendimento, migração e deslocamento para estudo e trabalho. Ainda estão previstos mais detalhes sobre as populações quilombola e indígena.
O resultado do Censo 2022 começou a ser conhecido em junho de 2023. Desde então, o país tem informações atualizadas sobre sexo, cor, idade, alfabetização e características de domicílios. O IBGE mantém um site especial com um resumo dos principais destaques.
O que já se sabe:
O Brasil em 2022 tinha:
mais de 203 milhões de habitantes (203.080.756)
51,5% eram mulheres
pretos e pardos representando mais de metade da população
8,1% residindo em favelas
um em cada cinco domicílios com apenas um morador
0,54% dos domicílios com cônjuges do mesmo sexo
A última divulgação foi em fevereiro de 2025 e trouxe estatísticas referentes à educação, como a marca de 18,4% dos brasileiros adultos com ensino superior.
Brevidade e confiabilidade
A coordenadora do censo, Giulia Scappini, afirma que “o IBGE entende a necessidade de disponibilizar os dados do censo, que são balizadores para definições de diversas políticas públicas e privadas, com a maior brevidade possível”.
Ela acrescenta que o instituto inovou na estratégia de divulgação, “apresentando os resultados tema a tema, à medida que as etapas de tratamentos dos dados vão sendo finalizadas”.
Giulia Scappini pontua que já foram distribuídos mais de 25 produtos desde o fim da coleta do censo, com previsão de mais de uma dezena de publicações ao longo de 2025.
As informações obtidas pelos recenseadores passam por várias etapas internas que buscam garantir a adoção dos mais altos padrões de confiabilidade.
“Por conta da dimensão da investigação dos questionários do Censo, o tratamento dos dados é naturalmente uma etapa de grande complexidade. É preciso um olhar atento e cuidadoso sobre cada uma das informações coletadas, identificando inconsistências e validando os resultados”, diz a coordenadora.
Novos anúncios em 2025
A próxima divulgação prevista será no dia 17 de abril, quando serão reveladas estatísticas sobre as características urbanísticas do entorno dos domicílios.
Confira abaixo o calendário de divulgação trimestral elaborado pelo IBGE (o instituto faz a ressalva que, devido à complexidade das etapas de tratamento dos dados, poderão ser feitos ajustes no calendário).
Resultados do universo (todos os domicílios):
Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios – 2º trimestre de 2025
Quilombolas: Principais características das pessoas e dos domicílios, por situação urbana ou rural do domicílio – 2º trimestre de 2025
Unidades de Conservação – 3º trimestre de 2025
Questionário de abordagem em localidades indígenas – 3º trimestre de 2025
Etnia e língua indígenas – 3º trimestre de 2025
Favelas e Comunidades urbanas: Informações territoriais – 4º trimestre de 2025
Resultados preliminares da amostra (seleção aleatória de domicílios):
Pessoas com deficiência e Autismo – 2º trimestre de 2025
Religião – 2º trimestre de 2025
Fecundidade – 2º trimestre de 2025
Nupcialidade e família – 2º trimestre de 2025
Migração – 2º trimestre de 2025
Trabalho e rendimento – 3º trimestre de 2025
Deslocamentos para estudo e para trabalho – 3º trimestre de 2025
Resultados da amostra (seleção aleatória de domicílios):
Microdados da amostra – 3º trimestre de 2025
Áreas de Ponderação – 3º trimestre de 2025
Indígenas e Quilombolas – 4º trimestre de 2025
Resultados gerais da amostra – 4º trimestre de 2025
Sicredi alcança a marca de 9 milhões de associados
O Sicredi, instituição financeira cooperativa presente em todo país, acaba de atingir a marca de 9 milhões de associados. Somente nos últimos 12 meses, mais de 1,5 milhão de pessoas se associaram ao Sicredi, mantendo um crescimento médio de cerca de 6 mil novas associações por dia útil. Em pouco mais de cinco anos, a instituição dobrou o número de associados, ao passar de 4,4 milhões em 2019 para os atuais 9 milhões. Em 2024, este número já havia sido superior a 8,5 milhões de associados.
Esse crescimento acompanha a estratégia do Sicredi de abrir agências físicas em todos os estados do país. Atualmente, a instituição tem mais de 2,8 mil agências, em mais de 2,1 mil municípios, sendo o único agente financeiro com presença física em mais de 200 cidades. O Sicredi abriu mais de 1.500 agências em 10 anos, o que equivale a um crescimento de mais de 110% desde 2014.
A previsão é de que sejam inauguradas mais de 230 no decorrer de 2025 que, somando com 2024, resultam em mais de 400 agências em dois anos. Desse total, cerca de 40 agências serão em Estados do Norte e Nordeste, com destaque para o Pará, Maranhão, Pernambuco, Sergipe e a Bahia, regiões onde o Sicredi ainda aumentará sua atuação. Em mais de 200 municípios de todo o Brasil, o Sicredi é a única instituição financeira disponível para aquelas populações.
Profissional a “cara da empresa”: quais os riscos?
Por Fernando Poziomczyk
A imagem de uma empresa vai além de um mero logotipo ou slogan. Certamente você conhece algum negócio que ficou famoso e representado por algum CEO, fundador ou profissional, que se tornou “a cara da empresa” – como ocorreu com a Apple, Tesla, e muitos outros. Essa personificação, por mais que seja algo natural e, muitas vezes, ocorrida de ocorrer, nem sempre é algo 100% positivo às partes, algo que merece ser olhado com maior atenção a fim de evitar riscos de imagem que prejudiquem as operações.
Existem diversas formas pelas quais uma personificação corporativa pode se dar, seja pela representação da cultura e valores da marca em um determinado profissional (algo mais direcionado da porta para dentro), ou em um aspecto mais mercadológico, onde os clientes reconhecem determinada pessoa como alguém influente nos acordos comerciais, quem resolve os problemas ou com quem aceitam se relacionar na aquisição de produtos ou serviços oferecidos.
Para o empresário, ter essa personificação pode ser vantajoso até certo ponto, considerando seu poder de influência perante uma maior representatividade no mercado, aumento de vendas e parcerias firmadas. Entretanto, qualidades, acabam ficando à mercê deste talento para diversas questões operacionais, com alto risco de sofrer grandes perdas caso esta peça profissional de missão.
A longo prazo, essa é uma preocupação que precisa estar no radar das empresas, tendo condições de poder fazer viradas de chave ao longo de sua jornada através de uma cultura solidificada que não depende de uma ou poucas pessoas para prosperar. E, não faltam casos internacionais que demonstrem essa complexidade.
Analisando o cenário da Tesla, por exemplo, por mais que os carros elétricos estejam tomando conta da Europa, as vendas da empresa americana caíram 45% em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA). O motivo disso se dá, principalmente, devido à posição política de Elon Musk, a grande personificação da marca, que gerou uma série de desentendimentos que não apenas desencadearam protestos, como também fez com que as ações da Tesla despencassem mais de 25% no último mês.
Essa situação reflete os perigos que um profissional que tem a “cara da empresa” pode ocasionar, não apenas para a própria organização, como para o próprio talento. Afinal, caso queira se desvincular do negócio e seguir um caminho diferente, como eliminará essa associação em uma nova oportunidade e se perderá, sem que haja qualquer reflexo ou influência de sua experiência anterior a outra marca?
Os impactos da personalização podem atingir empresas de todos os portes e segmentos, assim como todos os profissionais em cadeiras diversas. Um desafio enorme a ser superado que não tem uma receita de bolo como resposta para mitigar eventuais empecilhos, sendo algo que precisa ser acompanhado com máximo cuidado a todo o momento por todos os envolvidos, buscando não centralizar essa imagem e responsabilidade em apenas um profissional.
É fundamental que as empresas tenham essa preocupação com a prosperidade corporativa, considerando, obviamente, a satisfação e o crescimento de seus tempos, mas prevalecendo o destaque competitivo da marca, protegendo sua cultura e se cegando contra uma personificação extremamente influente. Assim, as chances de sofrer um movimento que traga algo brusco para qualquer um dos lados são minimizadas, prezando pelo melhor desempenho empresarial possível e sua boa negociação no segmento.
Qual o papel da liderança comercial no crescimento de pequenas e médias empresas?
Por Luiz Paulo Teixeira
O crescimento de pequenas e médias empresas é uma jornada difícil, onde a liderança comercial se torna um fator fundamental para a construção de uma organização sólida, estruturada e sustentável. Enquanto as PME estão nos seus estágios iniciais, o esforço dos fundadores e empresários é o principal motor do crescimento. No entanto, à medida que a organização cresce e as suas operações se expandem, surge a necessidade de métodos, processos, e uma cultura organizacional bem definida, elementos que uma liderança comercial deve incorporar para garantir uma transição bem sucedida.
Quando uma empresa está em fase inicial, a liderança é altamente centrada no empreendedor ou nos fundadores. As decisões são impulsivas e muitas vezes baseadas em intuições e experiências pessoais. Porém, à medida que a organização cresce e as operações se tornam mais complexas, é necessário estruturar a gestão. A liderança comercial entra em cena para criar processos e implementar tecnologia, transformando o que antes era uma organização pessoal em um sistema mais complexo e eficiente.
A passagem de uma liderança pessoal para uma organização mais institucionalizada exige uma reavaliação constante da forma como os dados são gerenciados, como a comunicação fluida e como as diversas áreas da interação empresarial. Nesse ponto, a liderança comercial precisa ser estratégica, capaz de coordenar os diferentes departamentos de forma que a empresa tenha uma operação integrada e sem fricções, essencial para o crescimento contínuo.
Quando uma empresa é pequena, ela não possui recursos ilimitados, o que torna as apostas mais arriscadas. Aqui, a assertividade e a capacidade de tomar decisões embasadas são cruciais. A transição da microempresa para uma PME exige que as decisões sejam cada vez mais fundamentadas em métodos de avaliação rigorosos e que as estratégias de crescimento sejam bem fundamentadas.
Em um cenário de recursos escassos, errar muito pode ser fatal. Assim, a liderança comercial precisa adotar metodologias de crescimento que envolvam testes pequenos, análise de resultados e, somente após comprovação de previsões, uma escala de ações. Isso significa que a cultura organizacional, os processos e a tecnologia devem caminhar juntos para garantir que a empresa não apenas cresça, mas que a faça de maneira estruturada e previsível. O objetivo é minimizar os erros e maximizar os acertos, proporcionando um crescimento consistente, em vez de uma expansão precipitada e desordenada.
O crescimento rápido, muitas vezes impulsionado pela promessa de grandes retornos no curto prazo, é uma mentalidade que dominou as startups nos últimos anos. No entanto, a sustentabilidade está no crescimento consistente e no fortalecimento da cultura organizacional, em vez de buscar um “crescimento a qualquer custo”. A consistência é a manutenção das pessoas, os critérios e a construção de uma cultura sólida, além de uma comunicação eficaz dentro da organização.
Para as PMEs, o crescimento sustentável depende de uma abordagem equilibrada. O erro de buscar crescimento exagerado sem uma estrutura robusta pode gerar resultados efêmeros. Uma gestão focada em processos, sistemas e previsibilidade cria uma base sólida, o que permite que uma empresa se mantenha no mercado por mais tempo, sem os altos e baixos do crescimento explosivo.
Outro ponto essencial para o sucesso da liderança comercial nas PMEs é a jornada de vendas. Não se trata apenas de comemorar o fechamento de uma venda, mas sim de entender que a verdadeira estratégia de vendas está no processo diário, nas pequenas vitórias, nas etapas cumpridas com consistência. A previsibilidade e o controle dos processos são cruciais para que o resultado final não seja uma surpresa, mas sim uma consequência de um trabalho bem feito ao longo de toda a jornada.
A liderança comercial, portanto, precisa ser capaz de gerenciar os diversos caminhos e canais que levam a resultados comerciais, sempre avaliando custos, tempo e capacidade produtiva. Isso exige uma visão holística e orientada para a execução de cada etapa do processo, o que permite que as metas sejam alcançadas de maneira consistente e dentro das configurações estabelecidas pela organização.
No entanto, a liderança comercial nas PMEs enfrenta desafios importantes. Os líderes comerciais muitas vezes caem no vício de repetir as mesmas estratégias do passado, resistem a novas metodologias ou enfrentam dificuldades em medir e mensurar o desempenho da equipe de vendas. Esses obstáculos, quando não enfrentados corretamente, podem prejudicar a continuidade do crescimento.
Outro desafio importante é a falta de regras claras e objetivos bem definidos. A ausência de um direcionamento estratégico e a falta de critérios para avaliar as ações que dificultam o sucesso a longo prazo. A liderança comercial não deve apenas estabelecer esses critérios, mas também fornecer ferramentas, recursos e benchmarks para garantir que a organização siga em direção ao sucesso.
Ao implementar metodologias eficazes, criar processos bem definidos e fomentar uma cultura sólida, o líder comercial pode transformar uma PME em uma empresa com capacidade de adaptação constante e crescimento sustentável.
Portanto, o sucesso da liderança comercial não se resume a fechar grandes vendas, mas construir uma trajetória consistente, onde cada etapa do processo de vendas e gestão de negócios seja bem planejada e realizada. A capacidade de transformar desafios em oportunidades e de alinhar as expectativas de crescimento com a realidade da empresa é o que vai determinar o sucesso no longo prazo.
O que significa demorar para responder mensagem no WhatsApp, segundo a psicologia
Por Lídia Gabriela
Dos “contatinhos” aos amigos, você conhece alguém que costuma demorar para responder mensagem? No mundo digital, a comunicação instantânea é a regra comum, mas algumas pessoas não costuma segui-la.
Dos “contatinhos” aos amigos, você conhece alguém que costuma demorar para responder
Mas qual é a explicação para isso? Especialistas apontam que esse comportamento pode estar relacionado a fatores como fadiga digital, ansiedade social e até à necessidade de estabelecer limites pessoais.
O que significa demorar para responder mensagem?
Veja abaixo os três motivos mais comuns, segundo especialistas:
- Fadiga digital
Em primeiro lugar temos a fadiga digital. Esse é um dos principais motivos pelos quais alguém pode demorar para responder mensagem. Conforme um estudo publicado na revista Computers in Human Behavior, a sobrecarga de informações e a pressão de estar sempre disponível podem levar à exaustão mental.
Sendo assim, esse cansaço faz com que algumas pessoas evitem interações virtuais para preservar seu bem-estar emocional.
Ansiedade, fadiga e imposição de limites: eis os principais significado de demorar para responder mensagem – Foto: Canva/ND
- Ansiedade social
O segundo motivo é o excesso de pensamento na hora de formular uma resposta. Pessoas que têm ansiedade social ou traços de perfeccionismo podem ter dificuldades em responder rapidamente porque buscam a melhor forma de se comunicar.
Uma pesquisa da Journal of Anxiety Disorders indica que pessoas com esses traços podem levar mais tempo para interagir digitalmente devido ao medo da interpretação errada de suas palavras.
- Estabelecimento de limites
Por fim, o tempo de resposta também pode estar ligado à necessidade de impor limites. Em um mundo no qual vivemos o imediatismo tecnológico, algumas pessoas optam por responder no seu próprio ritmo como forma de proteger sua saúde mental e evitar a sensação de sobrecarga.
Além disso, o tempo de resposta pode refletir o nível de interesse e as prioridades emocionais de cada pessoa. Uma pesquisa da Personality and Social Psychology Bulletin sugere que a demora na resposta pode ser um sinal de desinteresse ou falta de envolvimento emocional na conversa.
Agora que você já sabe que demorar para responder mensagem pode ter múltiplos significados. Entender esses fatores pode ajudar a lidar melhor com a comunicação digital e a evitar interpretações equivocadas sobre o comportamento dos outros.
Campanha do LinkedIn revela: apenas 32% das mulheres no mercado de trabalho conseguem ascender
Por Renata Suter
O LinkedIn lançou hoje campanha para ressaltar os obstáculos que dificultam o crescimento das mulheres no mercado de trabalho, incentivando a opção por práticas mais inclusivas.
Segundo estudo IWD Gender Data 2025, lançado pela plataforma, apesar de as mulheres somarem 45% do mercado de trabalho no Brasil, apenas 32% delas chegam a cargos de gestão.
Para mostrar essa realidade na prática, o LinkedIn promoveu ação, colocando cadeiras de escritório vazias, posicionadas em locais de grande circulação. Em cada um desses espaços, um dado era mostrado, evidenciando a falta de representatividade feminina. A curiosidade foi imediata e registrada em vídeo, compartilhado por criadores de conteúdo na própria plataforma, reforçando a importância de se discutir essa realidade.
O Brasil levaria 53 anos para atingir um nível razoável de equidade de gênero, se continuarmos no mesmo passo de hoje. A campanha do LinkedIn quer apressar essa mudança, ao alertar empresas e recrutadores sobre a importância de dar às mulheres oportunidades reais de crescimento.
Inacreditavelmente, uma das soluções propostas pela campanha, quase que óbvia, é a da contratação baseada em habilidades que, se de fato fosse utilizada, expandiria o alcance da capacidade feminina em até seis vezes mais do que atualmente. No Brasil, essa mesma prática aumentaria a presença das mulheres em funções sub-representadas em até 12%.
Segundo Ana Claudia Plihal, Head de Soluções para Talentos do LinkedIn Brasil, “Temos um grande espaço para avançar e para que as empresas possam reequilibrar a presença feminina em indústrias historicamente masculinas, principalmente nas áreas de tecnologia, construção e logística”.
Assista ao vídeo AQUI!